Decidir, escolher...

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Todos os dias, a cada segundo, ou minuto das nossas vidas, somos levados a decidir, e a fazer escolhas que poderão mudar tudo!

A pressão para que se saiba todas as respostas, logo, de imediato, na ponta da língua, a urgência do "ontem" para tudo, a incapacidade, por vezes, de apenas se dormir sobre o assunto, esperando pelo que até é passível de ser feito com tempo, torna-nos nervosos, inseguros, com medos que se alastram, com o eterno pânico de falhar, de não estar à altura, de arriscar demasiado.

Estamos a viver à pressa, a querer TUDO, resolvido no mesmo instante, os lugares definidos, as relações com nomes, as emoções catalogadas, não sabemos, ou talvez tenhamos desaprendido, a viver no dia, a usufruir do que chegar, inalando profundamente as emoções que nos oferecem, e apenas esperando, pelo momento certo, porque o existe.

Que bom que seria, termos partes de nós, que estivessem protegidas, escudadas desta azáfama diária, e que o nosso lugar interior nos mantivesse acima do nível da água, quietos, se fosse essa a nossa vontade, ou em movimento, se quiséssemos realmente ir a algum lado.
Que bom que seria, para as novas relações, que ninguém tivesse medo das decisões, que as pudesse tomar com o tempo que bastasse a cada um e que não fosse penalizado em nenhuma das circunstâncias.

Decidir rápidamente, é cada vez mais, para a sociedade, sinónimo de uma capacidade acima da média, de uma aparente segurança, que é falsa, camuflada, envolta em riscos iminentes, e irremediáveis na maioria das vezes.

É inevitável, esta sensação, que será comum a muitos, sim, porque teremos os que nunca se decidirão a fazer porra nenhuma, de que não temos tempo nem mesmo para nos decidirmos a pensar...