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Os meus Nãos!

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Feelme/Os meus Nãos!Tema:Sentimentos!

Não tenho como voltar a não ser eu. Não consigo mudar nada do que vejo e quero agora. Não sei quem é aquela que deixei lá atrás, mas que ainda me faz falta, porque ainda tem coisas para me repor. Não sei quem me guia e porque decido de forma tão decidida. Não sei porque já não tenho medos e como consegui deixar de me refrear. Não consigo ser uma mulher amarga. Não sei como odiar mesmo quando odeio, porque é tudo demasiado resolvido. Não me deixo atrapalhar, encontro os nomes certos e continuo no meu percurso sabendo que caminho sempre mais um pouco.

Quando me olho, deixo de ter a escuridão por companhia e arrisco mais passos, sentindo logo no início que me vou dar bem. Acho que encontrei a fórmula certa, a que me cura de qualquer mal de alma e mesmo que me contorça, e que por vezes me sinta rasgar por dentro, rapidamente fecho as feridas, uma a uma e descubro, ou pelo menos aceito, que o que me chegou tinha uma razão de ser.

Sabem o que não vou fazer?

Não vou aceitar porque sim. Não vou receber respostas que não respondam às minhas dúvidas. Não vou entregar o meu destino a quem não me consegue conhecer, não poderia e não saberia como o fazer.

Não são todos os meus "nãos" que mudam o que sou por dentro, é tão-somente a certeza de que apenas aprendi a dizer que não quero ao que não me serve!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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