30.3.15

É aqui e agora...

stoere blik


Escuta-me, menina bonita, porque mesmo não te tendo visto, não ainda, sei de quem já te gosta, se identifica e deseja ser desejado de volta. Amar é o que podes fazer de melhor, por ti e por quem te irá oferecer as sensações que agora, e por ora, apenas povoam os teus sonhos, por isso vais ter que parar de te esconder, de teres medo até da sombra e de procurares o que sempre desejaste. Podes, tal como todos os outros comuns mortais, almejar uma felicidade que passe até por coisas pequenas, e não permitas que ninguém te convença do contrário.

Queres que te diga como podes medir as atitudes, de que forma poderás perceber se o que te fazem está certo ou errado? Simples, se te deixa feliz e te permite crescer como pessoa e mulher, então está certo, de contrário...

Nós teremos, supostamente, várias vidas, mas não nos iremos recordar de nenhuma que já tenha passado, assim sendo, e partindo do princípio que apenas nesta terás a possibilidade de chegar lá, onde podes ter o que sonhas, a cada dia, então vive-a, usa-a, põe no teu passo e em cada um dos teus minutos, as pessoas certas, porque isso sim é o que precisas e te fará bem.

Acredita que és uma afortunada, porque se conseguiste que alguém passasse, e te visse, sentindo o coração mais cheio e a conseguir imaginar um futuro contigo, então segura-o, dá-lhe alento para que possa lutar por ti, corre menina bonita, porque se andares já não terás tempo, corre e sê feliz.

Eu irei estar atenta, e manter-me-ei informada dos teus progressos, eu estarei deste lado a torcer para que te libertes e possas sorrir, sem fantasmas, e nessa altura vou-te querer conhecer, ajudando-te, no que precisares e eu souber, para poderes simplesmente viver, e olha que viver é tãoooo bom.

Não desistas de ti, porque é aqui e agora que a tua vida começa!

Não posso ficar!

Feelme/Não posso ficar!

Fui sempre pensando no que faria se te reencontrasse, se pudesse, uma vez mais, dizer-te tudo o que se me ficou engasgado, o que a vida, na sua correria diária, me impediu, mas eis que estás bem de frente a mim e não me apetece perguntar nada, apenas olhar-te e perceber, sózinha, o que foi que me marcou em ti...

Estás indefeso, não sabes o que esperar, talvez porque esperes tudo, sobretudo que eu me zangue, que se me atire a ti, magoada, desesperada pelo afastamento a que nos votaste a ambos, mas vais certamente continuar a olhar-me, sem ter nada, nem ouvir nada, sem me conseguires ler, porque não me apetece lutar mais, não por ti, não me apetece implorar-te que me aceites, que regresses, até ao ponto em que te conseguiria reconhecer, em que voltaria a perceber porque passei a amar-te daquela forma, sim daquela, porque de ti já só resta o que estou a ver agora e não consigo entender.

Estou a sorrir-te, para que te amenizes, para que consigas respirar e parar de achar que de mim só terás balas de fogo. Estou a sorri-te, conciliadora, livre, pronta para seguir viagem, para te deixar no lugar de onde jamais deverias ter saído, mas nem eu terei forma de fugir do que me foi reservado, nem eu saberia como evitar quem dizia ter-me amado como eu esperava, para mim.

Não posso ficar, não quero, já não preciso, resolvi-te, tirei-te das entranhas e vou, finalmente, seguir viagem.

Não chegaste a falar, e agora, neste momento, já só consegues ver os meus cabelos ao vento, porque de costas para ti, estou a seguir na direcção que não te inclui.

Não posso ficar, já não!

28.3.15

És doce!

Feelme/És doce!Tema:Relações!
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És doce tal como a tua boca e o teu olhar. És sempre doce para mim, meiga, atenta e minha!

Estou naqueles dias em que não te consigo largar, em que me envolvo em ti mantendo-te sempre no meu corpo, possuindo-te, tocando-te, virando e revirando-me nas minhas rotinas, mas voltando sempre a ti para beber de um pouco mais. Nunca me canso de referir a forma doce, que sempre usas quando me falas. Tu sabes, melhor do que ninguém, como me dizer tudo o que preciso de ouvir, mas da forma certa, a que me fará estar verdadeiramente atento para que aceite e entenda o teu ponto de vista.

És doce quando me tocas, porque consegues passar-te toda, entregando-te sem reservas. És doce sempre que me lembras do quanto me amas. És doce até quando tentas ficar zangada, mas reconheces que não consegues, que não precisas e que gostas bem mais de gostar de mim como sou.

Foi a tua doçura que me cativou e foi por ela que fiquei até hoje, desejando que te mantenhas assim, só para mim e que me ensines a ser para ti o que fazes de forma tão natural!


26.3.15

Falha minha!


Feelme/Falha minha!Tema:Sentimentos!
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Peço poucas vezes, muito poucas, e nem é contigo que tenho por hábito falar, mas quando os momentos de medos tão profundos me prendem ao chão, acabo a rogar-te que olhes por mim e pelos meus, que nos guies e me mantenhas a mim, forte e confiante!

Não duvido que a tua luz ilumina mais do que o Universo como o conhecemos, que a ti rogam milhões de almas famintas, sobretudo as que necessitam de quem lhes consiga estender a mão, assegurando-lhes de que tudo se ajeitará, de que as dores desaparecerão, e que tudo o que falharem entender acabará a ser aceite, lavando, mas já sem lágrimas, todo o mal de que padecem.

Raramente, te peço, que me leves até ao lugar onde me poderei sentir segura, com o coração tranquilo, a entender que existirão batalhas que terei de perder para vencer a guerra.
Raramente, me sinto, assim, tão frágil, e a desejar que os teus braços me apertem, e me digam para pousar a cabeça e descansar.
Raramente, te sinto, tão presente, que ao fechar os olhos te consiga ver, e entenda que estiveste sempre aí, que nunca me deixaste de olhar, cuidando para que fizesse as escolhas certas, mas entendendo todas quantas falhei, por ser demasiado pequena, por achar que dominava tudo, e por ainda estar a aprender.

Hoje acordei a precisar de acreditar em tudo o que me contaram sobre ti, e a pedir-te, silenciosa, que olhes por mim, uma vez mais, passando-me a força que preciso para manter tudo em pé, para ser também eu a que oferece abraços protectores, a que concilia lutas interiores, a que ama, determinada, com tudo o que sou, e arrastei até ao meu presente.
Hoje precisava de te conseguir ouvir, de sentir a tua presença, para simplesmente chorar, sem recear compaixão, perguntas e análises que nem eu consigo montar.
Hoje era de ti que queria ouvir as palavras sábias que terás para me passar, mas ouvi-las com uma voz, que só poderia ser doce, segura, porque eu sei que as sopras, sempre quando estou mais insegura, a cada dia mais cinzento, quando pareço ter perdido o caminho.
Hoje precisava que me abanasses forte, que me fizesses rir de mim, dizendo-me que estou certa, e que apenas preciso de saber parar, esperar, sem desesperar, para depois continuar.

Perdoa-me por favor, não te dar mais, não ser como sabes que consigo, perdoa-me, e dá-me, hoje, apenas hoje, o colo que não peço a mais ninguém, salva-me de mim mesma e mantém-me inteira, porque estou a precisar de voltar a casa!

25.3.15

Não quero, não consigo...

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Feelme/Não quero, não consigo...Tema:Sentimentos!
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Não quero, não consigo sequer imaginar, como seria, ver-te, com outra mulher, ver os teus olhos pousados numa outra pessoa que não eu, com o teu sorriso aberto, o mesmo que já sorriu para mim, vezes sem conta. Não quero e até me sinto arrepiar, por dentro, de te saber a tocar outro corpo,  a saber que proporcionas prazer e que consegues, tu mesmo, tê-lo, sem ser comigo...

