31.5.16

Pensamentos!


Quem sou...

Feelme/Quem sou...


Quem sou, neste momento da minha vida, já me deixa poucas dúvidas, mesmo que duvidar faça parte de um ser inquieto como eu. Quem sou, de cada vez que novos desafios se avizinham, nunca cessa de me surpreender, mesmo que entenda saber, à partida, o que farei e como. Quem sou, quando o homem que desejei chega, sou eu mesma, em cada palavra, toque e olhar, porque só sei ser assim.

Confesso que por vezes sinto um medo gelado, de mim, porque o meu sofrimento nunca se agudiza, não o bastante, para que me mate por dentro. Morro em pedaços pequenos, mas apenas para voltar a viver, no minuto seguinte, porque é de viver que gosto e é na vida que encontro o que me deixa mais capaz de continuar.

Quem sou, para os outros, dificilmente será quem reconheço. Eu sei que dou o que posso, apenas quando entendo poder fazê-lo, e que me recolho, demasiadas vezes, para me desnudar apenas comigo. Isto de sermos transparentes, e passíveis de leituras esclarecidas, deixa-nos com uma liberdade condicionada que nos enfraquece cada músculo que queremos duro, e pronto para as batalhas.

Quem sou depois de já ter sido tanto, permite-me sorrir até quando chorar seria mais fácil. Quem sou, depois de "ti", já não é, nem poderia ser, a mesma de lá atrás, porque contigo veio bem mais do que esperava. Quem sou, hoje, terá que melhorar amanhã, porque no final de cada dia, estarei eu mesma, por aqui, na vida que vou escolhendo, e com quem necessitará, sempre, de mim.

Quem sou, eu, será que chegaste a saber?

Pensamentos!


Pensamentos!


30.5.16

Ninguém!

Feelme/Ninguém!

Ninguém, mesmo ninguém, consegue encher cada pedaço de todos os pedaços que tanto me custaram juntar. Ninguém sabe, em todos os momentos, o que sinto, o que penso e desejo para além dos meus desejos, aqueles que até incluêm alguém. Ninguém me impede de sentir que estou apenas eu, neste mundo e lugar, e que terei que ser eu, por mim e comigo, o tempo todo.

Onde quer que eu vá, por onde me deixe ir, estarei EU. Onde escolher caminhar, vendo o chão que terá que o continuar a ser, porque serei eu a caminhar, nele.

Será que sabe bem poder desligar? Será que ainda terei, nesta vida, uma outra vida que me saiba cuidar? Será que conseguirei que me ouçam, sem falarem, sem carregarem o que já carrego, eu, há muito? Será que TU ainda chegarás a tempo?

Ninguém sabe, tal como não saberei eu, por vezes, o que me ensombra, e até onde consigo ir quando me forço, mesmo, a ir. Ninguém entende, não ainda, talvez porque não o saiba permitir, o que me dói quando sinto dor, o que me magoa quando deambulo, "descalça" no chão que não é o meu, e o que me mata por dentro, de cada vez que falho entender quem não se entende, quem apenas anda, e caminha, devagar, numa falta de pressa que impede de ir, de chegar e de ter.

Quando será que alguém me fará mudar de ideias, e onde está esse ninguém pelo qual ainda espero?

Pensamentos!


Pensamentos!


29.5.16

Boa noite!

Feelme/Boa noite!


Já não me dizes boa noite. Já não sei a quem te agarras, nas noites que prolongávamos, nós,  para que o nosso tempo, aquele que parecíamos precisar, sempre e cada vez mais, não passasse. Já não sei a quem beijas, quando beijar-me parecia encher-te e preencher-te.

Não sei onde estás agora, agora que preciso, tanto, de ti. Não sei para onde vão tantas lágrimas, as minhas, que embrulho na almofada que já não cheira a ti. Não sei se existe alguém, neste mundo, que sirva para mim e que me dê, tal como tu, e os teus sorrisos, um boa noite, que traga para os dias o que me manteria. Não sei, se sabes tu, a falta que me fazes, sobretudo de noite quando me dizias - "boa noite meu amor".

Nunca viste de que forma desabei. Nunca sentiste o que eu senti, realmente, quando te ouvi dizer que não era eu, não ainda. Nunca soubeste, o que apagaste, e como me tiraste o chão que percorria por ti e contigo. Nunca saberás, não enquanto eu souber carregar a força que me carrega, como apagaste a minha chama e me deixaste a morrer.

Onde quer que estejas, e a quem quer que digas boa noite, eu estarei, ainda, por aqui, apanhada na tristeza com a qual me alimento do que deixei de ter, a pensar em todas as noites que alimentam as minhas. Para onde quer que o teu rio corra, o meu oceano não terá forma de saber se vem de ti, se está com a mesma força, e se carrega as mesmas águas.

Boa noite meu amor, sou eu, apenas eu, que pareço não saber como deixar de precisar de ti quem te diz, baixinho, sussurrando a vontade que manterei de te manter, ainda aqui.

