Inside out!


O ontem já foi e agora, sentada num vazio que assusta de tão real, num lugar tão preenchido com o que lhe retirei, com os pedaços de mim que arranquei mesmo com dores lacinantes, porque me forço a ser desta forma e não de uma outra qualquer, talvez porque não o saiba, ou entenda que assim me mantenho segura, vou respirando descompassada, zangada com os meus receios, infundados ou não, mas que não me deveriam impedir de viver.

Se fujo de mim é por não querer voltar a sentir-me vulnerável, se for eu ao comando, pelo menos entenderei porque cheguei aqui, porque este lugar consegue ser um dia de muito sol e um outro tão carregado e sombrio, me faz querer encolher-me e deixar de ser e pensar.

O hoje não é sempre pacífico, ligeiro, por norma é uma luta interna, um não querer ir e um desejar conseguir ter a coragem, o desapego e a determinação que farão de mim um ser igual a todos os outros, a que sofre sempre que me oferecerem nãos, ou forem incapazes de me sentir verdadeiramente, mas a real, a que também sabe entregar-se e esperar que dê certo.

Enquanto não me convenço, vou pelo menos sonhando e tentando chegar lá!