30.11.17

Venham daí essas emoções!

Я знаю дивну річ: на світі є людина, Що береже несказані слова. І може, це любов, і може, це єдина. А може, й просто так, сама розрив-трава. Мільйони слів звучать!... І змінюють подобу. Проступить гіркота, як сіль на Сиваші. Роки собі ідуть. Мовчання ставить пробу. Несказані слова... Незримий скарб душі... © Ліна Костенко , from Iryna


Venham daí essas emoções. Venha daí, forte, mesmo que seja a dor, mas que nunca pare de sentir e de ser nesta intensidade, querendo TUDO aquilo a que tenho direito, porque a minha chama só se manterá acesa se eu souber do que sou feita. Esta minha forma de estar na vida, que foi a que procurei, fez-me perceber que nunca poderei viver com menos do que TUDO que preciso. A minha vontade de continuar sempre em frente, mesmo que mudando algumas rotas e redescobrindo caminhos novos, deixa-me reconhecer as minhas emoções, lidando com cada uma no processo.

Há algo sem o qual, NUNCA,  serei capaz de viver, e isso é mesmo o amor, com tudo o que ele oferece. Eu quero o que me recorda de mim, do que tenho para dar e do que consigo receber. Quero manter-me a acreditar, esperando conseguir, ainda nesta vida, o que apenas esta vida me permitirá recordar.

Venham daí essas emoções, até as que por vezes julgo não saber processar. Venham em montes, empilhadas, em torrentes, mas venham, porque tudo, mas mesmo tudo, é melhor do que não sentir, que não saber e que não saborear. Venham daí essas emoções e eu tentarei passá-las a quem ainda não aprendeu a sentir. A quem foge com medo de não as saber catalogar. A quem se reserva  o direito de não querer nada que não lhe tenham ensinado. A quem não saiba como se ama, por nunca ter sido amado. Venham daí essas emoções, porque eu saberei o que fazer com elas.

Incrível como também vieste tu, do nada, ou porque te soprei que me fazias falta, agora, neste preciso momento. Caramba, viver é mesmo bom!

Para lá do início...

Selfies que harán de tu relación la cosa más adorable


De cada vez que começamos uma nova viagem, sentimos o desejo de cada um dos percursos, querendo talvez demasiado do que podemos controlar, mas também procuramos as certezas que nos falharam antes. De cada vez que alguém se aproxima e nos toca, reaviva sensações e coloca o contador dos sonhos no zero. De cada vez que entendemos que não nos enganámos, seguimos em frente e esperamos pelo que tiver que acontecer.

A nossa viagem foi atribulada o bastante para contar todas as histórias sobre nós mesmos. Vimos o bonito e o feio. Provámos o fel e o mel. Subimos a montanhas de emoções, mas descemos à mesma velocidade. A nossa viagem trouxe-nos até aqui, um ao outro e acreditamos que para ficar. A nossa viagem preservou cada lugar visitado e cada palavra dita ou por dizer, porque ainda vamos usar muitas, tantas quantas nos façam falta em cada paragem.

Agora nunca me afasto demasiado. Agora cuido de ti em cada segundo. Agora sei quem és, mas mesmo que diferente do homem que chegou, é o que pretendo continuar a conhecer. Agora estamos, finalmente prontos!


Escolhas são escolhas!

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Escolhas são escolhas, até as que não se fazem. Se não te esforças, significa que não te faz falta. Não existe regra mais simples do que esta. Quem quer vai atrás, quem não sabe, ou não se interessa, larga a bola e pára de correr.

Será que, de alguma forma, existirão pessoas que precisem de ser forçadas a tomar decisões? Começo a acreditar que sim, tal como acredito que JAMAIS forçarei quem quer que seja, a ver com mais clareza. Afinal de contas existem profissionais dedicados a problemas graves de visão e eu não sou uma delas. Será que alguns levam mais tempo a acordar, e só consigam perceber o que perderam, MUITO mais tarde? É uma possibilidade, mas a acontecer, mantenho a minha, é porque não sabiam quem tinham, nem o que andavam a fazer.

Há um ditado que diz -  "O que uns não querem, outros estão ansiosos por ter" - É a lei natural do Universo. Nada permanece imutável, e tal como os rios nunca param de correr, também os amores vão e voltam até que encontrem onde ficar.

Escolhas serão sempre escolhas, até para os que se recusarem fazê-las, deixando correr o ar, o tempo e por consequência as desilusões. Nada como sermos reis e senhores da nossa vida, escolhendo as cores que nos mudam os dias e os sabores que permanecerão na boca que desejamos beijada, uma e outra vez, por quem amamos.

Escolhas serão sempre escolhas. Por mim, e se falharem escolher-me no momento certo, já não irão a tempo, não de mim. Escolher e querer mesmo alguém, confere-nos super-poderes, é que amar e ser amado de volta é um privilégio que chega a muito poucos!

29.11.17

Abre o teu coração e deixa-me entrar!

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Segue as minhas dicas e vais ver como consegues chegar até a mim. Ouve com atenção as palavras que não digo e perceberás o que desejo. Abre o teu coração e deixa-me entrar!

Alguém terá que saber liderar as vidas que acrescentamos. Um de nós precisará de ser o mais arrojado, não fugindo do que só virá se o reconhecermos. Eu, ou tu, vamos ter que saber qual o nosso papel, não atropelando o que precisamos de fazer e conseguindo ir mais longe, mais cedo.

Sabes o que tenho reservado para ti? Muito amor misturado em todos os quilómetros que palmilhei, literalmente, para que nunca olhasses para o lado contrário. Estavas onde precisava e passaste à hora certa, no momento em que levantei os olhos, nem sei bem de onde, e te vi. Sabes o que quero que me tragas? Muito amor misturado na pessoa que aprendi a reconhecer e que me ensinou a perseguir os meus sonhos, todos e cada um, percebendo que no final deles estarás tu.

Abre o teu coração e deixa-me entrar. Segue as minhas instruções e nunca deixarás nada por dizer, nenhum carinho por oferecer, nem sequer experiências por viver, porque eu serei feito do que fores capaz de fazer. Segue as minhas instruções porque no final da viagem estarei à tua espera.

A minha pessoa perfeita!

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Passaste a ser a minha pessoa perfeita assim que entraste no mesmo autocarro. Reconheci-te e fiz-te perceber, um segundo depois, que nunca mais te largaria. Atravessámos juntos tanta vida, vi-te crescer e desabrochar, sorrindo à minha sorte, mas os nossos percursos não se cruzaram e a viagem foi bem mais longa do que esperávamos, eu sobretudo. Eu que sempre gostei de planear, de controlar e de ver acontecer.

Eras a minha pessoa perfeita e quando te reencontrei, percebi que ainda esperavas por mim. Toquei-te num abraço sentido e melancólico, que me trouxe, num flashback ,tudo o que já vivêramos ambos. Nunca conheci mulher mais forte do que tu. Nunca me senti tão ouvido, entendido e seguro, como quando estavas por perto e juntos planeávamos a vida que nos foi roubada. Menina teimosa, obstinada, mas de uma determinação que te levava sempre a algum lado. Mulher linda, a que vejo agora, de olhar embaciado, cerrando os punhos para não desatar a tocar cada centímetro de um corpo que tão bem conheço. Ser doce que me recordava a cada dia que os dias deveriam ser todos para ti, comigo por perto.

Encontrei, algures no tempo, a mulher da minha vida e também a perdi quando me permiti distrair, mas agora, e depois de já ter sido o teu homem, quero-te de volta, para que fiques e me devolvas cada segundo de tão longas horas. És a minha pessoa perfeita e está perfeitamente decidido que te reconquistarei.


Já sei que sou para ti!

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É o teu cuidado que me sossega. É o teu olhar que me recarrega as certezas. É o teu toque, um depois do outro, que me assegura que sou eu e é a tua boca, de onde saem as palavras e os beijos, que me afirmam a tua proximidade.

Já percebeste que a cura vai passar pela dose de "medicação". Temos que nos tomar, sentir, amar e ver o suficiente para que seja mesmo suficiente, agora muito mais para mim. Um de nós deixou de ter dúvidas. Um de nós já sabe quem é o outro e o que receberá dele, neste caso de mim. Um de nós só terá que saber como puxar a mão, levando-a até ao lugar que pertencerá a ambos.

Gosto da tua preocupação desmedida. Gosto de ser o centro das atenções quando estamos juntos. Gosto de gostar deste novo homem e que bem que "ele" me sabe. Gosto de perceber que afinal o amor pode instalar-se após a tempestade, e que a bonança, somos nós que a criamos. Gosto de saber que me escolheste.

Quando e sempre que eu duvidar, vou querer que me recordes do caminho que já percorremos. Quando e sempre que eu não estiver à altura, segura-me a mesma mão que apertas para me sossegar e lembra-me do que queres ser na minha vida.


28.11.17

A "animalidade" em nós!

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A selva urbana tem produzido cada vez mais seres desumanizados, incapazes de reterem sentimentos que perdurem e invadindo tudo e todos em benefício próprio. Não sei quais serão as desculpas, se é que existem, para mim são sobretudo faltas, de amor-próprio, de respeito por si e pelos outros e uma essência para lá de cinzenta. Penso que até estarei a ser algo generosa na avaliação, mas uma vez que quero acreditar que ainda existem alguns, uns quantos de nós que serão capazes de salvar os restantes da perdição, não vou escurecer demasiado o cenário.

