31.10.15

O Sexo e a Cidade!

Feelme/O Sexo e a Cidade!


A minha geração teve acesso a esta série estrondosa e cresceu com ideias bem vincadas sobre qual das 4 mulheres gostaria de ser. Lembro-me perfeitamente de achar, na altura, quando via os episódios, que tudo aquilo era fantasiado e que não existiam mulheres assim, sobretudo não existiriam em Portugal, naquela altura, mas se falarmos no agora...

Bem, agora temos muitas Carries, Samantas, Charlotes e Mirandas, sem falar nos senhores Big que andam por aí, e o que nas décadas de 80 e 90 abundava nos Estados Unidos, mas que chegaram até nós com uma enorme força, para o bem e para o mal.

A tão apetecida independência feminina, o poderem andar pela vida tal como os homens, tendo vários parceiros, apenas e só para sexo, usando-os e aprendendo com eles sobre as relações, parecia ser o Nirvana, perdoem-me a analogia, mas a verdade é que todos procuramos estados de libertação, quer física quer espiritual, no entanto, e porque somos feitos, homens e mulheres, de características específicas e muito próprias, a dita liberdade de escolha era boa até deixar de o ser.

As mulheres são mais emocionais, mais pele envolta em sentimentos e mesmo que se tentem masculinizar, a dada altura sentirão falta do que lhes sopram os genes e séculos de inputs. Óbviamente que sempre iremos ter as Samantas, as que não foram feitas para casar, as que adoram, MESMO, sexo e querem vivê-lo sem apegos desnecessários.

Ainda hoje, e sempre que posso, dou uma espreitadela a alguns episódios, e acabo a rir de forma desenfreada, num misto de concordância e de absoluto descrédito. Quem sabe se com a mistura das 4 eu fosse menos céptica, mas também já vi tudo muito mais longe do que está actualmente, e sinceramente, tudo aponta para que, e em breve, os papeis se invertam e nos deparemos com um problema bem mais grave do que o que já vamos tendo. Se nos mudarmos mesmo, quem irá ter os bébés?

Pois, esta parte do programa não estava a ser devidamente analisado, por isso, mulheres do mundo, modernizem-se, mas não em demasia por favor, eu já cumpri com a minha parte do povoamento populacional, agora já posso, mas as restantes...



Estou a sorrir!

Smile...:


Hoje acordei assim, com um sorriso que não me sai dos lábios, com um ânimo muito próprio, e com um sol maravilhosos a acompanhar. Já corri, logo cedo, já dancei até transpirar e tomei o meu merecido duche, sem pressas, apenas eu, numa casa silenciosa, onde todos dormem tranquilos e felizes porque eu o proporciono.

Tenho a minha gata em cima da mesa onde estou a trabalhar no meu novo romance, ultimamente tenho condescendido com ela e deixo que esteja mais por perto, que sejamos mais próximas, coisa difícil porque o nosso grau de independência é muito semelhante, mas ela entende-o. O sol entra por entre as cortinas e aquece-me o ombro direito, a paisagem que consigo vislumbrar da minha sala é fabulosa e basta para me encher a alma já cheia.

Nem sempre nos podemos dar ao luxo de experimentar sensações de paz interior, de fecho e de recomeços, como se o mundo de repente se tivesse tornado claro, mas a acontecer, há que beber cada gota e é o que farei a partir de hoje.

Hoje já sei que vou sorrir mais vezes, por mim e por todos quantos passaram já pela minha vida, porque mesmo que não tivessem ficado, foram parte da história que já escrevi e que nada terá forma de apagar.

Espero ter-vos contagiado!

30.10.15

As músicas que apenas eu escuto e escolho!


                                                 
                                                     






















   




As músicas que apenas eu escuto e escolho, não precisam entender do que entendo eu, não têm que olhar para o mesmo lado, nem ver o que vejo, agora e sobretudo já não preciso que precisem de mim.

Eu escolho as minhas músicas e sei que as vou dançar sozinha, à minha maneira, com as luzes suaves, a beijarem-me o corpo que sei mover, acompanhando o som que chega e se me entra dentro. Já não sou a mesma, nem poderia, porque a cada dia mais umas horas se acrescentam às minhas, e passo a inalar mais um pouco de sabedoria, não porque queira saber mais do que tu, e do que tu, mas apenas porque agora já sou apenas eu, a dançar as músicas que escolhi, a saber o que sei, de mim.

A sensação que precede o fecho, o fim, é tão quieta, tão natural e certa, que quase me sinto a flutuar. Estou tão livre que poderia saltar de um penhasco, e mergulhar num qualquer mar, sem ter medos, sem conseguir ver o fundo, mas sabendo o que esperar.

Quem me poderia levar agora e quem teria forma de me despertar de mim? Ninguém, porque mesmo que me conseguisse amar, não o faria melhor do que eu. Não sei se será triste, se acabei de dizer adeus, de costas sem precisar de olhar e que me olhem, sei apenas que as músicas sou eu que as escolho!



O que é que nos seduz?

Feelme/O que é que nos seduz?Tema:Mulheres!
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O que é que nos seduz? Ser conquistada dá muito gozo, é um período no qual vale tudo e no qual esperamos que o outro se supere. Vamos analisar cada pormenor, reparar até nos mais pequenos e dar importância ao que parece ter realmente muita. Nada mais influenciador de uma auto-estima em alta, do que sabermos que nos desejam, que fazem o que quer que seja para que possamos pelo menos devolver um sorriso. Lá voltamos à história do caçador e caça, mas desta vez a presa anda aos pulinhos de contente.

