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A mostrar mensagens de Novembro, 2016

Quietos!

Quietos! Também é possível, ficarmos tranquilos, nas nossas rotinas, sem mexer com o outro. Quietos sem termos que falar. Sem explicar e sem mover as mãos, ou os lábios. Quietos apenas a saber que estamos aqui, cada um do lado certo da vida do outro!

Hoje ficámos assim, sem nos falarmos. Tu devido à montanha de trabalho que acumularas, um pouco por culpa minha e eu, dando-te espaço, mas mantendo-me alerta, pronta e à tua espera.

Conseguimos, finalmente, sossegar-nos! Ao final de tanto tempo, de muitas idas e algumas vindas, conseguimos que cada silêncio se enchesse do que sabemos querer e desejar do outro. Agora mesmo de longe, já quase que te visualizo a moveres-te determinado. A tocares a face que nunca me esqueço de beijar quando te tenho, porque a tua presença é demasiado forte. O teu abraço mantem-me próxima de ti, como se não conseguisses libertar-te, como se estivéssemos ligados e a verdade é que estamos mesmo e não apenas de corpo.

Ficamos quietos, de cada vez que a separação …

Assim gosto!

Assim gosto, porque quando a noite chega, mesmo que tenha apenas a lua a iluminar-me, vou continuar a ver para além do que já és!

Quero-te do meu lado. Quero saber como te ligar cada botão, como te manter por perto e retribuir cada pedaço de felicidade que já me proporcionas e eu quero toda a que acabo a sentir de cada vez que sou tocada e olhada por ti.

Estou a amar-te, sem o desespero que me caracteriza. Estou a amar-te sem medos, mas também com muitos, misturando todas as minhas certezas e receios de afinal nada saber. És único, nunca tive ninguém assim, nunca fui tão vista, olhada, sentida e amada com palavras, mas com muito corpo e uma enorme alma.

Gosto de ti assim. Gosto do que me dás, do que me dizes e da forma como me transformas. Gosto da capacidade de tens de me fazer acreditar que juntos conseguimos, não importa quem esteve antes. Não importa quem não ficou e porque razão. Apenas importamos nós agora.

Tu vais-me dizendo que se eu não parar. Se nunca voltar atrás, nem me ar…

Algumas coisas!

Algumas coisas pagam-se caro! Não adianta lamber feridas demasiado abertas, tudo terá o seu tempo e devagar também poderá ser a resposta.

Existem homens que começam logo com TUDO, que nos levam a casa, apresentam a família alargada. Homens que falam de forma directa, sem rodeios, a "mostrarem" o que têm e o que esperam de nós. Ainda não tinha conhecido nenhum assim e ontem fui apanhada numa surpresa que me engasgou e deixou a pensar, nas minhas prioridades. Por vezes faço pedidos  ao Universo e quando ele me atende eu respondo que não sou capaz, que não era bem assim, não para mim.

O que quero afinal?
Será que me expliquei mal?
Eu pedi, é verdade, mas também tenho que fazer bonecos, ao UNIVERSO?

DAMN!!

Não gosto de magoar ninguém. Não gosto de ser a que termina com os sonhos. A que diz que não tem nada para dar. A que não ama e nem sabe se o conseguirá fazer. Não me dá qualquer prazer saber que existe quem mova o mundo para me ter, porque se não o quero eu, então deixa de faz…

Romântica!

Como defines o teu romantismo? O que te sentes capaz de fazer e de sentir, em prole do amor e de momentos passados a dois?

Sou romântica, sim, q.b, lamechas não, por favor, mas até o lamechas precisa de alguma definição, porque uns serão mais do que outros. Eu gosto de ser surpreendida, de estar quieta, (não muito, não abusem) em lugares onde mais ninguém importe. Sou uma romântica que não precisa de presentes, apenas de cuidado, de palavras que me liguem por dentro. Há muito que não sei e não tenho momentos a dois, onde o tempo só conte a nosso favor, mas vou cuidar para que aconteça num futuro muito próximo, porque quero e preciso de sentir quem me sinta.

A minha amiga Paula já não é assim, ela é absurdamente NÃO romântica, fica com pele de galinha sempre que falamos em escapadelas, enjoada com a possibilidade de receber flores porque diz que só gosta de cactos. É um pagode ouvi-la excomungar os românticos do planeta.

- Já estou com um ataque de ansiedade, foi para esta merda que v…

LONGE!

Já estás assim, tão longe, que quase nem me consigo lembrar dos teus traços. A prová-lo o facto inegável de que já nem contigo acordo. Ponho os pés no chão e reflicto sob a forma como me correu a noite e acabo sempre com a mesma constatação, não estiveste lá, não te senti e já nem sequer contigo sonhei!

Já deixou de ser triste, porque é apenas uma consequência de decisões, e cada um decidiu à sua maneira.

Estou sentada, de frente para o espelho que reflecte uma imagem tão diferente de mim agora, que não resisto a perguntar-me onde foi que andei afinal, para estar neste momento a fazer balanços e para me perguntar o que foi que me magoou, se já nem me lembro mais dos sentimentos?