A "animalidade" em nós arrasta as vontades que parecem colidir com a do outro. Ou estás comigo ou contra mim, não existe meio-termo. O tudo ou nada, passou, há muito, a ser mais nada do que qualquer outra coisa. O EU passou a ter demasiada importância, mais do que tudo o resto e seguramente mais do que todos os outros, também eles a quererem ser alguma coisa visível e palpável.

Até que poderia aplicar aqui uns quantos provérbios elucidativos da coisa, mas hoje não me apetece ser gráfica, por isso dispensem lá os bonecos e leiam com clareza o que está realmente claro. Somos fruto do que construímos, para o bem e para o mal. Só vamos até onde os nossos pés nos levarem, quer saibamos correr ou apenas caminhar. Nunca chegaremos mais longe, nem mais alto, se formos incapazes de olhar de cima para baixo, porque uma vez subindo, teremos que saber fazer o percurso inverso, vindo de volta ao que já fomos, quando começámos.

Está muito complicado de entender? Concordo, até eu me baralho quando percebo que já há muito deixei de perceber o que quer que seja sobre a natureza humana. Mas vou continuar a insistir na aprendizagem, podem chamar-me louca, mas acredito piamente que ainda existem mais modelos intactos, sem qualquer ponta de conspurcação emocional. Se não o fizesse, já há muito que teria começado a nadar para a ilha e nem os "animais" reais me impediriam.

Ver e ter gente muda-nos!

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Para quem escreve, ter e ver gente é fundamental porque absorvemos gestos, sons, desejos e olhares, que depois acabamos a retratar, num momento ou noutro!

Para mim, que até sou algo bicho do mato, sair, falar com quem não conheço, expondo-me ainda mais, movimenta-me as energias e força-me a socializar de forma diferente. Os escritores também têm este problema, o de construírem um mundo muito seu, onde estão resguardados dos tempos dos outros, e no qual se soltam completamente, sem receios, ou até com muitos, mas sem forma de impedirem o que são, e tem de sair.

Haverá quem pense que escrever é fácil e que bastará juntar um monte de palavras, aparentemente soltas e largando-as para que as "gramem" os outros, mas é muito mais do que isso, porque ocupa e rouba muito de nós e porque se não o fazemos, ficamos vazios, como se algo tivesse deixado de acontecer quando era suposto.

Por vezes soa a maldição, a um castigo maior, porque deveria ser possível tirar esta pele que se cola e não nos permite ser muito mais, ou talvez ser tanto, porque menos nunca será uma opção. Se cansa? Sim, claro, porque o cérebro gira e gira, até mesmo quando falam connosco estamos a navegar em projectos, em algo que nos apetecia desatar a escrever, ou no que precisávamos de fazer enquanto os outros discorrem as suas ideias. Raio de coisa...

Tão bem que agora entendo quem se torna eremita, sem dar muita margem para que os possam invadir, impedindo-os de funcionar nos seus próprios termos. Por vezes  gostava de me retirar não tendo que fazer intervalos e quebrando o ritmo que apenas eu me deveria poder impor. Mas pronto, há que saber adaptar e há que ter gente por perto também, afinal de contas, é de cada um e por cada um que me chegam as palavras, e isso é algo que sozinha não saberei fazer, pelo menos não tão bem.

É possível que um amor cure outro!

Don't break my heart

É possível que um amor cure outro. Existe a possibilidade de sobrevivermos ao que se colará para sempre, mas que assim mesmo nos permitirá voltar a sentir. Algumas dores, as mais profundas, arrancam pedaços que nunca restauramos, mas podemos encontrar, algures no caminho mais sinuoso, um amor que nos salve.

Perder-te. Ver-te ser arrancado, enquanto lutava com todas as minhas forças para te manter, levou parte de mim. Perder-te. Saber que nunca mais te tomaria nos braços e que o teu riso se silenciaria até me ensurdecer. Perder-te. Entender que vivi demasiado pouco de tudo o que tinhas para mim, fez-me sentar no chão e não querer voltar a levantar.

É possível, agora sei e acredito, que chegue quem nos carregue ao colo e assegure de que a vida poderá voltar a ter cores brilhantes. Se nos dermos tempo. Se nos aliviarmos do peso de ter que ser, enquanto deixámos de perceber o que isso significa, é possível que um amor chegue e nos salve.

Passei longos dias a recordar quem foste, o que tínhamos e até onde nos foi permitido evoluir. Os meus dias passaram a correr ao contrário e nunca mais soube ao que sabiam beijos genuínos. Acordar era igual a adormecer, porque estava parada, quieta e sem qualquer movimento que suportasse a minha nova realidade. A minha pele era tocada para que se mantivesse limpa, mas perdeu qualquer sensibilidade e tom. Falar era um exercício hérculeo e nada do que dizia, quando eventualmente o fazia, parecia ter qualquer relação com o presente. Os meus olhos deixaram de querer ver e apenas olhava quando era vista.

É possível, acabei por aceitar e até agradecer, que me salvem e que o amor retorne para donde nunca deveria ter saído. É possível voltar a sorrir e a reencontrar os sabores até dos citrinos com sal. É possível, bem possível, que um dia deixe de procurar por respostas e que aceite que não ficaste, não me continuaste a abraçar, porque terias que ir. É possível, como tudo parece realmente ser, que eu pare de querer chorar e volte a amar!

27.11.17

Se for demasiado amor...

Que foto mais perfeita!


Se for demasiado amor, será tão pouco quanto o é quando não chega!

Equilíbrio, é disso que falo. Dar na proporção certa, não sendo muito mais do que se precisa, apenas o bastante, para que se queira voltar. Usar de bom senso, para não estar onde não se é desejado e para correr até onde nos procuram. Ter chama, que arda com o calor certo, aquecendo sem queimar, iluminando sem uma luz que ofusque. Conseguir um amor que não sufoque, mas que esteja presente e que nos prove que só poderia ser esse.

Nunca será demasiado se nos soubermos dosear, mesmo que tenhamos que morder a língua, recolhendo-nos para não ficarmos demasiado expostos, nem muito visíveis. Teremos que saber como fazer com que nos desejem, não desaparecendo por muito tempo. Ser, ter, estar, dar, recebendo, sim, sobretudo recebendo e exigindo que cresçam connosco, não sendo o único músico da banda. Tudo se resume ao que queremos realmente construir e até onde chegar. Temos que ser quem faz falta ao outro. Precisamos de ter o que ainda não conseguíramos encontrar antes.Vamos ter que procurar estar onde nos desejam.Temos que saber dar o que nem sabíamos ter,
recebendo porque para isso nos demos.

Se for demasiado amor para ti, vou querer que me digas. Se estiver muito em cima, arriscando sufocar-te, terás que me "empurrar" de mansinho, recordando-me que muito de mim, impedirá que o suficiente de ti sobreviva. Se for demasiado amor para mim, eu sei que te avisarei, sussurrando-te ao ouvido que não precisas de te esforçar tanto, precisas apenas de me recordar porque foi que te escolhi.

Já estamos bem para lá do ponto onde nos encontrámos. Já nos conseguimos tocar, dentro, percebendo do que é feito o outro. Já nos amámos, misturando os corpos e permitindo que os cheiros se colassem, não em demasia, apenas para que se saibam reconhecer, em qualquer tempo ou lugar.

Querer-te nunca será demais!

White String Lights


Nunca será demais querer a quem me quer, sentir o que me fizerem, realmente sentir por dentro, estando ao lado de quem me moveu, da forma certa!

É a ti que quero querer e bastará que o consigas fazer da mesma forma, não esperando pela próxima vida. Bastará que não te arrastes, a não ser que seja no meu corpo, que me deixes vir em ti e contigo, assim mesmo, sem meias palavras, eu toda.

Nunca será demais que te reforce o que representas para mim, que não pare de te martelar, com toda a minha força, cada sentimento que muitos matariam por sentir, uma vez que fosse. Nunca será demais que te "grite" que te amo, MESMO, da mesma forma que comecei, mas conseguindo que cresça, TANTO, que arrisco rebentar, eu e tu, mas juntos, no mesmo prazer e na mesma sintonia. Nunca será preciso, não para mim, que te expliques, que te desculpes, que recomeces, bastará que voltes, que retornes ao que já conheço, que sejas o "tu" que eu consigo querer assim. Nunca te refugies nos "nunca" que usas, diz que sim, aceita, escolhe, escolhe-me.

Eu sei o que terei que te insuflar para que respires melhor, do meu ar, da minha vontade, do meu desejo, de mim toda, para ti todo e nunca mais precisarás de precisar seja do que for, porque te bastarei!

Quando te beijo...

Winter Warmth!


Nunca parecemos saber o bastante da outra pessoa, não se não o procurarmos. Não, se de alguma forma não perscrutarmos o seu interior. Não, se não estivermos atentos, usando do tempo que o tempo nos ofereceu, quando chegou quem nos mudará, para o bem e para o mal.

Estou a deixar-me ir. Prometemo-nos um recomeçar mais sereno, sem nenhuma das pressas que quase nos matou. Pressa de sentir mais. Pressa de deixar para trás dores e fantasmas. Pressa de apenas ter pressa, dando pouca importância a quem afinal a tem mesmo. Para ti falar nunca foi fácil, mas pareces estar a aprender. Já percebeste que tenho enormes pontos de interrogação, bem por cima de um complexo cérebro feminino. Já consegues usar de sensibilidade perante os meus meios recuos, e sempre que tento tirar a mão, quando os arrepios me invadem, aperta-la ainda mais forte e largas um sorriso que me deixa de respirar mais pausado.