O que nos seduz varia de mulher para mulher, obviamente. Para algumas serão os presentes caros, as idas a bons restaurantes, flores e o que o dinheiro do dito cujo puder comprar. Não deixa de fazer algum sentido, se não der em nada, pelo menos deu frutos. Para outras, serão as palavras doces, o ar de galant de cinema, gingão, com um olhar matador, de quem já viveu e sabe muito (acabei de sentir as costas a arquearem, acho que até me arrepiei em sítios que não sabia existirem, mas adiante). Temos ainda as que acreditam no Pai Natal e que consideram, não que ele vá chegar num trenó, mas que esteve casto e determinado em encontrar a mulher da sua vida, a ELA, claro.

Eu tenho que confessar que comigo mais depressa morrem após a segunda palavra mal proferida, do que me conquistam com cartas já muito usadas. Não me deslumbro com pouco e o meu muito não se enquadra aqui. Já perceberam porque estou sozinha ainda? Continuo a dizer que querer alguém não é um jogo, não para ser jogado de forma a que se possa arrecadar louros no final, por isso conquistem-me pelo que são mesmo, não me abanem com nada que não passe pelo vosso carácter e interior, porque do resto trato eu.

O que nos seduz, a umas e a outras, daria um livro de 800 páginas, e continua a ser um enigma para mim a forma como olhamos para nós primeiro e só depois para o outro, no entanto, quem souber e conseguir viver com isso que siga a jogar, até porque nem sempre se perde!

Mulheres difíceis!

makeup inspo Jenny Watwood | model | 01 | closeup | glamor | lookalike : Liv Tyler | ram2013:
Feelme/Mulheres difíceis!

Mulheres difíceis. A avaliação por si só já é difícil, ou nem por isso, certamente que os homens terão muitos adjectivos para usar, e certamente que as mulheres ainda terão bem mais. Eu vou referir alguns dos que considero, MESMO difíceis de gerir:

. A indecisa - putz que por vezes até dói. É para comprar roupa, a que acaba a experimentar 3 mil vezes, é para se decidir a que horas começar, quando sair, o que fazer e como se organizar. É até para se certificar do que já parecia ser uma certeza. Pobre do homem que tiver uma mulher assim.
. A picuinhas - até estou a suar só de pensar - "Eu é que sei", é o seu lema de vida. Nada está bem feito se não tiver sido feito por ela, a melhor comida é, obviamente, a dela, repara até no que só estaria à vista de uma lupa, nunca relaxa e nunca para de argumentar.
. A medricas - tem medo até da sombra, vê fantasmas dentro do armário, sonha, ou melhor, tem pesadelos sobre situações que não lembram ao diabo, e nunca arrisca sair da sua zona de conforto, não venha  de "" o bicho papão.

Querem pior que isto? Combinem as 3, numa só, e depois comentem. Ainda dizem que os homens têm vida fácil. Cá por mim deveriam elaborar um inquérito, e pedir às novas candidatas que o preenchessem, porque a haver, só que fosse um destes items, o meu conselho era que desatassem a correr, para BEM longe.

As mulheres têm uma tendência natural para complicar, sobretudo o que não entendem, por isso, o meu próximo conselho ao mundo masculino, é que falem sobre os assuntos, usando todas as letras, sem vacilar e sem muitos engasgos, de contrário estão lixados com F e vão ficar a marinar num mesmo assunto para o resto das vossas vidas. Scary, right?




28.10.15

Happy wife, happy life!

Feelme/Happy wife, happy life!


As mulheres, que são sobretudo esposas e mães, têm um enorme papel no bem estar e felicidade da família, isso é um facto incontornável!

Uma mulher feliz, realizada, de bem consigo, proporciona uma luz que todos acabam, inevitávelmente, por seguir. Ela, nós, sabemos como fazer acontecer, como planear e executar, mas, teremos, naturalmente, que ter conseguido o nosso próprio lugar na vida, porque uma mulher magoada, destemperada, com dores invisíveis, mas muito vincadas nela, provoca uma tempestade que nem o sol consegue terminar, e todos, mas mesmo todos à sua volta, acabam a sofrer, e sem fim à vista.

Eu costumo dizer que uma mulher é o pilar de uma casa, e baseio-me sobretudo no exemplo próximo, o da minha própria mãe. Sempre que ela não está bem, e em todas as fases da sua vida, não apenas agora que é mais velha, o clã ressente-se e estremece perante a inevitabilidade.
As mulheres vieram moldadas com uma força que não se explica, mas que nós sentimos, bem dentro e quando não acontece, valham-nos todos os anjos e santos.

Mulheres felizes precisam-se, cada vez mais, para ajudarem a contornar a crise, a falta de amor generalizado, os sonhos quebrados, motivando tudo e todos, mas estando elas no leme. Não tenhamos dúvidas nem peneiras, já está tudo mais do que provado. Vai daí, cuidem melhor das vossas e sejam felizes com toda a felicidade que vos irão proporcionar.





27.10.15

Conselho masculino!

Feelme/Conselho masculino!


Conselho masculino que eu vou acatar, religiosamente. Os homens ainda não saíram da idade da caça, aquela na qual tinham que palmilhar, sem palmilhas que não existiam na altura, quilómetros e quilómetros para encontrarem a presa. Ora bem, tirando os actuais caçadores, muitos deles de meia tigela, já nada parece ter o mesmo interesse, e já nem a maioria das mulheres dão o mesmo trabalho. Que tédio!

