Mal-me-quer, bem-me-quer...





Mal-me-quer, bem-me-quer, muito, pouco ou nada?


Estarmos, dois de nós, na mesma sintonia, passando pela mesma onda e no mesmo momento, é tão raro agora como o será sempre acertar nos números do euro milhões. Sabermos que gostamos do que gosta o outro e que conseguiremos seguir pelos mesmos caminhos, mesmo que não saibamos quais serão, faz-nos querer mais, ou tudo. Sentir os mesmos impulsos que nos levam a desejar que os dias nunca terminem e que não precisemos de fechar os olhos, deixando de ver quem nos olha, é o que precisamos para continuar a querer.

Mal-me-quer, bem-me-quer. Eu quero o que queres tu e espero conseguir manter-nos assim, um no outro, até que querer seja tão natural como ser.

Ninguém disse que seria fácil ajustar, confiar, perceber do que percebe o outro e sobretudo juntar" vidas e projectos. Ninguém nos explica os meandros de relações novas após as relações que nos marcaram. Ninguém resolve, por nós, os timings que teremos que incorporar, permitindo que o outro entre e permaneça na vida que criámos.

Temos que começar pelo princípio, gostando muito de quem queremos que goste de nós. Depois é ir caminhando, juntos, encontrando soluções, abrindo mais portas e tentando não ceder aos primeiros impulsos, aqueles que nos gritam para desistirmos de cada vez que as coisas se complicam.

Mal-me-quer, bem-me-quer, muito, pouco ou nada?


Querer só não basta, há que saber como o fazer sem que pareça demasiado a quem já tem o que lhe baste, ou pouco a quem nunca teve nada. Mas se for para querer mal, então que não se queira de todo.




0 comentários:

Enviar um comentário

Atualizações do Instagram

Subir