31.3.16

Pensamentos!


E se tivessemos apenas uns minutos?

The Shadows That Will Be:


E se o tempo que nos forçarem a partilhar não chegar? E se no final do pouco que nunca será bastante, ainda estivermos como começámos? Mal, sozinhos, numa solidão que não passa? E se tivéssemos apenas uns minutos, do que falaríamos?

Existem distâncias que não conseguimos mudar, deixando de poder aproximar o que se manteve demasiado longe. Existem momentos que não conseguimos reverter, e que precisávamos de ter mais longos para nos fazermos sugar num desejo que não se esgota, que não basta e que não nos sossega.

Não são apenas os começos que nos deixam assim, com esta sensação de estarmos a entrar em vidas que esbarraram na nossa. Não são apenas os primeiros beijos que sabem a sabores novos, todos os outros, dados por quem e a quem nos sabe a uma mistura única, nunca mais poderão ser igualados e nunca teremos lábios nem bocas que se assemelhem. Não são apenas os enamorados que namoram, todos os outros, os que sentem que os minutos, mesmo que muitos, nunca serão suficientes, acabam a não deixar acabar o que começou, mesmo que há muito e mesmo que não se lembrem quando.

E se tivesses tu, apenas uns minutos, será que saberias o que dizer, com a intensidade que o outro precisaria de ouvir? Pensarás sequer, nisso? Estarás mesmo pronto para quem aparentemente, está pronto para ti?

E se tivéssemos apenas uns minutos, onde estaríamos?

Amar no silêncio!



Acabei de ler um poema de Cândido Arouca, enviado pela minha amiga Paula Gonçalves e que bem que me soube!

Amar no silêncio tem diversas formas e interpretações. A melhor de todas e vou começar pela que mexeu mais comigo, chega quando tudo o que desejávamos chegou. Quando conhecemos o outro, tão bem, que já respiramos o mesmo ar e já sorvemos todas as palavras importantes. Os silêncios instalam-se, mas de forma confortável, segura e tranquilizadora. Pouco haverá mais a dizer, quando tudo foi dito, no tempo e momento certos.

Amar no silêncio sabendo que o outro nunca duvidará do que sentimos e que lhe daremos, mesmo que no silêncio, o que precisa para continuar a sentir-se amado. Amar no silêncio implica muito toque, olhares cúmplices, sorrisos que saram as dores do corpo e abraços que restauram dias mais cinzentos.

Quem não sonhou já, ter do seu lado, caminhando com passos certos e acertados, quem saiba de nós como nós mesmos? Quem nos encontre de cada vez que arriscamos perder-nos e quem nos salve dos muitos infernos para os quais nos atiram, vez sim e vez também? Quem não deseja, com muita determinação e força, acabar os dias junto de quem disse, falou, respondeu e perguntou, sempre que pôde, até que deixar de fazê-lo fosse apenas uma melhoria e não um retrocesso?

Comecei pelo bom, mas vou deambular pelo pior dos males, sobretudo para mim, mulher das palavras. Os silêncios! Quando são impostos. Quando não dizem o que precisamos de ouvir. Quando carregam para o outro lado de nós, quem queríamos por perto, magoam mais que palavras amargas.

Amar no silêncio pela impossibilidade de amar mesmo, pelo afastamento e pela recusa do outro em se dar, dói, rasga, corrói e mata de mil mortes não identificadas ainda.

O que eu sei. O que eu quero. O que eu exijo, sobretudo de mim, é terminar os meus dias ao lado de quem me saiba amar assim, com todas as palavras que os silêncios bons carregam. Não aceito nada menos do que isto!

30.3.16

O que quero de ti!


O que quero de ti até já tenho, mas quero mais, muito mais e sei, sinto e pressinto, que apenas tu terás forma de me dar o que esperei, até quando não esperava para não desesperar. O que quero de ti é esse amor que me injectas e com o qual cobres cada aresta, todos os cantos e recantos de uma existência que começou agora a fazer sentido. O que quero de ti é que consigas sentir-me a querer-te da mesma forma, com a mesma intensidade com que fazes tudo, devolvendo cada sentimento, estando inteira de cada vez que precisares de mim e esperando que precises sempre. O que quero de ti é que me saibas sempre ler, que me continues a ver como consegues, usando cada pedaço da nossa história para escrever uma nova. O que quero de ti é que te sintas confortável e te instales na minha vida, a que passou a ser a tua. O que quero de ti foi o que descobri quando me descobriste e que mantenho, religiosamente, ligado a mim, ainda com muitos medos, mas apenas os que te poderão levar, porque tudo o resto já domino. O que quero de ti digo-te e esforço-me para que o entendas, a cada dia, com cada som que as minhas palavras terão que carregar, porque esta sou eu, a mulher que sempre imaginaste ter. O que quero de ti é tão simples, que os de alma mais vazia terão dificuldade em entender, mas eu sei que tu sabes e também sei que terei de ti tudo, sempre e para sempre.

Pensamentos!


Caramba amor...

♡ ~ N@ughty Nurse ~:


Caramba amor... Quando eu digo isto, quando chego aqui, já entrei em desespero e já tu começaste uma viagem que levaremos muito tempo a interromper!

As palavras têm MESMO imenso poder, e uma dita e pensada de forma errada, faz despoletar um desconforto que se alastra e que nos corrói por dentro. Sofro sempre duas vezes, por mim, pelo que me dizes de forma fria, muito distante do que és para mim e pelo que te fiz sentir e não consigo apagar. Caramba meu amor, sabes que nunca serei capaz de te magoar, não deliberadamente, não com vontade ou sequer necessidade de te sentir sofrer, porque quando estás mal eu estou mal, quando sentes a dor invadir-te pela minha insensibilidade, torno-me mais sensível ao teu respirar pesado e descompassado e acabo a sofrer. 

Gosto tanto do teu riso descontraído, das palavras doces com que me confortas quando és tu que precisas de bem mais, de tudo, de mim e da minha capacidade de te amar de forma incondicional, a querer-te em tudo o que quero e a ver-te por todos os cantos de uma vida que mudou para melhor, desde que te tenho. Gosto das emoções novas que te passo, com as certezas que irás ter quando me tiveres, mesmo e toda. Gosto da ideia de te pertencer, de já não precisar de mais nada, nem de ninguém, para que o meu percurso se mantenha firme e determinado, contigo na retaguarda. Gosto, TANTO de ti, que quando o teu riso se quebra, o meu apaga-se e eu apago-me com ele.

Caramba amor, acredita em mim sempre que te disser que não queria deixar-te como ficas quando te fechas, quando desistes de me entender e te focas no que fiz, sem me aperceber. Acredita que cheguei até a ti para ficar, e que apenas tu me poderás mandar embora, de volta a uma vida onde ser apenas eu deixou de fazer sentido. Caramba amor amar-te é mesmo isto que eu faço, até quando me engano e erro, mas sabendo em cada minuto, que se tornou o meu feito mais importante, a juntar a todos os outros que já tenho e que manterei, como espero manter-te a ti.

Esta sou eu, e serei sempre, mesmo que erre e até quando te magoe, mas esta é a mulher que escolheste e que te ama com palavras, coração e uma alma que o corpo aprisionou apenas para ti.

29.3.16

Falar de nós!

nanethgraw: Katch Silva (Dreaming In blue)



Falar de nós aos outros tem-me importado muito pouco, porque não te exibo como um troféu e porque não te encaixas em nada ou ninguém que tenha já conhecido. Falar de nós e do que representamos um para o outro, certamente que apenas iria confundir uns quantos, por isso inibo-me de o fazer e deixo para mais tarde o que já temos há muito no nosso agora.


Não me apetece dividir-te, nem sequer explicar do que és feito. Não me apetece "gritar" a umas quantas pessoas, que elas ainda não sabem o que é amar, nem o que significa ter quem as ame. Não me apetece repetir-me, dizendo-lhes que o óbvio sê-lo-à sempre, e que na dúvida deverão desistir, fugindo para o mais longe que puderem, porque o amor não suscita dúvidas, e porque querer, alguém, mais do que a nós mesmos, é que está certo, e faz de nós a pessoas certas.

Se eu te contasse, de que forma os meus dias rolam agora, tu que até me conheces há muito, ficarias com ar de espanto, e envolta em sentimentos que ainda não pudeste viver, porque não aprendeste a amar, assim, e porque nunca foste amada, assim. Se eu te relatasse os nossos momentos, os meus e os de quem virou o meu Universo do avesso, ficarias com algum medo, talvez com muito até, de não vires a sentir, na pele, no corpo e na alma, alguém que parece ter sido feito TODO para ti, planeado com tanto cuidado, que apenas assim teria o cuidado que nos cuida.

