24.3.16

Corri, apressei-me, mas adiantou muito pouco...


Os meus dias já eram completamente devotados a ti, ao que representas para mim e a tudo o que me proporcionas, até deixarem de ser, porque nada pode ser tomado por garantido. Nenhuma parte de nós deve ser sobrevalorizada, ou diminuída, porque teremos dias, sobretudo eu e tu, em que não nos conseguiremos ter. Nesses dias, ainda não sabia eu, ficarei vazia e mesmo que me apresse, nada adiantará porque não estarás lá, nem aqui.

Não posso esperar que corra sempre bem, mas já estava a ser tão bom. Já conseguia sentir-te, tanto e tantas vezes, que nunca esperei pelo que me esperava, desta forma quase cruel. Não deveria querer demasiado, deveria saber proteger-me, mas não quero, nem consigo. Quero querer-te da mesma forma ou mais ainda.

Hoje meu amor, corri tanto, apressando-me numa pressa que de pouco me adiantou, mas porque acreditei que estarias onde estás sempre e que me iria alimentar de ti, bebendo de cada palavra e som, sugando cada sentimento carregado dos "amo-te" que nunca paramos de nos oferecer um ao outro. Hoje foi tão pouco e durante tão pouco tempo, que me soube ao que não reconheço. Teve um paladar amargo, cheio de tudo o que o nada me ofereceu. Hoje, mais de 96 horas depois, o que ouvi veio com sons que não chegaram ao lugar certo e que não conseguiram preencher o vazio que se instalou. A ser um teste, chumbei. A ser um teste, percebi que sem ti nada tem sal, nem sequer mel. A ser um teste, descobri que assim não consigo ser eu!


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