1.2.16

Pergunta-me que eu respondo!

Cute couple, love.:


Por vezes é apenas o que basta, que na dúvida, saibamos perguntar, dando ao outro a possibilidade de responder!

Pergunta se te amo, que eu respondo. Pergunta se os meus dias te pertencem, tendo-te desde que acordo, que eu respondo. Pergunta se te consigo ver no nosso futuro, incluindo o que já tens e representas, que eu respondo.

Quando nos estamos a conhecer, quando parte de nós ainda é um enigma, um puzzle cujas peças vão chegando aos poucos, tudo nos complica e até a forma como o outro se movimenta nos destabiliza. Temos quilos, ou melhor, toneladas de vida para reconhecer. Temos tempos diferentes e percursos que não foram iguais, mesmo que parecidos. Quando começamos, ficamos à espera de saber quem chegou, o que viu, quanto amou, riu e sofreu, porque tudo parece importar, mesmo que nada do que se viveu para trás possa ser mudado.

Perguntar parece simples, mas nunca o será, mesmo para quem o faz. Perguntar soa a invasão, mesmo que saibamos, ambos, que não é, porque sem perguntas não poderão existir as respostas de que precisamos para parar, ou para se deixar continuar.

Tenho medo de algumas perguntas, talvez porque tema, ainda mais, as respostas. Tenho medo do que algumas pessoas já representaram para "ti", porque certamente que foi muito, e eu terei que o aceitar, tentando fugir à sensação de que nem sempre foste meu. Tenho medo das respostas dúbias e das dúvidas que elas carregam. Tenho medo do medo que sinto quando quero saber de ti.

Fazemos assim, eu vou aligeirando as minhas perguntas, tentando que as tuas respostas saiam a fazer sentido para os dois, e tu vais sossegar nas tuas, não querendo mudar o que não tiveste forma nem controle para. Se começámos a viagem, agora só temos que determinar os percursos!

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