15.8.18

Quais são as palavras que já não uso?

Faça a terapia da gratidão



Quais as palavras que já não uso? Existem umas quantas no meu vocabulário que foram definitivamente banidas, o NUNCA parece ter desaparecido, e não foi misteriosamente, foi totalmente consciente de que não podemos, em nenhum momento, achar que o que está errado não mudará e que o que parecia certo não acabará a surpreender-nos pela negativa.

Todos nós já ouvimos a frase - Nunca digas nunca - e a realidade é mesmo essa. Do nada, ou do tudo que sempre desejámos, mesmo que em silêncio, vem o Universo e pás, esfrega-nos muito bem a cara e ainda se ri da nossa estupefacção.

Abertura de ideias, disponibilidade mental, e ginástica não apenas física, pode levar-nos até ao lugar onde estaremos realmente bem. Não nos podemos fechar ao novo, agarrando-nos ao que sempre fizemos e pensámos, porque existe muito mais mundo para além do nosso, bem pequeno por vezes.

Será que pensas nas palavras que foste deixando de usar? 

Algumas pessoas deixaram para trás as palavras que as magoaram, passando a ser cépticas, e desconfiando até da sombra. Amo-te! Adoro-te! Preciso de ti! Nunca poderão ser ditas em demasia, nem correm o risco de serem banalizadas, porque se o sentimos devemos dizê-lo, até para que não restem dúvidas.

Façam uma reflexão e pensem nas palavras que deixaram de usar. O mais importante serão as razões e eu vou esperar que sejam boas. Obrigada! Esta uso sempre.

14.8.18

Que poder tenho eu afinal?

Não bate razão e emoção. Só equilibrando como mágico de Oz.。。。 。★° Sol Holme ° ★ 。


De que matéria és feito e de que forma comandas a tua própria vida?

Percebi que já tenho nas minhas mãos, de há algum tempo a esta parte o que mais importa na minha vida, o direito a escolher, quem e o que me faz feliz.

Muitas foram as montanhas que escalei e mentalidades que combati, ficando por vezes, tão isolada, que cheguei a duvidar de mim mesma. Mas mal percebi o que realmente me fazia feliz, a escolha tornou-se fácil e nunca mais me importei com o que importa aos outros, porque no final de cada dia, caber-me-à sempre a mim aceitar-me, renovando-me.

Conhecimento é poder e sabermos de que forma somos feitos por dentro, que alcance têm os nossos sonhos, o que podemos esperar de nós, no que toca aos desafios e ao desconhecido, confere-nos uma nova forma de ver o mundo e quem nos rodeia. Gosto de gostar das pessoas, das que se superam, saindo do que conhecem para atingirem fins maiores. Gosto das pessoas alegres, das de riso fácil, das que não se refugiam nas supostas "desgraças" nacionais", fazendo acontecer, usando as mãos e a alma para marcarem a diferença. Gosto de saber que levo energias positivas, que estou disponível e que, de alguma forma, consigo iluminar cantos mais escuros, libertando medos que foram implantados, muitas vezes sem escolha, passando uma mensagem simples, "se eu consigo, também o conseguirás tu".

Nada nem ninguém chega até nós por acaso, também já o aprendi, mas também sei que teremos que ser nós a perceber que mensagens carregam, descodificando-as e permitindo que produzam o efeito regenerador que nos falta. É possível mudar, não importa a idade, é possível sermos mais, crescermos em contínuo e amarmos em dobro. É possível estarmos em primeiro lugar, sendo os mais importantes e arrastando connosco os que ainda duvidam que se estamos aqui, será para servir um propósito, e eu exijo que o meu seja grande.

Que poder tenho eu afinal? TODO, claro. Alguém duvida?

13.8.18

O que é amor para ti?

Ne pas taire, le silence


O que tu chamas de amor, não tem, de TODO, a mesma definição para mim. Não quero parecer pretensiosa, armando-me em conhecedora da vida e dos sentimentos, mas o amor é MUITO mais do que lhe chamas.

