Jogos, infantilidades!


Jogos, infantilidades, pessoas que nunca irão crescer. Gente a quem nunca arrancaremos verdades. Personagens que jamais serão capazes de reconhecer que valem menos do que nada!

Há quem goste de jogar, de brincar às relações e às casinhas, talvez porque precisem de esconder a sua infelicidade diária, bem como o medo que as ensombra de nunca mais reencontrarem quem valha a pena. Há quem goste de quem lhes dê luta e lhes mostre um universo novo e desconhecido, com pessoas reais, com carácter, com sentimentos cheios de boa vontade, tal como será a boa vontade de que se vão munindo para as aceitar. Há quem jamais use os lábios para deixar sair verdades, porque a mentira é o que conhecem e porque o pouco que têm jamais bastaria se não inventassem.

A vida nunca será apenas bonita e de cores suaves, também vamos ter os injustos, os impuros, os que até vão à igreja e a procissões, mas que depois de virados ao contrário não usam de nada do que apregoam e se dispõem a ouvir. Eu chamo-lhes ratos, são matreiros, sabem como encontrar os caminhos certos e são os primeiros a abandonar o "barco" quando são descobertos.

Há quem viva para jogar, mostrando as infantilidades de que são feitos e das quais jamais se libertarão, com esses não percas tempo, deixa-os nas árvores, eventualmente alguém será capaz de os colher, ou de maduros, ou de podres, depende da utilidade que lhes queiram dar.

Felizmente que me cruzei com poucos, e que não me disponibilizo a ter um papel parental, até porque já sou mãe dos que me bastam. Mas de quando em quando conheço uns quantos, e até agradeço, porque são eles que me recordam do quanto é importante lidar com gente crescida, gente que sabe o que quer e que vai à luta pelos motivos certos, não apenas para ter, mas para ser melhor, mais completo e mais válido.