Pensamentos!


28.5.16

Pensamentos!


Pensamentos!


Pensamentos!


Já alguma vez amaste demasiado?

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alguma vez amaste muito, demasiado, sem retorno e com mais dor e desalento associado, do que com sabores que nos permitem mesmo saborear? Já te fizeram sentir o pior dos seres, quando e enquanto sentias ter encontrado quem precisavas? Já te impediram de dormir e de sonhar sonhos que a alma reproduz de cada vez que o coração ama?


Todos nós, em algum ponto das nossas vidas achamos ter chegado até ao "tal", reconhecendo-o, mesmo que em primeiro lugar. Todos nós já fomos amados e não correspondemos, não quisemos ver o óbvio e apenas continuámos em frente à espera do próximo, na esquina seguinte. Todos nós já estivemos onde era suposto, achando que amávamos e éramos amados na proporção certa. todos nós procurámos pelas palavras que nunca chegaram.

Já alguma vez amaste demasiado? Sim, já. Já amei alguém, TANTO que fiquei sem saber usar as palavras certas, e por vezes até me permiti usar as erradas, dizendo o que nos magoou a ambos. Já tive, vezes de mais, necessidade de ser a estrela, a única e de embelezar o centro, não pelo que aparento, não decididamente, nem sequer pelo meu exterior, mas por tudo que acabo a desejar da outra metade de mim. Já percebi que todos, sem excepção, têm importância e merecem um lugar diferente dos outros, porque será apenas o seu. Já percebi que o mundo é um lugar ENORME, no qual cabemos TODOS e podemos, TODOS ter aquilo para o qual fomos feitos. Já aprendi a aplaudir mais e a abraçar quem só me poderá abraçar de volta, cuidando-me porque cuido e ouvindo-me porque sei escutar.

Já alguma vez amaste demasiado e não foste amada de igual forma? Sem qualquer dúvida, mas não gostei do sabor!

27.5.16

Quando alguém tem e consegue!

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Feelme/Quando alguém tem e consegue!


Quando sentimos, do nosso lado, do lado certo, alguém que tem e consegue, oferecer-nos, respeito, apoio, e colo, vivendo, connosco e por nós o que vale a pena partilhar, acabamos mais cheios, e mais capazes de entender o que fazemos por aqui. Quando alguém tem a coragem de nos assumir, e consegue, provar-nos porque somos nós, TUDO o que vivemos depois disso passa a ser a única vida possível. Quando sentimos que mudamos pedaços, mesmo que pequenos, de pessoas que se agigantaram para nós, a nossa missão, a existir, cumpre-se.

Preciso de tão pouco, a cada dia, mas de tanto, de ti, que acredito estar a fazer o que me cabe, para que continue a fazer o que consigo. De cada vez que me analiso, aprendo mais umas coisas, sobre mim. Quem sou, de que forma me construo, e o que carreguei daquela que teve que evoluir para não parar o que importa verdadeiramente. Sei, agora bem mais, que o que preciso faz o sentido que lhe der, e que não será sempre o mesmo, não pode, nem deve.

Eu mudo, mudo-me, mas já não apenas por mim. Eu deixei de fazer sentido, sozinha. Eu deixei de contar, apenas comigo. Eu deixei de ser apenas eu, num percurso que comecei, mas que pretendo manter.

Quando alguém tem e consegue, quem entre, alguém que fique e entenda, então entender passa a ser o que se faz bem. Simples? Não sei, mesmo que me pareça.

Pensamentos!


23.5.16

O que faz o teu mundo girar?

Feelme/O que faz o teu mundo girar?Tema:Pensamentos!
Imagem retirada da internet

E para que lado gira afinal, este mundo, como o conhecemos? O que nos leva a segui-lo, ou a interromper o ser curso, parando-o, aparentemente, por breves segundos, porque nos outros imediatamente a seguir, voltará, implacável até nós?

O que faz girar o teu mundo? O que te deixa capaz de dar todas as voltas que as voltas permitam? O quê, ou quem te faz acordar, pronta, a desejar que o teu desejo inunde quem desejas, da única forma que te leva e trás de volta?

Haverá sempre quem mexa connosco, quem nos mova para os lados, empurrando-nos para a frente, de mansinho, e impedindo-nos de recuar, de cada vez que recuar se torne mais fácil. Haverá sempre, do lado certo, daquele que conseguimos ver e aceitar, a única pessoa que nos torna únicos.

O que faz o mundo girar somos nós, a nossa vontade, a capacidade de sermos, termos e darmos. O que faz o mundo girar é o amor que nos temos e que passamos para quem nos ama. O que faz o mundo girar é o tempo que gastamos a melhorarmo-nos, a entendermo-nos, e aos outros.

Tu mudaste o meu. Tu fizeste-o girar ao contrário. Tu ensinaste-me, com toda a tranquilidade de que não sou feita, que o meu mundo só fará sentido se estiver no teu. É assim que o quero a girar, para o teu lado.

Pensamentos!


