Avançar para o conteúdo principal

A um dia do dia...

I think this picture is very Beautiful!!! I love the deep ness of her eyes!!!:
Feelme/A um dia do dia...Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Estou a um dia do dia em que, há um ano atrás, todos os meus dias parecem ter sido sugados para uma nova dimensão. Lamentos? Arrependimentos? NENHUNS. Nunca consigo arrepender-me do que faço com total convicção e seguindo uma linha com sentido. O que eu desejo, o que quero, mesmo, para mim, leva-me a percorrer montes e vales para lá chegar.

A vida passa tão rapidamente, que é quase impossível não analisarmos o que nos chega, e a nós mesmos, sem pesar e medir o que fizemos, mas também o que deixámos por fazer. A vida encarrega-se de nos dar o que tanto parecemos pedir, talvez não da forma mais certa, por nos sabermos incapazes de anunciar o futuro e querendo, somente, usufruir do presente.

A um dia do dia em que jamais, em momento algum, acreditei conseguir ser capaz de me virar do avesso para amar quem parecia saber amar-me. Os balanços são comuns em pessoas como eu, porque gosto de entender os porquês até do que não se explica. O meu balanço é incrivelmente positivo e sei, hoje mais do que ontem, que teria que ter vivido cada experiência e sentido cada lugar, olhar, dor e prazer, para chegar até aqui, ao dia em que seria capaz de sentir saudades do que já foi meu.

O ano que nos deixou foi um dos maiores e mais intensos da minha vida. Acreditem que sei do que falo, eu a quase extremista e a que viveu sempre tudo a uma velocidade estonteante. O ano que ainda cheira a fresco, mas que partiu, levou com ele, dois dos homens mais importantes da minha vida. Um que esteve sempre e que permanecerá para além de tudo o que se esfumar no percurso. O mesmo que me passou o que tenho e com o qual me debatia numa exigência de comportamento que provavelmente nem eu teria. O homem que me ensinou a escrever, mesmo sem nunca se ter sentado do meu lado para me segurar as mãos determinadas, mas que me deixou a capacidade de querer mais, de ser bem maior e de lhe provar que era, realmente, quem ele imaginava. Com o mesmo ano, entrou o outro homem que me imprimiu emoções que nem suspeitava ter. Através dele passei a viajar, em mim e da minha maneira determinada, com mais certezas, escudada pelo enorme prazer que parecia sentir em me ter. Também o perdi, mesmo que agora, de olhar mais sereno e distante, entenda que nunca o tive. Fui bafejada por palavras fortes e desejos por satisfazer, mas sempre adiados. Fomos dois grandes sonhadores à espera do que não seríamos capazes de dar. Quisémos  a lua, mas nenhum de nós esteva à altura de a ir buscar. Soubemos a resposta a muitas perguntas por fazer, mas não gostámos das respostas que acabaram por chegar.

A um dia do dia em que pareço ter recomeçado a sentir-me mulher, carrego a certeza, cada vez maior, de que mereço tudo e que não posso, em momento algum, contentar-me com o pouco que me quiseram oferecer. Não estou mais pobre, muito pelo contrário, estou mais forte, mais tranquila e serena e estou capaz de aceitar, de agora em diante, quem vier e me chamar de mulher da sua vida. O pobre terá que se esfolar bem mais, porque depois do que, aparetemente, tive e me foi tirado tornei-me capaz de entender até as linguas que nunca ouvi falar. Nesta fase "adulta" da minha vida, mais ninguém conseguirá esconder o que é, o que carrega e o que nunca conseguirá cumprir. A um dia do dia em que aprendi a amar incondicionalmente, sei que fiz o que devia, como devia e à única pessoa com poder para me libertar de mim.

Obrigada, de maneira diferente, a dois dos homens da minha vida que escolheram, de forma bem cruel, mas inevitável, deixar-me como sempre estive, sozinha!

Mensagens populares deste blogue

Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…