O tempo vai passando, à sua velocidade natural, e nós, seres tão pequeninos e incapazes de mudar o que quer que seja, passamos com ele. Se não quisermos resistir. Se aceitarmos, num dia, tal como o de hoje, acordamos a saber que tudo o que vem também pode ir e que o que não nos é destinado, não ficará.

Eu cont…

E se não recuperamos?

E se não recuperamos? Há quem tenha medo de "morrer" quando morre o amor. Tudo porque
dói, muito. Porque nos rasga por dentro e faz-nos duvidar até de que existimos. Mas eventualmente passa, ou não, porque já vi quem se recuse a sair do marasmo. Quem escolha amar mesmo não sendo amado de volta. Quem não queira ver o óbvio e simplesmente vegete e deambule pelo mundo, perdendo a oportunidade de encontrar a pessoa certa. Olhem que é mais comum do que parece e até eu já estive numa dessas posições. A falta física. O olhar que se perde, depois das palavras que já não se repetem. Tudo é doloroso e difícil de aceitar, mas quando se entende e aceita (nem que seja à martelada) instala-se um enorme alívio.

- E se eu ficar assim, magoada para sempre, sem me perdoar?
- Não ficas minha querida amiga, dá-te tempo, o mesmo que não cura nada, mas que atenua tudo. O bastante para que passemos a relativizar, a chegar até onde a dor e a mágoa não permitiam.

Na verdade se andássemos todos a fug…

Mais um passo!

Mais um passo! Tem sido assim, este ano de 2016, um passo depois de mais outro. Revelações, finalizações, recomeços e tudo dentro dos tempos desejados!

Estou a começar a ver a minha vida revolver-se em torno do que faço bem, e a gostar tanto que preciso de mais. Quero muito mais e sei que vai chegar. Sou uma optimista e até prova em contrário, consigo sempre encontrar o melhor do que aparenta ser mau. Sei que se me mantiver fiel ao que é certo, ao que percebi ser a melhor forma de conduzir a minha vida, receberei na proporção do que dou, mesmo que não das pessoas certas.

Existem passos que assustam, um nadinha. Existem passos que carregam uma enorme responsabilidade, sobretudo para mim que penso, vejo e faço as coisas de forma exigente. Existem pessoas que me trazem uma realização fabulosa e uma sensação de dejá vu. Sim, eu já consegui antecipar o meu prazer quando "lá" chegasse. Consegui até saborear as vitórias e ver-me para além do que vejo, de mim, a cada dia, e gostei, 

Que diferentes!

A idade passa por nós, por alguns, com mais violência, ficando marcas profundas, mudando as nossas características e deixado-nos irreconhecíveis!

Hoje fiquei chocada com um amigo que se tornou um verdadeiro fantasma, tão diferente de tudo o que pudesse imaginar que se tornaria, que tive de lhe pedir desculpa e perguntar de quem se tratava.

Para os que não acreditam que a falta de amor nos marca com um ferro bem mais quente que o do ferreiro. Para quem recusa ver o futuro com clareza, sorrindo no percurso que vai fazendo, e tanto que o via sorrir, quando era forte, jovem e pinga amor. Deveriam ter presenciado como o fiz eu hoje, no que se torna um homem com 57 anos que não criou laços, nem um amor que fique e que o erga de cada vez que cair. Tanto que zombou das mulheres, usando-as, porque era realmente bonito. Na altura bem mais velho do que eu, mas hoje apenas uma sombra, sozinho, "desamado" e velho. Foi triste!

Não sei para onde iremos todos parar, sobretudo os muitos que…

Eu e tu!

Eu e tu já fomos o nós de uma relação que durou para lá de uma vida. Fomos dois seres que iniciaram um percurso dolorido, mas cheio de sensações que me construíram!

Não sei por onde teria andado, o que o destino me teria reservado, se não nos tivéssemos olhado, sentido e tido, de corpo e alma, fazendo um amor que jamais verei repetido na minha vida. Sei-o porque já tive outros corpos. Sei-o porque já ouvi outras palavras e elas nunca soaram a tão genuíno quanto as tuas o foram antes. Tudo o que vivi contigo foi real, nasceu do crescimento que tivemos juntos e de um processo que nos deu muito e nos fez o que somos hoje.

Se tenho saudades? Imensas, sobretudo dos abraços que me protegiam até de mim mesma, e que quando aconteciam me faziam esquecer que o mundo lá fora gritava por mim e me exigia uma força que não me apetecia ter. Foste e estiveste no meu corpo como mais nenhum homem alguma vez poderá estar, porque foste o primeiro, porque me deste as sensações que eram novas e que hoje ap…

Pensamentos!

De que se veste o meu diabo?

De que se veste o meu diabo? O meu não veste Prada, nem quaisquer roupas de griffe, isso é certo, mas anda por aí bem disfarçado, com capas e roupagem que o dissimula, que me faz pensar e repensar no que me acontece!