Então isto tudo para dizer o quê? Que quando andam entretidos, os homens, a "caçar-nos", às mulheres, claro está, até fazem escalada em paredes a pique, mergulho em grutas recônditas e muitas outras coisas igualmente extremas, mas que não me ocorrem agora, também porque não sou dos seres mais visuais.

MAS, e há sempre um MAS, mais cedo ou mais tarde, quando nos tornamos previsíveis, submissas e definitivamente caçadas... estragamos tudo.

- Então mas não querem lá ver que deixou de me dar pica? - Fala assim um gajo.

já estou até a esfregar as mãos, depois de ter teclado mais umas palavras, que eu não sou malabarista, o que podemos fazer para contrariar a coisa? Jogar. No sentido literal da palavra, manter o interesse latente e dar uma enquanto tiramos três.

- Explica lá bem isso.
- É assim, hoje ligas, melosa, disponível e aceitas o que te propuser. Amanhã "esqueces-te" que existe, ficas incontactável, e momentaneamente esquecida. O resultado vai ser um homem desesperado atrás de ti e a salivar perante a possibilidade de já estares noutra. Percebeste?

Eu perceber até percebo e como aprendo rápido, vou fazer uns quantos testes, puramente educacionais e informativos, para ajudar o publico feminino. Se eu gostar muito deste novo tipo de caçada, e as probabilidades é de que venha mesmo a gostar, até porque acho que na outra encarnação fui homem, quem sabe não faço disso uma forma de vida. Estou certa de que me darei muito bem, mas depois falamos!





Chamei o Aladino!


Feelme/Chamei o Aladino!Tema:Sentimentos!
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Chamei o Aladino, sim esse mesmo, o da lâmpada mágica. Chamei-o, e ele tem para cada um de nós, até para ti que me lês agora, os 3 desejos de sempre, por isso prepara-te!

Por incrível que possa parecer, existe quem ainda não consiga fazer escolhas, tomar decisões, até para o que supostamente será benéfico e life changing.Todos queremos uma vida diferente, com mais do muito que andamos a desejar, mas o interessante é que para algumas pessoas, até a ideia de mudar uma moldura do lado esquerdo da estante, para o direito, já representa um desafio, que fará tirar a foto e substitui-la por quem está realmente presente. Nesta perspectiva já não se torna tão difícil entender porque alguns não conseguirão, à primeira, responder quais seriam os seus 3 desejos.

O que para mim é natural e simples, para outros será tão complicado quanto comer arroz com uma palhinha, ainda não tentei, mas sei, usando o senso comum, que não é fácil, por isso já tenho mais cautela quando me ponho a ajuizar.

Espero que por esta altura já estejam a pensar nos vossos 3 desejos, porque mesmo que o "Aladino" não vos bata à porta, e garanto que não vai bater, primeiro há que saber o que esperamos da vida, e que ao sabê-lo, nos informemos a nós mesmos disso, a partir daí já teremos subido mais um degrau, depois é só seguir a linha e manter o foco. O Universo, ou o que preferirem chamar-lhe, encarregar-se-à do resto. Garanto-vos.

Querem saber quais são os meus desejos? Algum de vocês é o Aladino por acaso? NÃO? Bem me parecia!


26.10.15

Casar ou não casar?

Feelme/Casar ou não casar?


Já estou a menos de 1 ano da previsão feita por alguém, na qual me casaria, MESMO, aos 50. E por MESMO ela entendia uma enorme boda, com tudo a que uma mulher tem direito. Na altura acho que até lhe esbugalhei os olhos, acabando a rir-nos à gargalhada, todo o caminho de volta, eu e a minha amiga Sara.

Ora então vejamos, aqui a Je, que em nova, quando supostamente deveria acreditar nos príncipes e nos castelos, nunca teve qualquer sonho que envolvesse vestidos de noiva, com ou sem véu, bouquets de flores da época e mais toda a parafernália de que é feita a boda, com muito antes e pouquíssimo depois, era aos 50 que amalucava. A acontecer autorizo já, publicamente, a que procedam ao meu internamento compulsivo.

Pronto, já brinquei com a situação, agora vou falar a sério. O que me poderia afinal fazer embarcar numa decisão tão pouco entendível, pelo menos para mim?

Um amor assolapado?
Palavras bem usadas, daquelas que me impedissem de argumentar?
A curiosidade, tardia, perante o novo?

Não faço a menor ideia, mas também já não falta tanto quanto isso para confirmar. Será que te vais declarar, mesmo, e dizer que só me queres se estiver com uma enorme anilha, brilhante, daquelas que se detectam a quilómetros? Já vi tanta coisa e ouvi mais umas quantas, que o melhor mesmo é que fique caladinha e quieta no meu canto, porque ainda arrisco a que alguém, "saque" deste post e mo esfregue na cara.

- Ora com que então não te casavas!


Lugares públicos = excitação!

Feelme/Lugares públicos = excitação!Tema:Sentimentos!


NÃO obrigado. Não me atrai, de todo, nem estimula a libido, fazer sexo em lugares públicos. Chamem-me lá o que quiserem, mas eu não preciso de me expor ou de espicaçar a sorte, fazendo o que apenas aos dois diz respeito. Sim, também aí sou conservadora, dois é um bom número.