Não estou preparada, se é que alguma vez o estarei, para te saber a continuar, a recomeçar num outro lugar, tendo por perto quem te preencha os dias, quem tenha a tua voz, com todas as variações que ela carrega quando te sentes, triste, ansioso, ou até excitado, quem te oiça dizer os "amo-te" que apenas queria para mim.

Não quero que te resolvas sem mim, que consigas seguir em frente, que já não me penses. Preciso de te manter comigo, porque ainda não desisti de te tocar, de te conseguir sentir, e de te beijar até que me peças para parar. Não estou limpa de ti, quero-te comigo, tanto, que por vezes deixo de funcionar, deixo de conseguir ver o que importa, o que já está aqui.

Não consigo entender porque me querem os outros e porque me abandonas-te tu, porque desististe de mim, e para onde foram todos os desejos e planos que dizias ter para me manter. Não quero receber o que me dão, porque não me serve, não me enche nem preenche.

Fica-me esta sensação de estar a tentar, o meu melhor, mas de continuar a falhar, de apenas conseguir o que me deixa mais em baixo ainda, com a sensação de que perdi o que não vou conseguir substituir. Não quero continuar assim, não consigo passar por ti sem te ver, e não preciso que me digam que vai passar, porque significaria ter desistido, ter aceite que não podes ser meu, e eu quero-te, muito, cada dia mais um pouco que o anterior, e certamente que amanhã mais ainda.

Não quero que me apagues, não ainda, dá-me tempo, por favor, não consigo passar sem te pensar, não consigo parar de te querer...

24.3.15

Impotência!


Feelme/Impotência!

Fiquei sem poder fazer nada, sem te conseguir parar, ou impedir de ires embora, para sempre, sentindo um vazio, tão grande, e um medo de me vir a arrepender, como nunca experimentara antes!

Já me "matavas" os momentos em que me conseguia, ir  esquecendo, de que caminho sozinha, e de forma egoísta, mantinha-te, alimentava-te, na esperança de acabar a ver-te, deixando de me ter apenas a mim.

Vai ser difícil, já o está a ser, porque sei que te sentirei a falta, que daqui para a frente não voltarás a entrar na vida que te dei a conhecer, e nada, mas nada mesmo, voltará a ser como antes de ti, nem eu, nem tu, e tudo para quê e com que propósito?

Eu sei que terias que ser tu a decidir, e que não haveria outra forma, não para nós, mas precisava de ter o melhor dos dois mundos, queria-te por perto, a saber de que forma gostas de mim, a usarmos todas as infindáveis palavras com que nos expressamos. Queria saber-te desse lado, talvez por estar mais preocupada comigo, mas sejam lá quais forem as razões, não bastaram para te prender e "apagaste-me".

Estou estranha, num misto de impotência e de alívio, porque a verdade é que só poderia piorar, para ti, mas se tivesse que ser eu a decidir, ficarias mais tempo, ficarias comigo, e serias a parte mais importante dos meus dias. Nem acredito que o estou a admitir, e estou envergonhada!


23.3.15

Querer sentir-te!

Feelme/Querer sentir-te!Tema:Sentimentos!

Do que são feitas algumas relações, de que forma conseguem acertar-se, terem-se em comum, saberem do outro e conseguirem-no deixar bem?

Não imagino, nem visualizo, nada mais importante, do que ter do outro lado de nós, a pessoa com quem tudo faz sentido,  que sabe do que falamos, como sentimos quando nos falha tocar, e que quando nos toca, acabamos a afastar-nos de todos os outros, porque deixam de importar.

Queria sentir-te assim, gostava de ser a única pessoa que te fizesse mudar e acrescentar momentos, e que em cada um deles estivesses tu. Sabia-me bem conhecer o teu sabor e poder afirmar, com toda a certeza, que era a única, que sem mim não terias como mostrar-te, que sem mim toda a gente perceberia o que te faltava. Gostava de sentir que apenas eu importava, e que seria comigo e por mim que farias tudo o resto.

Ainda não desisti de uma relação assim, daquela em que o olhar consiga falar de tudo o que esperamos, e que o toque que se lhe juntar seja, apenas, para nos assegurarmos que mais nenhum outro poderá ter lugar ou fazer a diferença. Quero uma relação que me complete e que se me entre tão dentro, que nem o ar me faça falta. Espero que o esperes também tu, e que acabes a procurar-me como te procuro eu.

Eu sei de que forma te quero sentir, e que quando estiveres comigo, e em mim, não restarão dúvidas. Até lá, vou manter-me focada em encontrar-te, dando-te alguns sinais, mostrando-me, diáriamente, para que consigas chegar, para que, ao tocar-me, me reconheças!


19.3.15

Com MAIS de 40?




Quem disse que me sinto assim?

Não faço a mínima ideia de que forma vim parar aqui, a esta idade que nem na minha cabeça encontro. Nada do que eu conhecia, sobre as mulheres para lá dos 40 e ponham para lá nisso, é a minha realidade e de muitas mulheres hoje. Conseguimos manter-nos mais activas e equilibradas, galgando anos apenas no documento de identificação oficial, porque a idade mental, essa vai-se simplesmente apurando, tal como os bons vinhos e a idade física, acompanha a nossa capacidade de nos mantermos simplesmente nós, independentemente da data de nascimento.

Quando tenho de referir a minha idade, não consigo deixar de ficar incrédula, WTF, parece que ainda ontem tinha 16 e só pensava em ler, e em não perder demasiado tempo com pessoas vazias, mas eis que, do nada, já sou mãe de 3 filhos, enormes, com toda a responsabilidade que isso me trás, mas ao tempo, nunca perco demasiado tempo a dar "conversa" à idade que ainda não senti, em nenhum momento. Bem, das duas, uma, ou amanhã acordo a sentir-me com 80, ou vou ser eternamente miúda, mas espero que não tonta e inexperiente.

Mesmo que por vezes sinta que já vivi umas quantas vidas, não consigo adequar a minha idade à realidade, nem me perguntem porque razão, se é que existe alguma.

Fui ali tentar ser crescida, mulher madura com 48 anos (uiiii, até dói) e já volto!


Para ti de mim!



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Feelme/Para ti de mim! Etiqueta: Me

Também tenho pai, também lhe sinto a falta, e não apenas em dias como o de hoje, porque ninguém precisa de me lembrar do que não tenho como esquecer!

Lá atrás, quando ainda não sabia para que lado do passeio deveria caminhar, tive um pai que me ensinou o que me ficou, até hoje, e mesmo que eu seja esta "enxertada", um pouco azeda, nunca me permiti amargar ao ponto de deixar para o passado o que tem comandado o meu futuro.

Foi com o meu pai que deixei de usar as calças que me protegiam dos olhares, que me impediam, achava eu, de ser tão visível, dizendo-me que era bonita e que sendo menina precisava de me mostrar porque merecia ser olhada.
Foi com ele que aprendi a a usar as palavras para me expressar, o que reconheço fazer em demasia, quase matando todos à minha volta com tanto que pareço ter sempre para dizer. Recebia cartas maravilhosas, que rimavam sempre no final com o seu nome e o da minha mãe, e com elas tinha sempre a perspectiva certa de uma das pessoas que certamente me amará mais do que qualquer outro alguma vez será capaz.
A minha veia de escritora nasceu dele, bem como o meu amor pela música, e a voz com que canto e encanto quem me ouve. Mesmo que a sua vida não tivesse sido devotada a mim como gostaria e reconheço ter precisado, acredito que me cimentou o carácter e que me proporcionou o que acabei a conquistar. Não deixa de ser uma referência, uma presença e se não me dá mais colo, talvez seja porque me recuso a recebê-lo, mostrando uma força que nem sempre tenho e escudando-me no colo que agora também preciso de proporcionar aos meus.

