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Consistência para que te quero?

Close-up of Man in Tree
Feelme/Consistência para que te quero?Tema:Sentimentos!

Agarrei-me sempre, com unhas e dentes, à explicação de que tudo o que fazia teria que ter consistência e tinha-a realmente. Sempre tive determinação na forma de olhar as coisas e as pessoas, mas acabei finalmente a perceber que posso mudar e que o que foi ontem, hoje já poderá ter novo formato e cor. Já aceito que se as luzes se acendem no final de cada dia, é para que possa continuar a ver, mas com novos contornos, com o conforto de ter conseguido sobreviver a mais um e de ainda estar pronta a continuar!

Ser consistente, exige-se sobretudo na forma de querer quem nos quer, de amar quem desejamos, de cuidar de quem nos muda e nos faz olhar para tudo o que afinal sempre esteve à nossa volta. Mas há que mudar o tom e o volume da consistência quando com ela vier a dor, a mágoa, sempre que os minutos se arrastarem pesados e nos roubarem a energia, os risos e a vida tal como a conhecemos.

Afinal também posso ser volátil, e em nome do que me fizer bem, posso reavaliar e decidir que quero assim porque sim, porque mando em mim, porque me quero onde me visualizo. Afinal não existe nada de errado em pedir, em te pedir, que não desistas de mim e que continues a olhar-me como já o fizeste antes, que me ames, como sempre senti e nunca me atrevi a duvidar, mesmo quando a tua quietude me roubou o sossego e me fez perceber o que se calhar não vira, e por isso mesmo é que precisava de te perder um bocadinho, não demasiado, porque perder-te de todo só me poderia matar e eu só quero morrer de amor, e das dores que o corpo aguenta e pelas quais espera, consistentemente!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

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Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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