O meu diabo é aquele que me achocalha as ilusões, que me permite ver como as pessoas são realmente por dentro, do que são feitas, e porque se comportam assim, ou assado. Graças a ele, não têm outra hipótese senão a de se revelarem.

Dentro de uma roupagem invisível, o meu diabo está sempre presente e bem acompanhado. Cuida de me manter alerta e mesmo sendo a antítese do bem, se não fosse por ele, sei que as quedas aconteceriam muitas mais vezes.

Por vezes confundem-nos e consideram-me bem mais diabo do que sou realmente. Talvez já se tenha colado demasiado e eu não lhe seja imune. Talvez sejam os olhos, demasiado críticos, a julgarem a minha rispidez. Talvez e pior ainda, estejam mesmo certos e eu já nem o consiga disfarçar.

De quantos "diabos" poderemos ser feito…

Amar só pode ser!

Amar só pode ser estar sempre pronto para cuidar, acompanhar e procurar. Amar é falar, com o coração aberto, sobre tudo o que se sente, como se sente e deseja. Quando se ama a vontade de tocar, de ver, de olhar e de gritar todas as palavras que nos irrompem bem de dentro nunca se segura, porque vão saindo descontroladas, exageradas, mas a fazer sempre tão bem e a darem de nós, como nem sempre o corpo consegue por não estar por perto!

Não concebo, não quero e recuso, um outro amor que não corra já, na minha direcção, como o faz o teu. Gosto de ti, cada segundo um pouco mais. Cada dia, ao acordar, tenho que agradecer pelo momento que nos juntou e que me fez aceitar-te, a ti, logo a ti. Não te quero nem vou deixar ir, mesmo que seja difícil e que tenhamos que nos dar colo em dias mais cinzentos. Até quando as lágrimas surjam para nos lavar por dentro, assim mesmo, sei que não vou desistir de ti. Não vou permitir que o que está lá fora invada o que apenas nós, aqui dentro, conseguimos cons…

Frio!

Por vezes também é assim, o frio invade-me o medo e transforma a minha consciência em medo. Medo de não estar no caminho certo. Medo de que não seja este o meu percurso e medo de  que ele não se cruze com o teu.

Em noites como a de hoje, em que me ri de todas as brincadeiras sempre contigo no pensamento, mas em que olhei milhares de vezes para as horas que não passavam, acabo a pensar no que ando afinal a fazer. Quem sou eu e porque quero o que não posso ter? Eu sabia que não seria fácil, não tinha como, mas insisti em permitir que entrasses no único lugar que eu deveria manter fechado, sobretudo de ti. Permiti que invadisses o coração que tanto me faz viver e sorrir à vida, como me trás para baixo de tanta saudade, desejo e necessidade de ti.

Frio por dentro, na alma, num corpo que ainda não tiveste. Frio em mim, tanto hoje, que enregelei de medo. Frio pela consciência do recomeço, e eu sei o quanto não quero ter que recomeçar. Frio pelo desalento que me provoca não ter como te tocar…

Como vemos os outros?

A forma como, vemos os outros, é que faz de nós pessoas mais ou menos bonitas, interessantes, ou interessadas e capazes de investir e de mudar. Por vezes descobrimos num sorriso escondido, alguém como nós, que pensa e sonha com a mesma intensidade e é nessa altura que nos revelamos e mostramos o que somos.

Não é de todo fácil olhar com olhos imparciais, sem julgar e sem pré-conceber. Não é fácil deixarmos para trás as nossas fundações e apenas entender e escutar. Não é fácil ouvir sem ter que responder, apenas lendo cada palavra e sentindo cada sentimento. Não é fácil deixarmos de ser nós, para acolher o outro e para o desculpar do que aparentemente não nos bastar.

Em dias como o de hoje, consigo sempre sentir-me um pouco mais próxima, mais "dentro" do outro, daquele ou daquela que tantas vezes vi e ouvi, mas nunca escutei com a devida atenção. Existem dias em que pareço sair de mim e vaguear pelo mundo que os outros construíram, conseguindo entendê-los mais e melhor.

Por v…

O que o corpo faz!

Quantos não saberão a letra da mesma música? Quantos não estarão, neste momento, a partilhar a cama e o corpo com alguém deixando sempre a alma de fora? Será que ela perdoa mesmo o que o corpo faz?

Não é possível, nem sustentável, por muito tempo, sem que acabemos a morrer por dentro, ter um corpo que não nos completa. Querer-mos apenas trocar sensações físicas que não se acompanham com o desejo de estar com quem realmente nos poderia dar o prazer que procuramos.

Quantas vezes, não se força o corpo a chegar até onde ele necessita, porque morreria aos poucos com a falta de toque, mas abafando o grito de um nome diferente? Quantas vezes, não sonhamos estar com quem ainda não tivemos, e que não nos sai da cabeça, que se implantou em nós e nos impede de continuar a fingir por muito mais tempo? Quantas vezes, procuramos no lugar errado, pela pessoa certa?

