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A mensagem!

Feelme/A mensagem!Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Estou a ler a tua mensagem no telemóvel e entre o imóvel e o incrédulo, fico sem saber como e se responder. É inevitável que volte atrás no tempo e me recorde do que tivemos, mesmo que pareça que já foi há séculos. Finalmente, consegui tornar os meus dias suportáveis. Finalmente, estou de pé, não sofro, mas sinto-me adormecida, sem projectos novos e sem rumo definido. Consigo felicitar-me por sobreviver, por me manter à tona, estar desperta e prosseguir. Nada voltou a ter sabor, ritmo, risos de felicidade ou amanheceres tranquilos. Todo o mundo deixou de se iluminar, até hoje...

"Estou com falta de ti, preciso de te voltar a ver. Perdoa-me amor, fui um imbecil e estou em pânico só de imaginar que me devotarás o mesmo silêncio. Estás a ler-me, eu sei, conheço-te mais do que tu mesma, sei como franzes o sobrolho quando te elogio, sei como acordas de manhã tão linda quanto te deitaste e após tanto amor feito. És a minha mulher e foi por cobardia que te abandonei julgando que me manterias preso, que não seria nada sem ti e acabei a perceber que me libertaste.  Deste-me força para tomar as minhas decisões e para descobrir os mundos que tracei no meu livrinho de projectos. Foi contigo que me conheci verdadeiramente e  passei a apreciar os silêncios, os sons e até as palavras que dizias sem falar. Ainda te sinto, escuto e consegui até ouvir os gritos que nunca saíram do teu peito, mas que te estarão a consumir. Sei agora que em nenhum outro planeta, estará a outra metade de mim, se ela existir já a encontrei e os meus membros recusam continuar se não estiveres por perto. Perdoa-me amor e aceita-me de volta, vem aninhar-te no meu peito como sempre fizeste quando procuravas segurança e mimo. Vem amar-me, estou aqui".

Eu sei que esperei mais de metade da vida que me restou, por palavras escritas assim, com esta intensidade, a dizerem TUDO, sem quaisquer reservas. Eu sei que já estive, durante noites a fio, enregelada até à medula. Eu sei que me fui parando e secando, por dentro, com medo de morrer e continuar viva. Eu sei que todos os meus minutos se transformavam em infindáveis horas. Eu sei que metade do meu corpo se recusou e ser reconhecido e nunca mais foi tocado. Mas sei também que te sobrevivi e parei de esperar e é por isso que leio e releio o que já não parece real ou possível. Eu sei que te quero ligar e pedir que venhas a correr. Eu sei, mas escolhi parar-me, agora, por ora, até que volte a fazer sentido.

Tanto que esperei que certamente parei de esperar...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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