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As memórias!

2 People Hugging Near Trees With Orange Sunlight
Feelme/As memórias!Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

As memórias por vezes acabam a trair-nos, passando-nos imagens que nunca estiveram lá. Pessoas que nem sequer existiam, que fantasiámos na totalidade. Porquê? Talvez porque seja mais fácil, porque tudo o resto se encaixe melhor. Porque somos mais frágeis do que parecemos, não sei, não entendi, ainda não!

Quais são agora as memórias de ti? Deixa-me analisar, preciso de fechar os olhos e de te ver outra vez. São as reais, sei que sim, são demasiado recentes para estar enganada. Consigo chegar bem perto do teu pescoço, beijar-te o queixo, tocar a tua face com a minha, encostar-me ao teu peito e deixar que sintas o meu corpo, roçando-me de mansinho, mas de forma a que fiques pronto para me receber, toda. Os meus beijos, quentes e doces, porque te pertencem também, deixam-te excitado, tentas agarrar-me quase descontrolado, mas não te deixo, sou eu a comandar, tenho que te obrigar a sentir tudo, sem pressa, a saboreares-me, para me guardares em ti.

As memórias de ti são tão reais que poderíamos estar a fazer amor, agora mesmo, aqui, onde estou a pensar em ti, ainda de olhos fechados para que seja mais intenso, para que te sinta vir, em mim, para que tenhamos o que já foi nosso antes. Consigo tocar-te, ainda vou conseguir fazê-lo mais algum tempo, até que cada pedaço do teu rosto se suma. Até que o teu cheiro me abandone e a tua voz já não me entre tão dentro como o fazias tu. Nessa altura, quando o meu coração sarar de vez, também as memórias passarão a ser apenas isso, memórias.

A nossa mente também nos prega partidas boas. ela brinca para que possamos aprender a aligeirar. Deixa-nos sentir o que deveríamos, mesmo, ter sentido e por isso as mantemos, às memórias, as nossas e as de quem passou a fazer parte da nossa história. Neste momento já te sinto outra vez, não sei se fori por tanto te querer. Não sei se te visualizei e passei ao Universo. Não sei o que mudou, mas certamente que foste tu, afinal de contas saíste das minhas memórias e estás aqui, estou a olhar-te e posso tocar-te, como tantas vezes desejei e imaginei. Vem que eu tenho como te recordar de tudo o que já fomos antes...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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