Pensamentos!


Pensamentos!


Pensamentos!


22.5.16

Ver-me...

Feelme/Ver-me...Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet


Pareces estar. hoje, a ver-me, pela primeira vez!

O teu olhar está bem dentro de mim, mas ao mesmo tempo tão distante. O teu medo, aquele que faz ampliar o meu, de me perderes, assusta-me, mas passa-me, de alguma forma, a certeza de que é comigo, ao meu lado, e no meu futuro, que te queres manter.

As noites são cada vez mais longas, quando não estás, quando não estamos, um no outro. As noites, aquelas nas quais não me sentes, não fisicamente, levam-nos a arrastar as dúvidas, e a desejar, mais ainda, que possam ter-nos, aos dois, sempre e para sempre. As noites em que me mostras, sem quaisquer máscaras, que eu sou a mulher que te deixa mais homem, têm um luar diferente, mesmo que sem lua.

Este amor tem um formato que nenhuma forma entende. Este amor parece ter sido desenhado, comigo e contigo. Este amor é aquele pelo qual esperámos, noites e dias, a fio. Este amor, o nosso, é o que vamos manter, mesmo e até que olhar seja apenas o que nos resta.

Eu seria louca se te deixasse ir. Tu serias inconsequente se não me mantivesses, perto, tão perto quanto te sinto agora, sentindo o teu respirar que se mistura com o meu. 

Ver-me, mesmo, hoje mais do que antes, é o que estás a fazer, talvez para que te consiga ver de volta!

Pensamentos!


21.5.16

3,000...


Feelme/3,000...

Incrível!! Já são 3,000 posts, em 4 anos de aventura literária. Davam uns quantos livros, se me faltasse a inspiração.

Nunca sei muito bem sobre o que vou escrever. Nunca planeio nada, até que me sente e olhe para o ecrã do meu computador. Nunca espero nada, porque eventualmente, algo acabará por chegar e ficar.

O que alguns falham entender, na maioria das vezes, é que não sou "só" EU no que escrevo, nem sou "sempre" EU, no que escrevo. Eu sou escritora, ou autora, como preferirem, e por consequência fantasio, crio, e invento. As palavras, essas, terão SEMPRE o meu cunho e formato, o que levará a interpretações personalizadas.

Pensem assim, quando estão a ler um romance de um qualquer auto (não vou aqui publicitar nenhum), focam-se na história, no enredo e nas personagens, não em quem escreveu, achando que estará a retratar experiências pessoais. Assim sou eu. Quando escrevo, debito palavras e sentimentos que, poderão, até ser comum a outros, e certamente que são, mas que não passam por mim. Imaginem se vivesse tantas vidas quantas as que retrato. CARAMBA!

Que venham mais 3,000. Que eu não me pare e consiga manter-me fiel a mim e ao que sinto. Que vocês, cada um dos que me lê, continue a acompanhar-me, incentivando-me a dar-vos o que afinal até consegue mudar alguma coisa. As palavras têm poder e é com elas e por elas, que movemos céu e terra. Amamos desenfreadamente. Desistimos de nós, e dos outros, chorando até secarmos por dentro. As palavras têm sons que mais nada consegue. As palavras forçam-nos a mover, a continuar. As palavras, no meu caso, é o que vos posso oferecer, esperando que, de alguma forma, vos enriqueça.

Obrigada!

Jardineiro da alma!




Sei que és tu que cuidas de mim como se de um jardim se tratasse. Sei que me alimentas e mimas de forma delicada, mas tão determinado que me limito a florescer, conquistando todas as cores que nos mudam os dias e ampliam o desejo de ficarmos como estamos, juntos, nesta vida e nas que se seguirão. Sei, porque passei a senti-lo tão forte, que negá-lo seria negar-me que tu és quem reconheci e que por ti iria até ao inferno, regressando mesmo que tentassem impedir-me. Sei, soube sempre que apenas alguém como tu se encaixaria em alguém como eu.

Preciso de tão pouco desde que te tenho. Sou tão mais mulher, de cada vez que te olho. Passei a entender, com tanta clareza, do que falamos, assim que a tua pele roçou a minha. Sou, afinal, tão capaz de me deixar ir, cuidar e amar, que ser quem sou passou a ampliar o que sinto por ti.


És de quem preciso ao acordar quando me começo a abrir para o mundo, e ao deitar quando o mundo volta a ser apenas tu. És quem escolhi, porque  és da cor que as minhas cores reflectem. És quem me mantém muito para além dos meses que já não preciso de contar, porque finalmente chegaste.

Livres até para amar!

Feelme/Livres até para amar!


