Pensamentos!


Contos de fadas!

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Contos de fadas! Será que ainda existem? Porque nos sentimos de alma preenchida quando percebemos, mesmo que em filmes, que é possível encontrar a outra metade de nós? Amores que nascem do improvável, pessoas que aparentemente nada têm a ver uma com a outra e no final...

Que substância milagrosa é essa que segregamos quando nos apaixonamos e que nos permite por vezes virar e revirar o mundo? Quem é que já amou assim, mais do que a si mesmo, alimentando-se do que via no outro, tirando prazer no dar, no saber fazer feliz, acordando a imaginar de que forma poderia acrescentar coração, palavras e toque? Como será olhar para alguém e perceber que encontrámos quem sonhámos, que não precisamos procurar mais, que tudo ficará no lugar certo e que até as noites deixarão de ser frias e os amanheceres vazios?

Não sei, já não me lembro, mas ainda não desisti de encontrar quem me saiba assim, talvez numa qualquer esquina da vida. Só não entendo porque é que ainda continuo à espera!

Gestão meticulosa da coisa!

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Encaixar o vosso ex com as actuais, sim, porque não deve ser uma, nem duas, nem três, não é tarefa fácil!

Não há outra forma, tem que se deixar que encontrem o caminho do ouro, que tenham muito do que lhes faltava antes, supostamente, que andem de cama em cama, a experimentar tudo o que agora vão vendo nos filmes de hard core, se assim não for, não sossegam e não voltam a ser gente.

Até aqui tudo bem, nada a declarar, o pior, e a acontecer, são as comparações, os olhares de lado, a avaliação do espécime anterior. É que as mulheres têm esta faceta, querem sempre saber que sabores teriam antes, para os poderem replicar, ou não.

Quanto aos ditos cujos, vá lá, não misturem, preservem, vão, mas voltem com dignidade, porque isto de comer tudo o que os outros já cuspiram, é no mínimo degradante. Será que a vossa fasquia já baixou tanto, ou que entraram na rota vermelha? Por norma, os bons dos machos, têm o hábito de dizer MUITO BEM, das suas esposas -  a minha é assim, e assado, não faz isto, nem lhe permito aquilo - bla bla bla, porque não dominam, nem controlam nada, mas adiante, quando finalmente estão livres e podem escolher, fazem o quê? Escolhem PORCARIA, da grossa, e aí já não se importam, nada mesmo, com a qualidade da mercadoria.

Às tantas a mulher, a ex, ou as ex, foram-lhes retirando os neurónios, um a um, com uma colher, pior do que os abortos dos anos 80. Raios, agora fui mesmo crua, mas não tenho forma de ser suave quando presencio tanta burrice junta. O que se faz por umas quantas voltinhas, que nem sempre serão bem-sucedidas, mas que certamente terão muitos custos associados...

Lembras-te de mim?

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Lembras-te de mim? Tantos que foram os beijos que te dei, que senti e sobre os quais acabei a escrever!

Sempre que estávamos juntos acabávamos a rir dos outros casais, a sorrir quando os imaginávamos tão apaixonados quanto o éramos nós. Era tão fácil encaixarmo-nos e sabermos do que falávamos, olhando para os mesmos lugares. Casámos várias vezes em sonhos comuns, junto ao mar, molhados, de corpo e alma, esperando pelo luar. Planeámos tudo o que nos permitiria estar nos mesmos lugares, ter uma história em comum, dias quietos nos quais nos bastaria estarmos por perto.

Será que te lembras das escapadelas por breves dias, mas tão intensos que nos abastecíamos das energias que nos alimentariam mais uns quantos? Ali não existia mais ninguém, os silêncios eram pedidos porque significavam corpos juntos e um amor que não parecíamos conseguir sossegar nem saciar. Tive e dei tanto que não te consigo imaginar sem que me incluas tu e sem que passes pelos dias que te restaram sem memória do que fui. Soubémos sempre como nos resguardar do mundo que se torna implacável assim que o amor arrisca instalar-se. Mantivémos os nossos tempos afastados de todos os outros, porque se não nos fortalecesse-mos, acabaríamos a tombar. Mas o mesmo tempo que nos segurou, quebrou-nos sem qualquer compaixão, provando-nos a fragilidade que recusávamos admitir.