Não vejo qualquer conveniente, é incómodo, impede-me de me soltar, fico mais mecânica, e desconfiada, por isso ninguém sai beneficiado.

Há quem adore, e também quem o faça por falta de alternativa. Certamente que andam, todos, tão aborrecidos com o raio das suas vidas, que precisam de estímulos externos para se estimularem. Quando se é novo, sem lugar fixo para as tão desejadas quecas, que depois vão apelidar de monumentais, tudo mentira, ainda se entende, porque se não vejamos, por norma é num lugar minúsculo, desconfortável, em que se tem que tentar esquecer a dor do manípulo que se mete no meio, ou da perna que teima em adormecer, tenham dó, sexo até pode ser, mas como até para isso sou exigente, ou é num lugar onde tenha direito a TUDO, ou então faço-o eu mesma, obrigada.

Sou esquisita? Que seja, mas para mim sexo tem que vir embrulhado em emoção e com um ambiente que puxe alguma loucura saudável. Tem que ter cumplicidade, conforto, nem que se escolha ficar no chão, mas alternativas bem mais adultas. Sabem, é que eu pessoalmente só uso as pastilhas elásticas para ter um hálito mais fresco, não para parecer uma adolescente e muito menos para parecer uma vaca a comer erva. Perceberam a analogia?

Pronto, eu vou ser condescendente e até algo maternal. Sejam lá felizes à vossa maneira, comam e sejam comidos onde vos der na real gana, mas não me venham falar em boas performances.

Lugares públicos, à coelho, "vai ser bom não foi"? Naaaa...

25.10.15

Confessa-te!

Feelme/Confessa-te!


Diz-me, mesmo, o que sentes, o que procuras, e porque insistes em parecer o que não és. Diz-me sem medo, por uma vez, abrindo-te como nunca conseguiste e tendo, em mim, quem te poderá ouvir, entender e aceitar.

Se ao menos te desses, a ti mesmo, a chance de perceber quem está deste lado
Se ao menos não te cobrisses, com a capa que apenas a ti te impede de ver e ser visto.
Se ao menos fosses, por uma vez, forte o bastante para lutares pelo que vale a pena.

Confessa-te, diz o que te faço sentir, porque achas que te procuro e não desisto de ti. Mostra-me que és feito também de força e que consegues ajustar-te, e eu prometo que o faremos ambos e que usufruiremos de tanto, e da mesma forma, que cada pedacinho será o bastante.

Eu sei que estás a precisar de um abraço, primeiro, e de muito corpo, depois.
Eu sei que desististe porque te pareceu mais fácil, e sê-lo-à eventualmente, quando me perderes.
Eu sei do que foges, tal como o sabes tu, mas se o disseres, alto, verás que deixará de ter sentido.

Eu estou a desafiar-te, não que me proves a mim que consegues percorrer a distância que falta, mas que acredites tu que é possível!




24.10.15

Um desgosto de amor...

Feelme/Um desgosto e amor...Tema:Sentimentos!

Um desgosto de amor é um desgosto de amor, e por vezes vem tão forte e avassalador, que nos rouba até a vontade de viver. O que fazer? Contrariar. Encontrar novos hobbies, procurar os amigos, fugir dos silêncios, caminhar, usufruir do sol (abençoado sol que ainda vamos tendo no nosso país), tudo e tudo que nos permita fazer o luto e continuar.

Não existem fórmulas mágicas, mas o que já vamos sabendo, é que as dores dos amores quebrados nos trazem doenças associadas, e não apenas do foro psicológico. Cuidado com a forma como escolhem olhar para quem vos "deixou", é aí que reside a meia cura. Nada de nos lamentarmos, de arriscarmos o foco no errado, no que deixámos por dizer ou fazer, ou até no que fizemos em demasia. O passado está lá mesmo, no passado, e nada do que fizermos, agora, o poderá mudar. Vai daí, mudamos cada presente e antecipamos cada futuro, dia a dia, porque cada um será mais um bálsamo para a nossa cura.

Os desgostos de amor estão a multiplicar-se a uma velocidade vertiginosa, e apenas porque escolhemos entregar as nossas vontades e sonhos à outra pessoa, mas não lhe cabe a ela sonhar por nós, ou viver o que teríamos decidido ao longo da vida. Ter ao nosso lado quem escolhemos, passa por usufruirmos em comum do que pode e deve ser partilhado, mas mantendo a nossa essência, nunca desistindo de sermos nós e usando o que temos e sabemos para nos enriquecer enquanto dois.

"Olhem para ela a achar que sabe tudo e que encontrou a semente da felicidade"!

Nada disso, estou apenas a usar da experiência, a olhar de forma crítica, mas construtiva, para o que fiz, para o que desejei e para o que aprendi. Vamos sempre continuar a ser duas pessoas, com tudo o que carregamos, isso não é negociável.

Eu + Tu só poderá ser igual a um Nós bem mais completo.


23.10.15

Como é que recomeço?

Feelme/Como é que recomeço?Tema:Sentimentos!
Como é que recomeço? Devagar, outra vez e outra vez, até que esteja de volta ao lugar de onde saí, não há outra forma!

Eu sei que a culpa é minha e que não deveria ter entregue a minha vida a quem amava, mas caramba, não é suposto estarmos tranquilos, e em casa, com quem escolhemos? Do que adianta ter a metade de nós, se depois essa pessoa é a responsável por todas as nossas dores, físicas e emocionais?