Nunca, como agora, tive a percepção do quanto é importante ter as raízes que me fixarão à minha essência, ao que apenas posso ser porque ele existiu antes de mim, viveu e sobreviveu a tudo para que eu fosse quem hoje tecla, com a certeza e a segurança, de que venho de algum lugar, de que as minhas memórias, as boas e até as que me pareceram magoar demasiado, foram possíveis porque as proporcionou o homem de quem nunca me divorciarei, a quem desculparei pelos erros que também cometo e a quem devoto um amor que não se explica, que não se mede, que não tem forma de se pesar e que nem todos os planetas juntos teriam área ou volume para comportar.

Dizer que amo o meu pai nunca poderá soar a absurdo, porque foi com ele que tudo começou e será por ele que manterei as memórias que o perpetuarão, para que me possa recordar, de que antes do que tudo o resto, fui primeiro filha de alguém e com ele comecei, do início, um caminho que não terminará, nem quando também ele me deixar, mas apenas aqui, no lugar de onde sairemos ambos para nos voltarmos a encontrar.

Desejo-lhe um dia cheio de sol e envolto no amor que não apenas eu tenho para lhe dar!

16.3.15

Porquê?


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Feelme/Porquê?Tema:Sentimentos!
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Porquê? Porque chegam, os outros, de forma tão rápida e consistente até a mim, se não são quem eu quero?

- Queria poder gostar de ti, sem precisar de ti!

Eu respondi que deverá ser esse o sonho de todos nós, de apenas gostarmos, sem termos a necessidade, que quase nos rouba a sanidade, de precisar do outro e de o ter onde estamos, durante o tempo que nos faz falta...

Porque será que atraio tanta gente, até as que já estavam esquecidas? Parece um claro teste às minhas decisões, como que se o Universo me estivesse a perguntar se tenho a certeza, se fiz tudo o que podia e devia e se não quero voltar atrás. O telefone vai tocando, com números que já apaguei, com vozes que quase já não reconheço, mas que me pedem mais algum do meu tempo, e eu vou-me dando, na esperança de que um dia também possas chegar tu, quem me foi vedado, quem, tal como eu, acabou a tomar decisões e a fechar o que eu esperava se tivesse mantido aberto, só que fosse numa fresta na qual eu pudesse caber.

Porquê? Porque é que, quase do nada, todo o meu passado volta a surgir, bem de frente, a recordar-me de cada passo, de cada emoção e de todas as palavras trocadas, mas que agora não soam ao mesmo? O que significa afinal? Por favor, até eu tenho limitações e estou a falhar entender. Quero e preciso de ajuda para dar sentido a esta torrente de acontecimentos, a todos os minutos que estão a aumentar as minhas horas, uma a uma, de tal maneira surreais que nem me consigo focar no essencial e acabo a vaguear no que me parece um mundo paralelo.

Quem é que pode discordar de que o maior poder deste e de outros mundos é e será sempre o amor? É com ele que chega, sem permissão, a ser tão desejado quanto odiado, tudo o que precisamos, levando o que conhecíamos e tínhamos como certo e esvaziando-nos por dentro ou preenchendo cada espaço até que nem respirar se controle mais.

Porquê todos menos tu? Porquê eu assim, quando pareço ter o que preciso? Porquê esta vontade de não te ter reconhecido, quando até sei que eras preciso e que terias que ter chegado? Porquê a demora em conseguir ver quem até me quer e deseja, quem me tenta cuidar, sem a minha permissão, quem nunca me falha, inundando-me do que pareço não precisar e magoando quem menos merecia?

Por vezes os dias, os mesmos que tenho vivido, chegam de uma forma que não consigo legendar, parecem ter vindo para me quebrar, para que desista e volte atrás, e mesmo que lhes grite que não quero e que não consigo, insistem, que permanecerão até que me recomponha, porque no final  e no meu percurso, ficará quem eu acabarei a escolher.

Mas porque é que já não acredito, porquê?


15.3.15

Saí de circulação...


Feelme/Saí de circulação Etiquetas: Me!
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Apaguei contas e deixei de estar onde alguns me esperavam. Agora sou apenas eu, outra vez. O final do ano lectivo está aí, não tarda, e com ele a viagem, não a da minha vida, mas a que a mudará por completo!

Vou-me expurgar, curar por dentro, deixar que as feridas sarem, mas sem qualquer mágoa, estou totalmente aberta a ajudar, como sempre o fiz, quem precisa de mim, e assim sei que terei a ajuda necessária.

Não quero ninguém a substituir-te, não me apetece, sequer, que se aproximem demasiado, e não tenho que continuar por esse caminho, porque preciso de voltar a ser a que importa realmente e a não me deixar levar só porque me dói.

Já estou de novo no casulo, como até dizia hoje o meu pai, mulher azeda, dura e enxertada, outra vez.

- Mas não há quem te adoce minha filha?

Pois, pelos vistos não há por aí gente com talento, e desculpem lá, mas não me parece que a culpa seja minha, eu sou a mesma, do início ao fim, NÃO, correcção, eu melhoro com o avançar do tempo, porque se peço mais é porque também consigo dar mais. Eu consigo ser meiga o suficiente para que a outra metade se conforte e se sinta no lugar certo. Eu consigo preocupar-me, genuinamente, com quem me faz falta e me preenche os dias. Eu estou sempre a cem por cento quando reconheço, e por tudo isto recuso uma culpa que não tenho.

Estas coisas levam o seu tempo, eu até o entendo, porque levei uns quantos anos a limpar da pele alguém que agora até me consegue fazer rir, com quem mantenho uma saudável relação, simplesmente porque deixou de me estar dentro. O teu tempo também virá, mas desta vez, e para que eu me reveja na força que digo ter, não usarei ninguém como tampa, não deixarei que o meu corpo seja tocado, nem a alma preenchida até que te tire completamente e aceite que não és tu, que nunca o foste, apenas o desejei eu e sozinha não adianta que queira porra alguma, porque não chegará e se chegasse eventualmente, nunca seria como preciso.

Saí de circulação, vedei acessos, fiquei temporáriamente, indisponivel!

Do que adianta...



Do que adianta ter alguém, uma relação, se não nos podermos ter realmente, olho no olho, com todos os toques que vão aumentando a intimidade, os pedaços de cada um e mudam tudo?

A distância deixa de ter importância, se cada momento puder ser realmente acrescentado a todos os que se vão tendo, em passos firmes, fazendo perguntas e conseguindo as respostas que nos deixarão avaliar se para a frente é o caminho certo.

Gostava que já me conhecesses mais. Gosrava que já tivesses feito todas as perguntas. Gostava que estivéssemos ambos do lado certo, que não fosse preciso erguer mais nada, apenas manter. Gostava de galgar uns quantos passos, de ter uma máquina do tempo e de andar, para trás e para a frente, a fazer os ajustes que se impõem nas relações novas. Gostava que pudéssemos ser, eu e tu, quem melhor soubesse que cada pedaço de vida que já vivemos e a que estaremos a construir, terá que passar por nós primeiro, sendo totalmente nosso.

Isto é tudo o que eu sinto que deveríamos ter, porque do que adianta estarmos os dois, se não estamos aqui?

13.3.15

Quando sinto medo...



Ligas, aflito, e apressas-te a tranquilizar-me!