A minha liberdade, e a tua, vem passando, também, e bem mais do que tudo o resto, pelo amor que sabemos acumular, deixando-o nascer e desenvolver, como se de um filho se tratasse, e espalhando-o como uma era verde, gigante, para todos quantos o conseguirem ver, e aceitar. 
A minha liberdade, tal como a tua, está na capacidade de receber o que tão a custo me passaram. O respeito pelo que sou, pelo que sonho e quero para mim, não descurando quem também anseio e preciso de ter ao meu lado. 
A minha liberdade, a nossa, tornou-se tao adquirida, que por vezes me esqueço de lembrar o que já nos faltou, e o quanto, agora, do “nada”, vou onde quero, sou o que decido construir, e chego onde o meu coração mandar. 
A minha liberdade permitiu-me escolher-te, tendo-te nas escolhas que fizemos ambos, amando-te, livremente, e sentindo que serás o que for eu, e que estaremos, da mesma forma, e com os mesmos direitos.

Gosto de gostar de ti, assim, livre, sem grilhetas emocionais, apenas eu mesma, com tudo o que sou, e o que conseguiste ver. Gosto de não precisar de máscaras, de apenas sentir, de te sentir, dando-me como sempre desejaste, e recebendo o que tanto esperei conseguir. Gosto, da forma como crescemos, eu e tu, num amor que nos recorda, a cada dia, que podemos continuar a ser, um e outro, mas nós, de forma mais completa, numa mistura que sempre nos chega quando o coração está cheio.


Os teus dias!

Feelme/Os teus dias!

Os teus dias, meus amor, são todos aqueles em que, eu, o homem a quem fazes feliz, te vê acordar, determinada, forte e de um sorriso que ninguém arranca, mas que para mim é diferente, mais natural, e tão real que nunca me atrevo a duvidar, por um segundo que seja, do amor que me tens e terás.

Sempre te conheci em controlo, de ti, de nós, da forma como a nossa vida deverá ser vivida, usando tudo o que és e que eu aprendi a ver e a entender. Sempre te tive como uma mulher, a única mulher, que me saberia liderar, levando-me para onde vou, sempre, de mansinho, obedecendo ao teu olhar e ao toque que me arrepia, porque sei que me pertences.

Existirá um dia para os esquecidos, para os que se recusam ver quem lhes povoa os sonhos que ainda arriscam sonhar acordados. Mas eu uso-o, apenas e só, para te mimar mais um pouco, para te acordar, sim, porque neste dia, no teu, e o de todas as mulheres que vão mudando, de forma inteligente e quase indelével, o mundo no qual quero continuar a viver, sou eu que te acordo, não com flores, não com presentes, porque desses vou-te enchendo, sempre, mas com tudo o que te deixa mais tu, mais bonita e mais para mim. 

Acordo-te para te dar um banho, para te lavar, não do amor que temos, mas da noite na qual nos amámos mais ainda. Acordo-te para te perfumar, ajudar a vestir, e oferecer o sumo que dizes só eu saber fazer. Acordo-te para te lembrar, mais uma vez, que tens o que me esforço para manter, e que no teu dia, aquele que te recusas festejar com outras mulheres, aquele em que dizes ser ainda mais importante que eu esteja por perto, porque como homem, deverei saber como propagar tudo o que me vens ensinando, pareces precisar, ainda mais, de mim.


Adoro-te mulher da minha vida!

20.5.16

Pensamentos!


Não paro de tentar!

Southern California fine art nude photographer http://LinneaLenkus.com|MYDARKBABY|MYDARKBABY|MYDARKBABY|MYDARKBABY|MYDARKBABY|MYDARKBABY|MYDARKBABY|MYDARKBABY}:
Feelme/Não paro de tentar!


Não quero prosseguir sem ti. Não sei como o fazer, já não, por isso escolho não parar de tentar.

Eu sei que te dei o meu melhor, mas também sei que tenho mais, que consigo, ainda, encontrar outra forma de nos mantermos assim, eu e tu, juntos.

Não quero as dores que me trespassam a pele e a carne quando te imagino longe, distante do mundo que passei a imaginar contigo. Não quero parar de te querer, quero deixar para trás o que não funcionar para nós. Quero que a vida se mantenha, acesa, em movimento, capaz de nos surpreender e fazer sorrir. Quero o som da tua voz, o toque suave da tua pele e os beijos, longos, e meus, quando os recebo. Quero querer-te, assim, e mais ainda, provando-te que és tu e que tens o que me faz falta.

Não paro. Não desisto. Não me escondo, não agora, porque deixou de ser possível.

Quando nos ouvimos. De cada vez que falamos, mesmo que dos outros, sentimos, bem dentro, que estamos, um para o outro e que se nos reencontrámos, então iremos manter-nos. Quando falamos, com as vozes que o outro reconhece, tudo parece ficar no lugar certo, mesmo que não esteja. Quando, nos poucos silêncios, o nosso respirar se reencontra, fazemos sentido. Quando estamos, eu e tu, tudo o resto deixa de contar, mesmo que conte.

Não paro de tentar, não consigo parar de te ter. Não vou parar de tentar, até que peças, e assim mesmo, terá que ser muito, com todas as tuas forças, para que eu acredite.

Pensamentos!


19.5.16

Olá a ti!