Falar de quem tenho, de quem chegou até a mim, de quem pedi até sem palavras, cansa-me, porque preciso de cada ponta de energia para propagar o que sempre tive. Falar do homem que me enche a alma e que me deixa ser eu em todo o meu percurso, nunca me inibindo de lhe dizer o que nos faz falta a ambos, roubar-me-ia o tempo que lhe pertence.

Vou tentar deixar, aqui e ali, uns borrifos de tudo o que acabei a receber, porque talvez assim te entusiasme para que procures aquilo a que tens direito, mas nunca deixando de dar o que te também te cabe. Vou tentar que percebas, de alguma forma, que terás que te empenhar, muito, para que sintas o que estou a sentir eu, agora, e para que possas, também tu, gastar todo o tempo com quem importa mesmo.

O tudo e o nada!




Quando falamos de nós, temos que falar da confiança, do amor que nos une, do desejo de nos continuarmos a desejar e dos medos que nos assolam aos dois, de nos perdermos, perdendo-nos para nós!


O Tudo é sempre que te posso ter, de cada vez que ficamos tranquilos, num namoro que se prolonga e do qual não nos cansamos. O Nada acontece de cada vez que nos "fugimos" e não conseguimos dar um ao outro o que cada um tem, vendo os minutos transformarem-se em longas horas.

Já sei o que quero e o que preciso de ti há algum tempo. Sei sobretudo que não quero continuar nesta vida e neste meu percurso, se não estiveres. Sei que contigo os planos podem ser feitos e já estão a acontecer. Sei que passei a ter mais responsabilidades e uma delas passa por te incluir em mim e em nós.

Ontem o nosso pedaço de Tudo foi tão bom que nos tranquilizou e recordou do que fazemos "aqui", tu e eu. Ontem o Nada ficou longe, mas perto o bastante para nos lembrarmos do que significa não nos podermos ter. Ontem pudemos alimentar-nos um pouco mais, dizendo o que os últimos dias nos roubaram e que quase nos impediram de funcionar. Ontem fui, mais uma vez, recordada de como é importante sabermos de nós, sobretudo eu de ti, porque sofro duas vezes, é inevitável. Eu sei sempre a falta que te faço, pela falta que me fazes.

O meu primeiro Nada foi bem doloroso e fez-me desvalorizar os que apenas andam por aqui, à espera não sei bem do quê, reclamando do que não permitem acontecer, por preguiça mental e pela enorme incapacidade de se decidirem, de saberem ao que vieram. O meu primeiro Nada apenas serviu, de forma ainda mais forte, para que eu percebesse que o que importa permanece e que quem nos quer, verdadeiramente, não desiste de nos ter.

Obrigada por estares desse lado, assim, com o Tudo que me dás, até quando falho sentir-te. Obrigada por seres quem preciso para superar todos os Nadas que ainda virão até nós!

27.3.16

Na minha voz!

Feelme/Na minha voz!Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Vem de dentro, sai de mim e comigo, mostra do que sou feita e não passa despercebida, a ninguém, nem poderia!

Na minha voz estou eu toda, cada pedaço do que consegui construir até chegar onde estou. Na minha voz estão os anos de risos e de lágrimas, o crescimento a que me forcei, e as quebras que não pude evitar. Na minha voz ficaram todos os amores, cada olhar que me olhou mesmo, e todas as conquistas que agora ergo como troféus, Na minha voz estás tu porque é de ti que falo, é a ti que digo o que me vai na alma, e é por ti que amo com palavras que nunca terão forma de se esgotar. Na minha voz, e com cada tom mais grave ou agudo, está o que sei fazer melhor, estão anos de uma vida que não trocaria, mas que gostaria de sentir mais livre e ligeira. Na minha voz, por vezes, fica tanto, que pouco mais me resta para dizer ou escrever.

Poderia, porque até tenho forma de o fazer, explicar-te do que falo quando falo, para ti. Poderia deixar-te entender o que continuas a negar-te, sendo mal sucedido no sucesso que já esperaste ter, lá atrás. Poderia passar-te os sons que mudam tantas vidas e humores, mas nem sempre a voz me sai da forma certa. Por vezes é apenas minha, para mim, importando-me, muito pouco, com o que importa aos outros.

Se eu a usasse, sempre, como me pedem, faria, muito bem aos que não sabem, não ainda, qual a voz que têm. Mas tenho que manter, comigo e para mim, a única coisa que tem um tom, um som, dentro de todos os sons de que sou composta. Se eu a usasse, mais vezes, para te agradecer a voz que me fazes libertar, talvez ficasse sem conseguir falar, ou falasse apenas do que acredito, deixando mudo o mundo do qual fujo até quando falo.

Na minha voz e até sem ela, estarei sempre eu, prometendo que nunca te deixarei indiferente, porque uso os sons para falar do que importa, e seguro os tons para não arriscar dizer o que não adianta.

Eu tento, todos os dias...

Feelme/Eu tento, todos os dias...


Eu tento, viro-me e reviro-me, a cada dia, para te ter e incluir, mas não tem resultado. Estou a ser bem mais pequena do que o que nos deixa, assim, um sem o outro, e o meu limite está a aproximar-se, a passos largos.

Eu tento, todos os dias, meu amor, ser forte para que o sejas também tu, mas já não estou a conseguir, metade de mim não sabe o que fazer mais, e a outra metade nem se reconhece, deixando, por aí, soltas, sem qualquer nexo, as palavras de todas as canções que ouvia, uma e outra vez, para me recordar de ti.

Não estou a conseguir, está a doer, tanto, que me magoou só por respirar.
Não estou a saber enfrentar o que até sabia ser possível.
Não estou, a ser eu, fraquejei, lá atrás, e não consigo reencontrar-me.
Não estou a conseguir estar sem ti, e precisar, TANTO, que se não te apressas, vais ter muito pouco para levar.

Tanto que me sobra. Tanto que me falta fazer, cada dia mais. Tanto que cuido de te incluir, mudando o que te trará, até nós, mas tanto que preciso de ti, que tenho medo que sobre muito pouco, que apenas vá restar o NADA de mim, porque afinal quando quebro, e quebrei mesmo desta vez, fico sem saber como me voltar a reerguer.

Juro meu querido, juro que tenho tentado, que vou respirando, e movendo todos os músculos para que não deixem de funcionar. Juro que até sei viver sem ti, mas não quero, não posso, porque apenas contigo faz sentido e vale a pena. Juro, que sobreviverei, a ti, e que voltarei a mim, se tiver que ser, se tiver que parar de me resistir, mas para já e agora, estou a tentar, todos os dias, manter-me onde e como faço falta aos outros, deixando-me a mim vazia, talvez para que entres tu.

Eu tento, todos os dias, não me restam muito mais!

26.3.16

Estiveste sempre na minha cabeça!

<3 Black Tie Affair:



Poderia até não ter sido assim. Poderíamos, os dois, nunca ter estado na vida um do outro, mas a verdade é que já te conhecia e saber quem eras tornou TUDO muito mais fácil!

Eu: Nunca vou ter forma de te agradecer teres-me procurado. Nunca poderia saber, se não tivesses chegado, como é bom ser gostada assim. Ser amada por mim, pelo que representei na tua vida e por tudo o que acreditas ainda ser capaz de te dar. Será que sempre te amei e não sabia? Será que quando te quis, achei que querer-te seria demasiado e por isso te deixei ir? Será que teria havido forma de te segurar?

Tu: Estiveste sempre na minha mente. Estiveste sempre comigo, nos momentos menos bons e nos quais desejei que fosses tu, a mulher que tenho agora. Estiveste até quando achava que não estavas, porque recordar-te era doce, tranquilo e permitia-me sorrir.

Eu: Ao que me saberia um abraço teu? O mesmo pelo que espero agora, ansiosamente. Ao que me teria sabido o beijo que te neguei? Se ao menos me tivesses beijado já...

Tu: Estiveste sempre na minha cabeça. Estiveste comigo e na minha vida, tantas vezes que falar de cada uma levaria muitas mais vidas. Estiveste comigo de cada vez que chorei pelo amor que ainda não sentira. Estiveste comigo, como estás agora, sem nunca te ter dito o que não deixo de dizer hoje, porque te tornaste o que esperei e passaste a ser quem desejei tanto. Estiveste sempre na minha cabeça amor e sei, tal como sabia antes, que preciso de saber amar-te o bastante para que me ames como nunca duvidei.

Eu: Quem sabe não te segurei, mesmo, e não me senti segura, contigo, de cada vez que saboreava um sabor novo, e ria até do que não parecia ter graça. Quem sabe, o nosso ontem não foi apenas uma passagem, e um caminho, até ao que somos e nos tornámos. 

Tu: Estás aqui minha pequenina, vieste até mim quando te chamei porque não poderias ter recusado quem afinal te foi destinado. Estiveste sempre na minha cabeça e nunca te deixarei ir, não agora que já sei quem és realmente.

