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Meio meio...

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Feelme/Meio meio...Tema. Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Quando encontro homens meio mulheres e mulheres meio homens, a minha capacidade analítica vem sempre ao de cimo, acabo a conseguir as avaliações mais incríveis e é por isso que as vou partilhar convosco. Nada é depreciativo aqui, acho que quando temos metade de outra personalidade em nós, crescemos em sentimentos e tornamo-nos mais próximos dos outros, entendendo do que cada um é composto.

Um homem meio mulher, tem a sensibilidade na pele. Quer, sente e diz o que pensa, sem conseguir parar as palavras. Explica-se bem e não foge dos sentimentos, buscando-os para ser mais completo. Quando se sente fragilizado, chora, roga amor, fala com sons que não povoam o Universo masculino. Deixa-se ir numa torrente de emoções que o expõe e deixa perceber que afinal também tem medos. Não gosta de ser magoado e que quando acontece, sofre imenso, ficando com cada músculo dorido e com a alma desfeita.

Uma mulher meio homem é mais dura. Fala como se fosse feita de cristal, bonito de se ver, mas difícil de quebrar. É mais analítica. Ama sem pressa. Sabe o que fazer para que lhe corram atrás. Escuda-se no que quer para ela e raramente se expõe ao ponto de chorar e de mostrar que está a sofrer horrores. É mais ligeira, ri com enorme facilidade, condescende e segura as mãos dos que magoa, não deliberadamente, mas apenas porque não estava na "onda". Está sempre pronta a recomeçar e busca, ávidamente, sem desistir, o homem que terá a força de que necessita para parar de ser forte.

Já conheci estas variações e não deixei de me surpreender comigo, porque afinal vi em cada um o que não achei estar no lugar certo. Senti-os como mutações, quiçá até as novas versões do futuro, mas aceito que talvez ganhássemos todos com esta mistura. Com a capacidade de nos envolvermos, com ambos os corpos e corações em apenas um. Tal como um cocktail de cor variada e de sabores tão distintos que acabam a encaixar na perfeição, quem sabe não é o que precisamos todos para encontrarmos a felicidade. Um pouco do muito que compõe cada um. Pedaços de sentimentos a deambularem, cá e lá, por dentro de quem quer mais do que este mundo parece conseguir oferecer.

Depois de tudo o que já vi e vivi, quem sabe o meio de mim em ti não nos permitiria estar juntos...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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