Feelme/Olá a ti!Tema:Cartas de Amor!
Imagem retirada da internet


Olá meu querido,

Não é para ti esta carta, porque não a irás ler. É minha, para mim e comigo em cada palavra, porque preciso de me deixar sair, preciso de me ler para perceber o que faço por aqui e de que forma ainda me mantenho, estóica e a sentir-te assim.

Acabei a lembrar-me de ti, do que foste, não para mim, porque nem eras muito, mas do que tinhas para teres, ainda, o que senti hoje. Acabei por perceber, sem muitas dúvidas, o que me levou até a ti, e o que me trouxe de volta. Acabei por acabar com o que não conseguias, porque já te arrastavas, inseguro, assustado, sem margem para te manobrares mais, sem saídas nem reservas. Acabei por perceber que não basta amar, não serve ter quem nos sirva, quando os tempos e lugares não bastam. Acabei por me deixar ir, e que bem me soube o teu sabor, mesmo que os nossos corpos não tenham sentido tudo, afinal não houve tempo.

Tudo voltará ao ponto em que estávamos, ambos, antes de sermos eu e tu. O meu espaço, o que ainda consigo construir para mim, esteve apenas sossegado, a dar-te o que tinha, meu, gratuíto, sem gastos, porque apenas gastei tempo, mas usando-o bem. A minha vontade de ti impediu-me de dormir, mas vou fazê-lo agora, porque voltar a casa é isto, é estar aqui onde estive sempre, apenas eu.

Não estou a lamentar nada. Não estou à procura de culpados, Não me estou a deixar cair, porque o trabalho de me levantar seria apenas meu e cansa andar cansada. Estou apenas a reafirmar, e a confirmar, a mim mesma, que terminou o que talvez nem tenha sequer começado. Estou a deixar que deixes de te sentir responsável. Estou a despedir-me, apenas isso.

Para ti, de mim, como sempre fomos, apenas um. Apenas um lado. Apenas eu. Um até breve, numa outra escolha.

Lou


Pensamentos!


UAU!!

I <3 Gingers


Quando achas que sabes tudo. Quando pensas que até consegues identificar sentimentos, vem daí e pimba!

As pessoas são feitas de vivências, de tempos que não se encaixam, sempre, nos nossos. As pessoas trazem bagagens das quais não se libertam, por não saberem como e mesmo que te deixem segurar numas quantas, as que lhes dizem muito, as que as levariam a chegar a outro lugar, essas, não as largam. As pessoas são elas mesmas, e não mudarão por ti, mesmo que tu sejas, quem, aparentemente, precisariam de ter.

Não sei porque ainda me espantam. Não entendo porque me atrevo, em alguns dias, talvez naqueles com mais sol, a acreditar no Pai Natal. Não sei porque caminho, regra geral, no lado contrário da estrada, evitando a carneirice que bem analisada, nos impede de andarmos perdidos. Mas assim mesmo, prefiro ser obstinada, na minha determinação. Eu quero à minha maneira, porque os outros já me provaram que da deles, não vai, não resulta, e não adianta.

Uau para mim que me deixei encandear. Uau quando sempre soube que não se pode olhar para o sol, porque basta senti-lo. Uau para a minha capacidade de manter o sonho para além da realidade, porque ela às vezes é bem cruel. Uau para tudo o que ainda terei que fazer, porque não se recomeça sem ter começado.

Here we go again!

Pensamentos!


Mesmo que o tempo leve tempo...

sleepinsidemysoul: “ this…..her words purposely silent because they are no where near as important as holding on to each other is ”:
Feelme/Mesmo que o tempo leve tempo...


Mesmo que estejas para lá do que eras, hoje, o tempo será meu aliado, e certamente que acabará a correr para o meu lado. Mesmo que o tempo leve, demasiado tempo, e que eu acabe, como comecei, apenas eu, eu sei que aprenderei a aceitar, que sou a que terá que me bastar, a que se apanhará, do chão, e a que ficará, quando todos os outros se forem...

Tive, sempre, o meu coração, comigo, no lugar certo, pronta para estar, pronta, para ti, quando chegasses. Tive, alguma inocência, e desejo de ser desejada, por mim, quando nunca poderia ser possível, não assim, porque não sou apenas eu, não me tenho, apenas a mim, para que sintas que o teu lugar sempre foi "este". Tive, desta vez, por uma vez, a abertura que te permitiu ver para além do que mostro, e não serviu, não chegou.

Tudo tem uma fórmula, um encaixe, e um tempo que se encontra, com o outro, se nos soubermos encontrar, se o que vivemos e sabemos, chegar para além de nós. O que se parte, até se pode colar, juntar, peça a peça, mas os danos serão sempre visíveis, a recordar-nos, a cada olhar, que já foi da forma errada. Podemos, sempre, tentar, insistir, esperar e acreditar, mas não podemos, nem eu, nem tu, somar o que apenas se subtrai, multiplicando o que sempre nos dividiu.

