Confessa-te!

Feelme/Confessa-te!


Diz-me, mesmo, o que sentes, o que procuras, e porque insistes em parecer o que não és. Diz-me sem medo, por uma vez, abrindo-te como nunca conseguiste e tendo, em mim, quem te poderá ouvir, entender e aceitar.

Se ao menos te desses, a ti mesmo, a chance de perceber quem está deste lado
Se ao menos não te cobrisses, com a capa que apenas a ti te impede de ver e ser visto.
Se ao menos fosses, por uma vez, forte o bastante para lutares pelo que vale a pena.

Confessa-te, diz o que te faço sentir, porque achas que te procuro e não desisto de ti. Mostra-me que és feito também de força e que consegues ajustar-te, e eu prometo que o faremos ambos e que usufruiremos de tanto, e da mesma forma, que cada pedacinho será o bastante.

Eu sei que estás a precisar de um abraço, primeiro, e de muito corpo, depois.
Eu sei que desististe porque te pareceu mais fácil, e sê-lo-à eventualmente, quando me perderes.
Eu sei do que foges, tal como o sabes tu, mas se o disseres, alto, verás que deixará de ter sentido.

Eu estou a desafiar-te, não que me proves a mim que consegues percorrer a distância que falta, mas que acredites tu que é possível!