Porque escrevo afinal?

Para que se me encha a alma de cada vez que alguém se manifesta, se acha bem representado e se revê em cada sílaba!


As palavras têm poder, mudam tudo à sua volta e deixam, a quem as usa, mais inteiro, mais livre, mais vivo.

Esta aventura tem-me mostrado por dentro de uma forma tão real, que nem um psicólogo arranjaria talento, experiência ou sequer sabedoria para mo explicar. Os pedaços de mim saem, com vida própria, soprando o que alguém, algures, precisa de ler, de ouvir e de entender.

Quando me leio, quando passo os olhos em tudo o que já imprimi para a posteridade, que deixou de me pertencer, quase que duvido, mal me reconheço e acabo a perguntar quem é esta mulher e de onde saiu.

Escrever é inevitável, é a minha fonte de energia, o que me mantém em alta quando quase perco a fé no mundo. Faço-o porque quero muitos sorrisos, sentimentos, tremores na espinha, sonhos e desejos que podem ser concretizados. Se eu for sabendo, a cada passo, que consigo tudo isso, então sairei mais engrandecida, uma pessoa mais verdadeira, que será sempre para os outros o que forem capazes de me dar.

Esta fase de maturidade atinge quem consegue, nem sempre quem deseja, mas sei que fiz por isso, todos os dias, uns bem mais difíceis do que outros, mas sempre vencedora, porque o que eu tiver de melhor, bastará a quem me ler e estiver à minha volta.

Palavras com sol para todos vocês!