Não deixes, não permitas...


Que eu seja a última a saber!



Preciso, desesperadamente, de ser a que sabe de ti, primeiro que todos os outros, a que espera, inquieta, por tudo o que me trazes, partilhas, pelo que juntas no corpo que te pertence e que sabes de que forma se entrega e te sente.

Eu sei pela forma como te moves, pelas palavras que recusas libertar quando te agitas por dentro, onde estás e se voltaste para o único lugar onde te perco.  

Olho sempre incrédula e magoada, a sentir-me distante, só, as gargalhadas que libertas e que soam sinceras na presença dos que não estão comigo, ao meu lado, porque já falho em os ver, não os quero sentir, roubam-me de ti, impedem-me te te sentir como és verdadeiramente, como apenas eu te conheço.

Não deixes, por favor, não permitas que eu seja a última a saber, eu preciso de te o ouvir dizer, a cada percurso que vamos fazendo, a cada toque que me recusas por falhares perceber como preciso, do quanto preciso que as palavras sejam para mim, sobre nós e para o que nos poderá manter aqui, sem o mundo que se alimenta de ti, que te suga a energia que me cabe por direito. Tu deixas, permites e recusas-me o único ar limpo que me traria viva!