O que o corpo faz a alma e o coração apenas perdoam, se for no tempo e momento que conseguirmos encaixar, como se encaixa, em nós, quem …

Será que ainda te lembras?

Lembras-te do amor que fazíamos, loucos, sedentos e incapazes de nos satisfazermos?

Será que ainda te lembras da sensação que nos assolava quando nos víamos, quando ainda não nos tínhamos completamente, mas já precisávamos de todos os minutos e segundos para sermos felizes?

Eu consigo lembrar-me do frio na barriga. Do prazer de te tocar. Do sabor da tua boca e de como nunca me cansava de ser beijada por ti. Será que ainda te lembras das horas passadas, a dizer tudo e quase nada, apenas por não sabermos como sair um do outro? Os assuntos atropelavam-se. O desejo de nos tocarmos quase que nos enlouquecia e deixava a alucinar. A capacidade de nos magoarmos, pelo medo de sairmos, para sempre, marcados a ferro pelo fim do que mal começáramos, revolvia-nos numa loucura eminente. Será que ainda te lembras das promessas, dos jogos de palavras e das buscas de buracos no amor que ambos dizíamos sentir?

Testámo-nos até à exaustão. Procurámos explicações que sabíamos não terem como existir e mant…

E se de repente...

E se de repente, após um dia cinzento, alguém de quem nada esperávamos, entrasse pela nossa vida e nos trouxesse o sol, fazendo com que o cuidado, o carinho e a amizade com que nos olhariam, atravessa-se o vidro duplo que nos impedia de sonhar, de rir e até de desejar continuar?

Ainda há esperança para o mundo quando descobrimos que do outro lado de uma outra vida, existem pessoas que valem a pena conhecer. Pessoas que nos conseguem aquecer a alma recordando-nos de que afinal importamos. Obrigada a ti pelos minutos que ajudaste a preencher. Obrigada por me teres deixado "roubar-te" a energia com a qual me alimentei hoje, num dos raros dias em que me permiti sucumbir, não pela doença, mas pelo medo de não ser capaz de funcionar. Obrigada por saberes ouvir e calar quando me calei, não porque não tivesse o que dizer, mas porque fazê-lo seria magoar-me ainda mais. Obrigada por não te fazeres passar por quem não és, apenas para me impressionar, até porque sou pouco impressionável…

Almas gémeas!

Almas gémeas! Crescemos a ouvir falar que existem, que poderão até nunca se encontrar, mas que existe alguém que "encaixa" em nós na perfeição, será?

Segundo algumas filosofias, umas mais de cordel do que outras, a nossa metade poderá não aceitar a mudança, não nos reconhecendo e fazendo com que não acabemos juntos. No entanto seremos capazes de vivenciar uma sensação de tremor interior quando a identificarmos.

Já ouvi de umas quantas pessoas, que acreditam terem encontrado a sua alma gémea, mas que acabaram a ter uma vivência atribulada, cheia de desencontros e de incapacidades mútuas. Outras dirão que a química é tão grande que dificilmente passarão, um pelo outro, sem se verem. Porque existirão e porque serão separadas, se supostamente dependem, TANTO, uma da outra para serem felizes?

Às tantas estamos apenas a "comprar" mais uma história da carochinha, impedindo-nos de apenas usufruir de quem temos, e que raramente nos chegará sem problemas, para que ao mínimo …

Corpos!

Corpos, quando se tocam fazem magia. Se nos sentimos, queremos, amamos, não há como não deixar que a corrente passe, que os sons se instalem e que o que somos se entranhe no outro!

Se eu fechar os olhos, consigo saber onde está o teu corpo e entender porque o deseja o meu. Nem sempre as pessoas nos tocam de forma a que mudem tudo à sua passagem. Nem sempre somos arrebatados, sentindo-nos suspensos e a flutuar. Nem sempre queremos com a mesma intensidade e desejo. Nem sempre é claro, ou se entende sequer, mas eu acredito que é possível receber alguém que se entranhe, sem se estranhar e para nunca mais sair.

Corpos que escrevem uma história juntos e que se ajustam para se receberem, usarem, amarem e permanecerem. Corpos que apenas alguns corpos conseguem sentir e desejar. Corpos cujo sabor se mistura e se reconhece, não importa onde.

Os corpos que já se falaram permanecem. Eu já o sei e talvez também tu o venhas a saber um dia. Até lá, vou sentindo o meu, pensando no teu e imaginando os …

Apenas momentos!

Por vezes são os momentos, aparentemente pequenos, aqueles em que apenas nos vemos de fugida, que contam mais. Contam mais porque falamos de nós, conhecemo-nos, sabemos de percursos de vida, passados e presentes e cimentamos sentimentos.