Vou voltar a perguntar se ainda te lembras de mim, de nós, porque não vou continuar a passar pela vida sem estar realmente nela e eventualmente vais ter que me responder!

Pensamentos!


Somos o que fazem de nós!


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Somos o que fazem de nós! Por norma reagimos às reacções dos outros, e salvo raras excepções, de pessoas desiquilibradas, ninguém ataca se não tiver razão para o fazer!

Também nos enganamos? Certamente que sim, mas cabe ao outro provar-nos errados, com actos, e não apenas com palavras, isto obviamente para quem as usa, porque também existem os espécimes mudos, os que têm concha e que para lá regressam de cada vez que o mundo os assusta.

Somos capazes de amar com uma entrega surpreendente, se formos amados sem reservas.
Somos, todos, meigos, carentes de abraços e de beijos, se do outro lado da nossa vida existir muita entrega, muito toque e olhares que se fixam.
Somos, a maioria de nós, livres o bastante para não tabelarmos a liberdade do outro, mas para isso terão que existir tempos que sigam na direcção dos nossos.

As relações não contemplam repouso absoluto. Não há forma de nos descuidarmos com quem está realmente connosco, parando de a alimentar, ou de a cuidar. As relações amadurecem connosco, e ou conseguem prosseguir, resistindo ao tempo, às falhas emocionais e aos deslizes, ou simplesmente morrem, quando nos revelamos incapazes de crescer e de ver para além do nosso "buraco".

Acção, reacção. Diz-me como amas e eu direi como te poderei amar de volta!

Pensamentos!


Sequelas!

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Sequelas, ficam sempre algumas quando nos atrevemos a ser mais felizes! A nossa relação começara na adolescência, cresceramos juntos, física e emocionalmente, aprendendo a saber do que precisava cada um e seguindo o caminho que traçáramos para ambos.

De nós vieram dois filhos. Com eles e por eles olhámos para o lado, fingindo não ver que nos afastávamos e que eu precisava de muito mais, não porque não o desses, mas porque deixaras de ser tu. A mulher que eu conhecera e transformara, colando-a a mim, simplesmente já não me enchia a alma de desejo nem o coração das emoções que tivéramos tantas vezes e que tão bem conhecíamos.

A minha vida profissional era intensa, viajava imenso e em cada lugar antecipava a mulher que entraria para me agitar por dentro e para me dar sal à vida. A mulher que me iria mostrar que estava vivo e que ainda era capaz de provocar em alguém desejo, arrepios no corpo que exploraria e que tocaria como já tocara o teu. Queria voltar a descobrir todos os pedaços, conhecendo cada dobra de um corpo que iria cheirar e saborear até que se implantasse em mim.

Sentia falta da emoção que nos assola de cada vez que vemos quem amamos, e não digo que tivesse deixado de te amar, mas deixara de te ver no meu futuro. Deixara de sentir as mãos dadas. Passáramos a não precisar sequer de falar por nos conhecermos por dentro e por isso atrevi-me a ser feliz e corri atrás dela.

Não se revelou a mulher que precisava, não sei sequer se existe, mas desmembrou um pouco mais a nossa já frágil relação. Conseguimos sobreviver, continuamos juntos, por nós e pelo mundo que adormece cada noite mais tranquilo, enquanto eu vou acordando com suores frios, com um arrepio que me gela por dentro, que me acrescenta um medo real, vivo e fantasmagórico de ter perdido a oportunidade de me libertar do que já não me completa.

Arrisquei a minha felicidade quando a tive, mas regressei à segurança enganadora, à falsa sensação de estabilidade, quando te aceitei de volta. Provávelmente, acabaremos juntos, estaremos no futuro, um do outro sim, mas o preço que pagaremos ambos será tão elevado que nem em três vidas o conseguiremos amortizar. 



Para onde fugiu a minha coragem e o que restou de mim afinal?

E só porque estou em paz comigo!

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E só porque estou em paz comigo, eu perdoo e quero ser perdoada!