Parece que o desafio deste novo milénio é o de procurarmos respostas para as inúmeras perguntas que já se pensavam antes, mas que ninguém se atrevia a colocar, porque ninguém parece saber o que anda a fazer por aqui. A maioria agarra-se, com unhas e dentes, ao mundo que sempre conheceu e mesmo que arrisque desmoronar-se com ele, não arreda pé e recusa a mudança. Mudar é mesmo trabalhoso e pode até trazer algumas dores, mas também implica crescimento e mais sabedoria. 

Queremos modelos que se entendam, expliquem e possam ser colocados nas grelhas de avaliação do mundo e dos comportamentos, como se isso fosse possível. Queremos, e vou usando o plural, porque pareço ser tão pouco normal, que já nem me atrevo a demarcar-me mais. Não tarda sou enviada para o espaço, até houve quem dissesse que sou uma alien.

Será que deixar alguém entrar na nossa vida, aninhando-a em nós e revolvendo o nosso chão para a encaixar não basta? Quantas almas se mantêm a navegar, numa dimensão paralela, em busca de quem poderá nunca chegar, enquanto outras encontram tudo e assim mesmo não se conseguem manter? Chega a ser dolorosamente absurdo, não me conformo e não entendo!

Li no último livro do Gustavo Santos, que a vida é feita de escolhas, até aí já todos chegámos, mas a verdade é que se não as fizermos, alguém acabará a fazê-las por nós. CREDO! Não consigo sequer imaginar de que forma se pode entregar, de bandeja, o melhor de nós, a nossa vida, aos outros.

O que tu chamas de amor, é na realidade um desamor gigantesco que me leva a perguntar quem foi que te magoou tanto para duvidares de tudo o que te oferecem, sem pedir nada em troca, apenas o tal do amor que dizes conhecer? Se te forem negando a oportunidade de apenas sentir e querer, quantas vidas achas que terás que esperar para o recuperares?

12.8.18

Estou a sentir-te agora!

Woman&Kadın


Estou a sentir-te agora, neste preciso momento, enquanto todas as partes do meu corpo se movem, numa dança que já conheço, acompanhada dos sons que me dizem tanto, porque estás em cada um. Estou a sentir-te enquanto me solto, em cada movimento, levando a que as minhas pernas saibam, exactamente, o que fazer e quando. Estou a sentir-te com os olhos fechados que ainda assim te conseguem ver e te imaginam, colado a mim, lânguida, pronta, desejosa de um desejo que não passa, não até que te tenha.

Sou feita tanto de sentimentos, quanto de sons, os que servem para me acordar de mim e voltar a funcionar. Sou a que encontra sempre forma de se restaurar, sobretudo quando o despertar não foi o esperado. Sou a que conhece, tão bem, este corpo por onde só tu passas, mesmo quando não estás.
Sou a que te encontra de cada vez que te procura, porque há sempre forma, sobretudo quando o que está do outro lado é o que faz este continuar.

Não paro, não me sossego, não desligo até que toda a forma de te sentir me encha e preencha cada pedaço. Não permito que te vás por muito tempo, porque sei como te manter vivo e à minha espera também. As músicas que vão surgindo, uma a uma, e passeando por mim, são o antídoto milagroso para tanta espera, para cada segundo que sei que não te trará, mas que também te impedirá de partir.
As músicas escolhidas a dedo, fazem-me voltar a mim, a ser quem precisa de funcionar a 1000, estando em todos os lugares em que faço falta. As músicas que escuto, atenta, permitindo que entrem em mim como entrarias se estivesses aqui, para me tocares onde preciso e para não enlouquecer de uma loucura que me levaria até o que nunca ninguém conseguiu arrancar.

Tudo acaba a funcionar outra vez, quando funciono. Quando sou aquela com quem se conta, a que cuida de quem tem que ser cuidado, estando onde é previsível, mesmo que fuja, por segundos, para onde mais ninguém me encontrará, excepto tu, que nunca sais de onde estiver.