Porque escrevo afinal?




Porque não existe outra forma, porque tudo o que faço, sinto e vejo, tem a forma das palavras e é apenas com elas que acabo a mostrar o melhor de mim, a fazer-me entender, a dar aos outros o que também me alimenta a mim!

Escrevo como penso, penso como respiro e acabo a escrever como amo, e amar para mim tem que ser um estado natural, uma necessidade, uma vontade de ser vista como me vejo.

Por vezes dou comigo a pensar que outro talento poderia ter se não fosse capaz de me por em palavras,mas nunca chego lá, porque não seria eu e eu sou, SEMPRE, eu mesma, em todas as situações, até mesmo nas más, mesmo que ache e saiba que sou muito mais, que tenho muito do que falta a algumas almas, eu sou o que fiz para e por mim.

Quando termino de delinear e executar os meus começos de dias, sento-me no mesmo lugar, de frente a um ecrã que me olha e incentiva, esperando que eu dispare a primeira palavra, porque depois dela já nada poderá ser parado, nada voltará para trás, o que quer que me segurava solta-se e deixa de ser apenas meu.

Vou-me manter assim, a escrever-me, e a cada uma das pessoas que se vão cruzando, comigo, com as minhas palavras, fazendo-me ser cada vez mais, e ainda muito mais do que sou hoje, a que escreve para poder continuar a viver!