Será que ainda se pode simplesmente estar presente?


Será que é possível, doable, como dizem os ingleses, ajudar os outros, sem mais nada, apenas porque nos preocupamos e até conseguimos forma de resolver o que mais ninguém consegue? Dito assim parece que a resposta só pode ser um sim redondo, mas aparentemente nada é claro nos dias de hoje.
Se fazemos é porque temos alguma intenção escondida, se não fazemos somos uns egocêntricos. Se ajudamos os de fora perguntam-nos logo pelos de dentro. Preso por ter cão...

Cada vez entendo melhor os que se arredam da vida alheia, os que dizem lamento, mas não posso, porque esses apenas se livram, na generalidade das vezes, de problemas que não lhes dirão respeito. Tudo é bem mais fácil quando somos apenas nós, menos propenso a debates e a análises, mas a verdade é que também existe a ajuda sem retorno, existem pessoas que apenas não conseguem virar a cara e fingir. Olhem só que chatice, ser humano tem mesmo porras. 

Eu acredito, piamente, que é possível sermos mais próximos uns dos outros, e não apenas nas ocasiões boas, porque para essas há sempre filas. Podemos dispensar alguns segundos para sabermos se estão bem, se precisam de falar, de um colo, ou calor especial, daquele que apenas os que se importam mesmo conseguem passar. Eu acredito que se dermos hoje, amanhã alguém se lembrará de nós, porque os ciclos apenas se completam desta forma!