4.7.16

E se eu saltar?


E se eu saltar, será que me seguras? Será que me posso confiar, toda, a ti?

Ter confiança em quem nos passa a certeza de que o que diz e sente é real. Saber que quem nos olha, bem dentro dos olhos, está  a ver o desejo que faz crescer apenas por existir. Perceber que é possível voar, indo tão longe quanto queiram ir connosco. Ser capaz de começar por algum lado, aceitando os braços que se abrem para nos acolher. Dar o salto, juntos, até ao lugar que se tornará o centro de nós mesmos.

Estarei a querer demasiado, sonhando com o que apenas existe em mim? Estarei a encurtar passos, quando deveria ser capaz de esperar mais?

Tenho esta vida para viver. Tenho-me a mim para satisfazer e fazer feliz. Tenho o tempo que consegui juntar e agora vou usufruir dele, sem reservas, saltando sem medos, porque lá, no lugar onde acabarei a aterrar de pés, estará o chão que preciso para parar de precisar.

Salta também, permite-te a fé que deixaste fugir e corre, porque a caminhar estiveste este tempo todo e não foste a lugar algum. A resposta à tua pergunta é, se saltares eu estarei aqui para te receber, não posso dizer muito mais, por isso espero que me oiças com atenção, pelo menos desta vez!

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