O que andamos aqui a fazer afinal, se já nem conseguimos abrir-nos, de alma, à única pessoa que nos toma o corpo, que se enrola em nós e nos passa o que a mais ninguém é permitido?
O que significa, agora, sermos "nós", será que perdeu importância e que apenas o "eu" importa?

O meu eu diz que não desistirá de um nós que valha a pena.
O meu eu sente e sabe que sozinho nunca ficará completo.
O meu eu cresce, diáriamente, para ter como aceitar alguém que será tão importante quanto o sou já.

Recomeçar, a dada altura, fica mais penoso, tal como é correr as maratonas dos amadores, mas não há como desistir a meio, teremos que saber incluir até o que resulta menos bem, e assim saberemos o que fazer, nas próximas.

Tu entraste, porque o permiti e porque esperei que esperasses pelo mesmo. Não estávamos com a mesma passada e não quiseste acertar a tua, pronto, só me restou aceitar e recomeçar. Se o lamento, se me arrependo do nós que conseguimos ser, mesmo que por pouco tempo? NADA, porque o que sei e tenho hoje, foi graças a ti. Já subi mais um degrau, já me fortaleci mais um pouco e já sei como recomeçar.

Um dia sei ainda nos voltaremos a cruzar, mas nessa altura já terei um sorriso aberto e um abraço, sincero, para te oferecer. Espero que já tenhas recomeçado também tu!



22.10.15

(In) felizes para sempre!


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Tenho um amigo com um casamento tão perfeitamente perfeito, que as quintas-feiras servem para o aperfeiçoar ainda mais, quando tem os alegados jogos com o grupo de sempre, jogos que incluem a não menos perfeita amante de longa data, também ela num casamento de uma perfeição que até dói! Quando os respectivos estão em público, amam-se e respeitam-se para além de qualquer dúvida. Todos nós ao redor ficamos em tal transe, que quase voltamos a acreditar, piamente, na instituição casamento.

Alguns, obviamente que para manterem tamanha perfeição, vão precisando de algumas injecções de ânimo, de uns assaltos a "capoeiras" alheias, provocando no percurso os galos dominantes, acham eles e arriscando a que se decidam a terminar com a perfeição de todos os perfeitos.

A amiga da minha melhor amiga já desistiu de se mostrar perfeita, pelo menos para algumas de nós e sempre que lhe permitimos, porque temos que estar em sintonia, vai-se escapulindo da gaiola, tudo menos dourada, e dá umas valentes quecas, seguindo à letra o kamasuta, com o amigo do marido da minha outra amiga, aquele de quem a mulher diz raios e coriscos e que acusa de nem usar o que Deus lhe deu, da melhor forma.

Epá, entretanto perdi-me, eu acho que estava a falar de casais perfeitos. Puta que pariu tanta perfeição, vão lá ver que foi por me sentir uma incapaz no meio de tanta coisa bem feita, que acabei separada e sozinha?

Eu acho que este post não terminaria se eu me pusesse a falar de mais uns quantos perfeitos que até arranjam formas, bem perfeitas, de nem se encontrarem no sofá. Vão apenas dividindo casa, tachos panelas e declarações de IRS, porque as estes (finanças) não podem enganar, de contrário acabavam-se as férias perfeitas, mesmo que "separados", pois é nesta separação perfeita que vão enganando, ou não, os que escolhem acreditar que um dia receberão o Sr. perfeito para ser o leal marido, juntando trapos, again, mas já arregalando bem o olho, não se vá a perfeição voltar a instalar.

Bolas que até fiquei cansada, e não fosse eu do tipo animado e positivo, acabava deprimida com tanto que têm os outros e me parece faltar, perfeição, bem entendido!


Life sucks!

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Feelme/Life sucks!Tema:Pensamentos!
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Life sucks às vezes, sim, mas temos que a engolir assim mesmo, como se fosse um remédio, bem amargo, mas com uma qualquer bebida açucarada, o palato restaura-se e pronto, que venha a próxima!

´Será que a vida é imprevisível? Não me parece, nós recebemos sempre o que damos, e na maioria das vezes numa proporção assustadora, porque ela cobra-nos, e arremessa-nos com toda a trampa com que a fomos presenteando. "Cá se faz..." e que ninguém duvide.

Quando sabemos o nosso lugar, quando estamos disponíveis e atentos, quando semeamos na época certa, cuidando do solo, regando e fertilizando, a colheita será proveitosa, mesmo com os temporais pelo caminho. O contrário, o desligar do que aparentemente não é problema nosso, trará mais tempestades, com raios e inundações à mistura.

A vida é aproveitar, ao máximo, cada pedacinho de cor e de luz. Olhem que dia maravilhoso está hoje. Quantas vezes já olharam o céu, ou aquela montanha próxima, ou monumento pelo qual passam tantas vezes, sem ver? Agradeçam, sorriam do nada, recordem-se dos momentos bons, telefonem a quem amam, partilhem fotografias de felicidade, e sejam felizes caramba, hoje e agora.

A vida será sempre o que fizermos dela, e tal como nos amores, só seremos amados, convenientemente, quando aprendermos a amar!

21.10.15

Pequenos e grandes!



Pequenos e grandes
os tiques, as manias, a forma como estamos com os outros, ou apenas connosco, nem sempre é algo que nos faça pensar, mas a verdade é que, sempre, e a qualquer momento, alguém estará por perto para o analisar.