Mesmo que o tempo leve tempo, o amor que sinto, por ti,  ficará mais suave, mais arrumado, a permitir-me acreditar que irei sobreviver, porque desistir, para mim, para nós, nunca foi opção. Não de nós, não dos nossos, apenas do que parecia ser o que não teria forma, não agora, não neste tempo, e nunca nesta vida, de ser o que quisemos acreditar. Mesmo que o tempo leve tempo, eu vou perceber porque te quis assim, e porque não te soube manter.

Pensamentos!


16.5.16

Para onde vão os corações?




Para onde vão os corações que perdem os únicos corações de que precisam?


Ninguém sabe, e ninguém explica, de que forma começamos a sentir pulsar o único órgão com poder para mudar tudo o resto, aqui e em qualquer outro planeta ou forma de vida. Ninguém sabe porque nos escolhemos, e como conseguimos manter, para além das lutas, do desespero e até das quedas, a pessoa que nos completa os dias, mesmo quando os deixa vazios e a parecer que nada importa ou faz sentido se não estiver.

Não sei para onde vão os corações que permanecem sozinhos, os que nunca encontram a sua metade, se é que a metade existe mesmo. Não sei porque esperamos tanto, ou desistimos de esperar, se o que acabamos a sentir nos deixa incapazes de explicar o que todos, em qualquer momento dos seus momentos, deveriam ser capazes de sentir. Não sei porque és tu, porque me sentiste a mim e porque ambos, no nosso percurso, precisamos que seja assim e não com outra pessoa qualquer. Não sei explicar porque me deixas a querer-te como apenas eu pareço conseguir. E não sei, não ainda, como iremos prosseguir num caminho que mais ninguém parece entender, mas que para nós faz tanto sentido como fará sermos nós e andarmos por aqui.

Para onde te sentes e imaginas a ir, quando do teu lado está quem muda tudo e te permite sonhar para além dos sonhos que aprisionas para que ninguém os possa roubar? Para onde, e até onde estás disposta a ir, se o que tens agora ainda não te bastar? Para onde foste, quando já parecias saber do que afinal apenas agora chegou? Para onde olhavas quando ainda não vias nada?

O meu coração tem um lugar, um destinatário e uma razão para bater. É para ele e por ele que pretendo continuar, porque apenas faço sentido enquanto tiver em mim e comigo, quem me faz sentir assim.

Nunca soube...

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Feelme/Nunca soube...Tema:Relações!
Imagem retirada da internet

Nunca soube, porque nunca me disseste, que antes de mim estivera quem afinal acabaria por ficar. Nunca soube, porque tiveste medo, ou porque, talvez, tenhas achado que eu a tiraria da tua mente, arrancando-a do único lugar onde sempre estivera. Nunca soube, não poderia, porque não há como estar, no sítio errado, sendo a pessoa menos certa num coração que apenas tem lugar para uma, de cada vez.

Não sei se fingias, se te forçavas a querer-me, ou se apenas esperavas. Não sei quando me reconheceste, e se alguma vez o foste capaz de fazer, mesmo que me tenhas dito, vezes sem conta, que era eu, que me querias e que precisavas de precisar de mim, assim. Não sei onde falhei, para que lado olhei, para não estar a olhar para o que deveria ter, mesmo, visto.

Se mandássemos, cada um de nós, no que queremos realmente, talvez os finais fossem mais felizes, mais fáceis de carregar, antecipando o que só poderia chegar. Se mandássemos, tu e eu, teríamos cruzado outros caminhos, porque o que fiz não bastou, e o que me deste, acabou por me doeu, bem mais. Se mandássemos, se pudéssemos mostrar, ao outro, que somos quem lhes serve, nada do que digo e sinto agora seria o que estou a dizer de forma tão dolorosa.

Nunca soube, e talvez nunca saiba se terá sido melhor assim, afinal acabei a ter o que recordar de cada vez que me recordar de ti!

Pensamentos!


Não se pode. Não nos deixam!

Yulia Gorbachenko : Amazing Colorful photography:
Feelme/Não se pode. Não nos deixam!



Chegamos a um momento na vida, em que parecemos não ser capazes de fazer, o que quer que seja, sem que outros lugares, pessoas ou situações, se interponham. Muito provávelmente, nunca fomos autónomos, decisores, não a cem por cento, de nós e dos nossos desejos, mas quando a idade avança, outros valores se levantam.

Os dias deixam de ser nossos. as vontades, dos outros, parecem sobrepor-se, de cada vez que sentimos vontade, de nós. As noites assustam, porque os acordares já não são tranquilos, nem previsíveis, se é que alguma vez o foram. Tudo parece ser mais importante e urgente e já nem respirar, de forma compassada, se consegue.

Não se pode. Já não posso, dizer que quero desta forma ou de outra, porque não depende apenas de mim. Não me cabe, apenas a mim, escolher, fazer, ou simplesmente deixar de querer. Não deixam, já não me deixam, seguir o que planeei, lá atrás. Já não se importam com o que me importava, e acabo a ser, apenas, um ser igual a todos os outros.