Gosto de todos os momentos que tenho contigo, dos mais físicos, mas também daqueles em que apenas te posso olhar e deixar-me sorrir. Gosto da tua ligeira e forma descomplicada de ver a vida. Gosto de sentir de que forma, gostas de mim, mesmo que não seja, ainda, recíproco. Gosto de saber que temos ideias convergentes e sonhos comuns. Gosto da forma intensa com que me fixas, incapaz de dizer o que te vai na alma, segundo tu mesmo dizes, para não me assustares.

Fazes-me bem, deixas-me bem e já vais mudando os meus dias. Dás-me força para continuar no rumo que tracei, simplesmente porque acreditas em tudo o que desejo para o meu futuro e que já vou construindo. Ouvir a tua voz. Sentir a tua mão que me aperta. seguir os contornos de uma boca que me quer …

Olho para ti!

Olho para ti, agora, como se nunca o tivesse feito antes e não deverei tê-lo feito mesmo, pelo menos não com a intenção de te conhecer como és e a de perceber que cada estrada pela qual passava acabaria inevitávelmente a ir na direcção de alguém como tu. Olho para ti, sinto a tua força, e cimento as certezas que me tentavas passar, lutando as minhas batalhas, como sempre fizeste antes, quando eu perdia as forças e te tinha, dizendo que eras como um irmão. Corria para os teus abraços, para ter a cabeça afagada, a face beijada, escutando e bebendo cada palavra de apoio e de segurança.

Como poderei ter andado tão longe de ti, tendo-te?
Quem procurava afinal, se já estavas aqui?

Agora não sei como poderei sobreviver sem ti. Onde e quando terei quem saiba o que estou a sentir bastando que me mova. Quem perceba que ao afastar as madeixas dos cabelos, tocando-os de um determinada forma, indicio que estou nervosa ou ansiosa. Agora procuro-te, desesperada. Agora quero-te de volta, mas já não é…

Se cheguei até aqui...

Não sou das que desistem fácil, mas também tenho ups and downs e se cheguei até aqui, foi por que percebi que não tenho que  invadir territórios e de me estar a impor, cruzando mundos que não me pertençam.

Tudo o que tenho comigo, a forma como me incluo, mantenho à tona e sobrevivo, deve-se a mim mesma, ao que consegui apreender, mantendo a consistência ou abdicando dela sempre que se justifique.

Descobri que existias, que sabias falar-me e fazer-te ouvir. Entendi porque estavas aqui, porque me conseguias envolver e esperar pelo melhor de ambos e porque não me apetecia deixar-te ir nem soltar a corda subtil que nos prendia sem amarrar. Mas a minha fé em mim mesma não tem falhas e eu lembro-me sempre do que digo, como o digo, e já me disse a mim mesma quese cheguei até aqui, apenas tenho que continuar.Se já cheguei até aqui, comigo, quem sou e mantendo o que já era, então basta que percorra o único percurso que ainda me resta.Secheguei até aqui, apenas tenho que me saber aceitar, aceitan…

Hoje estava difícil!

Hoje estava difícil! Vais ter que me desculpar porque também me deixo, por vezes, levar pelo medo de não conseguir aguentar, de não poder seguir em frente e de não me impedir de sofrer.

A vontade de que me dês colo, que me deixes aninhar em ti e me passes a força que espero consigas ter, deixou-me quase sem respirar, a querer gritar que não quero continuar, que preciso de te tirar de mim, que deveria ser agora, hoje ainda.

Implorei-te que me ajudasses, porque te cabe a ti parar com o que sabemos não ter como prosseguir. Pediste calma e eu acabei a ceder, sentindo, bem dentro de mim, que muito certamente não irá correr bem. Estou, pela primeira vez, a tremer por dentro, a sentir-me insegura e a não entender como e porque cheguei até aqui.

- Porque não paramos já, por favor?
- Queres que isso aconteça neste momento? Aviso-te já para teres cuidado com a resposta.

O medo de onde isto nos levará é grande, mas perder-te é o meu pesadelo. Sinto um medo irracional, porque nem sequer te tive a…

Se nunca mais te tiver...

Temos falado, mais do que o habitual, tu porque me tentas manter por perto, porque dizes que te alimentas de mim e respiras do meu ar. Eu porque me sabe bem ser gostada e desejada por ti. Sabe-me bem ouvir-te partilhar os teus dias que certamente me incluiriam inteira se eu o permitisse.

Fico algo incomodada, sem saber muito bem como reagir, quando e sempre que me olhas de forma tão intensa que pareces conseguir ler os meus pensamentos. Nós temos a chamada relação improvável, gostamo-nos, fazemo-nos bem, sentimos de igual forma e reconhecemos que o nosso espaço e tempo são demasiado preciosos para que qualquer um de nós dois não esteja por perto.

Não é a ti que amo, não da forma que esperas e desejas, mas tenho-te um carinho que ultrapassa o compreensível. Tenho-te um amor só meu, que apenas eu entendo e que desisti de explicar, sobretudo a ti com quem já tive corpo, beijos que me envolveram e quase me fizeram acreditar que poderia ser...

