À espera...


Em modo "reservado", aguardando que o teu tempo também possa ser o meu, que olhes para mim como alguém que está aqui, para ti, mas que não me guardes na prateleira até aos teus regressos, e sobretudo que não acredites, não esperes, que será sempre assim, porque até o amor vem com prazo, com validade...

Estou à espera, ainda, e fá-lo-ei até que o meu coração dispare, me grite um BASTA e me obrigue a continuar com a minha vida, porque fui eu que escolhi a que tenho, consciente de que apenas farei o que for melhor para mim, e tu ainda o tens sido.

Não posso pensar demasiado, tenho que "aligeirar", relativizar, para que não sofra sobressaltos, para que não me penalize a mim mesma. Eu sei que é errado, que não me levará a lugar algum, que mereço mais, sou mais, e que não deverei permitir que me usem, me descartem, ou me considerem um adereço, alguém que se tem porque sim.

Enquanto eu decidir esperar, o teu tempo continuará a correr, e ainda poderemos usufruir do que nos uniu, do amor que sentimos, dos corpos que se entregam com desejo, sentimento, procura. Enquanto eu esperar, ter-me-ás, depois...