Balanços, aqui vamos...

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Mais um ano quase quase a terminar. Como são os balanços, o que consegui eu acrescentar e onde ficaste tu? O tempo encarrega-se de colocar nos seus devidos lugares o que não pode continuar, o que não nos está destinado, certo? 

Errado!

Não é de todo assim, e durante este tempo que ainda te mantenho comigo, consegui perceber que nada se passa ou se resolve deixando-o apenas passar. As palavras que não se conseguiram pronunciar, os toques que nos deixaram de pele arrepiada e que o nosso corpo reclama, vão permanecer implantados como uma má tatuagem, feita no lugar errado, e com o nome que não era suposto existir. Tirar-te de mim signicava ter-te primeiro, de forma intensa, mesmo que por mais uma vez, a única que necessitava para saber quem és tu de verdade e porque razão te continuo a querer desta forma, sonhando-te, mesmo com menos ansiedade e buscando-te em todos os rostos que se vão cruzando com o meu.

Enquanto não te tirar de mim, as comparações irão manter-se e crescerão em ansiedade.

São os teus olhos que procuro sempre que olho para alguém que até poderá ser a minha outra metade. Era a tua voz que me tranquilizava e eu quero outra igual. As tuas mãos preenchiam as minhas e procuravam-nas sempre, aprisionando-as e fazendo-me sentir parte de ti.

Hoje, num dia tal como muitos outros, mas que já caminha para o final de mais um ano, continuo a sentir o mesmo, a querer gritar-te que és tu, que te quis e soube que serias a única pessoa no meu percurso a permitir que eu sorrisse por dentro. Queria que me reencontrasses, que não precisasse olhar nenhum outro ser. Tu bastaste-me nos poucos momentos que te tive.

Hoje queria olhar-te outra vez, tocar-te, falar-te ao ouvido, pedir-te que pares de fugir e sabendo que jamais encontrarás quem procuras, porque sou eu, estou aqui, e se continuares a olhar para o outro lado, apenas nos aprisionarás para a próxima vida. Eu vou encontrar-te, quando quer que seja, e vou ouvir-te dizer o que já espero há tempo demais, vais dizer que me amas e que não adiantou apagar-me, porque a tua vida sou eu.

Balanços? Para quê, está tudo igual, o meu coração ainda é o mesmo e continua ligado à mesma pessoa, hoje, amanhã e todos os anos da minha vida e da tua também. Olha para mim, por favor e deixa-nos continuar a viver!