Vou-te ouvindo, com muita atenção e concordando, porque a tua maturidade deixa-me perceber que pode ser como antecipas, e que se confiar, será da única forma possível, será bom.

Hoje estive assim, e nem o sol me deixou derreter o nervosismo, porque sei de que forma me queres e o que acontece quando me tocas.

Temos química, eu e tu.
Temos o mesmo sentido nas palavras, e conduzimo-las de igual forma. Um acaba sempre por concluir a frase do outro, ou por perceber o que se diz, muito antes de ser dito.
Temos uma necessidade emocional latente, queremos alguém na nossa vida que ajude a superar tudo o resto.

Somos ambos tão lá acima, estamos no mesmo patamar e andámos pelos mesmos caminhos.
Lemos compulsivamente, gostamos dos mesmos autores e até descobrimos que já relemos mais do que uma vez, os livros que nos tocaram a ambos.

És tão eu, que parte de mim duvida que estejas desse lado.
És tão cuidadoso e acolhedor, nesses teus braços que me parecem sempre gigantes, porque caibo lá eu inteira.
És o que preciso, e nunca tive tantas certezas na vida.

Por vezes o meu medo passa pelo que serei eu capaz de te dar, mas tu entras em cena e dizes que tenho tudo, que sou tudo e vou transcrever a tua mensagem:

"Tu alimentas-me, enches-me e preenches-me, tu entras, a cada dia, na minha cabeça e passas a dominar mais de 70% do que sou e do que faço. Tu fazes sentido, comigo, e se não te leio, se não te sinto, se não te oiço, nada fica completo, e quase que arrisco uma sensação de desespero, de um ar que não circula, que me abandona. Tu és a mulher que já procuro, há tanto tempo, que quase arrisquei desistir, mas chegaste e como não sou louco, jamais te deixarei sair de mim".

Por que razão ainda sinto medo afinal?

12.3.15

Não posso dizer...



Que serás feliz para sempre, que tudo o que desejas e a forma como visualizaste a tua relação, vai durar e manter-se, assim, grande, proporcionando-te o que estás disposta a dar de ti mesma!

Nada é para sempre, tudo se mantém em "modo" descartável, de curta duração, na secção dos perecíveis. O que queremos, hoje, com, muita intensidade, na tentativa de que não nos magoem, demasiado, não poderá ser jurado manter, amanhã, em todos os outros amanhãs de que se compõem os teus medos, os teus desejos e sonhos.

Talvez o mais fácil fosse fugires, agora, já, sem olhares para trás, mas assim não viverias, não terias como saber do que é feito o agora, o que se sente para depois poder parar. Não ficarias com nenhum sabor na boca, não beijarias ate que se te faltasse o ar, não terias toque, nem um outro corpo, que se juntasse ao teu e te passasse emoções reais, misturadas de um prazer e dores que nos trespassam e atiram para lá desta vida, que nos provam o quanto precisamos que precisem de nós.

Se te dissesse o que já adivinhas tu, acredito que te fecharias, que escolherias o que te parece mais fácil, mas até que te conheço, um bocado, partes de ti, o que pensas quando tentas racionalizar o que deve ser puramente emocional, sentido e vivido sem redes, porque só assim vale a pena, e por te saber, não te vou dizer que é para sempre, mas que é possível, num dia de cada vez, devagarinho...

O que te posso dizer é que tentes, tenta, tenta sem desistir, de seres feliz, de teres quem que te queira ter, que nunca desistas de ti, e que não penses muito para além de um dia, de uma semana, que apenas te permitas fazer a diferença, que te dês uma oportunidade, duas, quantas forem precisas para continuares a tentar. Só te posso dizer que vivas, sentindo-te, porque isso sim vale a pena e é para sempre!

11.3.15

Não sei como me levanto às vezes...


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Feelme/Não sei como me levanto às vezes...Tema:Sentimentos!
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Não sei como me levanto às vezes, de que forma o meu mundo se consegue completar e fazer-me chegar até onde sou precisa. Depois de apenas 4 horas de sono, continuei a correr, para atender a quem se deixa fragilizar ao ponto de não se encontrar de volta. Fiz o caminho todo em silêncio, nem conseguindo juntar os meus pensamentos, sentindo que precisava de doar alguma da minha intensidade e força. Afinal sou tão resolvida que me assusta ver quem ainda se tenta encontrar e o medo dos outros entranhou-se-me tão dentro que dei comigo a ouvir-me respirar.

Ainda estou assim, meia-meia, com cada músculo do corpo dorido e a parecer que corri uma maratona, léguas e léguas de desaires dos outros, num percurso que não me pertence, mas que se cruza com o meu e do qual não terei como fugir. Já me fartei de agradecer hoje, por ser como sou, por tudo o que consigo concretizar, pelos desejos dos quais não abdico, pela minha capacidade de não me deixar partir, não em pedaços que não se possam colar de volta.

Não sei quem é esta mulher. Não sei quem sou, de onde vim e porque sou assim, mas sei, com toda a certeza, onde quero estar e a fazer o quê, porque querer tem-me bastado para não desistir, não de mim. Espero que alguém bem acima de nós, cuide de todos quantos não se conseguem cuidar e que que os impeça de cair demasiado fundo. Eu farei a minha parte, porque se for essa a minha função, aqui, então eu aceito!

10.3.15

Será que sabemos?




O que precisa o outro, de que forma podemos acrescentar os dias, fazê-los correr com mais cor, dizendo o que é suposto, de forma a que se entre e pacifique tudo o resto?

Que cuidado "largamos" em cada palavras, com quem nos importa?
Será que olhamos, atentos, para quem nos olha de volta?
Diremos, as vezes que bastam, tantas quantas encham as falta que acabamos a fazer, o que o outro deseja ouvir?

Quando me perguntam de que forma amo eu, respondo sempre que amo comigo dentro, inteira, sem precisar de subtrair nada, não agora, porque com o novo ano chegou uma nova mulher, uma que parece ter galgado milhas, aprendido a não se segurar, dizendo e fazendo o que importa para ser o que basta a quem me consiga ter.

Não sei tudo, mas chego lá, porque quero, porque sei da importância de dar, de mostrar, de fazer a diferença, sendo diferente. Se for de outra forma não vou conseguir bastar a quem me basta!

9.3.15

Falar contigo...

Woman in Red Black and White Plaid Holding Gray Concrete Wall
Feelme/Falar contigo...Tema:Sentimentos!

Falar contigo seria diferente, tal como o era ouvir-te pronunciar o meu nome, mas como não é mais possível, não agora, e quase que me faz desesperar, vou pedir-te sem sons que me oiças!

Não me deixes ir por favor. Segura-me contigo, forte dizendo-me ao ouvido que não adianta que siga por este caminho, o mesmo que me parece inevitável agora, porque és tu, porque me queres e porque precisas também de mim. Não me percas assim. Não olhes para o lado, porque tu sabes e sentes o que está a acontecer agora. Tu sabes que estou a desistir, que já estendi a mão para ser tocada por outro, mesmo que continue a desejar que seja a tua a prende-la. Fui desistindo devagarinho, sem muita determinação, mas entendi que deveria escolher o mais fácil, outro caminho que já não me leva a ti, porque o barraste tu, porque me impediste até de o visualizar e já não sei como se chega até a ti.

Não me deixes ir por favor, estou a implorar-te, a gritar por dentro, a chorar já sem lágrimas, que me mantenhas onde quero e só deveria estar contigo. Eu quis acreditar que ficaríamos juntos, que já não faltaria muito, mas percebi que o negavas, que não o querias tu, que o teu percurso teria que ser à tua maneira e por isso me atrevi a olhar para o lado e agora tenho medo. Eu sou mulher de um homem só, e se me for, nunca mais voltarei, mas é a ti que ainda quero, no agora e neste preciso momento.