Eu: Estou aqui meu amor, porque ao chamares-me, soube que eras tu e porque estive sempre na tua cabeça.

24.3.16

Corri, apressei-me, mas adiantou muito pouco...


Os meus dias já eram completamente devotados a ti, ao que representas para mim e a tudo o que me proporcionas, até deixarem de ser, porque nada pode ser tomado por garantido. Nenhuma parte de nós deve ser sobrevalorizada, ou diminuída, porque teremos dias, sobretudo eu e tu, em que não nos conseguiremos ter. Nesses dias, ainda não sabia eu, ficarei vazia e mesmo que me apresse, nada adiantará porque não estarás lá, nem aqui.

Não posso esperar que corra sempre bem, mas já estava a ser tão bom. Já conseguia sentir-te, tanto e tantas vezes, que nunca esperei pelo que me esperava, desta forma quase cruel. Não deveria querer demasiado, deveria saber proteger-me, mas não quero, nem consigo. Quero querer-te da mesma forma ou mais ainda.

Hoje meu amor, corri tanto, apressando-me numa pressa que de pouco me adiantou, mas porque acreditei que estarias onde estás sempre e que me iria alimentar de ti, bebendo de cada palavra e som, sugando cada sentimento carregado dos "amo-te" que nunca paramos de nos oferecer um ao outro. Hoje foi tão pouco e durante tão pouco tempo, que me soube ao que não reconheço. Teve um paladar amargo, cheio de tudo o que o nada me ofereceu. Hoje, mais de 96 horas depois, o que ouvi veio com sons que não chegaram ao lugar certo e que não conseguiram preencher o vazio que se instalou. A ser um teste, chumbei. A ser um teste, percebi que sem ti nada tem sal, nem sequer mel. A ser um teste, descobri que assim não consigo ser eu!


Para saber a diferença, basta saber-te!

Feelme/Para saber a diferença, basta saber-te!Tema:Relações!
Imagem retirada da internet

Nada, nem ninguém antes de ti, me deu ou conseguiu sequer, aproximar-se do que és e tens para mim!

Para se perceber de que forma alguém é, verdadeiramente importante para nós, basta que se olhe para o que está e para o que esteve. É o que faço agora, e acabo, inevitávelmente a perguntar-me como fui eu capaz antes, de aceitar TÃO POUCO, quando o que existe é exactamente o que eu tenho e sempre dei?

Para saber a diferença, e eu já a sei porque a sinto e porque a tenho em ti e contigo, basta saber-te. Basta olhar-te e ver como olhas para mim, com o cuidado de quem quer cuidar-me. Tu és, já eras muito antes de o saber, a única pessoa que poderá acertar os meus passos, acertando os desejos que tenho de estar aqui, como devo, como posso e como mereço, contigo.

Que ciúmes tenho de quem te vê e dos que te partilham de alguma forma. Sinto ciúmes até do ar que usas para te manteres vivo, porque queria-te todo, queria-te para mim, sempre. Precisava que não precisasses de mais nada, nem de mais ninguém. Tenho ciúmes, não de forma distorcida, apenas num formato que me deixa a querer mais do que tenho já, porque até te tenho todo.

Já sei a diferença. Já percebi o que distingue uns de outros. Já sei do que são feitos uns quantos amores, porque não são feitos de nada, têm muito pouco e são capazes de coisa alguma.

Bastou-me saber de ti. Bastou-me conhecer-te e sentir-te, para saber que o que tive nunca poderia ter-me chegado. Bastou-me amar-te como o faço já, e acredito tê-lo feito sempre, para entender que és tu quem tem o que preciso. És tu quem me dá o que nem peço e quem me vê como faz sentido. Eu contigo, nós no lugar que nos pertence e tu a seres o que já entendi, o homem da minha vida.

23.3.16

Existem mulheres assim, sábias, diferentes!

Shine by Babak Fatholahi


Existem mulheres que nunca serão compreendidas, que terão vindo com uma marca que as deixa marcadas e que apenas encontrarão um lugar, um tempo e paz, enquanto se esconderem de todos!


Caminhos paralelos, realidades que se cruzam, mas que ninguém parece reconhecer. Sorrisos fechados em lábios que muitos desejam beijar, mas que não têm sabor, não o que lhes passaria os sabores do mundo, aquele onde estiverem a viver.

Existem mulheres que não respiram o mesmo ar, que parecem ter chegado do nada, partindo quando ninguém olha, e regressando quando todos ainda dormem os mesmos sonos que matam os sonhos e que rasgam os desejos de quem se atreve a desejar mais. Existem mulheres assim, incompreendidas, com olhos que sabem ver para lá de qualquer olhar. Existem mulheres que nem as outras mulheres conseguem aceitar, porque trazem uma aura de cores que as cores não reconhecem. Elas estão por aqui, contam mais do que muitas contarão e transformam, para melhor, o que não se percebe mesmo quando se torna tão perceptível, que ignorá-las será provar os medos que o medo maior provoca. O de não entender e o de não saber tocar quem nos toca.

Ter uma pele que não envelhece. Uma sabedoria que perdura e um coração que não sabe magoar, faz destas mulheres seres que a luz reflecte para quem quiser olhar. Ter todos os males curados, as dores sanadas e as legendas em qualquer "filme" que muitos terão que ver, uma e outra vez, faz destas mulheres seres que deveríamos manter por perto, entendendo que terão que ser mesmo assim...

22.3.16

Quando me sinto testada!



Quando me sinto testada e cada vez que a minha pele se arrepia perante a minha incapacidade de reagir ao que me chega,  mudo, mudo-me, ajusto as rotas e sigo em frente!


Isto de ser eu e ser a que consegue, a que tem força, a que procura para encontrar, drena cada célula de um corpo que já foi mais e já reagiu melhor. Isto de ter que encontrar soluções, de não me esgotar no que TANTO me esgota, sobretudo nestes últimos meses, porque o decidi assim, porque estou a colher, uma a uma, todas as sementes que plantei, assusta-me e quase que me deixa com vontade de desistir, de me encolher a um canto e parar de respirar.

Não posso, não devo, nem sequer consigo, sofrer mais com a tua ausência, do que já sofres com a minha. Não estou a sentir pena de mim, estou apenas a permitir que a dor que me consome, me recorde do quanto consigo amar-te e de que forma fiquei, de repente e como que por magia, pronta para quem estava pronto para mim e do que ainda me falta ser e fazer para que o que nos faz bem nunca nos doa.

Quando me sinto testada por norma reajo, mas desta vez a tua ausência deixou-me tão ausente, que apenas uma mão, a que sempre se estende para mim quando já não sei o que fazer, conseguiu trazer-me de volta, de lá do lugar para onde vão as almas que padecem do que poucos parecem entender.

Se dúvidas tivesse e nunca as tive, saberia nestes dias de luta desigual, que tu és a metade de mim. Tu és por quem esperei, até quando não sabia que te esperava. Tu vieste e ficaste, no teu lugar, aquele que já te estava destinado e do qual nunca mais poderás voltar a sair. Tu vieste amor da minha vida, para me ensinares como se ama incondicionalmente e de que forma se juntam dois corações para caberem muitos mais. Tu chegaste quando precisava de ti e eu aceitei-te quando te fazia, mesmo, falta.

Quando sou testada, sinto de forma ainda mais forte, que fazes sentido!

21.3.16

O que aconteceu afinal?



O que aconteceu afinal? Para onde foram parar todos os nossos planos? O que mudou em nós e porquê? O que aconteceu ao mundo como o sonhámos? Do que eram feitos os nossos sonhos?

Não sei o que nos aconteceu nem para onde decidimos olhar, agora que deixámos de nos ver. Não sei, nem entendo, os jogos que passámos a usar um com o outro, permitindo que nos fizessem mal e nos magoassem. Não sei o que aconteceu ao amor que me dizias ter, nem a tudo o que já senti por ti. O que aconteceu afinal para que deixássemos de usar as palavras que nos pacificavam os dias?

Mudámos, isso consegui perceber, mas será que nos mudámos, ou que apenas deixámos de querer ser os mesmos, os de antes, quando achávamos que nos conhecíamos? Quando o amor falha, ou nos abandona, quando criamos pensamentos que não se ajustam às imagens, fazemos uma de duas coisas, reavaliamos e adaptamos, ou mais simples ainda, desistimos.

O que fizemos, eu e tu?


Já não nos respondemos, deixámos de querer e de sequer entender. O tempo que o meu necessita para correr, não se compadece com os avanços e recuos que o teu provoca. Os meus lados não reflectem os teus, e de cada vez que escolho escolher, já não estás por perto.

O que aconteceu afinal e quando, não sei, mas decidi que deveria parar de procurar respostas para as perguntas que já não consigo construir. O que aconteceu mudou-nos, eu sei que mudei e que tu mudaste no processo.  O que aconteceu vai levar-nos ao passo seguinte, depois de nos arrumarmos, fechando o que arriscámos abrir. Done and over with!