Eu perdoo, quem me desapontou e deu bem menos do que eu sabia ter direito.
Eu perdoo, quem não sabia mais e não me conseguiu manter.
Eu perdoo, porque posso, quem não conseguiu aprender a amar-me.

Quero ser perdoada por ter exigido TUDO.
Quero ser perdoada pela minha pressa no amor.
Quero ser perdoada, por ti, por não conseguir esperar.

Só sei viver em paz, com a paz que me proporciono quando consigo continuar a amar quem me atrevi a desejar na minha vida. E só porque estou em paz comigo, peço-te que me perdoes as vezes que não te dei o que esperavas e agradeço pelo amor que conseguiste dar-me. Obrigada, a ti, pelo que me ofereceste, pela forma como me arrebataste, do chão e me ensinaste como podia ser mais mulher, mais desejável, perdendo pequenos medos, para que te tivesse, inteiro. Obrigada, por ontem, hoje ainda e amanhã quando te voltar a lembrar. Obrigada, por cada beijo que senti sincero e pelos toques que me tocaram a alma.

Respira fundo, como te disse tantas vezes, fecha os olhos, e pensa no que fui, no que te dei e no que te permiti sentir. Sorri, para mim, porque eu saberei e agradece tu também, cada momento juntos e por toda a esperança que arriscámos sentir, mesmo sem a verbalizar, mas que nos fez andar mais um pouco.

Eu só tenho como te perdoar, porque cada pedaço de mim sabe, agora mais do que nunca, o que me adianta querer. E tu, perdoa-me por favor, porque eu continuo sem saber como deixar de te amar!

Juro!

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Juro que o que importa sou eu, mas contigo por perto, a saber que me segues os passos e me amenizas os dias difíceis. De outra forma nada faz sentido, tudo o resto apenas se arrasta e me dá uma falsa sensação de sucesso e de conquista. Sei que o teu papel é fazeres-me feliz e que tudo o que é importante para ti o será sempre para mim. Juro que não quero nem tenho forma de fugir de ti, porque sem ti nada, mas mesmo nada, me serve ou acrescenta vida.

Vieste sei-o agora, tarde demais, depois do cair da noite e de me deixares vazia, para me provar que consigo encontrar a minha metade desde que me mantenha alerta e pronta. Estou exausta, de me questionar e de lutar contra o que tenho, de mim para ti. Juro que para mim foi e é tanto, que se te tivesse agora, certamente que rebentaríamos juntos. Juro que a saudade que tenho de ti é tão grande que não a consigo segurar.

A um dado momento da nossa vida, teremos que parar de querer que sejamos apenas nós. Precisamos e merecemos mais. Merecemos quem jure tudo o que desejar e puder cumprir, desejando-nos o bastante para nos manter. 

Juro que ainda preciso de ti, hoje tal como ontem e muito certamente no amanhã que não tenho forma de controlar. Mas juro também que farei muito pouco para te tirar de mim. Vou esperar para saber de que forma sairás...

Pensamentos!


E se eu não gostar do que gostas tu?

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E se eu não gostar do que gostas tu? Temos sempre a noção. de cada vez que iniciamos uma relação, de que os gostos, os interesses, os amigos, e as experiências, deverão ser muito similares, porque de contrário não nos acertaremos, mas a verdade é que os opostos também se atraem. No entanto será que existe um limite para as diferenças, ou elas apenas nos complementam?

É o que dá estarmos de volta ao mercado, analisamos tudo para trás e acreditamos já ter a fórmula para o sucesso, fugindo do que até poderia resultar, ou arriscando demasiado e acreditando também demasiado.Tanto que há a descobrir e a aprender com quem nos chega e consegue ficar. Por isso os momentos deverão ser gastos a perceber o que nos move, falando o mais possível, até dos pequenos nadas, porque serão eles a mudar tudo e a levarem-nos um pouco mais próximo de onde teremos estado, cada um.