Eu sou por norma mais metida comigo, quando circulo, pelas ruas, sou eu mesma, sem ver ou sentir quem quer que seja, estou no meu mundo, seguindo um plano, mas fazendo muito pouco caso dos que estão. Não porque não me interessem, mas porque também preciso de momentos apenas meus, daqueles em que não terei que ser questionada, em que os olhares, venham de que lado for, me tocarão muito pouco e importarão ainda menos.

Hoje diziam-me, bem cedo, que ontem eu caminhava qual sonâmbula, sem ver, nem sabendo que estava a ser vista, com uma aura, dourada, impenetrável e que queimava.

"Deixem passar quem vai na sua estrada.
Deixem passar Quem vai cheio de noite e de luar. Deixem passar e não lhe digam nada. Deixem, que vai apenas Beber água de Sonho a qualquer fonte; Ou colher açucenas A um jardim que ele lá sabe, ali defronte".


Falou assim quem me falou, e que acabou a perceber que na verdade tenho um lugar no qual me refugio, passando por onde passam os outros porque terão que lá estar. mas sendo apenas eu!


Feelme!







18.10.15

Somos e seremos sempre 3!

Feelme/Somos e seremos sempre 3!Tema:Just Women!
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Estamos juntas há tanto tempo, que já nem consigo separar-nos do que quer que seja. Vi nascer os filhos da Ana, fui dama de honor da Bela e mantive-me próxima de ambas, mesmo não tendo casado, até quando teriam que satisfazer os vossos compromissos familiares. Afinal o que construímos foi uma família paralela, sem laços de sangue, mas bem mais intensos e inquebráveis, como já o percebemos todas.

Adoro as nossas noites de cocktail e chocolate. As lamechices. Os choros sobre tudo e sobre nada Os pensamentos que não ousamos partilhar com mais ninguém, nem com os "nossos". Adoro que nos adoremos desta maneira e que nos saibamos manter, para além dos dias que são desenfreados, completamente loucos, mas que pequenos telefonemas rapidamente resolvem.

Vocês sabem quem amo e não tenho coragem de incluir. É com cada uma que me solto e vou atrás dos projectos mais arrojados, mas é comigo que sabem poder contar, quando as vossas casas ficam demasiado cheias, quando mais ninguém vos escuta com atenção e quando a minha cama se estende para que apenas sejam vocês, sem ninguém para cuidar, as mulheres que conheci quando apenas eram mulheres, não já esposas e mães e que bonitas se tornaram.

Obrigada por nunca me deixarem envolver em solidão, por me fazerem tia e irmã e por já não saberem viver sem mim, é que eu recuso-me a saber viver sem cada uma!

Para o amanhã!

Feelme/Para o amanhã!Tema:Pensamentos!
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Ficará o que o amanhã me reservar, sem demasiados planos, mas com todos, e cada um, delineados, não para o tempo, mas no espaço que estou a criar, para mim e para os meus. Já sei como se vive mais no presente, já sei de que forma posso usufruir dos que chegam até mim, sem querer antecipar se me desiludirão mais tarde, o que me importa, verdadeiramente, é o que me conseguirem passar no momento em que nos estivermos a partilhar, tudo o resto serão sempre e só ilusões.

- Nada é eterno - dizem-me alguns - eu recuso a perspectiva, porque o amor que criamos, as pessoas que passam a estar dentro de nós, mesmo que não de forma permanente, a cada segundo, jamais voltarão a sair, a nossa escolha passa pelo que queremos que nos inflijam, se dor, se prazer, se saudade, ou se tudo misturado num cocktail perigoso, mas de sabor irrepetível.

Para o amanhã deixo o que o amanhã decidir, eu já controlo muito pouco, mas aprendi que posso projectar o que preciso que me chegue. Posso ser de espírito elevado, posso criar à minha volta as redes de segurança que me salvarão de mim, quando e de cada vez que quebre, para que não precise de me refugiar na força com que fazia ser olhada.
Para o amanhã quero muitos sorrisos, almas preparadas, mesmo que ainda em aprendizagem, mas que me passem a luz que demoverá a escuridão de se instalar.
Para o amanhã apenas quero quem deseje ficar, sem cobranças, recebendo de forma natural para devolver como sempre faço.
Para o amanhã, e sem saber quando esse amanhã chegará, quero-te a "ti", que és puro, verdadeiro, íntegro e que sabes o que precisas de ter para que te queira receber.
Para o amanhã, o meu e o "teu", quero o que formos capazes de querer juntos, multiplicando o que já sabemos sonhar, cada um, para que sonhemos os dois, na mesma sintonia.


17.10.15

Resto eu!

Feelme/Resto eu!
Terei que ser, eu, primeiro eu, a não me deixar desiludir, a procurar o que me faz falta, a ir até onde me levar o corpo e a coragem, a tentar, tantas vezes quantas precise, até conseguir.

Ninguém estabelece os meus limites, ou sequer define o que preciso de produzir, diariamente, quando paro ou arranco, se desisto ou se simplesmente espero que acalme.

Resto eu para ser da forma que consigo, sabendo que nada me impede do que tanto me esforço para ter, e mesmo sendo uma posição solitária, tendo todos os riscos por minha conta, não sabendo como poderia partilhar os sucessos se ao menos estivesses aqui, acabo a saborear um sabor amargo e doce, acompanhado de um misto de alegria emergente, a que me vem porque sim, porque sou assim, porque sei do que preciso para me auto motivar, e de vazio que sempre resta aos que não se misturam o bastante.