A falta de ti...


Vazia, sem nada que valha a pena dizer. Sem saber como e para onde olhar. A falta de ti prova-me como estás em mim e porque já não terei forma de te tirar

Não quero deixar de funcionar, mas a verdade é que funciono melhor contigo por perto. Não quero sufocar-me no amor que te tenho, mas amo melhor se souber de ti e se te ouvir o tempo todo. Não quero estar sem as únicas partes do dia que me importam. Não quero e pronto!

A falta de ti faz-me derramar uma torrente de palavras, ou então secar tanto, que nem mover-me quero. Sentir a tua falta deveria ser bom, para me recordar do quanto estamos os dois para ficar. Mas sentir que não sinto se não estiveres, apaga-me a chama, derrete-me a alma e deixa-me a escorrer água em vez de sangue.

Sei bem que não posso estar assim, que não posso parar-me, sufocando o que faço, porque o faço sempre, em primeiro lugar para mim e por mim. Sei que saber de ti me enche e preenche, mas vou ter que aprender a não te ter, quando não te tiver.

A falta de ti meu amor, parou todos os movimentos, gelou-me os membros, sobretudo as mãos, e impediu-me de pensar, de querer e de olhar para além de mim. Fiquei momentaneamente egoísta, sentei-me e recusei-me, a mim mesma.

Não me deixes, não com esta falta de ti!

20.3.16

Olá menina-mulher!




Olá menina bonita, a minha menina-mulher!

Como estás hoje querida? Como está a ser o dia sem mim, sem sentires o que te dou, com todas as palavras de que sou feito desde que te encontrei? Como dormiste, será que o sonho que dizes sonhar sempre comigo, te deixou repousar e te permitiu acalmar esse fogo com o qual quase me queimas?

És a minha mulher, mas carregas tanto da menina que conheci, que quase não consigo dissociar as duas, porque tu até que és duas meu amor. Tu és TUDO de que és feita, com o que ainda não consegui descobrir. Tu és quem tenho e por quem também vou deixando os dias correrem.

Sinto que a forma como te estou a sentir fala por nós os dois. Sinto-te, tão próxima hoje, mesmo que fisicamente longe, como ainda te manterás até que te toque. Até que caminhe por ti toda. Até que te beije cada pedaço do corpo que já tive, não sei quando, nem como, mas tive, só poderia, porque me sabes a um sabor tão real como real é o amor que te tenho.

Olá minha âncora, força que amplia a minha e me deixa superar até o que julgava não poder. Deixa-me provar-te o quanto fazes de mim o homem que sempre fará de ti o ser mais completo, mais feliz e mais bonito, para além de toda a beleza que já te reconheço.

Quero que saibas tudo o que sei de mim. Quero que nunca tenhas fome de mim, porque estarei onde estiveres tu e dar-te-ei, na proporção do que me deres. Quero planear cada dia, com todas as vírgulas e pontos que sempre usas para que se saiba do que falas. Quero que os meus olhos se mantenham a olhar para quem consegui conquistar, mas que me conquistou, muito antes, tão lá atrás que só poderíamos estar, agora e aqui. Eu a olhar para esses olhos de ébano e tu a olhares para o homem que te ama assim.

Olá minha menina-mulher, quero apenas dizer-te que estou contigo, sempre e até quando não estiver!

Amores que o amor quebra!



Amei-te de forma desenfreada, porque te reconheci como a única mulher que poderia ser minha e quis-te tanto, que até me deixei morrer.

Esmeralda, tal como o nome e como a pedra, de um verde que os teus olhos carregavam e que os meus não podiam deixar de ver. Tu foste e serás sempre a outra metade de mim, quem eu amarei enquanto o amor existir, nos outros e pelos outros. Amei-te e desisti de ti por te querer mais do que a mim mesmo. Amei-te e decidi que não poderia deixar de lutar por ti, mas só até enquanto o sangue do meu sangue não se derramasse por mim.

Esmeralda minha cigana linda, mulher que me fez desejar manter todos os amores que o amor conquista. Por ti ando por aqui, como Entidade de Luz, a unir os que arriscam ter quem nunca poderá deixar de lhes pertencer. Sou o protector dos que trabalham incansavelmente, dos que lutam porque amam o que sonham e sonham conquistar o que os fará amar ainda mais, tal como sempre te amei a ti.

Ver-te dançar e sorrir com cada sorriso teu, era o que me mantinha vivo e a amar-te como muitos já serão capazes de fazer. Não morri, não morremos, mantivémo-nos muito para além do tempo como se conhece, porque por ti passei a tocar os que sabem amar incondicionalmente. Os que trabalham afincadamente, sobretudo com as palavras, para que outros possam sentir o que deixaram adormecer.


Por ti meu amor, toquei a alma e as mãos de uma mulher que teria que escrever sobre nós, oferecendo-nos a história que a nossa história criou. Por ti meu amor, levanto a taça de um vinho doce e dou a provar a quem nem gostava de beber, o sabor do amor numa forma e formato que apenas conseguem os que prestam mesmo atenção.

19.3.16

Quem me ensina, quem me analisa?



Nunca deixo que me apontem caminhos que já sei percorrer, não no que diz respeito ao que escrevo, porque o faço, em primeiro lugar, para mim e só depois para os que me recebem em forma de palavras. Não é egoísmo, é algo que me ultrapassa e que vai para além do que compreendo sobre mim.

Escrever é um acto solitário, muito meu, que me chega como uma necessidade tão premente, que ignorá-la seria deixar de me sentir e passaria apenas a sobreviver.

Quem é que me ensina, afinal, a debitar tantos sons, a "despejar" esta torrente de palavras que quase me afoga quando as uso e quando tento, sem sucesso, não o fazer? Quem me analisa, de cada vez que escrevo comigo tão dentro, que pareço ser eu toda? Muitos, já vão sendo muitos, em análises que não sabem fazer, com palavras que não têm forma de se misturar nas minhas, porque o que eu tenho pertence-me até que o deixe ir e me liberte do que não deveria ficar. Quem me lê, será que consegue, da forma certa, perceber como sinto e escrevo? NÃO e eu não queria que fosse feito, que me lessem quando me lêem, apenas que sentissem o que partilho da minha. Queria que usassem, cada palavra, da forma que os enchesse e preenchesse. Que se demarcassem do que aparento ser porque de mim apenas eu saberei. Não queria que achassem que terão forma de interpretar tudo, porque nem eu sou capaz de o fazer. Eu sou a que vai escrevendo quando e enquanto escrever for esta necessidade. Lamento que não estejam em primeiro lugar. Em primeiro estou eu, sou eu, porque decido eu.


17.3.16

Tiveste o meu coração na palma da mão...




Tiveste o meu coração na palma da mão e tiveste-me a mim durante todo o tempo em que me soube dar!


Fui sempre capaz de cuidar da tua alma com o que de melhor sei sentir e fazer. Sempre te falei no amor que o meu reconhecia e nunca deixei nada por dizer. Sempre te mostrei o que tinha e como desejava ter-te, para que soubesses o que fazer comigo e com TANTO. Tiveste sempre o meu coração, mas escolheste deixá-lo ir.

Cheguei a jurar que ficaria onde estava. Cheguei a pensar que nunca deixaria de pensar em ti, mas soube, assim que escolhi saber de mim, que deveria cuidar de quem me cuida e que poderia fazer o que me deixasse em paz comigo e pronta para quem esteja realmente pronto para mim. Por vezes os amores terminam. Por vezes quem ama não se reconhece, não ao mesmo tempo. Por vezes o que fazemos não basta ao outro e acabamos a ter que encontrar o nosso caminho, sozinhos. Por vezes teremos que esperar por mais umas quantas vezes, por outras voltas e por novos despertares. Por vezes nunca seremos nós. 

Talvez não estivéssemos destinados, porque não poderíamos ter permanecido no que não era e no que nunca foi, quando outros esperam, pacientemente, por nos ter, por nos amar e por ter nas mãos o único coração que fará com que o seu bata no ritmo certo.

Na verdade nunca te conheci, nem nunca soube como vieras parar aqui, a mim. Nunca entendi o teu percurso, porque ele não fora percorrido por ninguém próximo de mim. Não tínhamos nada em comum, não desejávamos as mesmas coisas, nem estávamos sequer no mesmo ponto da vida, mas sabia, soube sempre, o que fazer de quem entrasse e me conseguisse fazer sentir o que vale realmente a pena. Soubeste sempre que poderias ir amando, gostando e sentindo, até que te fosse permitido.

Lamento que tivesses deixado fugir o meu coração, porque o tiveste, bem na palma da mão...

Quando sonho!