Não temos que ser iguais, não precisamos de gostar das mesmas músicas, mas alguma coisa, por mais pequena que seja, terá que nos unir. Os projectos e o futuro como o visualizamos, deve ter pontos em comum, de contrário andaremos a remar em esforço, nunca acertando na direcção. Por vezes, mesmo no meio de tanta diferença, conseguimos encontrar o que já procurávamos antes e se nos dermos uma oportunidade, até poderemos ainda ser bem mais para o outro.

Não deixam de assustar as rotinas de cada um e a forma como os dias são preenchidos. Os hobbies e os hábitos que se entranharam. A solução é ter a mente aberta e ir regulando o volume, para cima ou para baixo, até que estejamos em sintonia e na mesma estação.

As nossas diferenças continuarão a existir, só temos que manter cada pedaço de tudo o que já construímos. Não precisamos de estar, sempre, um no outro, mas até nas diferenças, se nos entendermos e aceitarmos, certamente que estaremos um com o outro!

Pensamentos!


Com amor tudo se faz!

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Com amor tudo se faz, mas ter amor nem sempre basta, não porque seja insuficiente, mas porque por vezes fugimos, a sete pés, de tudo o que envolve sentimentos assumidos!

Quem nunca teve a outra parte de si totalmente entregue. Quem nunca soube o que seria ter quem o esperasse, de braços abertos, com o desejo estampado no rosto e com o coração a bater mais rápido, precisa de alguma "formação", de tempo, de sentir na pele, no corpo inteiro e sobretudo na alma, o que significa dar TUDO por amor.

Mas afinal o que não cura o amor?

Quando os dias mais sombrios resolvem cair, quando os planos correm mal, quando as dores aumentam e os sonhos se partem, o que nos poderá renovar as forças? Porque andarão tantos por aí, a sentirem-se depressivos e sem conseguirem ver uma luz, mesmo que ténue,  ao fim do túnel? Podem falar de dinheiro, de conjectura, de empregos à medida, de viagens de sonho, há uma lista infindável, mas experimentem viver tudo isso, sózinhos e depois digam-me do que são feitos, mesmo, os vossos dias!

Com amor tudo se faz, até o amor, da forma certa. Com amor fazem-se planos em comum, e percursos de mãos dadas. Com amor dançam-se músicas lentas, sentidas, agarrados e colados, um ao outro, para parecerem um. Com amor suportam-se as derrotas e antecipam-se as vitórias. Com amor, verdadeiro e incondicional, esperamos que o outro seja mais do dobro de nós e que a responsabilidade de o fazer feliz, nos torne ainda mais felizes.

Eu sei, como o sabes "tu", que alguns jamais serão capazes de ter um amor que os acarinhe e com o qual se engrandeçam, Eu sei, que para muitos encontrar o amor que lhes mudaria, "from top to bottom", conferindo-lhes uma força inabalável, será uma tarefa inglória. Mas mais duro e penoso do que tudo isso, seria nunca terem tentado, porque ser amado, MESMO, pelo memos uma vez, fará com que tudo o resto valha a pena!

Pensamentos!


O que carregar?

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O que carregar? O futuro próximo, está na ordem do dia, porque não nos devemos levar pelos extremismos, querendo saber onde estaremos em 5 anos, mas sim preparando o amanhã, para que existam muitos mais!

O que carregar e quem?
O que esperar de quem venha, inevitávelmente, abanar o nosso mundo?
Como encontrar o meio-termo, mantendo ambos igualmente felizes?

Não existe nada mais desgastante do que aceitar um novo amor. Dá trabalho, obriga a planear, mesmo que sejamos do tipo descontraído, porque mudar rotinas que se enraizaram, complica e pede flexibilidade. Estamos disponíveis para mudar? Esta pergunta apenas se aplica se as duvidas subsistirem, de contrário é um não assunto. Mas tantos que ainda continuam sem disponibilidade!

Os novos amores chegam quando fazem falta, e por norma testam-nos até ao limite. Quebrará quem não estiver preparado, é assim para tudo a vida, mas o que eles nos acrescentam mudam-nos para melhor e permitem-nos parar de esperar.