Não se pode, porque já não nos deixam apenas ser. Não se pode, apenas sentir, usufruir, e fugir, para bem longe, não levando nada nem ninguém. Não se pode, mesmo que se lute, deixar para trás quem não acrescenta, não envolve e não permite que se seja, que eu seja, o que afinal sempre acreditei que era.

Evolução? Inevitabilidade? Não sei o que responder, talvez apenas perdas.

15.5.16

Para mim é assim...

.red curls.  I think if I paint this it might take 75 glazes to capture her glorious skin.:
Feelme/É assim...Tema:Me!
Imagem retirada da internet

Para mim e por mim, o que faço, sinto e desejo é assim, MUITO, FORTE, INTENSO. Para mim, que me sei de cor, mesmo quando as voltas da vida me levam a dar voltas ao contrário e mesmo que caia, sei que terei que me levantar, rápidamente eu mesma, para que ninguém se assuste demasiado. Para mim, ser eu assim, chega a ser mais do que pareço aguentar, mas eu aguento. Para mim, amar quem me chega, quem consegue entrar e ficar, é o que saberei fazer bem, numa entrega que só fará sentido por fazermos ambos sentido.

As razões, as questões, as dúvidas, todas e cada uma serão e virão sem que tenhamos muito para controlar. Mas eu, por ser assim, não perco a esperança e sorrio mesmo que a chorar, bastando que o sol brilhe, que a música certa toque e que o meu coração, o que está preenchido, me preencha.

Estou mais "crescida" e madura o bastante para entender, de uma vez por todas, que algumas coisas jamais poderão ser minhas. Estou consciente e preparada, para uma viagem nova, ao teu lado, sabendo que serás comigo, o que preciso, mesmo que o recuse. Estou diferente, algo castigada, com dores físicas que reagem intolerantes à dor que se propaga emocionalmente. Estou mais dura, mais preparada, mas sei que perdi o melhor, o que tinha de inocente, quando acreditava que me bastava acreditar e pronto, ficaria assim...

Para mim gora será assim. Agora será, outra vez novo e diferente. Agora aceito e percebo que tenho que me aceitar, assim!

14.5.16

Estou vazia!



Estou vazia, sem alma e perdida, porque me deixei perder. Estou a perceber que até o que escrevo deixou de ser meu. Não sei para onde fui, quem é esta mulher agora, mas certamente que já não é a mesma. Estou vazia porque passei a deixar-me ir em sentimentos que poderão até nem ser os meus.


É mecânico. É frio e pouco natural. Deixou de ser apaixonado e apaixonante, deixei de ser eu!

Nunca me apaguei, não antes, não desta forma e nem sei porque o faço agora. Nunca foi tão pouco colorido, mesmo que negro, mesmo que sofresse, chorasse e gritasse sem sons. Nunca me deixei sem sabor, porque tinha sempre algum que identificava. Nunca parei de querer mais, da única forma que conhecia, com um desejo que me alimentava e transformava nos sonhos que queria sonhar. Nunca esperei parar de esperar e ao ires-te, fui-me eu também.

Pode ser que o tempo volte. Pode ser até que a minha veia e alma regressem, mas nunca mais serei eu, porque me deixei ir, porque desisti de mim e do que me incendiava num fogo bom.

Estou vazia, sem as músicas que dançava até que dançar fosse eu mesma. Estou vazia do que conheço, porque sempre me conheci, mas agora, no meu agora, restou muito pouco.
Quem sabe gritando e correndo mais veloz, não me reencontro. Quem sabe parando o que parecia ter iniciado da forma certa, não me tenho de volta, porque esta, eu, está vazia...

Não importa...

Feelme/Não importa...


Não importa quem perdeste, o que passou a ser menos, pior, ausente, o bastante para te manter longe, de ti, porque o que importa, mesmo, é que não te percas do que vieste fazer!

Gostava de te poder dizer, com toda a serenidade que o teu amor me trouxe, que serás, sempre, demasiado importante para mim, e que terás, de mim e por mim, o que vivemos, juntos, mesmo que não o bastante. Gostava de te poder tocar, mais uma vez, de te olhar, com os olhos que conhecem os teus, mas sem lágrimas, apenas num calar tranquilo, para me recordar do que me recordava de ti. Gostava de conseguir perceber porque te quis tanto e mesmo assim te deixei ir.

Não importa, não agora, que não tenhamos conseguido seguir, prosseguindo com o que pensámos ser o bastante, usando os motivos que faziam tudo o resto ser, certo, seguro, e inevitável. Não importa, não para mim, e certamente que já não para ti, que sejamos incapazes de nos continuar a amar, porque nos amaremos sempre, da única forma possível, com um formato que talvez ninguém consiga entender, mas que para nós e connosco será o que se encaixa. Não importa que não me consigas ler, que as minhas palavras já não falem do que falava, tantas vezes, por ti. Não importa que afinal nunca me tivesses conhecido, porque já não precisarás de o fazer. Não importa que eu tenha desistido, da dor que a tua dor me infligia, porque teria que parar, tu terias que sair da parte de mim que não controlava.