Falar contigo seria diferente se ao menos falasses comigo... 

Porque escrevo afinal?




Porque não existe outra forma, porque tudo o que faço, sinto e vejo, tem a forma das palavras e é apenas com elas que acabo a mostrar o melhor de mim, a fazer-me entender, a dar aos outros o que também me alimenta a mim!

Escrevo como penso, penso como respiro e acabo a escrever como amo, e amar para mim tem que ser um estado natural, uma necessidade, uma vontade de ser vista como me vejo.

Por vezes dou comigo a pensar que outro talento poderia ter se não fosse capaz de me por em palavras,mas nunca chego lá, porque não seria eu e eu sou, SEMPRE, eu mesma, em todas as situações, até mesmo nas más, mesmo que ache e saiba que sou muito mais, que tenho muito do que falta a algumas almas, eu sou o que fiz para e por mim.

Quando termino de delinear e executar os meus começos de dias, sento-me no mesmo lugar, de frente a um ecrã que me olha e incentiva, esperando que eu dispare a primeira palavra, porque depois dela já nada poderá ser parado, nada voltará para trás, o que quer que me segurava solta-se e deixa de ser apenas meu.

Vou-me manter assim, a escrever-me, e a cada uma das pessoas que se vão cruzando, comigo, com as minhas palavras, fazendo-me ser cada vez mais, e ainda muito mais do que sou hoje, a que escreve para poder continuar a viver!

8.3.15

What must it mean...





What must it mean, to really and phisically lose someone?

I can feel it in my bones, the despair, the fear, the hepllessness, and it hurts, as much as it would, if I really lost you now!

Some people are meant to come into our lives, to stay, or simply to make a way for others, for new plans, new beginnings. They will eventually arrive, and there´s nothing we can do to stop it, nor should we, because they bring something, they teach what was lacking, and I want to believe that they make us stronger, by rebuilding our character and finally shaping us.

I lost you, back there, to life, to your concealed wishes, to your fears, lack of love, guilt, or any other similar shit, but I refuse to really lose you, because I am not ready, not just yet.

What goes around comes around, so I will know, I will have the chance to understand, it has happened before. Waiting is the option, for now, nothing else I can do. I can take it, as long as I don´t really lose you!

7.3.15

Rever estratégias!


O que tem que ser, tem mesmo...

Vou ter que rever e mudar as estratégias anteriores, porque o que vem aí envolve demasiadas pessoas e eu preciso de tomar a dianteira, de ir na frente para que não tenhamos que dar passos atrás. Já calculava que teria que ser assim, por isso embora lá.

Vou assegurar-me de que não te magoam mais, que te deixam recomeçar, para te fortaleceres, porque mesmo que tenhas errado, lá atrás, agora estou aqui eu, para te dar a mão, firme, que te estão a recusar. Não te vou deixar abater, ceder às palavras amargas e demasiado duras, para quem, como tu, está tão frágil e não consegue gritar e bater com a porta, alguém terá que o fazer por ti.

Todo o meu Universo se vai revolver, muitas adaptações a fazer, precisava de mais tempo, um pouco mais, mas se tem que ser desta forma, então embora lá, vamos marcar a viagem e embarcar em mais uma aventura, mas desta vez juntas, como nunca estivemos antes.

Já não se trata mais e apenas de sangue, de história, de vida em comum, agora, é de uma mulher para outra, vamos a fechar o ciclo e a seguir em frente. um dia estaremos, as quatro, a rir de tudo isto e prontas.

Vamos aproveitar enquanto a minha própria força se não esgota e enquanto consigo continuar a fazer acontecer!

Dia da Mulher!

De todas nós, e nem eu poderia "fugir" de escrever sobre isto!



O meu blog foi criado com a finalidade de passar emoções no feminino, e tanto que eu piso e repiso nas Mulheres, no modo como pensam, sentem, exageram e sonham. Na sua resiliência e capacidade infindável, de amar, sobretudo quem não as ama, (deve ser por isso mesmo).

Falo tanto nas Mulheres, usando imagens que nos caracterizam, e é TANTO, que até já me perguntaram se sou lésbica. IRRAAAA!! Não tenho nada contra quem o é, mas não me rotulem, indevidamente, afinal de contas, se falo muito de nós, e do nosso Universo, é tão somente com a intenção de nos dar a perceber, de partilhar sentimentos que serão comuns a todas nós, ou à grande maioria, de aliviar alguma da já pesada carga que por norma carregamos todas.

Ser Mulher não é apenas amar, ou desejar sê-lo.
Ser Mulher é carregar vários mundos, neste que ainda falha em nos entender.
Ser Mulher é nunca parar de pensar, mesmo que o desejássemos, desesperadamente. Só que fosse uma hora por dia.
Ser Mulher é adormecer a tentar resolver, e acordar já com a solução, porque nós não nos refreamos, nunca desistimos e acabamos a chegar sempre a algum lado.

Agora um pequeno parêntesis, para os que já estão a bracejar. Eu sei que existem Mulheres e Mulheres, e que algumas deixarão muito a desejar, mas meus queridos, as excepções não confirmam a regra, e se escolheram mal, your fault!

Ser Mulher é dar vida, construindo-a desde o primeiro teste positivo, e nunca mais cessando de a acompanhar. Quem tem o privilégio de ser Mulher a dobrar, ou seja, também Mãe, sabe do que falo, sabe que para este tipo de amor, só poderíamos ser Mulheres para o estender, porque o multiplicamos e recebemos como se fosse o próprio ar que respiramos.
Ser Mulher é ter tido a capacidade de evolução e de adaptação, porque era necessário, para a nossa sobrevivência e para a continuação da humanidade, porque é em nós e connosco que tudo começa, e não é invulgar ouvirmos dizer que a Mulher é o pilar da casa, porque o é mesmo. Garanto que não terá sido a pedido da primeira Mulher, que nos deram esta multiplicidade de sentimentos, a capacidade de abarcar tudo num só corpo, processando o que é mau e o que é bom, com o mesmo coração e mantendo-o a funcionar.

Eu poderia ficar aqui, toda a manhã, a dissertar sobre este "bicho" cada dia mais raro, e não se me acabariam os adjectivos, mas mesmo sabendo, não fosse eu Mulher, que nem tudo o que reluz é ouro, também sei que somos mais do que menos, que conseguimos dar muito mais do que recebemos e que connosco, se poderá sempre contar. Comigo sei que podem, para o bem e para o mal, porque eu faço questão, de a cada dia, ser mais Mulher do que aquela que me ensinaram a ser, e isso é o que me preenche e me dá forças para continuar. Estou pronta para aprender, para fazer melhor, para dar aos meus, a todos quantos amo, o que eu tenho numa reserva inesgotável, Amor, Amizade verdadeira, Cuidado com o outro,  Tempo e por fim, mas não menos importante, Palavras, essas nunca se me acabarão, porque a acontecer, acabaria eu também.

Para todas as Mulheres, desejo que se vão lembrando de cada uma de vocês, a cada dia de todos os anos, que vos cuidem, que vos amem com a mesma entrega e que vos saibam manter, porque no final beneficiaremos todos, eu e vocês sabemos que é verdade!

6.3.15

Mulher adulta!

Feelme/Mulher adulta! Etiqueta: Me!
Imagem retirada da internet


Mulher adulta, sou eu e posso fazer o que quiser!

Onde está quem me impeça, de pensar, de desejar e de agir? NÃO ESTÁ, não existe nada nem ninguém que me impeça do que quer que seja.