Eu só soube que estava pronta quando fiquei pronta, e nessa altura percebi que tenho o espaço que a minha metade precisará para se encaixar na minha vida. No entanto quero-o sem dramas e com muita vontade de me dar por completo, sendo muito mais a cada dia, mantendo os olhos a brilhar qual criança, mas usufruindo da maturidade que me permitirá saborear cada pedaço.

O que devemos carregar quando já sabemos o que queremos, mas o outro ainda está à procura de si mesmo? Provávelmente a nós mesmos!

Pensamentos!


Mesmo sem a minha voz!


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Tu sabes que estou bem do teu lado e que penso em ti, nunca te excluindo de nenhuma das minhas rotinas, porque desde que entraste passaste a ser mais um pedaço de mim!

Estarei ao teu lado, apoiando cada escolha tua. Todos os percursos que terás que percorrer, mesmo que não sejam ainda do meu lado, mas já no teu alcance, estarei pronta para quando puder fazer parte de cada um.

Por vezes, de onde estou, as coisas tomam uma dimensão diferente, mais clara, ou nem tanto assim, porque seremos sempre dois, mesmo que nos consigamos manter próximos e unidos. Caber-nos-á preservar o que conseguimos conquistar, cada pedaço de uma vida algo longa já e usar tudo em favor de ambos, para que os nossos momentos, no presente e no futuro, possam beneficiar de cada viagem.

Não estou contigo agora, mas sei que te faço falta. Sei que me carregas em cada segundo e que todo e qualquer sorriso que te for arrancado, te recordará das gargalhadas que te oferecia e que sempre te despertavam e animavam. Vais olhar cada novo objecto, os lugares que planeaste visitar, as pessoas de movimentos menos familiares, recordando-te de mim, sendo incapaz de me deixar na mala que pousaste quando chegaste ao lugar que nos separou fisicamente. Eu estou aqui, onde me deixaste, a querer-te da mesma maneira a desejar o reencontro que teremos e no qual já não iremos conseguir segurar mais nada.

Mesmo sem a minha voz, continuo a falar contigo, nos meus dias mais longos e nos sonhos de onde jamais desapareces. Mesmo sem a minha voz, tu "ouves" o que digo a mim mesma, que terás que ser tu e que mais ninguém me completa como o fazias. Mesmo sem a minha voz, tu vais continuar a ouvir o que te dizia, porque nunca te recusei palavras envoltas nos sentimentos que fazem de mim a que reconheceste. Mesmo sem a minha voz eu sei que me continuas a sentir...

Não és tu, digo eu que sei!

Rain:
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O que leva alguém a gostar de nós, a querer-nos e a desejar ter-nos, mesmo sem nos ter conhecido?

O coração tem mistérios por desvendar, sintomas que não se diagnosticam, reacções incomuns, e mesmo assim, continuamos a escutá-lo mais do que à razão. Já te disse que não te quero, que não estás em nenhum dos meus planos, que nunca delineei alguém assim, como tu no meu percurso, mas recusas escutar-me, e vais-te mantendo alheado da realidade, focado no que não te posso dar, insistindo com o mundo para que algo aconteça e já saber que não vai.

Por vezes quase que me enlouqueces com as ideias que teces de mim, com a tua ideia da minha perfeição, mas se eu o fosse, perfeita, não seria também eu uma alma perdida que procura e espera pelo que poderá nunca chegar? Sou apenas uma mulher que quer e precisa de quem lhe encha as medidas, lhe mate os desejos, alguém que a acolha, a deixe mais preenchida, e esse alguém não és tu. Sou eu que o digo porque me conheço.

Parece que nunca andamos aos pares. Parece que queremos quem nos quer e quem nos quer não nos interessa. Parece que só nos sentimos atraídos por quem não tem forma de nos pertencer. Eu já dei para esse peditório e sei do que estás a padecer, mas tens uma enorme vantagem, é que nunca te vou usar, enganar, ou sequer deixar à espera do que não tenho.

Não és tu, digo eu que sei. Não és tu para mim, mas certamente que serás para quem até bem pode estar à tua espera. Não és tu para mim, talvez porque ande distraída, porque me tenha habituado a olhar para o lado contrário e talvez até me vá arrepender, mas para já, no meu agora, sei que não és tu.

