3.5.14

What?


- O que andas tu a fazer afinal, porque insistes no que não tem como chegar aqui, até a ti, em quem não sabe como te tocar? Amar tem timings, prazo de validade, a entrega tem momentos e se não os apanhamos, se não os apanhaste já, esfumam-se.

- O que ando a fazer? O que esperava? Não ter que explicar quem sou, como o sou, sobretudo a quem importa, não precisar de colocar legendas para os filmes que vissemos em conjunto, conseguir estar todo o meu tempo e percurso com quem me pudesse tocar e me saber. Esperava e queria, como quero até hoje, que soubesses o preço e o valor do que te dou, as horas em que acordada tento recuperar-me, sobreviver, sair e acabar com vida.

- Como se consegue afinal, lavar-mo-nos com lágrimas, procurar e esperar pelo que não teremos, sabendo que terá custos, que nos matará por pedaços, em bocados de um tempo que poderemos nunca mais conseguir recuperar?

- Pronto, eu aceito, rendo-me, pouso as armas, deito-me para adormecer, para poder continuar. Tu não sabes ainda, não o saberás mais, já não!


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