Avançar para o conteúdo principal

Quem entende afinal ?

Retratos de dupla exposição juntando dois mundos em um:
Feelme/Quem entende afinal?Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet


Quem entende afinal todo o desgaste em relações que até são recentes, num estágio em que supostamente o amor deveria superar tudo e adoçar as bocas mais amargas e massacradas pela vida? Tanta necessidade de lutar contra tudo e contra nada, quando se deveria unir forças e chegar onde todos desejamos.

Fico incomodada e algo incrédula perante a incapacidade actual de se amar quem nos ama, apenas e só. Analisamos e exigimos demasiado, esperamos pelo que precisa de tempo para se ajustar e entranhar. Não desculpamos nada. Medimos forças, perdendo bem mais no final do que ganhando e terminando vazios para as relações seguintes.

Está a tornar-se, cada dia mais, difícil desnudarmo-nos, mostrando-nos por dentro. Temos um medo atroz de que nos conheçam e nos desnudem a alma, mas é tão bom e tão mais simples ter quem nos identifique, quem nos pertença e saiba de que forma sentimos, desejamos e queremos para além do que conseguimos mostrar. É uma sensação de estar em casa, onde se pertence realmente e a não precisar de explicar o óbvio, tendo o dobro, nós duas vezes.



Vou, de alguma forma, persistir na minha crença de que somos sempre capazes de melhorar, de querer mais e de dar mais. Vou continuar à espera que o motor da vida, o único que move montanhas, nos cure, porque se nos transformarmos em doentes crónicos só nos restará apaziguar as dores e nunca mais conseguiremos ter prazeres genuínos. 

Vou querer continuar a sorrir só por que quero, porque me deixa feliz e porque sim!

Mensagens populares deste blogue

Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…