Estamos mais próximos, e usamos de cada minuto para reaver as horas que nos escaparam para sempre. Estamos mais preparados para os reveses de um caminho que será sempre, e de alguma forma acidentado. Estamos desejosos de unir desejos e de encontrar formatos que nos permitam ajustes. Estamos mais cheios de um amor que começou determinado, mas que derrapou perante a minha determinação e a tua inconsequência. Estamos mais crescidos, é o que sinto.

Agora e de cada vez que te beijo, já és tu, passando-me o que acreditei que terias!

26.11.17

Devemos amar-nos agora!

Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Caio Fernando Abreu


Devemos amar-nos agora, muito e enquanto podemos, porque num minuto tudo pode mudar e depois nada do que deixarmos por fazer poderá ser retomado!

Sabes bem de que forma te amo, até porque nunca deixo de o dizer e porque gosto do efeito que ainda provoco de cada vez que te faço sentir que és tudo o que sempre procurei. Sei que o teu amor é proporcional, que a tua vida se encaixa de forma perfeita na minha e que nunca precisamos de precisar de muito mais do que de nós mesmos. Sei que quando oferecemos do nosso precioso tempo, aos outros, é apenas com um desejo insuportável de nos voltarmos para nós, outra vez.

Já não estamos mais novos, mas agora a nossa visão de futuro é mais clara , e claro se torna sempre tudo quando nos encostamos um no outro, e ficamos, por longas horas, a falar da nossa história, bebendo um bom vinho e olhando a luz que é reflectida através da nossas felicidade. Já não sabemos muito bem como tudo começou, e que sentimentos teríamos realmente nessa altura, mas percebemos que cresceu connosco e que a nossa sensatez foi sempre a melhor julgadora. Quando tínhamos arrufos parvos, quando nos atrevíamos a zangar com a pessoa mais importante da nossa vida, TU, EU...

Amarmo-nos agora é a nossa maior prioridade, não encontro nada que deseje mais, mesmo nos sonhos que ainda tenho por concretizar. Se não estiveres comigo, todos os sabores amargarão e tudo o resto estará apenas onde não me faz falta!

Ver-te, mesmo, enquanto te olho!

Black & white photo couple sleeping in bed holding hands.


Ver-te e sentir o teu toque acendeu a minha vontade de te ter. O teu olhar ainda guarda o que pareço procurar, mas também ele está diferente, pareces ter viajado demasiados mundos em apenas umas semanas. Ver-te e estar aninhada nos teus braços, já não é igual, porque agora também eu sou uma mulher nova, diferente, mais preocupada com o que me pode fazer mal e tu ainda me podes fazer muito mal. Ver-te e sentir os beijos que a minha boca reconhece, deixa-me com vontade de apenas ter vontade de ti, sem passados, sem lugares obscuros, sem caminhos carregados de pedras...

Nós não nos resistimos, é um facto, mas até fazer amor contigo foi novo, mais atento, menos inocente. Agora, o que quer que faças, digas, ou pareças sentir, terá que ser entendido por mim e isso vai certamente tornar tudo mais difícil.

- Lara minha querida, estou aqui, confia por favor, é a ti que quero.

Não duvido que queiras, mas será apenas a mim? Não duvido dos teus toques, sobretudo quando percorres os meus lábios com os teus dedos e pareces estar a memorizá-los, mas no que pensas enquanto penso em ti?

Falámos de tudo. Houve algum choro à mistura, meu de dores acumuladas e teu de culpa. Dissémos o que estava guardado e não pode acontecer entre quem pretende mais do que uns quantos presentes, sem futuro à vista. Amámo-nos, uma e outra vez, até nos esgotarmos e não sermos capazes de dar mais.

Vi-te adormecer, enquanto te beijava e segurava a mão que encaixaste na minha. Não me desliguei um segundo, mesmo em total exaustão e fiquei a olhar para o homem que me tem feito revolver céu e terra para voltar a ser a mesma. Estás num sono tranquilo e de respiração compassada, mas com quem sonharás e por onde viajarás? Estás sereno e eu num turbilhão que me continua a querer matar-me por dentro.

25.11.17

Posso ficar contigo?

Take this quiz to find out exactly where you are on the scale of 'I'll take my tea however it comes' to ‘I just fired my PA for putting too much milk in my tea’.


Posso ficar contigo? Posso ficar para lá de uma noite, dando-te o que tenho, apenas para ti? Posso ficar contigo, mudando a forma como sentes quem chega? Posso ficar contigo, sem que existam dúvidas e sem que o teu semblante se curve pelo peso do que carregas?

Perguntei-te uma vez, esta vez, mas não vou permanecer à espera que saibas o que responder. Perguntei-te e talvez não o devesse ter feito, mas gosto sempre do que me liberta o coração, porque se não fores tu, se não ficares, nada o impedirá de voltar a bater. Perguntei-te, achando que estarias cheio das certezas que sempre carrego quando estou cheia de amor, até porque é ele que me prova, dia sim e dia também, que o melhor de mim chega quando se instala.

Não sei se posso ficar contigo, ainda não. Não sei o que tens que me faz falta, ou o que poderás levar que me deixe menos eu. Não sei o que vi que não existisse já, mas se te reconheci, se numa qualquer esquina da vida não me virei e fugi, então vou permanecer, mais um pouco, até que a resposta venha, de ti, de mim, ou do que escolherás não escolher. Não sei o bastante sobre algumas escolhas, mas sei que posso ficar contigo, só tens que o querer.

Lembras-te, de ti?

http://3bigmamas.tumblr.com/post/9835720411/louise-keen-twitter-facebook  Becca


Ainda te lembras de como eras, quando eras apenas tu, sem planear mais nada que não o que passava por ti? Será que consegues regressar, tão lá atrás, que vejas quem eras realmente, antes de seres quem todos vêem agora?  Tens, alguma parte de ti, sobrou algum resto de pele, toque, inocência ou desalinho, que o tempo não tivesse morto? Ainda te lembras de onde querias ir e ser, mas tu mesmo, sem o que esperavam os que te empurraram, inevitavelmente, para o que acabaste a escolher?

Já desististe? Já abandonaste a viagem ao desconhecido, mas que te saberia pela vida, a que não foste capaz de perseguir? Já arrumaste os sapatos e calçaste o que nem os pés de aquece? Já te conseguiste matar, vivo, enquanto morres dia-após-dia, sem saber o que te prende? Já te ouves, ou nem sequer falas contigo? Já encontraste a quem culpar pela culpa que te cabe?

Não sei do que ainda te lembras, mas se queres que seja algo para manter, sem te esqueceres de ti, só tens que te esforçar...


Vieste...

So hard & pain with tearful movement.


Vieste, mas demorou, como demora sempre para quem não tem certezas. Levaste o teu tempo a cruzar-te com o meu e ainda não sei o que vamos ter, ou viver!

Tenho bem presente as tuas dúvidas quando te falei do meu passado, de tudo o que ameaçava o presente que queria construir contigo e que te fez fugir uns quantos dias, para pesares o impacto de toda a informação. Tenho bem presente que foi doloroso e te deixou umas quantas dúvidas. Então embora lá fazer o exercício ao contrário. Tantos medos em redor do que fiz antes de ti. Antes de te ver. Antes de achar que serias o homem que me serviria. Tantos medos infundados, porque o outro não me interessava, apenas perturbava o caminho que decidira percorrer. Tantos medos sem pele, sem toque e sem traição... O que posso sentir agora? De que forma vou tirar de mim o que injectaste, com um líquido frio e cortante? Como posso continuar a olhar-te da mesma forma?

O que sei, agora e depois de te ouvir contar quem encontraste e de que forma, é que afinal não sentias como eu. Sei que continuas perdido e sem porto à vista. Sei que pode voltar a acontecer, porque a tua insegurança, tudo o que trazes do passado que não partilhas, te vai pôr a jeito. Sei que gosto demasiado de mim, para me desrespeitar e que já bastou que um de nós o fizesse. Sei que nem todo o amor do mundo me faria continuar a amar quem não me consegue ver, nem reter depois de me ter olhado. Sei o que me ensinaste, a não confiar.

Vieste, mas demorou demasiado tempo, e não pareces ter forma de me convencer que me queres o bastante, para reagires ao que quer que te magoou. Vieste, é um facto, mas já não foi igual...

Tudo se torna fácil quando decides!

Enantiodromija


Ir, ficar, querer, apagar, juntar ou desmanchar, passa sempre pelo decidir!

Somos seres pensantes, por isso pesamos, medimos, calculamos e ajustamos rotas, mas depois de termos decidido, tudo se encaixa, como que por milagre. Há quem escolha dizer que "nada está tão mal que não possa piorar", já eu, a optimista, escolho dizer que "nada está assim tão mal que não possa melhorar". É apenas um pormenor técnico.

Podemos, se o desejarmos mesmo, transformar uma má escolha numa boa decisão. Podemos mudar de opinião de cada vez que estivermos, realmente errados. Podemos TUDO, até deixar para trás o que não nos sirva, sem arrependimentos.

Tudo se torna fácil quando decides. Quando escolhes por ti. Quando não te deixas arrastar, acabando por te confessar, no final de cada dia, que não está a adiantar.

Já tomei decisões duras, que me revolveram o universo e quase me deixaram no chão, mas NUNCA me arrependi de nenhuma, porque eu entro sempre para ganhar, entro para fazer acontecer, não sou molusco, não me colo ou deixo levar pela água, eu nado de forma vigorosa, para chegar à costa.
Já tomei decisões que me fizeram sentir o fel na língua que mantenho sempre doce, mas depois de cuspir o amargo, não me restaram quaisquer pedaços.

