Dez anos depois...



O reencontro!

Há momentos que se prolongam, sentimentos que permanecem, mesmo que tudo e todos nos tentem contrariar.

Para a Ana e o Tiago, os velhos sabores, os risos, os tremores e os desejos, voltaram com a mesma intensidade e necessidade.

- Saíste do país? Nunca mais soube de ti.
- Viajei muito sim, aceitei os cargos mais loucos  para satisfazer a minha necessidade de me sentir e amalucar. Foi bom ser aventureira, arrojada, decobrir-me.
- Sempre gostei dessa tua faceta, apaixonei-me logo pelas tuas loucuras e sonhos.
- Mas deixaste-me ir.
- Sim eu sei Ana, a tua intensidade abafou-me e por isso decidi correr para crescer, para estar à altura de ti.
- Nunca achaste que me poderias perder no processo?
- Perdi?
- Perdeste partes de mim, quem sabe as melhores. Acho que perdeste a paixão, a loucura controlada, a espontaneidade.
- E a ti toda, perdi?
- Não creio que essa opção tenha sequer existido. Estive-te sempre reservada e esperar-te foi o que tornou tudo mais desafiante.

Os olhos do Tiago iluminaram-se com aquela luz que só se permite aos tolos, aos apaixonados, aos que voltaram a casa, para ficar!