Sabem o que me faz sentir PODEROSA? E não é porque esteja aí o dia da Mulher, porque eu o sou, a cada dia, todos os dias da minha vida, desde que percebi que posso, SIM, fazer o que quer que eu deseje.

Sou mulher adulta, mulher determinada, que se sente, por dentro, que se toca quando e sempre que precisa, onde mais ninguém consegue.
Sou mulher crescida, determinada, a organizar todos os minutos de cada dia que me pertencem, na íntegra, e nos quais só entra quem eu permito.

Acordo, sempre,  eu e com uma força e desejo de ter dias à minha medida, cuidando de manter em pé, firme, o corpinho que me deram para cuidar e eu cuido, Ohhhh yes I do! Quem alguma vez duvidou que sendo adulta posso ter o que quero, basta que trabalhe para lá chegar, e a verdade é que chego mesmo. SEMPRE!

Ser uma Mulher adulta, e mais importante do que tudo o resto, é ter LIBERDADE e sim, já sou livre, outra vez!

5.3.15

Queres saber a resposta?



Eu digo-te, mesmo que não saiba o bastante, mesmo que não te conheça ainda, pessoalmente, e muito menos a ele, mas eu, do lado de cá, sem ter nada que me prenda, sem receios do que quer que seja, vou-te responder!

Atenção, esta parte da instrução tem que ser rigorosamente seguida. Faz uma pergunta de cada vez, não te percas em enredos, não embrulhes tudo num laço só, sê concisa. Posto isto, vamos lá:

- Amas-me?

O que achas que te vai responder, honestamente? Que não minha querida, que amar é demasiado forte, que não quer amar ninguém, porque pode sofrer.

- Sabes que te amo?

Nesta altura, muito provávelmente baixará os olhos, incomodado com a evidência da qual não padece, porque saber que alguém carrega um sentimento assim tão forte, mexe com todos nós, até com ele que consegue ser frio e distante. É um padrão, apenas isso.

- O que queres de mim?

Uiii, aqui a coisa vai quase azedar. Nunca te pediu nada, está porque deixas, porque não pressionas e a verdade é que não quer mesmo nada, se quisesse minha querida, já o teria dito, certo? Anos, não são dias, nem sequer meses, são muitos 365 dias, a dobrar, a triplicar, todos quantos tens andado a perder tu.

Não te conheço, pois não, mas não preciso, sei de ti porque sou como tu, sou mulher, sei o que significa amar demais, sofrer por quem e com quem nos oferece ausências, sei o que é fantasiar alguém, esperar pelo que nunca virá, enganando-nos como só nós o sabemos fazer. Por esta altura já alguém se deveria ter lembrado de atribuir o célebre Óscar à determinação, camuflada de casmurrice das mulheres. Nós queremos acreditar que amar muito resolve, muda, faz acordar, mas amar minha querida, é um sentimento tão sublime, quanto nunca o serão os que não o sentem. Não é um defeito, apenas uma característica e posto isto, o que preferes continuar a ter? Nada de coisa alguma, ou TUDO, porque há, existe, tal como existes tu.

Vais encontrar quem te ame, SIM.
Vais ter os dias completos com um homem que te pensará, a todas as horas do dia.
Vais ser abraçada com sentimento, e beijada com emoção e desejo.
Vais saber que é ele, se ao menos te atreveres a olhar.

Não percas mais do teu precioso tempo e não largues mais perguntas para além destas. Fica sozinha, regenera-te, sai, ri, brinca, e olha, vem-me conhecer, prometo que te mostrarei bem mais do que conheces de ti, e que te irás surpreender.

Eu, e a nossa amiga comum, gostamos muito de ti, estamos aqui para o que precisares, e sabes que mais? A nós nunca precisarás de perguntar o que quer que seja, porque o sentirás.

Até breve, já na tua felicidade!

Consigo pois...

Feelme/Consigo pois...Tema:Sentimentos!
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Consigo pois, ouvir-te, ver-te, sentir-te, claro que sim, não o fiz já antes, não o fiz sempre e de cada vez que foste fugindo?

Não precisavas de ter ido, deixaste o meu mundo frio, sem ti, e mesmo que te ouça, te veja e ainda te sinta, não é igual, nunca poderá ser, mas eu sei que me vou habituando, conseguindo que te infiltres no meu sistema e que passes a correr como corre o sangue, já não fazendo mal, apenas estando, vagueando por mim, vendo-me por dentro, da forma como não foste capaz, porque te faltou talento, mas pronto, acabaram-se as reclamações, tu sabes que até o sangue se renova e acaba a sair, dando lugar a outro, mais novo e forte, a alimentar-nos do que precisamos para estar vivos, e eu estou, viva, preparada, para te deixar ir.

Estamos na nova temporada, avizinham-se novos episódios, novos protagonistas, com enredos bem mais interessantes, estamos onde o decidi eu, e sou eu também que vou continuar a escrever a minha história, aquela em que já não estarás tu.

Consigo pois, já o faço, cada dia um pouco mais e não me arrependo de NADA, eu fui, tentei, corri atrás de quem apenas soube fugir, por isso aceitei, parei e mudei o rumo.
Consigo pois, já o fiz antes, e venci, como vencerei agora, até porque já sorrio de cada vez que escrevo sobre ti. Sorrio porque foste importante e eu soube reconhecê-lo, sorrio porque se te consegui amar, quando achava que já não seria mais possível, então tudo o será, a partir de agora.
Consigo pois,  porque sou eu, a que só conseguiste ter uma vez, a sério, e de quem só viste um milésimo. Perda tua, decisão tua, nada a acrescentar.

Não há nada que eu não consiga meu querido, se até te consegui incluir a ti...



4.3.15

Gestão meticulosa da coisa!


Resultado de imagem para mulheres a rirem-se
Feelme/Gestão meticulosa da coisa! Tema: Relações!
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Em conversa com algumas mulheres, algumas das que acabarei a usar para um novo livro, percebi como é feita a gestão meticulosa da coisa, no que diz respeito às novas relações. As que envolvem os seus ex maridos ou companheiros. As palavras são minhas, mas a análise foi feita em conjunto e este foi o resultado:

Encaixar o nosso ex com as actuais, sim, porque não é uma, nem duas, nem três, não é tarefa fácil, mas não há outra forma. Temos que deixar que encontrem o caminho do ouro. Que tenham muito do que supostamente lhes faltava antes e que andem de cama em cama, a experimentar tudo o que agora vão vendo nos filmes de hard core. Se assim não for, não sossegam e não voltam a ser gente.

Até aqui tudo bem, and we don´t give a shit. O pior, e a acontecer, são os filhotes, porque se os envolverem... BEM, não queiram ver uma mãe zangada e avariada dos circuitos, porque não é um cenário nada bonito.

Vá lá, não misturem, preservem. Vão, mas voltem, com dignidade, porque isto de comer tudo o que os outros já cuspiram, é no mínimo degradante. Por norma, os bons dos machos, têm o hábito de dizer MUITO BEM, das suas esposas -  "a minha é assim, e assado, não faz isto, nem lhe permito aquilo" - bla bla bla, porque não dominam, nem controlam nada, mas adiante. Quando finalmente estão livres e podem escolher, fazem o quê? Escolhem MERDA, da grossa e aí já não se importam, mesmo nada, com a qualidade da mercadoria.

Às tantas a mulher, a ex, ou as ex, foram-lhes retirando os neurónios, um a um, com uma colher, pior do que os abortos dos anos 80. Raios, que agora fui mesmo crua, mas não tenho forma de ser suave quando presencio tanta burrice junta. O que se faz por umas quantas ratas, que esperamos todas, pelo menos sejam bem lavadas!

Aceita!



