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O primeiro de todos!

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Feelme/O primeiro de todos!Tema:Sentimentos!

O primeiro de todos. Sim ainda me lembro, do primeiro namorado, do primeiro beijo e da sensação totalmente nova, de pertencer a alguém.Nunca mais poderá ser repetida, porque quando se tira a virgindade à alma, ficamos mais alertas para o que devíamos ignorar. O primeiro beijo foi complicado, muito trabalhado e ensaiado com amigos a ajudarem na preparação, saindo e voltando à sala várias vezes, sempre com a mesma pergunta, "já está"? Ríamos ambos, num nervosismo que antecipava o que iria ser bom, mas que não tínhamos forma de descrever ou comparar com o que quer que fosse, e que teria simplesmente que ser experimentado. Quando os nossos lábios se encostaram e sim, foram apenas lábios, aos 12 anos não se dava beijos de língua, nem sabíamos que se lhe podia dar esse uso, mas o que senti eu, e arrisco a dizer que também ele, foi mais intenso e inexplicável do que a primeira vez que fiz amor. Nada se poderá jamais comparar ao meu primeiro beijo e se fechar os olhos, vejo o lugar, as caras, sinto os cheiros no ar e quase que sinto os lábios de novo nos meus.

A magia acontece de cada vez que temos a primeira vez do que amamos. Sempre que nos afastamos do mundo real e apenas deixamos os poros encherem-se do prazer que nos causa o amor, o outro, o toque que nos proporciona, os sons que nos entram tão dentro que passarão a ser recordados enquanto nos conseguirmos nós, recordar-nos do que foi importante.

O meu primeiro beijo foi como o gostaria de poder recordar, e guardo-o como se de uma jóia se tratasse, porque até ter acontecido, não teria forma de saber que existem momentos que nos marcarão para sempre, implantando-se em nós e estando presentes de cada vez que nos atrevermos a achar que não tivemos tudo o que merecíamos!

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Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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