Estou TÃO mais tolerante, paciente com os que não têm a minha velocidade, tentando que se mudem, tal como o fiz eu, para que possam saborear a felicidade que acompanha, inevitávelmente, o crescimento emocional. Já não respiro fundo tantas vezes, contando infinitamente para me sossegar. Já consigo "perder" umas quantas horas com quem parece precisar mais de mim do que eu mesma. Já sei o que tenho que dizer para as suas vidas se encaixem, para que tenham certezas, para que não se parem e sigam até que os seus momentos cheguem.

O que acontece no final dos dias, sempre, numa repetição que quase me consome, é o reflexo que me sobra, o meu, apenas eu olhando para mim, percebendo que construí para os outros, que os cuidei e fiz acontecer, em simultâneo comigo, mas sempre e apenas eu.

O bom de tudo isto? Se eu for a única que restar, no final, sê-lo-ei sem dúvidas, porque a maior certeza de todas, e tenho-a eu, é que a cada dia, sou a que se procura, a que oferece conselhos, as palavras encorajadoras, os abraço, mesmo que à distância e todos poderão continuar a esperar que os espere e que não desista de os acolher. Quem sabe um dia não chegará a minha vez, e não terei, com a mesma certeza com que me dou, quem venha para me dar o que já me começa a fazer falta. Quem sabe não restarei apenas eu, para mim!


Quando se desiste!

Feelme/Quando se desiste!

Hoje escolhe-se o que é aparentemente mais fácil, vira-se as costas, por norma aos outros, aos que nos poderiam acrescentar muito mais do que temos, mas que viriam balançar todas as estruturas e fazer repensar escolhas!

Ninguém quer ter trabalho, não com o amor. O instantâneo está na moda, o descartável também, hoje queremos muito, amanhã já nos enjoa. O tempo é o mesmo, o relógio não foi ampliado, nem encolheu, o que mudou foi a forma como o passámos a gerir, na minha opinião mal, não permitindo que nos sobre o essencial.

"Desistir não é opção", não para mim, porque não começo o que não possa terminar, mas por vezes chega quem me interrompe o percurso, quem me diz que NÃO, que não quer, que não sabe o que fazer com a sua vidinha já pré-estabelecida, quem não deveria ter, sequer, arriscado aproximar-se, se não sabia o que fazer comigo.

Eu não desisto de mim, daquilo em que acredito, das pessoas de quem gosto, dos meus sonhos, porque chegar ao que sou hoje deu trabalho, custou a entender, foi um percurso para a frente e voltar atrás, segurando-me a mim mesma, não me faz qualquer sentido.

Quando desistimos do que tanto nos custou a conquistar, estamos, inevitávelmente, a desistir de nós e não pode haver nada mais solitário, nem que nos deixe com mais dúvidas. Claro que não somos todos iguais, temos, e por vezes bem perto, quem nunca se tenha estruturado como pessoa, quem apenas deambule pela vida, fazendo as mesmas coisas, rindo das mesmas piadas, ouvindo as mesmas músicas e desejando, ardentemente, que tudo se mantenha no mesmo lugar, até porque o sol nasce sempre no mesmo quadrante!








11.10.15

Senti-te!

Feelme/Senti-te!


Estavas lá, estiveste o tempo todo, enquanto me contorcia numa dor que apenas tu poderias ter atenuado, se a tua presença tivesse sido física, mas o que tive foi a sensação de ti, o olhar que se pousava na minha nuca, o som da voz que me martelava o cérebro cansado. Estavas lá, comigo, até quando tive vontade de desistir!

Tal como um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio, nenhuma relação se restaura, não outra vez, perante a incapacidade de nos envolvermos, o suficiente para que possamos estar, realmente, quando fazemos falta, quando o calor dos nossos corpos eleve o outro e o devolva à vida.

Quase que a voz não me saía, quase que o que diziam os outros não me chegava, ou vinha de modo distorcido, com movimentos de lábios que não acompanhavam o que precisava de saber, de quem me iria apertar forte e soprar ao ouvido - estou aqui meu amor, já estou aqui - não seria preciso mais nada, não teria que chegar mais ninguém, bastarias tu e o resto do mundo voltaria ao lugar certo.

Eu sei que te senti, e que talvez até tenhas estado de longe, vigiando as forças que me restavam, deixando que as lágrimas se te escorressem, mas sem a coragem de chegares, de me tocares e de me permitires parar de me segurar. Eu sei que não foste capaz, que te sobrou medo, que te faltou entrega e que te perdeste na forma como estive perdida.

Adeus meu amor, hoje soube que a tua saída seria para sempre, porque que se não estiveste presente no dia em que a terra me arrancou dos braços o que a minha carne produziu, então nunca mais poderás voltar, já não saberias como e já não te aceitaria eu.

Hoje enterrei dois dos amores que me mantinham viva e hoje morri eu também!


8.10.15

Incrível a falta que me fazes...




Incrível a falta que me fazes, a vontade, quase animal de te querer. Incrível como uma simples música me põe ao teu lado e me deixa sentir que te sinto, tão dentro de mim que poderia jurar estar a ter-te, neste preciso momento.

Nunca tive o suficiente de ti, nunca me consegui cansar do que me deste, nunca estivemos, um no outro, o bastante para que pudesse ter acumulado alguma energia, usando-a em dias como o de hoje, em que preciso, REALMENTE, de te tocar, e onde o medo de me deixar enlouquecer, de me rasgar de dor, e a falta de ti me atormenta e me prova o quanto ainda sou humana e continuo a amar-te.