Não sei como ainda se vive sem decidir, deixando que o tempo passe, que a pele se enrugue e que as pernas se recusem acompanhar o ritmo. Não sei como se dorme, mesmo, sonos reparadores, sabendo que não se faz, NADA, que mude o tom e a tonalidade, mantendo-se veementemente infelizes. IRRA, tenham paciência, só nos vamos lembrar desta vida, por isso agarrem os tintins com ambas as mãos, até os que não os têm, e façam-se à estrada, uma vez que seja. Quem sabe não se surpreendem, ganhando alguém que ainda poderá estar do outro lado!

24.11.17

Retiro-me de ti!

“Não vou abaixar a voz  Sei que as palavras que eu digo  São meus pensamentos em voz alta”  — A Day To Remember


Nunca fui o que se apelida de mulher frágil, inquieta ou sequer preocupada em ser igual a todas as outras. Os meus caminhos têm sido percorridos na direcção dos amores que me movem e quando assim não for, então deixarei de ser quem construí. Nunca me lembro de sofrer, demasiado tempo, por quem não me deixa de coração pronto e capaz de tudo o que ainda tenho para receber. Gosto de ser gostada. Preciso que me conheçam e reconheçam e quando não acontece, desisto.

Não sei o que andas a fazer e o que esperas dos silêncios que me ofereces. Não é bonito que te cales perante o evidente, até porque fui eu que entendi o que nunca foste capaz de admitir. Não é bonito que tomes o meu corpo enquanto beijas a minha boca e estás a pensar noutra mulher. Não é bonito o mistério em exagero, porque a dada altura passa a ser uma penumbra e uma chuva miudinha em dias de muito frio. Não ser. Não estar e não cuidar, é apagar o que quer que tenha acontecido. Não é bonito mudar os ponteiros à bússula e procurares um outro norte enquanto me dirigia a ti.

Voltei a fechar-me, em mim e comigo. Passei a desejar nunca te ter conhecido, porque a seres quem mostras, tornas tudo demasiado pequeno, até o amor que supostamente senti. Voltei a não acreditar na verdade que supostamente os outros carregam, porque as mentiras são muito mais sonoras e reais. Voltei-me para o que já escolhera antes, e que foi cuidar do meu futuro, fazendo o que ainda me tornará maior.

Retiro cada palavra bonita e até os suspiros de prazer que me proporcionaste, quando achei que o que me davas era para mim. Retiro os minutos e horas que te ofereci, porque nunca fui apenas eu e nunca estiveste sempre apenas tu. Retiro a benevolência, porque essa levar-me-ia a aceitar-te de volta e retiro as perguntas que te queria fazer, porque já nenhuma me importa. Retiro-me de ti!


Vou continuar a falar do amor!

em 2015 quero um amor


Tanto que se fala do amor e tanto que ainda se deixa por falar. Não há autor que não bata e rebata sobre este tema, parecendo, a dada altura, que o conseguiríamos esgotar, mas a verdade é bem maior do que podemos ver, uns quantos de nós, os que ainda apenas se deixam ir.

Nada nos força a maior entrega, determinação e capacidade de reajustar rotas há muito definidas. Nada nos prova que sabemos tão pouco e que assim continuaremos se nos impedirmos de ver o óbvio. Nada, para além de nós mesmos, tem a importância que o amor carrega. Ele cura doenças terminais. Trás de volta almas perdidas, quando, por qualquer efeito da vida, se viram longe de quem amam. Nada é mais registado e documentado, sendo a antítese de tudo o que existe por aqui e que não basta se não amarmos e formos amados.

Vou, como sempre faço, continuar a falar do amor, porque tenho sempre um pouco mais para dizer e porque sei que provoco as sensações que muitos já perderam. Quero ter o amor que me faz falta e sei que ele vai chegar, pelas mãos de quem já sabe que existo, mas ainda não me conseguiu encontrar. Quero ter o sabor que o amor provoca, uma e outra vez, enquanto o meu não se instala e me sossega a procura, tranquila, mas premente. Quero que do outro lado de mim venha quem saiba tanto quanto eu. Um homem, grande o bastante para não medir forças comigo, não receando o que tenho, porque apenas lhe estarei a acrescentar o que já é. Um homem que me mantenha tranquila por saber que me pertence e não precisa de procurar nada mais. Vou continuar a falar do amor até que os mais cépticos troquem o que não sabem sentir, pelo óbvio.

Se tanto se fala e escreve sobre o amor, não deveríamos saber já o que significa?

Precisava tanto que fosses tu!

Mística!! Enigma


Julguei que o meu coração não iria resistir aos batimentos, descompassados, e ao impacto que a tua presença me provocou!

Tanto que esperei pelo momento em que te poderia voltar a olhar, bem dentro, nos olhos que tantas vezes tive tão próximos dos meus e que me passavam o que eras e sentias por mim. Hoje estás aqui, e à distância de um toque vou poder, finalmente, dizer-te tudo o que sobrou, todo o amor que ainda sinto e me mantém viva, à espera.

Eu sei que te imagino, que te vejo onde não estás, que todos parecem ter algo que se assemelha a ti, mas depois chega a desilusão, porque nunca és tu, porque o ano que já passou se transforma em tantos que pareço estar a envelhecer por dentro. Não desisti de ti, não ainda, e mesmo quando me forço a ficar próxima de quem me recorda de ti, sinto que te respiro, que te mantenho vivo e que muito provavelmente todo o amor que te tenho te trará de volta.

Hoje ainda não eras tu, o homem que eu sei que tinha tudo para me dar o que preciso. Enganei-me, os teus sinais na face não estavam lá, o sorriso não era o mesmo, não eras tu. mas se fosses, quem sabe eu não voltaria a viver outra vez, da forma certa, no ritmo que faz de mim a mulher que conheço e que perdi.

Precisava tanto que fosses tu, só desta vez!

23.11.17

Posso tudo quando já amei!

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Posso até já não chorar, mas não consigo evitar preocupar-me com o que são os que parecem ser de alguma forma, para mim. Posso até saber que continuarei a viver se não estiverem, mas quando reconheço, cada um, passam a ter um lugar cativo, nas memórias e nos lugares que criámos juntos e onde certamente mais ninguém esteve. Posso até convencer-me, porque a isso me obrigo, que não teriam o que me faz falta, mas a qualquer momento, quando estiver demasiado distraída ou muito atenta, vou sentir que não é verdade.

Gosto do sabor que me fica de cada uma das almas que se encontram com a minha. Gosto de ter sido capaz de gostar de todas, à minha maneira, porque foi com elas que mudei o menos certo e adaptei o errado. Gosto de recordar o que tinham, diziam, juravam e recusavam. Gosto de tudo e mesmo que tivesse escolhido não ficar com nada, ficou o que importava.

Tudo o que já foi importante poderá sê-lo, ainda, se conseguirmos recordar-nos do quem, quando e onde. Tudo o que já chamámos de nosso, foi-o realmente, pelo tempo possível e a prová-lo o que somos hoje e conseguimos dar.

Posso até já não chamar o teu nome, mas sei qual é, recordo-me de como o usava e que timbre imprimia para que me sentisses em cada sílaba. Posso até já não te poder sentir, mas ainda permaneces. Posso já não sonhar, diariamente, com a forma como me tocavas, mas na minha pele nenhum outro saberá como o fazer tão bem. Posso muita coisa, mas o que não posso, nem quero, é apagar-te de vez!

Entender ajuda a aceitar!

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Tudo o que tem nome, ajuda a que se prossiga, ou se pare para sempre!

A Ana e o Pedro nunca estiveram de igual forma na alegada relação. Primeiro começou ele pelo entusiasmo, pelo deslumbramento e curiosidade sobre o ser "estranho" e novo que lhe surgira, com os homens é quase sempre assim. Depois aprendeu a gostar, sentindo-a e saboreando-a, e talvez até tenha conseguido antecipar como seria amá-la, tal como a ouvira dizer, tantas vezes. Os Amo-te soam bem e sabem ainda melhor, por isso saltaram uns quantos da sua boca, mas, e chegou a vez dos mas, quando perdeu a graça, quando a conquista já estava feita, o cérebro voltou a ser um prato de satélite e tudo o que mexia o motivava e fazia virar.

Contra factos nunca haverá  nada a argumentar, porque ninguém poderá, jamais, cobrar o que o outro não sabe dar. E o que o outro já sabe por esta altura,  é que se alguma vez amar realmente alguém, essa já não será ela, a Ana, que até se poderia chamar outra coisa qualquer, porque se não o conseguiu após tanta energia despendida...

A Ana já tinha entendido, há algum tempo, que tinha sido apenas um jogo, que a sua aparente vontade dela se sumiria rapidamente, mas o que continuou sem entender foi como é que se deixou ludibriar. "Sou feita de tudo o que também te compõe, e por isso sinto dor, raiva, e tristeza, mas sou uma resistente e acabei a aceitar-te como realmente te vira até me enganar a mim mesma".

Agora gasta parte do seu tempo a superar a desilusão, canalizando-a para situações produtivas e impedindo-se de deixar de sorrir e de acreditar. Agora acorda sempre mais motivada a tirá-lo de dentro, porque na verdade nunca teria muito mais do que recebeu antes, e foi tão pouco. Agora só precisa que ele se vá, de vez, para que possa recomeçar!

Não te conheço...