Chapeuzinho vermelho

Sonhar é o que podemos fazer, apenas nós, à nossa maneira, tirando e acrescentando personagens, sem que qualquer outro possa interferir. Sonhar acordados sobretudo, pode servir de alivio à alma, repondo o que alguém se atreveu a subtrair. Sonhar cura dores gigantes e permite conquistas gigantescas.

Quando sonho e o faço por palavras, chego a tantos, que alguns acabarão, inevitavelmente, por me cobrar o que passo, achando que sonho apenas o que é meu e da forma que o faço ou faria, se todas as palavras fossem minhas e sobre mim.

Vou precisar que apenas se deixem ir, embalados nos sons que vos ofereço, sem demasiadas análises, porque os sentimentos, as emoções e até mesmo as dores, não devem ser sempre entendidas, apenas adaptadas e utilizadas para que vos limpe todos os ruídos externos. Vou precisar que me demarquem do muito que passo aqui, porque não sou assim tão grande, não tenho assim tantos amores e nem sequer sou assim tão infeliz ou dorida. Vou precisar que saibam que amo e sou amada, que tenho dentro de mim alguém que nunca me deixará para trás, porque foi exactamente de lá que me trouxe. Vou precisar que saibam que sorrio grande parte do dia, que rio feliz e tranquila, que danço, movo-me e empurro-me para tudo o que faz de mim a pessoa que irão querer ter por perto. 
Vou precisar que filtrem os milhares de palavras que debito aqui, porque elas são apenas uma parte de mim, aquela que vos permito ver. 

Mais do que a mulher que escreve, para muitos de vocês, serei apenas a mulher que escreve. Sou eu mesma e dessa poucos sabem ou conhecem, mas até quando sonho, consigo que outros o façam comigo e é apenas disso que me alimento!

16.3.16

Amigo de sempre e para sempre!


Não teria forma de te agradecer, mesmo que quisesse, tudo o que tens sido na minha vida! 

Não tenho, ainda, forma de explicar porque manténs as minhas mãos nas tuas, sem as largar quando alguns dos meus amores vieram e foram, quase à mesma velocidade. Não tenho como explicar porque gostas de mim desta forma, mas sei porque gosto de ti e porque sinto que preciso de te agradecer. Nunca me deixas chorar demasiado tempo, sobretudo com pena de mim. e nunca deixas de me picar, com o teu ferrão de escorpião, quando e sempre que estou errada e faço birras. Mas também estás para as alegrias e nas alegrias. Estás onde estou, mimando-me como só tu consegues, com esse coração do tamanho do mundo que já conheço.

Tive que te agradecer porque senti uma vontade incontornável de te provar de que forma o respeito, o meu respeito e admiração por ti, têm servido para que me mantenha sã e em pé, quando me tentaram derrubar. Por ti vou melhorando todos os dias, porque mereces, porque tenho que saber devolver, nem que seja uma ínfima parte de todas as partes de que és feito e me fazes ser. Por ti meu amigo, o maior que tive e mantenho, mudarei rotas, acertarei ponteiros, e tirarei mais uns quantos dias, para que o que lançamos ao mar seja o que ele nos trará de volta, de nós, um com o outro e da felicidade que merecemos ambos. 

Por ti hoje escrevo o que mereces ler, porque és quem eu pedi e porque pretendo manter o que me chegou, de cada vez que me fez falta!

Estou viciada em ti!



Agora que te vejo, agora que os teus olhos acompanham os meus movimentos, os mesmos que te ligam os botões e te recordam porque ainda te recordavas de mim, sei que estou viciada em ti!

Viciar-me em ti aconteceu demasiado rápido. Sei porque razão, tal como sei porque aconteceste na minha vida outra vez. Nós já fomos. Já sorrimos juntos. Já partilhámos sons e gentes e quase que nos tocámos, como teremos que fazer no nosso agora.

Os meus dias correm para ti e por ti. Tudo o que faço tem um horário definido, para que no teu horário sejamos apenas eu e tu. (Até fiz formação em Gestão de Tempo). Nos meus dias o teu nome vem ao pensamento e à boca que ainda irás beijar até que me afogue em ti e contigo. Nos meus dias tu és, sem qualquer dúvida, o homem, o único que poderia ter e que já me pertence. Não duvido de nada que venha de ti. Não rejeito nada que falas e aceito, de forma tão natural, a naturalidade com que me vês e desejas na tua vida. Sinto-te tão intensamente, que por vezes julgo estar a enlouquecer, mas sentir-te é o que afinal mantém a minha sanidade e me impede de recear ficar sozinha.

Não consigo imaginar o que quer que seja sem ti. Não sou capaz, nem de sonhar com a tua falta, porque me fazes arrepiar, tremer e fugir dos medos que me ensombravam antes. Não consigo, nem quero, afastar-te dos meus planos, dos meus lugares, ou das minhas conquistas, porque terás que estar por mim e comigo, toda a minha vida. Eu sei. Eu sinto.

Existem vícios bons, tu és um deles. Lambuzas-me como o faz o chocolate e forneces-me a vitamina da felicidade, aquela que recebo, dobro e dirijo para ti. Estou viciada em ti homem da minha vida, mas isso já tu sabes e sentes. Este vício é um dos que pretendo manter, tal como a ti, porque não te ter não é sequer opção. Obrigada por existires!



Ultimamente nada parece ter o mesmo sabor!



Ultimamente, nada do que gosto de fazer, é feito. Ultimamente, nem as canções de amor me fazem amar mais, ou sequer menos, até porque deixei de as ouvir. Ultimamente, sorrir é o que não me apetece, porque deixaste de me apetecer, e estar assim, como sempre fui, passou a importar tão pouco!


Cantar, dançar, caminhar, ultimamente não está em nada do que estava até mesmo quando sofria de dores reais.

Como pode alguém, quebrar-nos desta forma, até quando sabemos que não podemos viver vidas que não nos pertencem? Como podemos aceitar que nos guiem e que nos levem para onde jamais seremos felizes? Como paramos de ser e de pensar, quando nem mesmo o tempo o faz, até quando o tempo seria tão urgente para tantos?


Não sinto vontade sequer de companhia. Não quero que me falem, que me digam o que já nem oiço, porque ouvir seria aceitar que te perdi, que foste para onde não poderás voltar, porque o decidimos assim. Quando te larguei as mãos e aceitei nunca me teres aceite. Quando escolheste o mais fácil, o que não te daria o trabalho que os amores sempre acabam a dar. Não sinto vontade, já não, de recomeçar, de olhar e ver outro que não quem tinha finalmente recebido. Não sinto vontade de assegurar, aos que me seguem incrédulos, que ficarei melhor e que saberei como recuperar de ti.


Desde que te deixei ir, parei até de murmurar as canções que me entravam dentro e me renovavam nos dias cinzentos, agora todos eles o são, até quando o sol brilha e quase me cega com a mesma intensidade com que parece escurecer-me o coração. Não quero viver sem ti, mas ultimamente já não peço, apenas deixo que a vida siga, porque eventualmente e quando o que quase me enlouquece passar, saberei o que fazer, mas agora quero apenas não querer...


15.3.16

Porque achaste que te bastava?

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Porque é que sentiste que já sabias o que precisavas de mim? Porque foi que me tomaste por garantida, achando que esperaria por quem nunca esperou por mim? Porque usaste apenas o teu tempo, deixando que o meu fosse apenas o meu, como se ser eu importasse pouco?


Tanto que tenho aprendido sobre relações, partilhas, entregas e tudo o que envolve quem se quer mesmo envolver. Tanto que já percebi sobre quem, realmente, não consegue ter dimensão, nem vontade e nem sequer capacidade de se mover, porque a fazê-lo ainda descobriria quem nunca conheceu. Tanto que já lamentei ter-te incluído, mas apenas para perceber que teria que te ensinar algo, e que no mínimo ficaste a saber que como eu apenas eu mesma e que nunca mais voltarás a ter quem já tiveste.

Porque é que achaste que te bastava querer, desejar, impor e depois mandar fazer? Porque achaste que para me manteres no teu coração, apenas terias que o deixar bater? Porque é que não me perguntaste de que sons eram feitos os meus porquês?

Voltemos à unilateralidade das coisas, a tal que deixa muitos de nós a achar que somos os mais importantes, que o mundo gira à nossa volta e que apenas basta o que queremos, para que o queira o outro. Voltemos ao egoísmo instalado, às dores que se infligem, tentando que doam apenas aos que estão do outro lado de nós. Voltemos às voltas que a vida dá, quando do nada, quem rejeitámos é aceite e acaba a instalar-se para ficar.

Não sei quem te magoou, mas uma vez que não fui eu, e que não consegui que entendesses que apenas eu te poderia entender, deixei que te deixasses ir e foste.

Lamento que vás lamentar ter-me perdido, mas apenas por ti, porque eu passei a querer bem mais do que alguma vez me poderias dar. Lamento, mesmo, que nunca vás recuperar o que as tuas mãos largaram, porque agora sou apenas eu e quem finalmente me passou a amar como eu o sei fazer.

