Dizer que se ama tem porras!




Dizer que se ama tem porras. E tem mesmo, parece que nos deixa "agarrados", irremediávelmente. Será por isso que tantos têm medo de o fazer?

AMO-TE. Que palavra tão pesada, não concordam? Pois, eu não, sinceramente. Eu sou capaz de a desbaratar, se for o que sentir e não importa por quanto tempo. Não planeio mudar ninguém, sobretudo os que acham que ficam com grilhetas se a usarem, mas de tanto a usar eu, certamente que um dia andarão a soprar "amo-te" até às flores.

Dizer que se ama tem porras, sobretudo para os homens.

- Se lhe digo que a amo, vou ter que me casar.

Não vão, mesmo, eu garanto, até porque e segundo as estatísticas, cada vez menos mulheres se querem casar, por isso estão seguros, relaxem. Lá que não tenham aprendido a usar a palavra, eu até que entendo, agora acharem que a mesma vai mudar a rotação da terra e do sol. PLEASE!

Dizer que se ama tem porras para quem não o pretende fazer, mas acredita que dessa forma chegará mais longe. Ok, se está na moda, vamos lá! Estes são os arrojados, os que amam a torto e a direito. Amam tanto e tantas, que até arranjam nomes giros para cada uma, não vá o diabo tecê-las. Para os que têm filofobia, o medo irracional de se apaixonarem, imaginem-nos a dizer "amo-te". Teriam que ir, direitinhos, para uma consulta de psiquiatria. Coitados!

Meus amigos e já agora, amigas, sim, porque conheço umas quantas que também ficam com urticária de cada vez que falamos na palavra mágica. Não há nada de errado em se dizer o que se sente. A ser verdade, merecemos todos ouvir, até porque vai valer pelo tempo que se conseguir amar. O que para uns será só até que acabem de o dizer.

Amem-se. Digam que amam, usem e abusem. Não vai trazer efeitos secundários, mas se por ventura correr mal, o mundo no dia seguinte ainda será o mesmo!