Eu sei que ficarás, de alguma forma, comigo, com o que levarei para dias novos, com um outro no horizonte. Já não nos sentimos, nem ouvimos. Já não falamos, horas a fio, do tudo, e do nada de que era feito o nosso amor. Parei de sonhar contigo, de acordar e adormecer a querer o que nunca foste capaz de querer. Roubei, memórias, desejos, e sonhos. Roubei-me, a mim mesma a capacidade de continuar, mesmo que derrubada, mas sei que teria que ser assim. Sei que depois de ti, teria que haver mais, melhor, meu, para mim.

Não importa, não agora, porque já desisti, e porque desta vez já não dói.

13.5.16

Para mim és tudo o que me faz falta!





Para mim tu és a pessoa, a minha pessoa. Para mim tu tens tudo o que preciso e até o que achava não me fazer falta. Para mim, e apenas por tua causa, sei que o amor que carregas me consegue carregar durante o tempo todo. 


Os que se nos entram. Todos os que chegam como apenas é possível para a metade que a nossa metade reconhece, imprimem um sabor que mais ninguém iguala e é por isso que me deixas da forma certa, porque és mais do que o muito que sempre esperei. Tu és quem me segura, na certeza e nas incertezas de que são feitas as relações, mesmo as que têm muito amor. Tu, para mim, serás no amanhã, melhor, mais, muito mais do que és já. Tu, homem da minha vida, voltas e revoltas cada pedacinho de tempo e caminho que agora são também teus. Tu, és quem lutarei para manter, pelo menos enquanto lutares, por mim.

Para mim, o que já percebemos, foi traçado, lá atrás, por "quem" sabia, muito bem, o que estava a fazer!

12.5.16

Inevitabilidades!

"In her eyes, the sadness sings— of one who was destined, for better things.":




Inevitabilidades! Que palavra carregada e difícil de pronunciar, mas ela é mesmo a representação do que não conseguimos impedir de acontecer e há tanto que acontece a cada segundo e que nos deixa sem sabermos por onde ir.


Era inevitável que retrocedesses, porque alguns navios são demasiado grandes, com percursos que levam a mares tão remotos, que apenas os mais duros resistem. Era inevitável que o choque da tua realidade, com a minha, fosse o equivalente a uma avalanche de neve. Era inevitável que o que sou, o que tenho e carrego, na vida que eu escolhi, te abafasse e impedisse de respirar. Era inevitável a nossa diferença em todas as semelhanças que carregamos ambos.

As inevitabilidades vão acontecer até mesmo quando tentamos muito. Por vezes as pessoas encaixam-se e levam, com todas as suas forças, para o sítio aparentemente certo, o que tê ambos, mas inevitavelmente nem sempre basta. Não basta querer. Não basta ser determinado. Não basta olhar e ver mesmo. Não basta sermos apenas nós, quando existem outros.

Inevitabilidades! Fazem parte de todo o nosso processo evolutivo, ou apenas existencial. Perceber que não controlamos nada, sobretudo sentimentos, torna-nos, inevitavelmente mais humanos. Eu sei que fiquei.


11.5.16

Dores que ficam!

Sueños, Citas, Pensamientos, Quotes y Reflexiones. Búscame en Facebook: https://www.facebook.com/almade.colores.1:
Feelme/Dores que ficam!Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Quais são as dores que ficam?

As dores que ficam  deixam-nos lições demasiado duras, daquelas que nos fazem questionar tudo o que já construímos, mas que certamente virão com um propósito, resta-nos saber qual!

As dores que um filho carrega, de cada vez que o temos que "carregar", o que deverá ser, inevitávelmente sempre, levam-nos a perguntar se o que fazemos será, mesmo válido, ou se o que escolhemos representar, no final de cada etapa representará apenas NADA.

Nunca sabemos se falamos o bastante, se amamos o que lhes chega, se mostramos, com actos o que representam para nós, e se seremos, nós mesmos os certos, os pais que escolheriam se lhes fosse permitido escolher. Nunca sabemos o que parece chegar para que estar do lado certo, chegue. Nunca sabemos se saberemos, realmente o que fazer e como. Nunca seremos o bastante, isso é um facto.

Algumas dores, as de alma e que se propagam velozes para um coração que parece não conseguir suportar tudo, transformam-se em dores que ficam e que arriscam deixar a fronteira sem delimitar coisa alguma. Algumas dores não se explicam, apenas se sentem com uma intensidade castigadora, fustigando qual vento gelado o corpo que já desejávamos tranquilo e sanado. Algumas dores nunca serão suportáveis, porque o que sai de nós permanece em nós, até que o que somos deixe de o ser. Algumas dores, como aquelas de que padecem os nossos filhos, poderão deixar num vazio que nunca mais conseguiremos preencher. Algumas dores, serão apenas as dores de quem ama alguém bem mais do que a si mesmo...