Deixei-te ir!



Não fui forte o bastante e agora, agora olho para trás e já não encontro a razão pela qual cheguei aqui!
Nunca nada foi fácil, tranquilo, ou sequer real contigo. Tinhas uma forma de me inquietar, de me fazer pensar, de me abanar as estruturas, de procurar os meus porquês, de me questionares até o respirar...

Nunca nada foi quieto contigo, as águas moveram-se sempre, agitadas, perigosas, a tua inquietação e medo de que me afastasse, não te permitia sossegar, confiar no que era e sentia por ti.

Tiveste como saber que era eu, dei-me inteira, estive no teu corpo e alma, passei-te as sensações que tanto procuraste, mas não te quis prender, recusei-me a pedir o que deveria ser meu por direito, deixei-te ir e acabei nua, vazia, até hoje!