Não sei porque achaste que te bastava entrar de rompante para que eu me rendesse. Mas o que continuo sem saber mesmo, é porque continuaste, depois do final que te impus, a achar que serias grande o bastante para que te continuasse a ver.

No final de cada "filme" aparece uma palavra que define tudo, mesmo para quem esperar algo mais, ela é simples, descomplicada e definitiva, tanto que apenas teremos que a ler e aceitar, porque ela significa isso mesmo FIM!

Trabalhar com prazer, é...

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Trabalhar com prazer, é o que muitos ainda não concebem, nem são capazes de imaginar. Mas a verdade é que tudo o que fazemos com prazer, dá realmente prazer.

Os meus dias são longos, algo doridos, sobretudo as pontas dos dedos (agora tive que me rir), no entanto nunca desisto de prosseguir no caminho da satisfação pessoal, que está, obviamente, aliada à profissional.

Gosto do que faço, não, vou corrigir, AMO, o que faço, sou apaixonada pela minha capacidade de criar, e sei que nunca poderia ser apenas uma mulher, "normal", sem nada que me elevasse, diáriamente. Gosto de me superar, de chegar mais longe, de conseguir o que antes apenas via no papel, na tal lista de desejos que sempre compilei a actualizei.

Trabalhar com prazer deixa-nos de sorriso aberto, mesmo quando nos arrojamos de cansaço. Nada parece suficientemente difícil quando sabemos o que estamos a fazer e porquê. Tudo parece compensar, de cada vez que os resultados chegam. Trabalhar com prazer não é para todos, porque nem todos conseguem ver o que fazem como algo que os pode estimular, mas sim como uma "carga de trabalhos", arrastando-se como lesmas, ou como qualquer outro animal igualmente nojento, até ao lugar onde, por norma, passam mais de metade dos seus dias. Triste!

Há muito que decidi, quando ainda nem sabia muito bem o que queria de mim, e se o que considerava um talento seria válido, que nunca desistiria de momentos que se encaixassem em todos os outros, e que fizessem o que faço valer a pena. Há muito que sei que preciso de prazer para dar prazer, e que se for feliz no que faço, manterei os outros mais felizes, ou pelo menos a acreditar que a felicidade é atingível.

Já estou a ouvir uns quantos a "gritarem" que nem sempre é possível trabalhar no que se gosta, eu vou reservar-me o direito de discordar, porque dá trabalho reajustar, e decidir. Dá trabalho mudar o que mesmo nunca nos tendo agradado, foi o que sempre conhecemos. Meus amigos, ser feliz dá trabalho, mas garanto que compensa!

14.3.16

Como se pode?

Como se pode, como é que se consegue, não ser e não dar, ao outro, o que temos, tão nosso, tão único, que só fará sentido, se fizer sentido para o outro?

Como poderia, eu, magoar quem amo, não considerando o que precisa para ser feliz? Como poderia, em algum momento, não desejar que o desejo de mim o inundasse, tanto, que não precisasse de nada mais ao redor? Como poderia, não ter por missão, insuflá-lo de todo o amor que venho a construir, para que o amor que virá dele se junte ao meu?

For The Broken Ones, The Sad Ones, The Ones Who Are Falling Apart.  By Kristin Diversi...Rebelle Society:
Feelme/Como se pode?


Como se pode deixar de pensar em quem apenas pensa em nós?

Amar até poderá ter muitas definições, uns quantos lugares comuns e muitos debates associados, mas por mais voltas que acabemos a dar, amar será sempre a única forma de cuidar, incondicionalmente, de quem nos ocupa o órgão mais importante do corpo.

Como se pode não entender que apenas juntos, a percorrer os mesmos caminhos, se terá forma de construir o que irá permanecer?

Ter alguém que nos encha de sonhos a mente, e nos percorra o corpo com sensações que nos recordem do quanto deveremos estar vivos, nesta vida, faz com que tudo valha a pena, e que até as distâncias, os pisos mais instáveis e o céu mais negro, tenham um olhar diferente, uma alternativa que mais ninguém parece vislumbrar, e o alento que NADA terá forma de quebrar. Ter alguém que saiba o que somos, como sentimos, amando-nos da forma certa, da única, confere-nos poderes que se apoderam até dos mais "fracos". Ter alguém, do lado, ao nosso lado, não impedirá as catástrofes naturais, mas torná-las-á menos destruidores, destruindo o que ameaçar destruir-nos.

TANTO que posso, ainda, dizer sobre o que me move, a cada dia, TANTO que NUNCA, JAMAIS, poderei entender quem se permita calar, afastar e recolher da única "coisa" que realmente vale a pena ter e sentir. Se podes e consegues não me amar, perda tua, descuido teu, daqueles que pagarás com quantas vidas acabares a viver.
TANTO que poderia ainda perguntar, mas só me ocorre uma, a única, que até te poderia ensinar algo, a que afastarás, uma vez mais, mesmo que a faça, mas que vou mesmo assim fazer -  como se pode, como podes tu, desistir de mim?



13.3.16

Do que é que preciso?

www.AmandaBasteen.com Wedding Photographer  S - Forehead kiss. Sweet/Tender. Show's a softer side.:
Feelme/Do que é que preciso?Tema:Sentimentos!
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Preciso que precises de mim, que me sintas com toda a energia de que te alimento, depois de já ter recebido a que me cabia!

Do que é que preciso? De ti, do que representas, do que ainda me podes trazer, mas preciso, mais do que tudo o resto, que nunca deixes de precisar de mim. Precisei, sempre, desde que me lembro por pessoa, de que "me" soubesse ver e querer, sem cobrar o que nunca me tornei. Eu sou desta forma, com todo o "trabalho" a que isso me obrigou, e só preciso que o saiba a pessoa que se tornou tão importante quanto eu sou já .

Do que é que preciso quando não estás? De ti, sempre de ti, porque quando não estás, és, quando não te vejo, sinto-te, e enquanto não és apenas meu, tenho-te da forma que me faz falta, e que nos acrescenta, aos dois.

Esta vida, é um dar e receber, e tudo o que aprenderes, deves ensinar, porque o que criares à tua volta, fará do teu espaço um lugar melhor. Nesta vida deves retirar as lições que te servirão na próxima, para que não tenhas que recomeçar, uma e outra vez. Nesta vida deves procurar o que tens que sirva realmente, porque apenas mais um, deixa o copo pouco mais que meio.

Eu sei do que preciso, soube sempre, até quando estive QUASE a desistir de esperar por ti. Sei porque mo lembras de cada vez que me lembro de ti. Sei porque nunca arrisco, deixar para trás, quem terá que continuar no único percurso que estou disposta a fazer. Sei porque saber faz de mim a pessoa certa, para a pessoa certa que és tu. Sei, porque se não o soubesse já, não te teria desta forma, com esta pele, e com todo a alma que a nossa alma reconhece.

Do que é que preciso? De ti meu amor, primeiro de ti, depois de ti, e até que não haja mais vida que eu conheça, ainda e sempre de ti!

Pensamentos!


Saber como termina...

Feelme/Saber como termina...Tema:Relações!
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Saber como termina! Não sabia sequer se começaria. Não tinha ideia se seria possível, mas o desejo, esse permanecia e manteve-se até que chocarmos um com o outro, nos trouxesse de volta à realidade!

Sentia a tua falta antes mesmo de saber que eras tu e que seria por ti que todo o meu percurso estava a ser feito. Sinto a tua falta até quando te olho. Sinto a falta do que ainda nem sei que posso ter contigo. Sinto a tua falta amor, porque me fazes a falta que os outros não deixam ficar.

Não sei como terminam os amores que começaram antes dos pensarmos. Não sei como se termina com o que nos deixa tão vivos, tão próximos, e tão prontos, porque terminar seria deixar de ser, por isso voltei ao ponto de onde nunca deveria ter saído, aquele em que determinava o que queria e corria ou voava, se preciso fosse, até lá chegar. Voltei a acreditar que existe alguém que nos está destinado, e que quando essa pessoa chega, nós chegamos a "casa". Voltei a perceber que tudo o que faço só poderá, realmente ser feito, se estiveres "", à minha espera, e voltei a receber quem nunca deveria ter saído da minha vida.

Agora já sei como termina cada dia, porque começa da mesma maneira, contigo. Agora encaixo, cada peça que tinha deixado solta, no lugar onde terás que estar tu. Agora sorrio quando olho para trás, para o que deixei seguir, porque só poderiam ter ido, só poderiam ter desistido, porque apenas assim terias chegado.

Terminar mesmo, só as horas que prolongamos mais do que é humanamente possível. Terminar mesmo, só cada beijo que iremos repetir, porque depois de um, virão todos os outros que as nossas bocas pedem. Terminar, meu amor, apenas eu contigo e tu comigo, até ao último dia das nossas vidas!