Pensamentos!


E se não sentirmos nada?

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E se não sentirmos nada? Cada um de nós terá uma temperatura corporal muito própria e conseguirá, ou não, tolerar as mais intensas. Eu sei que prefiro que o calor me aperte ou que o frio me gele, porque tudo, mas mesmo tudo, será melhor do que não sentir nada!

Se ao ver-te e se ao ser tocada por "ti", não me fizeres arrepiar. Se não souberes a nada. Se nem a temperatura puder ser medida, então rejeito, não quero, porque não preciso. A minha temperatura não me basta mas já é tão alta que ou encontro lenha para a manter, ou por favor não me tragam impasses. Coisas sem nome. Cores que nem se distinguem. Deixem-se seguir no meu ritmo e não me questionem.

Já lá vai tempo em que eu dizia que ou gostam de mim assim, ou temos pena. Aprendi que essa não é a fórmula certa, porque temos que nos saber dar, temos que conseguir abrir algumas brechas nas cascas duras que deixamos colar à pele. Temos que saber como deixar entrar, porque numa relação importam os dois e têm ambos o mesmo peso. Mas sem calor, sem tom, sem voz, sem um olhar que se estenda e me consiga fazer ser realmente olhada, não quero, não preciso e não consigo.

Eu apenas oiço as músicas que me mexem por dentro até que o meu corpo já não se saiba mais segurar, e é assim que espero por um amor, a tocar-me TODA, não deixando nada por sentir, levando-me às estrelas e trazendo-me de volta em segundos. Estou a pedir demasiado? NÃOOOO, eu sei dar assim, eu consigo que me sintam inteira, por isso exijo o mesmo, preciso de saber que sou eu em todos os instantes, e que começar me levará para o futuro que só visualizo ao lado de quem amo.

Não quero metades de nada
Amo como já sei que funciona
Dou porque espero receber de volta
Avalio menos, mas sinto bem mais

NADA não me serve, porque ele é apenas isso, e não deixa margem para incluir o que quer que seja. Se eu não sentir, não estou viva!

Pensamentos!


Estacas invisíveis!

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Quando as sentes, às estacas, imponentes, espetadas bem dentro de ti, ensombrando-te uma existência outrora pacífica, transformas-te, sem que te apercebas e permites que te arranquem todos os pedaços que mais tarde te verás incapaz de reaver!

Não saberes de que forma poderás voltar a ser apenas tu, mata-te aos poucos, suga-te a alma, o ar e impede-te de raciocinar. O ciúme é uma agressão violenta, demasiado dolorosa para ser aceite como mais uma lição. O ciúme deixa-nos vulneráveis, frágeis e sem identidade. O ciúme é o oposto de tudo o que deveríamos sentir, a cada dia, para que nos pudéssemos tornar alguém melhor.

Foi assim com a Ana, e ver-se estirada no sofá que parecia espetar-lhe cada osso, recordando o telefonema que fora incapaz de evitar, fazia-a sentir que não haveria forma de continuar, que este estar não estando, lhe iria ser mortífero e que teria de parar de não fazer nada, encolhendo-se de cada vez que se lembrasse, porque lembrar fazia-lhe tão mal.

Os telefonemas eram desculpas, mas o risco que alguém apaixonado corre, para apenas ouvir a voz que lhe sossegará as entranhas, vai-se tornando estupidamente perigoso, sem limites de tempo, de velocidade ou sequer de loucura mais ou menos assumida. Telefonar para quem não poderá atender, recebendo outra voz, ensaiando desculpas às pressa, daquelas que soarão a tudo menos à realidade que se tenta esconder, é absurdo e tão doloroso para quem o faz, como para quem o recebe. Ficam, de ambos os lados, a mastigar uma relação a 3, culpando-se pelas indecisões, pelas mágoas e pelos amores que não parecem estar do lado certo, ou talvez até estejam, mas na dimensão errada.