Não falo com ninguém, não me atrevo a permitir que questionem a minha sanidade, e que me atribuam uma fragilidade da qual afinal também sou feita.
Não mostro, não pestanejo mais acelerada, nem fico mais inquieta exteriormente, tudo o que sinto, em momentos assim, vem de dentro e volta para dentro à mesma velocidade, revolvendo-me as entranhas, abanando-me com uma força invisível, mas que eu sinto, de forma real, como sinto o vento frio na face quando corro, o mais veloz que consigo, para te conseguir deixar para trás.
Não quero ser forte nestas alturas, só me queria sentir abraçada por ti, encostando-me tanto ao teu corpo que me esmagasses com todas as emoções que me passarias, beijando-te de seguida, de forma desesperada, sôfrega, implorando-te para que não parasses, impregnado-me de ti, até te carregar, todo, para te armazenar e não ter que estar sem ti, como estou agora.

Incrível a falta que me fazes e como, por vezes, desisto de me questionar e apenas sinto, sinto e pronto. Treta de vida, droga de amores mal resolvidas, raio de convicções e de maturidade, bem que me apetecia ser uma menina, sem escudos e armaduras e apenas te gritar que me viesses curar de ti, da única forma possível, amando-me, muito, toda, sempre...

7.10.15

Cuidar dos outros!


Feelme/Cuidar dos outros!

Ser disponível, dar do nosso tempo e vontade aos outros, cuidando para que estejam bem, trás reveses, mas também nos ensina muito sobre o egoísmo, ou a falta dele!

Eu sou cada vez menos centrada em mim e na minha pequena família, a que está aqui por casa e da qual conheço cada passo, vontade, movimento ou acenar de cabeça, e por vezes, não sem algum custo, abro-me aos outros, deixo-os entrar e fazer parte de nós, mas nessas alturas todo o meu Universo fica completamente revolto e nada do que planeio, sempre com tanto cuidado, se encaixa.

Sou "forçada" a abrandar, uii e quando abrando até dou choque. Escuto mais, presto atenção, dou conselhos, ou demito-me, simplesmente, de opinar sobre o que não entendo nem aceito, para não chocar, para parecer contida, e fazendo um esforço sobre humano para não explodir.

Nestas alturas tomo consciência do meu grau de exigência para com os outros, e de como me tornei quase eremita, gostando de estar no meu cantinho, onde coordeno e não me divido para poder reinar. Talvez mais umas quantas aulas de convívio familiar alargado me moldassem, ou talvez apenas servissem para me cansar mais, porque eu sou, realmente singular e não no sentido de especial, mas no número e no volume. Quero apenas o que é meu, com os meus, controlando cada segundo para não perder minutos preciosos. "Raio da mulher"!

Eu estou a aprender, com muito empenho, a saber cuidar de quem precisa de mim. Tenho que saber largar um pouco a prole, um bocadinho e permitir que outros me tenham na mesma proporção. Bem, quase, também não abusemos, não se muda uma mulher como eu de um dia para o outro. No way!

5.10.15

Acham que adianta?

Feelme/Acham que adianta?

Acham que adianta sermos amargos, com passados mal resolvidos, apontando as baterias e disparando todas as balas de forma aparentemente certeira? Será que adianta? Não me parece, porque o ontem pode voltar, o nosso chão pode deixar de ser firme e rapidamente podemos precisar de quem parecia estar definitivamente arrumado!

Porque é que acontece? É simples, acontecerá sempre e de cada vez que precisarmos de rever as lições. Quando não tivermos tido resultado nas provas, ou simplesmente tenhamos feito batota. Nessas alturas, o mundo virar-se- á ao contrário, alguém parecerá ter carregado na tecla do rewind, e voltaremos à estava zero.

O que fazer? Analisar, perceber, mudar e aprender a ser para os outros o que precisamos que sejam para nós. Não se iludam com o dinheiro, o estatuto, a altivez natural, os milhões de "amigos", porque no final, quando tudo for realmente importante, saberemos quem está MESMO para nós, nos estenderá a mão e não apenas de forma simbólica. Já ouvi muita gente dizer, porque fica bem e é cordial - "se precisares de alguma coisa é só dizeres" - Sim...sim...sim! Por vezes é apenas muita parra e pouquíssima uva, mas o certo é que mesmo com muitas certezas, ainda existe quem precise de umas quantas bofetadas da vida para poder ver o óbvio.

Quem nos amar, quem nos respeitar, com quem tenhamos construído laços verdadeiros de amizade, estará para nós, em todos os instantes, sobretudo nos mais pesados e difíceis de suportar. Quem tiver partilhado o nosso crescimento e nos conheça em cada momento, jamais nos virará as costas. Quem souber do que somos feitos e como nos poderá contornar, saberá de que forma nos incentivar e tirar do "buraco", sobretudo se este for emocional. Quem tiver sido respeitado, saberá devolver-nos o respeito que nos porá, de novo, no trilho e nos mostrará que a guiar-nos estará quem já foi guiado.

Não adianta pensarmos que temos um escudo protector, que estamos imunes à mão pesada do destino, de Deus, do Universo, de quem quer que seja, porque se não formos, jamais poderemos ter quem o seja e olhem que ficar sozinho só será bom enquanto não estivermos sós!