My Love On Top!


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Acordei cheia de energia, cheia de vontade de ti e de te dizer o quanto estás na minha vida para ficar e para cuidar. Sim, vou cuidar melhor de ti a partir de hoje. Vou-te encher de tudo o que armazenei para o dia em que alguém como tu entrasse na minha vida. Não vou questionar mais nada, prometo, vou apenas beber todas as gotas que saírem de ti, de mim, do que temos juntos. Ok, as mulheres pensam demasiado, verbalizam desnecessariamente, mas até tu mesmo já admitiste que as minhas palavras preenchem o teu universo e te deixam mais completo. Serão as palavras que nos acompanharão sempre, mudando tudo à sua passagem. Os silêncios, esses sim  deixam-nos vazios por dentro, apenas preenchidos por dúvidas, por … “ses”… e se? Eu, como tão bem sabes, não deixo nada por dizer, encho-te e preencho-te de sons que te mostram o quanto de desejo, o quanto te quero e amo! Ainda não tinhas ouvido de nenhuma mulher “os amo-te” que segundo dizes, te vêm mudando a vida. Eu no entanto acordo e nunca adormeço sem te bombardear com os amo-te que te irão acompanhar para o resto da tua e da minha vida. 

Amo-te sempre que me olhas com um sorriso e me estendes o braço para que me aninhe no teu peito, sinto-te forte, responsável pela minha segurança e fico quietinha a ver o teu queixo com a covinha que tantas vezes beijo, sou pequenina, mas chego-te onde te consigo enlouquecer, sobretudo quando te sussurro ao ouvido com um sopro de sensualidade que és o meu homem, que te quero, que preciso de ti forte e dominador dentro de mim a mandares no meu corpo que tão bem conheces e reconheces, sabes o que o faz estremecer, sabes onde me beijar e por onde percorrer o meu corpo com essas mãos gigantes de desejo e certezas. Eu deixo-me arrastar por ti, gemendo e suplicando-te que não pares, que não saias de mim nunca, que me faças tua, todas e quantas vezes o meu corpo aguentar.


Amo-te quando dizes que te preencho e que a forma como fico totalmente molhada logo que me dás o primeiro beijo longo, apaixonado, sem pressas, te faz compreender que o meu corpo foi desenhado para ti, para as tuas mãos, para o sexo que irás meter em mim, decidido. Levantas-me para ti, enquanto me possuis com a certeza de que apenas me virei contigo, em ti, jorrando o meu prazer uma e outra vez. Fazer amor contigo é sexo, carinho, luxúria, pudor, falta dele, dor de um dia não entrares mais em mim. As minhas ancas movimentam-se dançando para que entres e toques em todo o meu corpo. Sorrio-te sempre que me olhas, falamos para nos acordarmos do que não parece possível e calamo-nos para nos sentirmos gemer, respirar e suspirar. Querer-te é o que eu quero. Acordar contigo faz dos meus dias novos começos e recomeços. Não planeei a tua chegada, vivia no alto das minhas metas, queria assim ou assado, mas sempre comigo no comando, mas tu chegaste e tudo mudou, recomeçou para mim, com a intensidade que concebo na minha existência.



És demasiado alto para mim, tive que esticar-me para te chegar aos lábios que cerraste num sorriso, aquele sorriso que me disse teres percebido que eu já era tua, que te iria querer de igual forma, que estaria sempre por perto, que te incluiria e não te deixaria vazio, para que as minhas palavras que por vezes caem em excesso te enchessem de mim, de ti e de nós!
Não existe espaço que não esteja preenchido por ti, não existem sons, nem cores que não sejam projectadas por ti e para ti. Não seria jamais fácil ou concebível para mim, uma existência entregue a outro que não eu mesma porque sempre fui quem me bastou, quem segundo tu, se recatou para não ter, para não sofrer, mas eis que passei a ter tudo, demais do muito que passei a desejar de ti.

Enlouqueço-te quando danço, rebolo as ancas e deixo que as minhas mãos deslizem pelos meus seios, barriga, cintura e coxas. “You Put My Love On Top” diz a Beyoncé e eu sinto-me bem no cimo, bem no topo da tua existência! Disseste-me que eu não gostava de dançar, que eu era a dança e que a música completava o meu já vasto repertório. Foi com música que te mostrei as sensações que nos entranham quando nos amamos ao som dela. Passaste a usá-la para tudo, até te via abanar no duche, quando te barbeavas e quando me preparavas o sumo que teria que seguir as tuas instruções para que o meu dia fosse mais completo!


Puseste o meu amor bem lá no cimo e quando já só me alimentava de ti, deixaste-me! Vazia de tudo, sem movimentos, sem reacções, encolhida num canto durante dois dias até que me levantaram e tentaram secar as lágrimas que não paravam de jorrar. Foi debaixo de um duche que mesmo quente me gelou as entranhas, as mesmas que sentiram que jamais estarias em mim, comigo e apenas porque num dia cheio da chuva que amavas porque o seu pingar ruidoso te fazia lembrar de mim, me foste levado, arrancado do meu corpo, alma e risos.
Levaram-te e eu agora vou passar a sobreviver, a arrastar-me, a sentir-me vazia, oca e nem as palavras que eu esbanjava agora querem sair dos meus  lábios. Levaste tudo contigo, levaste-me a mim, mas o meu corpo teimoso ficou para trás, sem movimento, sem reacção, sem nada do que me fazia a mulher que te preenchia. Deixaste-me e pronto, agora já não sou eu, agora sou apenas um corpo sem alma, sou eu sem mim dentro!