Estou empenhada e determinada em te manter, e…

"Let´s talk about sex"!

"Let´s talk about sex"! CALMA, é apenas o título de uma música das Salt and Pepper!

Por norma é assim que os meus dias começam, com música, escolhida para me alterar ou manter o estado de espírito. Depois até pode vir o resto do mundo que eu já me aguento. Percebi no entanto que o resto do mundo me anda a tentar afastar de mim e do que acredito. Talvez achem que a minha forma de viver, não seja a mais correcta. Temos pena, porque eu vou manter-me fiel ao que sou e ao que penso. Quem manda na minha vida sou EU e não está aberto a discussões.

Deveríamos levar a  vida pessoal tal como a profissional, porque estou certa de que se evitariam muitos dissabores. Tenho alguém que preciso "afastar", alguém que precisa de compreender que cada um de nós tem o seu tempo e que o dele já passou. Fora se eu lidasse com isto como lido com tudo o reto profissionalmente, certamente que já estaria resolvido.

Profissionalmente, sou respeitada, tenho autonomia, sei o que fazer, como e quan…

Hoje fiquei assim!

Hoje fiquei assim, ainda com mais saudades tuas, porque te distanciaste mais uns quantos quilómetros. O nosso cérebro é mesmo um orgão complexo. Não vivemos juntos, nem sequer na mesma cidade. Não nos vemos diáriamente, mas se fores para mais longe, sinto o coração a apertar-se tanto quantos todos os passos que teria que percorrer para te ver. Às tantas é uma desculpa para dizer que me fazes falta, mas isso até que já o sabemos ambos. Fazemo-nos falta, precisamos um do outro e os nossos dias nunca começam verdadeiramente enquanto não chega uma palavra, um som ou um sorriso. Na outra parte de mim estás tu e na metade que te sobra estou eu, aqui, sempre, a pensar em ti e a desejar-te, tal como dizes - hoje um pouco mais do que ontem e menos do que amanhã.

Hoje fiquei assim, como está o dia, sem saber se acaba a chover torrencialmente, ou se o sol conseguirá espreitar. Hoje fiquei mais quieta, a tentar recordar-me de tudo o que me recorda de ti. Hoje fiquei com a certeza que apenas tu co…

Tu és...

Tu és a pessoa mais importante da tua vida, mesmo que não o saibas ainda. Tu és a pessoa que apenas percorreu alguns passos na caminhada que se agigantará, tal como o farás também. Tu és a que sabe de que forma ficas mais bonita e resplandecente. Tu és a que consegue amar porque escolheste fazê-lo com quem te acrescentaria mais vida, mais sonhos e mais lugares para manteres no coração. Tu és a que busca as respostas para os milhares de planos que já delineias. Tu és a que cresce a cada dia, para seres melhor e mais inteira.

Tu, sim, é para ti que falo, não podes nem deves, em nenhum momento, permitir que o alegado amor por alguém te carregue em braços de dor. Quem chegar vai ter que fazer por merecer cada carinho, toda a entrega e até as recusas, porque quando que não fores capaz. Quando não souberes como, terás que recuar, tantas vezes quantas precisares, até t

Como se escolhe!

Como se escolhe e acaba a desejar alguém de quem, aparentemente, deveríamos fugir, ignorando o óbvio, arriscando darmo-nos mal e acabando a sofrer?

O que não se explica não deveria ser motivo para embarcarmos em viagens perigosas, ou para adiarmos decisões, mas a verdade é que até o que não é natural nem correcto, pode trazer-nos calor à alma. Pode deixar-nos mais completos, com a sensação de que pertencemos a um lugar e que nesse lugar está quem nos poderia fazer feliz.

Os desencontros também se sucedem e só nos resta aguardar, quem sabe, por outros tempos e momentos, para que o ciclo se complete. Se não te posso ter agora, e muito provávelmente não terei, espero conseguir reconhecer, no depois, o teu olhar, o som da voz que sei me soará familiar, o toque das mãos que ao segurar as minhas me passarão a corrente e a energia de que ambos vamos precisar.

Quando já tivermos percorridos os percursos que nos dita o destino, o Universo, a vida, sei lá eu bem o quê, estou certa que voltaremo…

Quero estar aqui!

Quero estar aqui, para ti, sempre que precisares de mim!

Quero que me sintas como um porto seguro. Quero que me sintas como alguém cujo coração está tão cheio de tudo o que precisas, que só te poderá acolher. Quero saber que te preencho e senti-lo na tua voz. Quero cuidar-te porque quero também ser cuidada. Quero que seja tudo fácil entre nós, um processo tão natural quanto é o amor que nos temos. Quero manter-te, estando aqui, onde tu sabes e sentes, porque não me sais do pensamento. Quero querer-te, sempre, porque apenas assim faz sentido continuar

Quero estar aqui, para ti, porque enquanto te tenho, de cada vez que te toco e sou tocada, a vida assume um papel que anseio representar. Quero estar aqui, porque saber que foste a minha escolha enquanto me escolhias, deixa-me a sorrir por dentro. Quero estar e continuar aqui, porque tu vais perceber que és quem preciso. Tu és quem me consegue descodificar e amar para além do que mostro. Tués quem povoa os meus sonhos até quando estou acord…

Saudades versus distância!