12.3.16

Deixas-me apreensiva!

Photograph *Don´t forget about me* by Verwunschlicht by Mel Pozuelo on 500px:
Feelme/Deixas-me apreensiva!Tema:Relações!
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Os medos, os tais que, supostamente, somos nós que criamos, são alertas, sinais vermelhos, e por isso prestamos atenção, e retraímo-nos de cada vez que os sentimos!

Os nossos medos são comuns, porque nós somos muito parecidos, e padecemos dos mesmos males. Os nossos medos refletem, sobretudo, a incapacidade de nos imaginarmos, um sem o outro. Eu não te quero perder, digo-o, vezes sem conta, e tu não o repetes, tanto quanto deverias, mas ficas na defensiva, fechas-te, e deixas-me apreensiva.

Não era suposto melhorar, com o passar dos dias? Foi o que perguntei, mas a tua resposta foi pronta -  NÃO, só piora, porque quanto mais te conheço, mais te quero na minha vida, e quanto mais te quero, mais medo sinto de não te poder ter.

O que se faz, quando o que aparentemente fazemos, não basta ao outro, não o deixa tranquilo, e não o assegura de que viemos para ficar? De que forma se muda a forma como nos olham? Por onde se começa para que não termine, rápidamente?

Eu penso, repenso e analiso o que te passo, acredito que até o faço bem, mas sei que não te basta, que a forma como eu estou formatada, te impede de me veres por inteiro. Ajustes, esses terão que ser prioritários, incluidos, rápidamente, porque eu também já não me imagino sem ti. Os dias deixariam de o ser, se já não o fosses tu. Eu preciso que me sintas até quando não digo nada, preciso que sossegues, e que me sossegues, porque somos ar, eu, e fogo, tu, por isso é que te activo só por te querer. Eu preciso da tua segurança para estar segura, e que a minha vontade de ti te prove que o que somos, chega.

Deixas-me apreensiva, sempre que não percebes que tudo o que penso, digo e faço, é sobre ti, e por ti. Deixas-me apreensiva quando não te consigo parar, porque se o fizeres, sentes-me, e percebes-me. Deixas-me apreensiva quando te permites esquecer que sou sempre eu, a mulher que reconheceste.

10.3.16

A que distância estás, mesmo?




A que distância estás, mesmoA que distância te sinto e qual é a real? Aquela que nos impede de sermos juntos o que já conseguimos afastados, ou a que nos falta?

Não te posso pedir que estejas aqui quando preciso, não fisicamente, não com o toque que todo o meu corpo reclama, mas estás bem mais perto que muitos e por vezes quase que te consigo ver sorrir, talvez porque sorria eu de cada vez que penso em ti. Não te posso pedir que me afagues os cabelos e me beijes a face, enquanto me entrego, inteira, sem reservas e sem precisar do que precisam os outros, apenas de ti. Não te posso pedir que me ames mais, apenas o bastante, tal como já fazes agora e que te mantenhas assim, a querer o que quero de ti e de mim.

A distância que me convinha era aquela em que estarias sempre e todos os dias, apenas para mim e comigo, desejando da forma mais egoísta que reconheço, que fosses apenas meu. A distância que deveria ser permitida entre nós, não é certamente a que temos hoje, mas já nos aproximámos mais, bem mais. A distância a que estou de saber quem és e porque te quis toda a minha vida, já foi bem mais longa do que é hoje. A minha distância nem sempre é igual à tua, porque nos sentimos de forma diferente, tal como não desesperamos, felizmente, nos mesmos dias. A distância a que eu precisava de estar de ti neste preciso momento, era a que me permitisse cheirar-te, tocar-te, beijar-te e amar-te como eu tão bem sei fazer.

Já estivemos TÃO longe, tanto que até desisti de pensar em ti. Tanto que achei que nunca mais te veria. Tanto que até afastei as memórias, as que criámos todos, quando éramos muitos, bons, felizes, e disponíveis.

Não me importa demasiado a que distância estás agora, penso que são pelo menos 6,000 quilómetros, o que me importa mesmo é a que distância te sinto e essa é bem menor, garanto!

Pensamentos!


9.3.16

Olha para este lado!



Olha para este lado, para mim, porque preciso de te ver e até posso prometer que te vou tratar bem.
Não olhes só para a frente, não apresses o passo, deixa-me ver-te, sabes que és linda, até quando ficas com esse ar seguro que quase me mata de desejo e me tenta para que corra até ti, mesmo arriscando uma bofetada.

Passas e sinto-me estremecer. Não vês ninguém, mas não és altiva, és apenas indiferente e vives num mundo onde ninguém parece caber. Passas e eu fico doido para te gritar que me ofereças um sorriso, apenas um. Passas com esse teu corpo que tem um caminhar elegante e com o qual abanas, de forma quase generosa as ancas que gostaria de poder rodear.

Olha para este lado, por favor, porque eu pareço estar sempre no canto errado. Nunca acerto por mais que corra e pareça ter chegado cedo. Olha para este lado desta vez, sem os óculos que protegem os olhos que não têm cor, não para mim, não ainda. Não sei como são, mas só poderão espelhar o que passas e não apenas para mim. Olha para este lado, para mim, apenas para mim e vê-me. Vê de que forma te olho e desejo. Vê quem está aqui, mesmo que do lado errado.

Sei bem que sabes que és bonita. Sei que te sentes confiante e que nem arriscas passos errados do cimo desses saltos que te alongam a figura. Sei que estás bem contigo e que não precisas que eu precise de ti. Mas também sei que apenas preciso que olhes para este lado e me vejas. Depois, depois eu tratarei da forma como irei tratar de ti.

Será que vai ser hoje? Será que voltarás a passar, na minha hora, à mesma hora? Será que serei apenas eu a esperar que olhes para este lado?

Respostas, procuro-as sempre!

Feelme/Respostas, procuro-as sempre!

Dúvidas, incertezas, palavras sem sons, nada disso me serve ou qualifica!

Prefiro, mil e uma vezes, uma certeza dolorosa, um NÃO, escancarado, do que um sim que poderá nunca chegar. Eu sei que quem pergunta o que não deve, ouve, muitas vezes, o que não quer, mas pelo menos terá respostas.

Eu procuro as respostas, sempre que me fazem falta. Sou um ser pensante, mas que também age. Procuro pelo que me acrescenta e muda os dias, sobretudo se for do outro lado de mim, da pessoa que vou querer ter ao meu lado.

Eu perguntei-te quem eras, o que querias de mim, e até onde estavas disposto a ir. A tua resposta foi:

- A lugar nenhum. Quero apenas querer-te, assim, desta forma confortável, onde e quando me apetecer.

Na dúvida perguntamos, certo? Certíssimo. Tu respondeste porque não havia nada mais a fazer, e porque não te deixei fugir.

O que esperar, de alguém que nos ouviu dizer não? Que se mantenha cego e determinado numa conquista que nunca será a sua, ou que desista? Essa resposta, todos nós a sabemos dar. O que se pede, recebe-se, claro e simples.

O que esperar de quem esperou até se cansar, e decidiu que teria mais vida para além daquela que lhe negavam? Que fazer, a quem simplesmente acabou por seguir viagem, não olhando mais para trás? O que mudar depois de nos termos recusado à mudança, perdendo quem valia a pena?

"Tu" sabes responder a cada uma, sabes o que senti, e o que deixei morrer quando me fechaste as portas. Tu sabes que me perdeste, e eu sei que ouvi o que precisava para seguir em frente. Nenhum de nós se perdeu nas perguntas, porque eu disse que não iria esperar, e tu disseste que não estavas pronto para mim.

E se me tivesses apenas desejado?


Dreamy Mt. Tamalpais State Park Engagement Photos | BrittRene Photography:


E se a vontade que sentias de mim tivesse apenas continuado, sem mexer muito, sem nada fazeres, deixando ir o que eu até achava já não existir? E se apenas me tivesses desejado sem nunca me procurar e sem nunca saber se te poderia também eu desejar?

Acredito que devemos, sempre, procurar por quem nos procurou, algures, num qualquer tempo que será certamente o nosso. Acredito que não basta querer, as águas não podem ficar apenas paradas, de contrário acabam a passar os cheiros errados. Acredito que quando queremos, MUITO, conseguimos, porque se o que sentimos e sabemos, muito antes de saber o outro, for genuíno, será bem-sucedido.

Se eu te tivesse pedido, assim, da forma que és mesmo, certamente não seria tão bem atendida, mas a verdade é que vieste, que te instalaste e que me arrebataste. Estás no sítio certo, no único momento da minha vida em que fiquei tão pronta, tão capaz, e tão desejosa de que me pertenças, que teria que ser este o resultado.