- Eu sou o único homem que te pode amar como precisas, e quero-te ao pé de mim!

Era suposto eu ficar aos saltos, certo? Então porque não terei sentido nada, porque me soou a frase feita, a mais uma a juntar a tantas outras que já me fizeram ouvir, será cepticismo?

Até que acredito que possa ser a mulher que algum homem deseja, mas agora tenho muitos mas na minha vida e não me apetece que me digam o que ontem precisava de ouvir. Hoje só quero silêncios,  mesmo que eles me ensurdeçam, porque não me irão impedir de pensar, mas não falem, não digam nada, não me elevem porque eu só quero estar, aqui, bem no chão, com ambos os pés, segura.

Eu sou emocional, preciso de ter alguém ao meu lado, por isso vaticino que não será por muito tempo, apenas durante aquele em que voltar a sentir-me confortável com algumas palavras, as que nunca deverão ser ditas em vão, porque eu não o faço, nunca.

- O que preciso de fazer para que acredites em mim?

Resposta:

- Nada, não digas rigorosamente nada e espera, se achares que valho a pena, espera e quem sabe não te aceito, num dia de sol como o de hoje.

3.3.15

Ficas a dever-me uma!

Feelme/Ficas a dever-me uma! Tema: Sentimentos!
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Mesmo do outro lado do mundo, soube como te dar prazer!

As coisas que o desejo dita e que os corpos que já se tiveram, conseguem reproduzir. Foi fácil, bastou que nos imaginássemos, outra vez. Estavas tranquilo, disposto e predisposto a seres envolvido por mim. Também ajudaste e foste levando, cada palavra, ao sítio certo, com a entoação que precisavas para chegares lá.

Eu sou a mulher das palavras, sei quais usar, em que circunstâncias e com que pessoas. O efeito é sempre o desejado, e começo a achar que tenho mesmo poder e que usá-lo é o que fará a diferença, para quem tem falhas, nos relacionamentos, nos sentimentos, nas necessidades diárias.

É sempre mais tranquilo trocar intimidades com quem nos conhece, com quem não nos julgará e apenas se deixará ir, para que o possamos ir também nós, sem qualquer mau estar, apenas em busca de prazeres que se conseguem para além do amor e do sexo que se faz, com corpos mesmo, em lugares onde podemos, juntos, mostrar do que falamos.

Hoje ficaste tu a dever-me o teu prazer, num amanhã, cobro-te eu e é bom que consigas ser tão produtivo e intenso quanto o fui eu, para que me sentisses.

Consegui ver o teu sorriso e sentir a tranquilidade que te ficou de um bom final. Good for me, even better for you!

Medo de Mulher!


Feelme/Medo de Mulher!Tema:Just women!
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Estás a preferir o "mal" que conheces, do que o novo que te poderá acolher. Continuas numa demanda de felicidade que tem sido unilateral, que não te olha de volta, que apenas te cuida a um milésimo de até onde cuidares tu. Estás a fechar os melhores anos da tua vida, o azul dos teus olhos, que deveriam estar a ser olhados por quem se enchesse de felicidade apenas por te imaginar...

Oh miúda misteriosa, do que tens tu medo? Já foste amada antes, muito, porque não o poderás ser de novo, do que duvidas afinal?

Tens a beleza das mulheres determinadas, vidas que galgaste até chegares onde estás hoje, que te permitem fechares a porta da TUA casa e apenas deixares entrar quem nela te fizer a rainha, quem souber que desejos carregas, aqueles que te vês forçada a partilhar com outros que não quem amas, assim, de forma tão desmedida, apenas tu, num passo que não é acompanhado, nem sequer visualizado, no futuro de quem te prendeu, num passado que perdeste, já o perdeste, no primeiro minuto em que aceitaste as condições que não te serviam.

Mulher bonita, continua em frente, abre-te ao mundo, aceita que te querem como queres tu, e que aprenderás a amar outro, porque o que tens é já tão morno que te amassa o coração e o deixa demasiado pequeno para que acabes a duvidar até de ti.

Não é amor minha querida, é habituação, é o corpo que já conheces, é o teu que não desejas partilhar com mais ninguém, sobretudo porque achas que não o conseguirão ligar, mas deixa que te diga eu, quando um toque de mão, de um homem real, de um que te deseje tanto, te faça vibrar, e tremer das pernas, te impeça até de pensar, te deixe a sentir as sensações que te vêm recusando, quando o sentires, saberás, e nessa altura olharás para trás e sentirás pena do tanto que perdeste.

Não permitas que te ofereçam metades de nada, porque acabarás com coisa alguma. Tens apenas quem te deixa tocar quando está livre, e disponível para não te pensar demasiado. Ergue a cabeça desse loiro misterioso, carrega com a pintura nos olhos, adorna a tua boca de uma cor que te dê vida, segurança, coragem e sai para o mundo, verás que quando abrires a porta, toda, estará bem do outro lado, quem já te esperava, há tanto tempo quanto te desperdiçavas. Não tenhas medo, vais ser ainda muito amada e eu vou ver!

2.3.15

Como se parte?



Como se parte?

A viagem até podia estar marcada, porque já estou bem do outro lado, a querer e a precisar que se apresse, para recomeçar!

Tenho muito para cuidar, já o estou a fazer, sobretudo de mim, tentando manter-me de mente sã, de corpo saudável, com as gavetas arrumadas e com cada coisa no lugar certo. Quando chegar o dia, estarei pronta, tudo o que tinha para fazer já o terá sido e partir já será "pacífico".

Deixei de usar os NUNCA que antes disparava a torto e a direito, agora entendo que podemos mudar sim, que cada dia acarreta desafios novos aos quais precisamos de dar respostas e se partir passou a ser a única, então eu vou.

Já tenho a prole crescida, uma base sólida, que cimentei, a retaguarda assegurada, só preciso de me libertar, eu, de ser tão cuidadora, a que controla tudo, a que quer estar sempre por perto, porque afinal já não faço assim tanta falta, mesmo que o faça sempre. Vou abrir mundos, horizontes, vou proporcionar viagens de mente e alma às pessoas mais importantes da minha vida, e eles estarão comigo até que se juntem a mim, até que os possa voltar a ver dormir, abrindo cada porta e espreitando para que me sinta tranquila e segura.

Vem aí uma etapa totalmente nova, para mim, desde que fui mãe pela primeira vez, não vou estar presente todos os minutos da vida de cada um dos meus filhotes, deixarei de poder vir a correr de cada vez que o telefonema for ansioso, sempre que se tenham esquecido do bolo para a festa da professora, da camisola para a ginástica, do dinheiro para o almoço decidido à última hora. Vão ter que aprender a encaixar a mãe em horários próprios, a usufruir dos momentos com mais intensidade, os que depois lhes conseguir proporcionar, a amarem-me mais com palavras, porque abraçá-los já não será simples, certo, nos dias mais difíceis. Vêm aí dias de puro medo, mas de libertação também, de muitas lágrimas, porque eu estive sempre aqui, deixando-me para trás, abdicando do que era para o serem eles.

Não existem horas certas para libertar os filhos, para os deixar seguir, sobretudo quando não o escolheram eles, mas a vida por cada um.
Não existem tabelas para avaliar o que iremos sentir, de que forma nos conseguiremos encaixar, quando estávamos tão confortáveis já, quando olhávamos e nos víamos, sempre.
Não sei como irão reagir, cada um, mas avizinham-se momentos de escuridão intensa, os mesmos que precisarei eu, uma vez mais, de aclarar, de aligeirar, provando-lhes que a mãe sabe sempre do que fala, o que faz e que no final de cada dia irá fazer sentido.