Saudades versus distância! Nem sempre são proporcionais e por vezes quanto mais curta a distância, maior a saudade. No nosso caso no entanto, os quilómetros vão-se estender ainda mais. Vamos esticar, até ao limite, a nossa resistência emocional esperando ambos que consigamos sair vencedores e sem mazelas de maior.

Já experimentámos várias fases nesta relação recente. Fomo-nos descobrindo e percebendo a dimensão de sentimentos que começaram pequeninos, algo tímidos, mas que cresceram como o fizemos nós, na altura certa, na única possível, porque de contrário nada teria chegado até aqui. Falámos hoje das inseguranças, dos medos, dos ciúmes e de tudo o que pode escurecer uma relação, mas que muito pouco podemos fazer para atenuar, porque mesmo que te prometa eu, e que me tentes tranquilizar tu, seremos sempre capazes de permitir que algum desconforto se instale e nos estremeça o chão.

Tenho saudades tuas. Já as sinto há algum tempo, demasiado se queres saber, mas ainda vai crescer um pou…

Espalhar amor!

Eu vou fazer como diz a Lei da Atracção, vou espalhar amor, muito, a ver se desta forma o universo te trás de volta a mim!

Devemos munir-nos de bons sentimentos. De imagens que nos tragam prazer e felicidade para assim obtermos o que tanto desejamos, ora como é a ti que desejo, hoje e sempre, estou a enviar-te sentimentos de amor e de felicidade. 

Quero saber-te de bem com a vida. Quero que tenhas muitas gargalhadas e conquistas e quero para mim o que acho que mereço, a ti. Quero o homem que sei que poderá mudar a minha forma de usufruir deste mundo, das cores que me rodeiam e dos meus triunfos e derrotas. Quero que sonhes comigo e que acordes a recordar-te da minha voz e dos cabelos que gostavas de tocar. Quero que a tua pele se arrepie perante a ideia de estares de novo dentro de mim. Quero que me queiras com a mesma intensidade

Vou enviar-te o desejo de te ter por perto, de poder sentir o corpo que desejo colado ao meu, de beijar os lábios que me aquecem a alma e trazem para fora o qu…

Um amigo é!

Eu sou uma mulher com um sentido apurado e exigente no que concerne a amizade e é por isso que  a considero um bem inestimável e a fomento com quem realmente considero ser um amigo!
Um amigoé aquele que se devota ao outro, advertindo-o de cada vez que se impuser, mas cuidando do seu bem-estar emocional.
Um amigoestá lá, sempre, com uma palavra de conforto, de apoio e de compreensão.
Um amigoreconhece as nossas limitações, aceita-as, e impele-nos a sermos melhores.
Um amigonão se afasta, não negligencia, não encolhe os ombros, nem finge que não vê.
Um amigotem toda a paciência do mundo, mas também grita se o outro se encolhe ou refreia perante os sonhos que dizia querer perseguir.
Um amigodá gargalhadas e deleita-se numa tarde inteira de tontices.
Um amigochora com as lágrimas que não consegue evitar ao outro a quem tanto quer.
Um amigorespeita as escolhas do outro, mesmo quando não concorda com nenhuma.
Um amigo chega, instala-se e recusa-se a sair da vida de quem sabe ser o amigo de que neces…

Lá fora!

Lá fora fica sempre o que não consigo controlar, os lugares que não vejo com clareza e as sombras que ontem até poderiam estar descobertas. Lá fora eu sei que por vezes poderá estar a dor, mas recuso-me a trazê-la comigo para o único lugar onde só estou eu mesma e onde o que verdadeiramente desejo se pode concretizar. Aqui estou segura e afasto os fantasmas que teimam em aparecer, empurro-os determinada e ganhando mais um dia. Lá fora fica quem não consegui trazer até a mim, incluindo-o em tudo o que sou e faço. Lá fora ficam alguns dos sonhos que busco, mas não desesperadamente, porque terei que os começar e conseguir, primeiro, "cá dentro". Lá fora fica a dúvida, mas também as certezas, porque não serei sempre apenas eu e porque tenho que ir colher a algum lugar. Lá fora ficaste tu, sem qualquer possibilidade de voltar a entrar e não por que o tivesse determinado eu.

O tempo, lá fora, vai-me consumindo a capacidade de entender o que move os outros, porque enganam, mordem, …

Amistad!

Hoje, e porque por vezes a vida obriga-nos MESMO a parar, sentei-me no sofá (coisa rara) e resolvi usufruir de um filme na televisão que há muito queria ver, o "Amistad". A correria diária impõe-se, mesmo que não o desejemos, ou que façamos pouco para a evitar, mas como tenho uma das crias de muletas, parei-me e fui apenas eu durante umas horas.