Princess Raja of Aden                                                                                                                                                     More


Decididamente, nunca cheguei a saber nada de ti. Já percebi no entanto que carregas mais do que consegues e que as tuas dúvidas e medos se alastram para quem chega, sem cobranças, sem demasiadas expectativas, apenas com desejo de ser desejada e depois retribuir.

Ainda não me conseguiste falar nela e talvez nem seja preciso, mas continuo a ser mulher e a minha curiosidade e sede de explicar até o inexplicável, vai ter que ser satisfeita, de contrário sei que me afastarei, irremediavelmente, sem te dar qualquer possibilidade de retracção. Ainda não voltaste a olhar-me nos olhos, para que te visse por dentro, mas a tua cabeça baixa fala por ti. Gostava de ser amada assim, como o fazes por quem não ficou. Ainda não me tocaste e já nem pareces ser capaz de o voltar a fazer, mas isso eu entendo, até eu consigo, na dor que me rasga, entender que apenas te andaste a enganar, procurando a felicidade que te iludiu e te carregou ainda mais o semblante. Ainda não me disseste o seu nome, não que importe demasiado, mas precisava de ter alguém real, para contrabalançar a minha realidade.

Não sei o que estou a sentir. Não sei se te culpo pela incapacidade de seres verdadeiro comigo. Não sei se deveria ter percebido, ou se foste demasiado bom actor. Não sei nada do que julgava saber, mas na verdade agora já se está a tornar fácil, demasiado fácil de aceitar. Talvez o explique se entender que deste uns quantos sinais, porque os teus pensamentos viajavam longe, eu sentia-os quando ficava quieta, soprando o fumo do cigarro, nua, de roupa e de histórias em comum, por cada uma das varandas por onde vi alguns rios. Os teus sonos não eram tranquilos e o acordar tinha sempre um sorriso meio triste. Não sei se foi sempre comigo que estiveste, quando estavas, mas essa parte, vou tentar expulsar de mim, porque aí sim seria demasiado insuportável.

Não te conheço, é um facto. Não houve tempo, mas houve muito amor do meu lado, sempre e desde que te ofereci o primeiro sorriso, isso sei...

22.11.17

Quando a noite cair!

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Quando a noite cair, será apenas o dia a terminar sem que a escuridão me ensombre, até porque já aumentei a potência das lâmpadas. Quando a noite cair, sei que terei tido todo o dia para fazer o que apenas eu consigo e ainda por cima bem.

Este ano que se azinha vai correr cheio de mudanças e umas quantas surpresas, o que eu já antecipava veio, e tudo o que fiz por merecer está a vir, gradualmente, sem pressas, porque eu não tenho pressa de viver, quero, ou melhor, exijo apenas que me vá mantendo fiel a mim mesma. Neste próximo ano espero MUITO mais, espero TUDO, de mim. No ano que ainda não entrou, vou ser ainda mais importante. Este será o ano da revelação, aquele em que tudo o que construí dará frutos. Este ano até o corpo será diferente, tenho-me munido de disciplina e respeito por cada pedacinho de que sou feita. Neste ano que está quase, quase a terminar, quem saiu jamais terá forma de voltar.

As noites, deixaram de ser sinónimo de solidão, e com elas aprendi a estender os dias que nunca parecem ser suficientes. Nas noites comecei a correr mais do que faço nos dias, onde tenho relógios implacáveis e gente, minha, para cuidar. Nas noites saio e só volto quando o corpo me ordenar, deixando-me pronta para o sono onde apenas sonharei com quem me fizer feliz.

Agora, e de cada vez que a noite cai, mais de metade do que sou já se deu e produziu o bastante para que no dia seguinte esteja de novo em pé. Quando a noite cair, hoje, já terei "caminhado" centenas de palavras, corrido dezenas de quilómetros e dançado até não ter mais como contar. Quando a noite cair, sei que estarei em paz comigo, porque tudo o que deveria ter feito, foi realmente feito. Dito assim até que parece simples!

Onde quer que estejas!

wonder who?  anyone know?


Onde quer que estejas, eu estarei. Para onde quer que escolhas ir, eu estarei do teu lado, apoiando-te nas decisões que nos servirão aos dois. Dar-te-ei o que precisares para que eu continue a fazer-te falta, sendo diferente e provando-te que posso, ao contrário do que já tiveste, ser tudo o que te mudará para melhor. Mal estejas preparado para o que representarei, a minha mão pousará na tua, com a segurança de que são feitos os que já aprenderam a amar.

Tudo o que é novo obriga a ajustes. Tudo o que não conhecemos faz-nos girar os ponteiros ao contrário, mas tudo o que conhecemos também passa a ser irrelevante, quando os sabores novos se instalam e se colam. Tudo o que sentimos, sem esforço, numa naturalidade que só é natural para quem já fez para lá de meio percurso, deixa de ser complicado, adoça o palato e alimenta-nos de uma energia contagiante.

Já decidi e repeti, mil e uma vez, que só quero quem me queira e que se algum amor aparecer, parecendo ser demasiado complicado, então nunca será amor, talvez venha disfarçado de um teste, mais um dos muitos que recebemos ao longo da vida, mas não o reconhecerei e não vou certamente tentar encaixá-lo, não agora, não desta vez... Já encontrei, em mim, o que preciso para ser encontrada, agora resta-me esperar, mas até lá, vou sendo e fazendo o que sei melhor.

Onde quer que estejas, eu sei que terei forma de te encontrar!


Ainda não sei de onde veio este amor!

pinterest / @lvlyrvttvr


Não sabia de onde vinhas nem ao que vinhas, não até te ver chegar, de passos firmes, mas tranquilo. O teu porte altivo e seguro quase que me intimidou. Há muito que nos olhávamos, quando nos cruzávamos nos lugares que parecemos frequentar ambos. A tua insistência e sorriso malandro fazia-me sorrir-te de volta, mas nunca, em nenhum momento, achei que nos iríamos alguma vez falar.

As coincidências, ou a falta delas, empurra uns quantos de nós para cantos de onde não poderemos fugir. Escolhi não pensar demasiado em ti, nem na figura dominante que me faz recear pela minha serenidade. Certamente que serias casado, ou comprometido, ou pior ainda, a ressacar de um qualquer amor desejado, mas mal correspondido. Certamente que serias inatingível e confesso não ter grande paciência para casos difíceis, guardo as minhas energias para quando preciso e a verdade é que preciso sempre.

Não sabia de onde vinhas, e muito menos que irias ter a coragem de parar, parando-me e impedindo-me de continuar a fugir.

- Já te vi há muito e tu sabes. Estavas à minha espera?
- Não somos nada convencidos...
- Podes largar a capa, não vais precisar de te proteger de mim, esse trabalho será meu, para te afastar dos que te rondam.

Não sei se acreditei ou se apenas me soube bem, por uma vez, encontrar quem pareça saber o que fazer comigo e por mim. Não sei ao que vou, ou se devo acreditar.

- Não franzas as sobrancelhas, dá-me a tua mão.

Não cedi, mas ela foi puxada com firmeza, até ao seu peito.

- Ouves o bater compassado? É tudo o que terás e muito mais se cederes.

Ainda não sei de onde veio o amor, mas se este é meu, então vou querer que me queira assim, como o estou a ter!

21.11.17

Nada X nada = a coisa nenhuma!

She is the definition of beautiful


Nada é garantido. Nada é nosso por inteiro. Nada nos chega sem uma factura para pagar. Nada jamais será apenas nada para alguns, porque sentimos todos de forma diferente e o nada nunca bastará a quem quer tudo.

Quando nada dás, nada recebes e mesmo que até te chegue alguma coisa, umas quantas migalhas, de afecto, de risos, de olhares e toques, acabarás sempre insatisfeita e incompleta. De cada vez que te cruzas com sombras que caminham de costas voltadas, para que não lhes distingas a face, reforças a importância de te sentires viva e pronta.

Por vezes assusta-me perceber que tantos se perdem, de si, do que outrora tanto lutaram por conseguir, até dos sonhos que lhes guardaria o sono. Não se passa um dia que não veja quem deixou de se ver e apenas siga, na mesma estrada, fazendo os mesmos movimentos e movimentando-se muito pouco, cada vez menos. Raramente me engano em relação aos que não se seguram nas quedas, e quando caiem mesmo, fico imóvel, sem saber de que forma os levantar para que se ponham em cima das suas pernas. É frequente que consiga entender muito pouco do nada a que se habituaram, porque se cada vez gosto mais do que sou, do que consigo e de cada um dos sonhos que já transformei, não concebo o buraco negro e a recusa em admitirem que nunca terão como ser e fazer alguém feliz.

Tanto nada a acumular-se em montes intransponíveis que o melhor tem sido virar-me, também eu, para a direcção contrária e continuar a ver o muito que me espera, sozinha!


Desencontros!

Walk your own path, you might not know where it will lead you, it will be scary at times, but let your heart guide you. You will end up in a place beyond your imagination.


Confirmei que afinal não era a mim que te agarravas. Tivemos, finalmente, a nossa conversa tranquila e esclarecedora, os fantasmas foram sempre teus e a minha recusa em prosseguir deu-te algum alívio e a segurança acabou por regressar. Fui a tua tentativa para esqueceres quem ainda não se levou toda. Os amores não têm um botão de on e off. Os amores são o que construímos e esperamos deles, até que já não possamos esperar mais nada.

Foi um final de tarde frio, daquele que nos entra nos ossos e parece querer arrastar-nos para o esquecimento. Doeu a dor que me infligiste, mas mantive-me tranquila e conciliadora. Nunca se mendiga amor. Nunca se espera, ou não deve esperar, por quem não sabe como vir. Nunca se sonha ininterruptamente, porque a dada altura teremos que acordar.