Não sei como vou partir, mas sei que dores carregarei, que partes de mim se irão desfazer, três vezes, a multiplicar por cada um dos pedaços de vida que eu coloquei, aqui, que me cabia a mim cuidar e que falhei, porque deixei de poder fazê-lo, com garantias de sucesso num futuro próximo, e vou ter que saber viver com isso, todos os dias de cada um que quase galopa já na minha direcção.

Poderão dizer-me que sou apenas mais uma, mas não o sou para os meus, para quem contou comigo sem nunca reclamar, sem nunca os deixar ficar mal. Não o é para a mãe que os amamentou 15 meses cada um, que passou noites inteiras em claro, correndo de cama em cama e velando o sono de cada um. Não o será para a mulher que se transformou quando os segurou no colo e que cresceu em força, capaz de enfrentar quem quer que se pusesse no caminho, para a mulher que tomou decisões bem difíceis e que travou batalhas bem duras, para continuar a chegar a casa, no final de cada dia, com as asas partidas, mas continuando a voar, levando-os sempre, num colo que nunca recusei, mas que agora vou ter que guardar, impedindo-os de se aninharem quando sentirem vontade.

Como se parte afinal, quando a sensação de ter falhado corrói por dentro?

1.3.15

Nós as mulheres!




Somos exímias em encontrar respostas, em desculpar comportamentos, em entender o que mais ninguém consegue!

- Porque é que ele não apareceu?
- Será que teve um acidente, que ficou doente?
- Então porque não telefonou?

O telemóvel não estava carregado, não tinha dinheiro, esqueceu-se dele a carregar... TENHAM PACIÊNCIA, sabem porque não apareceu nem avisou? PORQUE SE ESTÁ A LIXAR, ponto final.

Achamos sempre que existe algo para além de cabeças ocas, de pessoas sem conteúdo, que não conseguem ver o próprio rabo, que não se importam com o que nos importamos nós, mas a verdade é que, e tal como escreveu Greg Behrendt e Liz Tuccillo, "Ele simplesmente não está na tua onda". Quanto mais rápido o percebermos e aceitarmos, menos figuras tristes faremos. Se não nos procuram, não fazemos falta, simples.

Isto vale para homens e mulheres, mas como nós somos mais resolvidas e quando não queremos, dizemos, e até usamos legendas, foco-mo nos homens, nos que ainda julgam que caçamos com arco e flecha, nos que não evoluíram e se recusam a aprender.

Em relação às mulheres, parem lá de dourar a pílula, de colocar palavras na boca de quem não as aprendeu a pronunciar. Não desculpem quem vos destrata, afastem-sem, desistam, sigam em frente. Larguem-se de merdas, perceberam agora?

Momentos apenas nossos!


Shallow Photoghrapy of Black and Gray Type Writer Keys
Feelme/Momentos!Tema:Cartas de Amor!
Olá parceira,

Não parece ser a melhor forma de saudar a mulher mais importante da minha vida, mas a verdade é que amores até poderemos ter muitos, já uma parceira e ainda de todos os momentos...

Estás a ler esta carta, minha querida, porque já não estou mais aqui, porque me conseguiram, ao contrário do que sempre te prometi, arrancar-me de ti da única forma possível, matando-me o corpo e levando-o dos lugares onde estiveste sempre do meu lado. O coração esse, bem como as imagens e cada uma das emoções que me passaste, tudo isso se manterá para lá do espaço e do tempo.

Dizias-me sempre que eu era bem mais emocional do que tu, que a forma como te mimava não era de todo natural, não para um homem e sobretudo não para um que como eu, teve tão pouco de tudo o que consolida o carácter e a sensibilidade. Mesmo não o sendo, foi o que me fazias vontade de dar. O teu olhar de menina, a tua entrega a mim, a tua delicadeza, mas com uma força e determinação que me faziam quase venerar-te, "obrigava-me" a recordar-te todos os dias, que o que importava, verdadeiramente na minha vida, eras tu.

Quando naquele frio e chuvoso dia de maio, soube que não seria possível recuperar e que a doença que me corroía me levaria, inevitavelmente para longe da única pessoa que me mudou mesmo e que me permitiu ser quem valia a pena conhecer, percebi que esta carta deveria ser escrita.

Não chores minha vida, recorda-me contigo, deixa que cada momento nosso te restabeleça as forças, as que julgas agora teres perdido. Sei que estás encolhida, na tua posição preferida, de defesa, no canto da cama, bem oposto àquele em me deitava eu, agarrada ao papel que me parece ter dentro, mas eu estou em todo o lado amor meu, estou aqui, deste lado que me aprisiona, mas a olhar-te e a ver-te, sabendo até de que forma enxugas as lágrimas. Estou em cada móvel que escolhemos ambos, nos dias de pesca mobiliária, como lhe chamavas e onde procurávamos sem nos desgastarmos, cada peça que se encaixaria na perfeição, no espaço que construíamos juntos. Estou no teclado do computador que usávamos os dois, num horário bem distribuído e muitas vezes em comum, rindo das respostas disparatadas que dávamos nos chats aos amigos, baralhando-os e confundindo-os. Estou no roupeiro que construí para que coubessem todos os teus sapatos, os 1001, de todas as cores e formatos, mas que eu adorava ver nos pés que beijava, não para te venerar, mas porque toda tu eras perfeita.

Não procures respostas e não te afastes de Deus Não deixes de rezar a ele antes de dormir. Não pares de respirar, porque eu continuarei contigo, até que te reergas e a tua força te empurre para o que sabes fazer melhor.

Não deixei nada por dizer, não a ti, e esta carta serve apenas para que saibas que estou certo, como nunca estive antes, de que nos voltaremos a encontrar e para isso quero-te inteira, restabelecida e pronta. Por isso até breve minha parceira, tens a minha benção para continuares, sempre e até ao dia em que voltarás a ser minha.

De mim para cada pedaço de ti,
Paulo


Cartas!




Olá a todos vocês desse lado da minha vida,

Vou começar uma nova sequência de escrita que ficará conhecida, nas etiquetas, por "cartas", as que tanto escrevi antes, quando o papel e a caneta eram os veículos que me levavam a navegar, a ansiar por mundos e por amores, muitos deles correspondidos e outros tantos que apenas sonhei e que nunca deixei que os meus lábios pronunciassem, mas que as cartas, até as que não enviava, asseguravam.

Estou certa de que muitos de vós jamais receberam uma, enquanto que os afortunados da minha geração, ainda guardam, folhas amarelecidas, com imagens, com marcas de lábios, com cheiros que nos levam de volta, ao momento em que as recebemos, e que significou tanto, que mudou alguns rumos, ou que nos fez fugir de muitos outros.

Serão as cartas que não enviei, sobretudo porque na altura não dominava as palavras como o faço agora, e são outras tantas que gostaria de ter recebido e que a acontecer teriam alterado muito do meu futuro. Em algumas pedirei desculpa pela minha incapacidade de ver para além da minha vontade, noutras irei usá-las para derramar as lágrimas que sustive para que ninguém soubesse, para que ninguém opinasse ou me cobrasse o que quer que fosse, até mesmo uma decisão.

Para quem nunca recebeu uma, espero que consiga antecipar o prazer que elas passam, aos que escreviam e para quem se escrevia de volta, um cheirinho de emoções, de sentimentos que apenas as palavras têm o poder de passar.

Vou-vos deixar agora, mas volto à velocidade de uma entrega de correio virtual.

De mim, deste lado da vossa vida,
Sue Amado


Publicação em destaque

Finais que sabem a recomeços!

Somos o fruto das nossas escolhas, até das que adiamos. Somos os lugares por onde passamos e cada uma das pessoas que nos marcam, mes...