As coisas que ainda tenho para fazer...




As coisas que ainda tenho para fazer são muitas e não parecem diminuir, porque a cada dia surgem mais umas quantas que me entusiasmam e movimentam por dentro. As coisas que ainda tenho para fazer, dão-me a energia que necessito para manter esta certeza de que só fará sentido andar por aqui, desta forma.

Não aceito pouco. Não quero experimentar apenas alguns sabores, quero e exijo-me, saber ao que sabem todos os outros, para que possa construir-me e reconstruir-me de forma bem mais consistente.

Este mundo, tudo o que tem à volta, aqui, ali, para além do que consigo ver, mas até antecipo, dá-me uma alegria que recuso tirar dos lábios. É em cada parte dele que quero estar, mesmo que não o faça fisicamente, mas terei que encontrar forma de ir para lá do que tenho, no meu cá diário e que me deixa nesta revolução interior. Não me sei sossegar, não o bastante para apenas me sentar quieta, sem ter mais, sem ser mais, sem desejar muito mais.

As coisas que ainda tenho para fazer, parecem agigantar-se, tal como o faço eu, comigo e com os que entram para ficar. Nunca fui de aceitar, de crer sem ver, de ir sem voltar e de padecer de males que não reconheço. Nunca fui de aceitar o que os outros levam e tomam como certo, porque eu quero os lados que o meu lado tem, quero que me oiçam até quando não falo e quero que me sintam como eu sei sentir.

As coisas que ainda tenho para fazer, serão feitas, sou eu que me prometo de cada vez que acordo, quando me levanto e recomeço. As coisas que ainda tenho para fazer, são tudo do que sou feita, em cada pedaço de corpo, de pele e de memória.

Algumas pessoas esperam uma vida inteira apenas pelo querer e pelo juntar de peças que lhes permitam voltar ao início. Eu esperarei mais metade da vida que ainda me resta, para conhecer o que tanto desejei e que sinto agora correr em mim, porque sei do que sou capaz para que o ainda tenho para fazer seja feito!

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