Saí de mansinho, com uma desculpa meio tonta da qual já nem me recordo, e deixei que a chuva caísse violentamente sobre mim, aliviando o fogo que se formara na pele. Saí com a certeza de que não teremos como sobreviver a isto e com o amargo que a ocultação provoca. A fronteira entre a mentira e a tentativa de afastar o que nunca se afastou, tem o mesmo peso, a mesma avaliação e provoca os mesmos danos.

Eu abri-me, algures lá atrás e falei-te do meu passado, de mim, de quem nos poderia ensombrar. Tu ouviste-me, impassível e em momento algum te lembraste de falar de quem falas, contigo mesmo e de quem ainda procuras.

Poderão ser muitos os caminhos a percorrer. Poderão até ser mais visíveis e a parecerem levar a algum lugar, mas a verdade é que só saberemos do outro o que ele nos quiser dizer. Tinha feito uma escolha. Tinha decidido procurar o que já me chama há algum tempo. Só não tinha percebido que nunca irias estar do outro lado à minha espera!

Somos feitos de quem chega até nós!

Doctor Who ~ Eleven - We will not forget - I thought these were butterflies from a sad man...bowties...makes it worse.


O que podes fazer, quando nada parece poder ser feito para que a tires da cabeça? Como é que arrancas a mulher que arrancou um pedaço de ti e o levou para onde nunca mais os vistes, a ele e a ela? De que forma te podes sossegar, repousando a cabeça no colo que te pertence e parando de esperar?

És do formato que te passaram, dizendo-te que teria que ser assim, sem que tivesses podido reclamar e agora, agora que não pareces pertencer a lugar algum, ressentes-te da falta do guião, não sabes improvisar e perdes-te nos caminhos, porque nunca chegaste a saber quais te pertenciam. Não te reconheces neste novo modelo.O relógio não parece ter as mesmas horas e as que te sobram são demasiado solitárias.

Tanto que ainda precisas de aprender, viver e entender. Tantas que são as palavras cujos sons não se encaixam, porque as que usavas eram previsíveis. Tantos os amores que deixaste de viver e tantos que nunca serás capaz de receber...

O que podes fazer, quando nada parece poder ser feito para que a tires da cabeça? Aceitar que ainda não chegou o tempo e que quando acontecer, saberás, sem qualquer dúvidas e poderás então voltar a viver.

Para que lado gira o mundo?

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- Para que lado gira o mundo?
- Para a direita?
- Não, para a tua outra direita.
- Não entendi.
- Foi o que calculei quando fiz a pergunta.

Nem todos sabemos, ainda, o que fazemos por aqui e de que forma deveremos mudar os outros, mudando-nos. Esta coisa chamada vida vem demasiado carregada de tudo o que vemos, não vemos, sentimos ou somos incapazes de sentir. Há tanto que nos condiciona e tão pouco que nos melhora como pessoas, porque aparentemente fazer bem dá imenso trabalho. Certo? Errado, muito errado. Fazer bem demora o mesmo tempo e requer o mesmo empenho que fazer mal, só precisamos de os saber distinguir.

- Quem sou eu e porque quero assim, desta forma que ninguém parece saber entender?

Se a pergunta é tua e sai de dentro do vazio que ajudas a criar, a resposta terá que vir do mesmo lugar, porque é a ti que importa. Se não sabes, tal como os muitos que referi, o que precisas para deixar de precisar de respostas, o tempo todo, não sei o que te diga...

- Quem é que disse que era a terra que se movia? E há quanto tempo? Pois, para lá de uns quantos séculos, mas se ainda hoje temos quem não saiba que rotação se deve imprimir, talvez precise de umas quantas lições de astronomia.

- Mas é dos astros que estamos a falar?
- Continuas sem entender nada.


O som do silêncio...

Woman in White Long-sleeved Shirt With Blue Short Shorts Sitting on Brown Grass Against Golden Hour Light


Eu até que fiz por o merecer. Ignoraste-me. Não respondeste nem às chamadas e muito menos às mensagens. Entendi, claro, uma mulher entende sempre... Afinal a escolha foi minha e com ela vieram as consequências, mas a verdade é que também não te senti lutar pelo que aparentemente querias. Talvez não o quisesses assim tanto. Talvez estivesses apenas a usufruir do bem que te sabia. Talvez os fantasmas, os teus e que ainda te ensombram, não te permitam ir muito mais longe. Talvez tanta coisa...

Já não vou ao jantar do Luís, quero poupar-nos a ambos o constrangimento, e ver-te iria cair como um castigo.

Tens as tuas rotinas, a vida nos lugares que conheces e medos que o meu acabou por empolar, mas apenas porque não fui capaz de desistir de mim e dos meus sonhos. Sentiste pavor do que não conseguirias ser ou fazer, se o modelo fosse novo e diferente. Olhaste-me, bem dentro dos olhos e deixaste-me ir. Certamente que não percebi muita coisa, mas agora também não vou conseguir que as expliques.

Resolvi mandar-te uma mensagem tranquilizadora, esperando, assim,  que a nossa paz interior se restaure e que percebas o que é verdadeiramente importante na tua vida.


20.11.17

A verdade nua e crua...

#Expressões


Se um homem se comporta como se estivesse a lixar-se para ti, acredita que está mesmo!

Não há nenhuma ciência por inventar, cada ser tem uma forma própria, baseada no género, no input e nos gigabytes que possui. Qual foi a parte do "não" que não conseguiste perceber? Quem te quer. Quem não tem forma de passar sem ti. Quem te imagina no seu percurso, não se afasta. Não vai só ali pensar na vida, até porque a maioria nem pensa, e depois volta.

Quando um homem se cansa do que não parece haver forma de te esgotar, ele vai, mas nunca volta e se o fizer, é apenas para vir espreitar o que tens andado a fazer e com quem. Eles são seres curiosos e visuais e se até lhe soubeste bem, nos intervalos, não há nada de errado em te querer "provar" mais um pouco. Estou a parecer-te crua e dura? Às tantas já estavas a precisar que alguém o fosse para que conseguisses parar de dourar a pílula. Quando dás demasiado trabalho, até podes ser uma deusa grega, o resultado será o mesmo, ele vai desatar a correr e nunca mais lhe voltas a pôr a vista em cima, e se acontecer, não vais gostar nem do tom, nem do olhar e muito menos do paternalismo.

A linguagem é universal, seja com ou sem legendas, e o que um até já de mais de 10 dias significa, é que muitos mais virão, porque a verdade minha querida amiga é que nunca vai importar muito o que te digam e fantasies, o que vale sempre e para sempre, é o que acontece depois das palavras. Assim sendo, vou repetir caso tenhas escolhido também aqui tentar ler nas entrelinhas, quando um homem se comporta como se estivesse a lixar-se para ti, ele está mesmo.

Quem sou eu afinal?

Cell phone in hands


Eu sei que escolhi escolher-me e já o disse e repeti, mas as escolhas, até as conscientes, nem sempre são o suficiente para que consigamos prosseguir sem amargos de boca!

Já nos encontrámos nos mesmos lugares, com alguns amigos comuns e foi doloroso, certamente que para ambos, mas ver-te alimentou o sonho que ainda carrego, porque não consigo desistir de ti. Quem nos rodeia não tem noção da forma como quase nos rasgam por dentro quando nos falam de quem nos pertencia. Antes do ontem quem já parece demasiado distante, eras apenas tu e eu, sem mais ninguém que importasse.

Sei que te estou a afastar. Olho para o teu nome no ecrã do telemóvel, mas não tenho coragem de atender. Leio as mensagens carinhosas e a necessitar de resposta, mas recuso-te o que te pertence. Estou a ser cobarde e a fugir do que também me parece ser o meu destino...

- Olá Lara, vens ao jantar do Luis?
- Olá António. Acho que não, a Margarida também me convidou, mas estou um pouco cansada, tenho um relatório para entregar amanhã cedo.
- O Rui vai estar lá, sabes?

Esta foi a gota de água. Basta, mas afinal quem sou eu e no que me tornei para passar tanta frieza? Não mereces o meu distanciamento. Se precisas de mais tempo, de mais palavras e de me olhar nos olhos, como dizias na mensagem, então é o que terás.

Espero, mesmo, que agora não escolhas ignorar-me como já te fiz antes!

Sou feita de instintos...

Close-up of Wire Against Blurred Background


Sou realmente feita de instintos, emoções e sensações que já não descarto. Agora, e depois de ter aprendido tanto sobre mim, sei que os sabores que se me colam, na boca e na alma, são os que terei que entender, descortinando o que significam, porque por norma significam que preciso de me proteger, quase sempre de mim mesma, do meu arrojo e da minha capacidade de acreditar que existe quem exista para mim.

Os sonhos são símbolos, imagens do que vivemos e ainda nos falta experimentar. Os sonhos carregam o que gostaríamos de fazer acontecer e os desejos mais escondidos, os que não contamos a ninguém e que nos pertencem por inteiro. Os sonhos também nos enganam, não intencionalmente, apenas porque escolhemos legendá-los como nos serve, aparentemente. Sou sonhadora sim. Sou romântica. Sou das que acredita nas essências que não se corrompem, mas sou lutadora de escudo e espada e é por isso que nunca me permito descansar demasiado.

Se sou feita de instintos e eles me gritam que estou na red zone e que posso mais rapidamente cair do que saltar, fico mais alerta e passo a prestar atenção a cada sinal, toque, palavra e falta dela. Se sou feita de instintos e eles nunca me enganam, não posso querer enganar-me perante o óbvio e olhar para o lado fingindo que não vejo, ou não percebo o que está ali, aqui, comigo, agora...