Os medos que sinto agora são outros. O de te perder. O de não ter tempo. O de não te saber amar como precisas. Todos os outros deixaram de existir, porque sei que me vês, sempre viste, e que eu te vejo mesmo que feche os olhos. Deixei de ter medo de permanecer sozinha, de ser usada, de me manter confusa e alheada dos outros, tu chegaste e provaste que só poderia ter sido desta forma, durante todo este tempo e passando por tudo o que passámos ambos.

Que bem que me sabe ter sido procurada e encontrada. Que bem que me sabes tu, a cada dia. Que bem que me sinto por não me teres apenas desejado...

Depois da euforia!

Feelme/Depois da euforia!


PRONTO! Depois da euforia já podem respirar, tranquilas, já puderam vestir outra pele, por 1 dia, mostrar do que são feitas, quando vos permitem, soltando toda a inércia a que vos obrigam nos restantes dias do ano!

Será que conseguem ver o disparate que a celebração do dia da Mulher envolve? NÃO, claro que NÃO, "é o nosso dia", dirão muitas. Dia de quê, desculpem lá?

Não quero ser má, nem revolucionária, mas sou das que nunca afasta os cabelos de um dos lados da cara, para tapar o outro. Eu gosto de ver com ambos os olhos, na mesma direcção, de contrário seria estrábica. Gosto de saber ao que vou, o que faço aqui, e sobretudo, gosto do que conquistei, desde que passei a ser A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA.

Um dia,um miserável dia para ser, alegadamente, feliz e olhada? Não, obrigada!

Precisamos de ter importância diária, respeito e dedicação mútuos. Precisamos que nos vejam como indivíduos e que percebam, não só os nossos companheiros, o papel essencial que temos na condução desta sociedade apodrecida, adormecida, demasiado moralista, mas sem qualquer moralidade.

A mudança começará sempre em nós, e por nós, por isso de cada vez que nos destituímos da nossa intervenção e contribuição, passamos a ter apenas "isto", um dia para celebrar.

Não me levem a mal as mulheres que o fazem por puro divertimento e quebra de rotina, porque eu estou apenas a apontar, o dedo acusador, às que nada fazem, todos os dias das suas vidas. Perceber que  apenas se contentam com uma guia de marcha, assinada por alguém com mais PODER, mesmo que lhe tenha sido oferecido de bandeja, deixa-me triste, e desapontada.

Eu gosto de ser Mulher, gosto de tudo o que envolve o nosso Universo, e respeito-me, demasiado, para aceitar migalhas. O meu mundo será sempre o que eu fizer dele. Façam a vossa parte também, pelo bem de todas!

8.3.16

O "tal" dia...



O dia da Mulher! Ele vai chegando, todos os anos, no mesmo dia, e em apenas um que óbviamente não bastará para que percebam, todos, nós incluídas, que não é disso que se trata, que não estamos a celebrar um grupo corajoso que pagou caro o arrojo, estamos a banalizá-lo, e a usá-lo como desculpa, sorteando uns quantos brindes e estando em lugares diferentes, para muitas, apenas UM DIA POR ANO.

O dia da Mulher meus amigos, não é "isto", não pode ser, e eu recuso-me a celebrar o que me faz, verdadeiramente pensar, no que ainda não somos, no que ainda não temos, e no que ainda não nos concedem, sim, porque se trata disso mesmo, temos que continuar à espera que generosamente nos permitam ser o que afinal até já deveríamos ser.

É, para mim, sempre algo triste, ver que algumas mulheres preparam este dia, apenas porque lhes é concedida uma ordem de soltura, agarrado-se à ilusão de que são o que sempre desejaram, e recusam as grilhetas que lhes foram colocadas assim que se atreveram a responder "SIM", no suposto primeiro dia do resto das suas vidas.

Tão pouco que ainda se caminhou, tão pouco que se fez por mudar o que já todos sabemos estar errado, tão pouco que se olha para o que deve ser visto, diáriamente. Não vos vou passar factos, nem números, apenas o desejo maior, de que olhem um pouco mais por cada uma, para que beneficiemos, as restantes, no colectivo, conseguindo o que já deveria ter chegado.

Não vamos precisar de morrer nem de ser mortas, não teremos que queimar nenhuma roupa interior para que nos considerem, mas teremos, rápidamente, que mudar o nosso próprio comportamento, para que ensinemos aos outros como queremos e devemos ser tratadas. Devemos isso às mulheres que não têm voz, nem rosto, porque até estão cobertos. Devemos isso às nossas filhas e filhos, para que se respeitem e amem da forma certa, porque quando recebemos alguém no coração, só poderemos desejar que tenha TUDO o que merecemos nós mesmos.

Hoje é o dia em que me sinto particularmente envergonhada, por não ser mais, não ter mais e não conseguir que mais mulheres tenham o seu lugar na sociedade. Hoje é o dia em que gostaria de não ser celebrada, porque existe muito pouco ainda por celebrar. Hoje é o dia em que receio, ainda mais, que andemos para trás e passemos a aceitar o inaceitável.

7.3.16

As coisas que ainda tenho para fazer...




As coisas que ainda tenho para fazer são muitas e não parecem diminuir, porque a cada dia surgem mais umas quantas que me entusiasmam e movimentam por dentro. As coisas que ainda tenho para fazer, dão-me a energia que necessito para manter esta certeza de que só fará sentido andar por aqui, desta forma.

Não aceito pouco. Não quero experimentar apenas alguns sabores, quero e exijo-me, saber ao que sabem todos os outros, para que possa construir-me e reconstruir-me de forma bem mais consistente.

Este mundo, tudo o que tem à volta, aqui, ali, para além do que consigo ver, mas até antecipo, dá-me uma alegria que recuso tirar dos lábios. É em cada parte dele que quero estar, mesmo que não o faça fisicamente, mas terei que encontrar forma de ir para lá do que tenho, no meu cá diário e que me deixa nesta revolução interior. Não me sei sossegar, não o bastante para apenas me sentar quieta, sem ter mais, sem ser mais, sem desejar muito mais.

As coisas que ainda tenho para fazer, parecem agigantar-se, tal como o faço eu, comigo e com os que entram para ficar. Nunca fui de aceitar, de crer sem ver, de ir sem voltar e de padecer de males que não reconheço. Nunca fui de aceitar o que os outros levam e tomam como certo, porque eu quero os lados que o meu lado tem, quero que me oiçam até quando não falo e quero que me sintam como eu sei sentir.

As coisas que ainda tenho para fazer, serão feitas, sou eu que me prometo de cada vez que acordo, quando me levanto e recomeço. As coisas que ainda tenho para fazer, são tudo do que sou feita, em cada pedaço de corpo, de pele e de memória.

Algumas pessoas esperam uma vida inteira apenas pelo querer e pelo juntar de peças que lhes permitam voltar ao início. Eu esperarei mais metade da vida que ainda me resta, para conhecer o que tanto desejei e que sinto agora correr em mim, porque sei do que sou capaz para que o ainda tenho para fazer seja feito!

Como te vejo!

The problem is not the intensity of your love, but of the quality of people you are loving.:
Feelme/Como te vejo!


A forma como te vejo, agora, não é muito diferente da que imaginei, e rápidamente, percebi que serias muito mais do que talvez consiga entender!

Eu sei que não me dou demasiado, e que espero muito pouco, mesmo querendo tudo a que tenho direito, e que ter-te, neste preciso momento e lugar, tem-me virado e revirado o mundo, mas para melhor.

Tu fazes-me pensar, fazes-me olhar-te, incluir-te e redobrar os cuidados, porque se te magoou, dói-me, se te deixo perturbado, perco o chão, e se te falho, falho-me a mim, duas vezes.

A forma como te vou vendo, que significa basicamente, conhecer-te, deixa-me de alma cheia, com vontade  de te incluir ainda mais, de te arrebatar ao mundo e de ficar contigo, a cada segundo, sempre, e para sempre.

Afinal podemos manter a esperança nas relações, porque existem pessoas que ainda vão sabendo o que querem, como e com quem. Podemos parar, alguns de nós, de temer que a outra metade nunca chegue, porque ela existe e é possível encontrá-la, ou no meu caso, ser encontrada. Afinal o que por vezes romantizamos, faz sentido, porque haverá, algures pela nossa vida, e ainda nesta, quem seja igualmente sonhador, e quem nos queira ver felizes e completos. Afinal olhar e ver mesmo, sentindo quem nos começou a sentir, é um exercício natural e realista.

Já percebi que te tenho, que não posso duvidar que já fazes parte de mim, e que estaremos, ambos, no nosso futuro. No entanto também antevejo algumas viagens, muita coordenação, ajustes e reajustes, mas sem duvidar de que é esta a forma, e que tudo o que queremos para o outro, sobrará para cada um, dando-nos o que por vezes receámos pedir, mas que nunca deixámos de desejar.

Agora já te vejo como és mesmo, o homem por quem esperei toda a minha vida!