Para quem já teve a oportunidade de ver o filme, certamente que já saberá o que senti e de que forma fui afectada pelo mesmo. Para os outros vou deixar algumas considerações que me vi incapaz de evitar:

O filme é duro, violento e faz-nos sentir pequenos e inseguros. A escravatura, tal como era vivida há alguns séculos atrás, não está assim tão distante de nós como parece. A supremacia dos mais fortes e já não apenas pela cor, (e que incrível é perceber que já não necessitamos de ser negros para que nos escravizem) mantém-se a agudiza-se. Senão vejamos:

. Basta que sejamos pobres
. Indefesos
. Orfãos
. Pouco cultos
. Pouco informados

Ou p…

Se eu tivesse feito planos!

Se eu tivesse feito planos e se tivesse decidido que eras tu, que tantos anos de espera serviriam apenas para nos juntar, agora estaria a chorar de desespero, no chão e a não saber como suportar a tua ausência!

Tanto que já te quis, e que sortuda me sinto por ter podido tocar-te. Por ter sentido e sabido o que é ter-te dentro de mim. Fizemos o que era suposto. Dei-me de forma natural e acabei a perceber do que és feito, pelo menos parte de ti, aquela que não tiveste medo de mostrar. Estiveste em cada um dos meus sonhos. Chamei o teu nome, mesmo e de cada vez que fiz amor com outro homem, porque eras parte de mim, não te conseguia arrancar e passei a acreditar que seria assim até ao fim dos meus dias.

Não foi. Resolvi-te, mas não consigo deixar de estar incrédula, agora, pela tua constante capacidade de te desligares do mundo e de te voltares apenas para ti. Não acredito que o queiras realmente, que seja essa a única solução e que partires, uma vez mais, para fugires não sei bem do quê…

Qual é a resposta?

Qual é a resposta? Se já a sei? Ainda não, ou já não...

Não se tornou mais complicado ou baralhado, são apenas medos comuns de quem se agarrou, tanto tempo, a algo que não teria nem nome, nem cor, nem presente, que era apenas um futuro que eu fui esperando que acontecesse, mas eis que de tanto insistir e pedir, recebi, então e agora? Good question!

Não sei, não faço a mínima!

Que bonito, sim senhora, não foi essa a educação que te deram, tu não és a pessoa que reconheço, estás literalmente em cima do muro, como tanto condenaste outros e só o estás a fazer porque tens um medo terrível do desconhecido. - Esta sou eu a falar comigo mesma. O meu Yin nunca concorda com o Yan, vá-se lá saber porquê.

Preciso de parar de adiar, porque neste campo do amor, nunca tive dúvidas, ou achei que as não teria, até ao dia em que chegaram os dois, quase juntos a darem metade do que espero no todo que antecipei. Não estou a fazer sentido? Pois, se vocês estão confusos, imaginem eu.

Vou ter que determinar u…

A irracionalidade!

A desconfiança e o medo de sermos enganados, leva-nos à irracionalidade e à procura de fantasmas até onde não existem!

Isto de se ver esqueletos no armário pode-se transformar numa patologia grave, por isso é que quero ver se não necessito de choques eléctricos. A verdade é que uma vez enganados, para sempre desconfiados, não há alternativa e até eu o consigo entender. Todos nós somos feitos de uns quantos fantasmas e de inseguranças que mantemos para lá da vida adulta, no entanto cabe-nos perceber se serão apenas fruto da nossa incapacidade em confiar, ou se estamos, irremediávelmente, danificados. Cabe-nos tentar ver para além de nós mesmos, dando aos outros a possibilidade de se mostrarem como são e de nos conseguiram assegurar da sua fiabilidade. Cabe-nos, a nós, o resolver de medos que se instalaram, para que possamos continuar a viver, parando de acusar os outros do que nós mesmos seríamos capazes de fazer.

Eu não gosto de não acreditar. Não gosto de olhar de soslaio e de me se…

Os reveses!

O que vai volta e o que queremos muito também nos desilude, um dia. São os reveses da vida!

Quando as fundações são frágeis. Quando são construídas para poupar no material, tudo o resto irá eventualmente cair, abanar e ceder. É o que se passa muitas vezes com as relações. Mas o que é que as torna mais ou menos sólidas? De onde nos vem o conhecimento, ou a experiência, para mantermos algo tão sensível e novo para nós? Onde estará a fronteira entre o sucesso gradual e a morte súbita?

Tantas perguntas! Dúvidas que não parecem querer desaparecer, que não tenho forma de afastar e que me consomem até à exaustão. Já percebi que desistir é o mais fácil. Que correr para bem longe e largar o que nos pode magoar, não tentando sequer parece tornar tudo mais sofrível. Mas será realmente assim? Serão escolhas e cada um fará as suas. Eu prefiro lutar até que a vida me prove estar apenas a desgastar-me, porque a acontecer, a "perder" sei que foi a tentar e a querer, genuinamente, tudo para …