19.11.17

Tens uma nova mensagem!

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Estou a olhar para o aviso, que vai rodando e rodando, mudando de cor e dizendo-me que tenho uma nova mensagem. Estou a olhar há dia e meio, sem qualquer coragem de a abrir. Sei que é tua. Sei que me vai perturbar. Sei que não vou conseguir apagá-la sem a ler e também sei que estou apenas a adiar o que terá que acontecer.

Tens uma nova mensagem. Parece uma profecia e parece o que é na realidade, um novo recuo, como todos os outros que já tive, de cada vez que li um olá teu. Tu és um eterno indeciso, o gato que pula todas as cercas mesmo tendo imenso espaço no quintal. Nada contigo é certo ou determinado. Queres quando te apetece e deixas de querer assim que se torna difícil.

Mas o que é que eu faço de cada vez que queres saber qual a minha sintonia? Respondo-te. Dou-te a corda com que me apertas o pescoço, impedindo-me de respirar.

Tens uma nova mensagem. Já sei. Como sei também que nunca me trouxeste nada com a devida consistência ou segurança. Tudo contigo foi sempre demasiado fugaz. Nada do que eu queria bastava para que o quisesses. O que eu imagino que fomos, nunca existiu dos dois lados, por isso quem quero eu continuar a enganar?

Já sei que tenho uma nova mensagem, mas desta vez decidi que não tinhas mais nada para me dizer. Delete!

Almas vazias...

costume, dark, fantasy


Algumas pessoas passam, apenas, como se fossem invisíveis ou tivessem uma luz demasiado fraca. Alguns seres possuem tão pouco conteúdo, que dispensar-lhes tempo, seria defraudá-lo. Uns quantos, estarão apenas para preencher qualquer quadrado em falta, fazendo apenas número e não somando ou multiplicando absolutamente nada. Muitos, talvez demasiados, serão demasiado de tudo o que não se quer em demasia e por isso mesmo não trazem nada de bom.

Como se distinguem os que são, dos que dão, conteúdo, sumo, cor, velocidade e o que não temos de sobra? De que forma separamos os que apenas nos virão amargar, dos que nos carregarão as baterias da alegria que precisamos, desesperadamente de manter? Como saber quem nos poderá saber bem, a viagem toda?

Deveremos manter-nos atentos, não baixando a guarda até que já não precisemos de nos proteger. Será importante sabermos, logo à partida, ao que vêm e até onde serão capazes de ir. Perguntar, com todos os quês e porquês, o que carregam e de que males padecem. Tudo e tudo e tudo o que seja preciso para não ser preciso mais nada a não ser tê-los.

Algumas pessoas são simplesmente almas vazias que deambulam por aqui!


18.11.17

Bastou um segundo para te perder!

Meia sombra...


Bastou um segundo para te ver ir. Esperei que a tua silhueta se esfumasse e com ela a possibilidade de voltar atrás. Não é que o queira, mas queria poder ter-te. Nem sei quantos dias já passaram, mas sabem-me a demasiados... Não me lembro de ter pestanejado. Não me lembro sequer de onde ficaram as minhas mãos, as que apertavas quando fazíamos amor, para que não te fugisse. Não me lembro se o teu semblante ficou carregado, se nem te moveste, ou se apenas te desiludi. Já não me lembro de nada do que disse, mas sei que foi forte o bastante para que o entendesses.

Quero-te, sim. Desejo a tua vida na minha, sim. Imagino-te a caminhar ao meu lado, com os pés na areia molhada, empurrando-a com o nosso peso e deixando as marcas que o mar levará quando passarmos, mas sobrando-nos as sensações e a areia que custará a sair. Precisava de ser menos determinada. Gostava de ser capaz de seguir em frente, largando umas quantas amarras, mas sei que elas me ligam ao que vim fazer aqui, e é demasiado importante para ser trocado.

Bastou um segundo, e todo o amor que aprendi a ter por ti acabou por me abandonar. Perdi-te, por escolha minha, mesmo que não tenha escolhido a solidão que me coube, e ela apenas terminará quando sentir que terminei o que comecei. Bastou um segundo para que reforçasse o que já sabia. Amo-te tanto, mas não de forma a que me perca de mim. Amo-te, mas quero que seja de sorriso nos lábios e sem as queimaduras de ferros invisíveis. Amo-te, e mesmo que tenhas partido a acreditar que te menti, um dia entenderás que apenas uma mulher consistente, inteira e determinada o bastante para ser o que escolheu, te poderá escolher para que fiques. Amo-te e tu vais entendê-lo, se ainda não tiveres desistido de mim!

Um dia tu virás de onde te espero!

❀ Flower Maiden Fantasy ❀ beautiful photography of women and flowers - Capture Your Heart Photography


Um dia, até as noites solitárias, que o serão porque já não estarei nos teus braços, me irão saber bem!

Só os amores correspondidos, que vão e que voltam na mesma direcção, merecem ser realmente mantidos. Todos os outros, serão apenas testes à nossa resistência e entendimento da importância que nos atribuímos. Só um amor maior, o que sentimos, mas assim demasiado pequeno para quem o pesa e mede, pode ensinar-nos o que muitas décadas não conseguirão. A dor é crescimento e aprendizagem, dizem os que parecem saber do que falam, mas eu recuso que a verdade passe por magoar quem não magoa, ou abandonar quem esteja pronto para ficar. Não veto quem amo ao silêncio e tenho amor que vai até ao planeta mais distante e volta, por isso não acredito que precise de experimentar o amargo para reconhecer o doce. Sei cuidar de quem é importante para me sentir pronta, capaz e inteira, e se eu não o for, se não perceber que sentem por mim o que me assegura, sem qualquer grama de dúvida, o mesmo, então prefiro as noites solitárias, porque até nelas conservarei o respeito que me ofereço.

Um dia nada mais importará o suficiente para que me importe com quem não me conseguiu ver enquanto me olhava. Um dia, a vida trará de volta a certeza que carrego que é aqui, neste pedaço de mundo, que teremos o retorno de cada incapacidade, pequenez e indiferença consentida. Um dia, quando menos esperarem, eu verei que a razão nunca me abandona, e que todas as vidas que já vivi voltam para me sorrir porque continuei a ser a mesma. Um dia, quem eu preciso de ter no meu caminho para que outros possam finalmente ser feitos, virá e eu sabê-lo-ei.

Amores MUITO especiais!

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Amores MUITO especiais!

Quando é que os reconhecemos? Quando é que entendemos estar perante um amor MUITO especial? O que sabemos agora que não sabíamos antes, e de que forma entendemos melhor quem nos chega?

A evolução emocional mostra-nos o que não teríamos forma de ver quando ainda apenas "gatinhávamos". Estarmos mais seguros de quem somos e de que forma poderemos influenciar os outros, confere-nos uma segurança que não explicamos. Entrarmos numa dimensão nova, mais bem preparados, permite-nos absorver, usufruir e continuar a aprender sobre nós mesmos.

Alguns amores são mesmo muito especiais, por tudo o que nos trazem e ensinam. Nem sempre ficam, isso já todos percebemos, mas talvez aconteça porque o que teriam que nos mostrar ou fazer sentir, já o foi e por consequência... Não parece justo, porque na maioria das vezes a dor permanece para lá do tempo que queríamos suportar. Alguns amores, muito especiais, fazem-nos sentir a pessoa mais bonita e importante do planeta, mas nem isso parece ser o bastante para que fiquem. Não consigo sequer imaginar o conflito interior que se instala. Não sei o que fazem, ou deixam de fazer, para se retirarem, quando a vontade era ficar. Não sei se entendem que têm uma missão, ou se apenas se arrastam pela vida, curando os outros. Não sei se as atraímos, porque nos fazem falta, ou se nos são enviadas, para que sejamos testados. Alguns amores, MUITO especiais vão apenas ser isso e pelo tempo que os conseguirmos sentir!

Já fui a tua mulher!

Lana Del Rey lying down on a bed and looking at the camera


Sei que de cada vez que me lembrar de ti e do que já representavas, parte de mim acabará por me amaldiçoar. Talvez devesse ter esperado, incluindo-te. Talvez pudesse ter adiado um pouco mais o que sou e o que ainda espero de mim. Talvez eu não seja assim tão importante e o meu nome diga muito pouco do que pareço reconhecer. Sei que agora, muito mais do que antes, não sentir o peso que o teu corpo parecia ter tão certo e perfeito, me esvazia até sobrar muito pouco.

Quero lembrar todas as vezes que me tomaste, sôfrego e apaixonado, olhando-me nos olhos e mostrando-me o quanto me querias já. Quero, mesmo que continue a doer, sentir as mãos que prendiam as minhas enquanto o meu respirar se misturava no teu e me apetecia gritar de tanto prazer. Quero poder reter o teu cheiro, porque ele fazia com que tudo fosse tão fácil, era o que se misturava no meu e nos levava a lugares que não existem por aqui. Quero, queria, começar outra noite, mais uma, contigo por perto, a sorrir-me para me dizeres que estavas pronto para me amar.

Já fui tua, sem reservas e sem olhar demasiado para o futuro. Já fui a mulher que esperavas, mas desapontei-te. Já fui bem mais do que sou hoje, porque parece ter restado tão pouco.

