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Não sei...

Person in Hoodie Sitting on Grass Watching Mountain
Feelme/Não sei...Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Não sei do que são feitas as pessoas hoje. Não sei o que buscam e o que as alimenta, mas certamente que a fazê-lo, buscam muito pouco e nãos e alimentam de coisa alguma. Falo, obviamente, de sentimentos. Não sei como se acorda e adormece sozinho, sozinho de sons, de calor na alma e de emoções que apenas quem amamos nos passa. Não sei que planos fazem para a idade maior e com quem se vêem quando lá chegarem. Não sei e assusta-me, por eles, pela quantidade de "fantasmas" que iremos ter a deambular pelo mundo dos que vivem mesmo.

Somos cada vez mais, em algumas partes do globo, naquelas em que o alimento para o estômago é o primordial e onde amar é uma palavra cara, um bem luxuoso. Mas somos cada vez menos, em população, do lado de cá, nos chamados países desenvolvidos, e em emoções que temos gratuitamente e que esbanjamos tal como fazemos à água que para os outros representa ouro, diamantes, e todos os metais preciosos de que me lembrar. Estamos a cada dia mais pequenos e miseráveis. Queremos apenas os prazeres momentâneos e depois deles, depois dos "olá", dos beijos a fugir e do sexo com prazer unilateral, regressamos à nossa condição de insatisfeitos passivos. Somos miseravelmente infelizes, mas não mexemos um dedo para o deixarmos de ser. Somos, salvo seja, eu não entro nessa equação. Eu não ando "aqui" para ver andar os outros. Eu busco a minha felicidade nas coisas mais pequenas e nos momentos mais naturais. Eu mudo o que não me acrescenta. Eu luto pelo pedaço de vida que me pertence.

Não sei quem possa não poder nada, desistindo antes mesmo de ter começado...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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