É aqui, dentro das paredes que nem parecem ter cor, sozinha, numa penumbra que me mostra sombras que não quero reconhecer, que estou, não estando e esperando que a espera termine rapidamente, antes que enlouqueça. É aqui, sozinha, no final do que nem parece ter sido um dia, que olho para o telemóvel que se vai molhando, enquanto as minhas lágrimas caem e as mãos perdem a força que já tive. É aqui que percebo que sei muito pouco e que no final poderei já não ter nada que importe para saber...

Já fui a tua mulher, disso ainda me lembro!

17.11.17

Posso sempre querer mais de um homem, mas...

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Como imaginas o homem que pretendes para a tua vida? Foi esta a pergunta que me lançaram e que me deixou, inevitavelmente a pensar. Acabei com uma lista enorme que me assustou. Bolas, tenho a fasquia demasiado alta. Pronto, vou morrer sozinha!

Vou passar a enumerar, por ordem de importância, o que gostaria de encontrar num companheiro, mas não façam como eu, não se assustem, por favor:

. Para cima dos 45, os putos novos não me dão pica e além disso já tenho 3 filhos;
. Mãos com carácter - lamento não saber explicar, mas quando vejo percebo;
. Olhos expressivos, vivos, alerta, não me importa a cor;
. Voz com um timbre daqueles que nos faz estremecer por dentro;
. Sentido de humor, muito por favor e que saiba rir até de si próprio;
. Culto e que goste de ler tanto ou mais do que eu (se é que é possível);
. Viajado, um homem do mundo, que conheça metade dele e ainda pretenda conhecer outro meio;
. De palavra fácil, que não esconda os sentimentos e que não emburre tal como as crianças mimadas;
. Que seja capaz de agir, surpreendendo-me;
. Com bom gosto para se vestir, que goste e que conheça as marcas boas;
. Que seja independente, emocionalmente, não queria vir a correr para a minha casa e que acredite 
   na opção de viver junto separado;
. Que alie todas estas características a um GRANDE amor por mim, conseguindo ver-me sempre por
  dentro, sabendo o que penso, lendo nas entrelinhas, conseguindo escutar-me e sentindo
  que a minha felicidade será inevitavelmente a dele.

Suspeito que homens assim ainda estarão para ser concebidos, portanto já não será nesta vida que conseguirei ter um!

Podes sempre definir-te...

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Podes sempre definir-te, definindo o que é importante, e que importância terás tu mesma, na vida que carregas. Não podes continuar como se apenas fosses vendo um filme, vezes sem conta, não participando das cenas mais importantes, sobretudo se forem as tuas. A tua solidão, a que escolhes ter, só servirá se te entenderes, no silêncio e depois do que conseguirás ouvir, se estiveres mesmo atenta. Podes sempre definir-te, lembrando-te de que o tempo passa, demasiado rápido, sem qualquer contemplação para com os que hesitam. Podes sempre escolher as tuas próprias escolhas, sem que te impelem à transformação que não sentes.

Vejo-te perdida em pensamentos que mais ninguém parece saber ler. Vejo-te sem um formato para que te encaixes e que seja mesmo o teu. Vejo-te sem que te percebas que estás a ser vista e amada. Vejo-te e olho-te, sabendo que me olhas de volta, mas que nunca me vês, não a mim e não porque não sou eu.

Num abrir e fechar de olhos, podes perder tudo, até o que julgavas ter. Rapidamente, se não usares cada minuto, verás passar as horas que se transformarão em longos anos. Assim que te movas, sentirás que tudo o resto se moveu e que já não sabes nem como acompanhar a velocidade mais baixa.

Podes sempre definir-te, mas é bom que o faças agora!

Ser de quem nos pertence!

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Ser de alguém. Pertencer a quem nos pertence, sem demasiada entrega, apenas a mesma que receberemos. Saber o que podemos esperar de quem espera o mesmo de nós. Estar sempre no lugar certo, sendo quem esperam que sejamos. Entender do que são feitas as relações que teremos que alimentar, diariamente. Ir para lá do que é esperado, porque esperar sempre mais é e tem que ser natural.

Alguns lugares comuns estão a deixar de o ser. Alguns de nós, os mais reservados e assustados com o desenrolar dos amores novos, passámos a querer regressar a casa assim que se tornam difíceis. Algumas mudanças, nos desejos, nos olhares e nos sonhos, estão apenas a forçar-nos a sonhar mais ainda, sem saber ou antever de que forma sairão do lado de lá para se tornarem reais. Algumas pausas, para que possamos respirar, vão apenas retirar-nos o resto do ar e acabaremos por ver ir quem teria tudo para ficar. Algumas escolhas serão, inevitavelmente, erradas.

Um abraço agora e eu prometo que te restauraria todo. Um beijo bem sentido e dado com a boca que a tua deseja e metade dos teus males se esfumariam. Um sorriso, o que já não consegues ver e poderias acreditar em nós, outra vez...

16.11.17

Dores que doem mesmo!

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Talvez não estejas a sofrer como eu. Talvez te sintas, finalmente, livre outra vez. Talvez a minha escolha me magoe apenas a mim, mas o que quer que esteja a sentir, terá que ser resolvido por mim!

Dizem-me que estou mais arisca, amarga e intragável. Sopram-me que tenho que voltar a sorrir, dando o que preciso de receber, porque poderei nunca mais me recuperar. Avisam-me que estou a cansar todos e que já não pareço ter nada que me motive. Falam e falam, mas eu não os oiço, não me apetece e não quero alimentar-lhes o que julgam estar a ver. São transparentes e mudos e estão apenas a impedir-me de usufruir do tempo que me reservei, e preciso de muito.

Não sei por onde andas agora e com quem falas. Não sei como acordas e de que forma estiveste nas noites que me pertenciam. Sei tão pouco e talvez tenha que ser assim para que deixes de o ser. Não sei o que fazer, mas um dia certamente que me terei de volta.

Já acreditei que tínhamos o amor que nos assentava, mas não encontrei forma de te incluir não desistindo de mim e do que vejo para além do que sou agora. Já quis parar-me para que coubesses na minha vida, mas sei que to iria cobrar no futuro. Já foi fácil e bonito, mas agora a dor apagou tudo...

Se ao menos me quisesses...



Queria que pudesses ser assim, como te desejo e a seres meu quando precisasse. Queria que me pudesses abraçar, na rua, sem medo de que os teus medos se transformassem em realidade. Queria que gritasses o meu nome no cimo do prédio mais alto, para que todos pudessem saber do que apenas eu acredito ser verdade. Queria ser diferente de todas as outras e que nunca me comparasses. Queria que me quisesses assim, como te desejo...

Vou sempre jurando que os teus beijos são únicos e que te sabem ao que sinto. Arranjo maneira de acreditar no que me digo, e digo-me sempre o melhor sobre ti. Encontro desculpas para o que não fazes e motivo o que acabas a fazer, mas apenas porque te pedi. Apago os momentos mais feios e escolho as escolhas mais fáceis... Mas porque é que não podes ser assim, como preciso?

Ainda não trocaste o meu nome, mas quase que consegui sentir outro som e certamente que com ele viria a que te deixa apagado, até quando sorris para me tranquilizar. Não preciso, não agora, de ter certezas, mas sei, como sabem os que amam sozinhos, que não é por mim que esperas. Ainda não me falaste dela, mas sei que está em tudo o que esperas. Ainda não te tive em pleno e até o meu corpo reclama de quem está não estando.

Queria que ao menos me quisesses como há tanto espero, mas recuso pensar que será sempre assim. Não sei o que acabará por doer mais, a dor que está comigo diariamente, ou a que virá quando já não estiveres. Não pareço saber coisa nenhuma , nem mesmo o que sou quando acho que te tenho.

Se ao menos me quisesses...

Os arrojados de serviço!

Cliff diving in O'ahu. There are worse ways to spend a Thursday. #Hawaii


Será que os arrojados serão sempre os mais bem-sucedidos? Terão alguma substância no ADN que lhes permita ver o mundo de forma diferente, com mais motivação e menos obstáculos?

Não sei do que são feitos os que se fazem, por si, numa busca constante do que lhes faz sentir que têm um propósito maior, uma meta para corridas mais longas e menos a direito. Sei que em comum carregam uma alegria que poucas pessoas conseguem escurecer. São os animados crónicos, aqueles que nos trazem um desejo de também nós fazermos algo extraordinário. São os que nos impelem, com sorrisos seguros, a perseguirmos os nossos sonhos, não importa o grau de loucura associada. São os que gosto de ter por perto, porque me alimento de cada palavra e elas têm um sabor a que sabem muito poucas. São eles que me dizem, por tudo o que conseguem, que também eu conseguirei subir mais alto, não tendo que olhar, o tempo todo para baixo, até porque cair nem sempre será a equação mais provável.

Os arrojados de serviço deixam-nos de boca aberta, de olhos esbugalhados e com um formigueiro bom, que nos faz até correr, porque andar nunca parecerá o suficiente. O arrojo pode vir em formato de músicas que nos entram dentro. De pinturas que nos impedem de olhar para qualquer outro lado. De histórias, poéticas ou em prosa, que parecem ter sido criadas para nós, se pelo menos também conseguíssemos arrojar. Os arrojados são os que permanecem para além do tempo que vivemos e que parecem ter entendido o que ainda procuramos, conseguindo, por vezes,  fazer arrojar mais uns quantos. Quando os encontramos e reconhecemos, percebemos que as subidas a montanhas escarpadas, os saltos de ravinas sinuosas e o cruzar de oceanos revoltos poderão apenas ser o princípio de tudo o que iremos, também nós, os menos arrojados, fazer um dia!