Ana recordava-se bem do princípio de tudo aquilo. Recordava sobretudo a sua enorme instabilidade emocional, fruto de uma maternidade demasiado intensa. Esquecera-se de ser mulher e quando se olhara, nada do que reflectia quem conhecera antes. Até que... de repente chega uma lufada de ar fresco à vida do marido, uma funcionária nova, cheia de todos os atributos que lhe pareciam agora faltar.

Como se o amor precisasse de outros olhos que não os do coração. Já o dizia a raposa de Saint Exupery, ... "o essencial é invisível para os olhos..."

O essencial será também sabermos quando lutar, ou quando parar, deixando que a vida tome o seu curso, aquele que interrompemos, com ou sem qualquer consciência. O essencial é continuarmos a ser quem reconhecíamos, devolvendo-nos o que outros, algures, conseguiram tirar!

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Pensamentos!


Coração livre!

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Feelme/ Coração livre! Etiquetas: Me
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Tenho o coração livre, não estou presa nem a ideias pequenas, nem aos males do mundo. Tenho o coração tão livre quanto já o aprendi a ser eu mesma.

A parte de mim que quero manter presa, é a que sabe como se respeitar, repeitando todos quantos me cheguem, não importa porque via. A parte de mim que me esforço por conservar, é a que acredita que é possível melhorar, amando mais e melhor e não desperdiçando sentimentos, porque preciso de todos eles. A parte de mim que me importa, é a que se expressa, até quando quase que mata quem não sabe do que falo e porque o repito, uma e outra vez. A parte de mim que amo, são todas as que, juntas, e apenas juntas, fazem a pessoa que nunca duvida de si mesma, até quando e por alguns segundos, se atreve a duvidar.

Tenho o coração livre. Está grande, feliz e a bater no ritmo certo. Tenho o coração tão livre, que até eu mesma caberia nele e não é que caibo mesmo? Tenho o coração livre e passou a estar no momento em que entendi que os ódios, as tristezas ou as cobranças o poderiam prender, irremediávelmente.

Tenho o coração livre porque também eu o sou, hoje e durante o tempo que me mantiver a acreditar em mim!

Temos que conhecer!

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Há um tempo, mesmo que não esteja definido por minutos ou horas, mas há um tempo para conhecermos quem está do nosso lado, quem usou o que sabia e tinha para nos manter, depois da escolha, mesmo sem planear.

Temos que conhecer quem amamos, nós, mais do que todos os outros, precisamos de saber quem temos, de que forma e porquê. Nós temos que conhecer quem nos toca. Quem tem o corpo que se envolve no nosso. A pessoa que se tornará a mais importante, desde que a consigamos ver assim, é a que precisamos de saber ler até quando não fala, mesmo quando não nos abraça, porque nos abraços vão todos os sentimentos e não há como os dissimular. Temos o dever de conhecer quem diz que para nós, apenas o que nos dá e quem revolve o seu mundo, inteiro, para receber o nosso.

Nem sempre entendemos do que fala o outro, porque nos sente como nos fazer sentir e o que armazenou para que pudéssemos estar onde nos encontramos ambos. Nem sempre gastamos o tempo que deveríamos para saber o que teve que mudar, do que abdicou e o que está pronta para mudar, apenas para que possam mudar os dois, de estatuto, de ânimo e até de sonhos.

Temos que conhecer quem nos parece ser a pessoa certa, porque a ser a errada, talvez não queiramos estar certos. Não por uma vez, não desta vez...

Há um tempo, acredita. Não temos todo o tempo do mundo para mantermos a querer quem pareceu ter o que lhe serviria quando nos escolheu. Há um tempo para passarmos a ser apenas nós, para o outro. Há um tempo para nos decidirmos a aceitar ficar ou a partir.

Temos que conhecer quem nos chega, assim como nos conhecemos a nós mesmos, porque de outra forma nunca fará sentido, nem seremos bem-sucedidos!

Letra duma canção!

V...look into my eyes so I can see your soul....and it is beautiful....if I may say so sir....just don't try to cage me.....I bite:
Feelme/Letra duma canção! Etiquetas: Pensamentos!
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Letra duma canção! Por vezes o que escrevo até que poderia ser, porque no final das contas, cada canção carrega as letras da vida de alguém. Conta histórias que outros já sentiram, ou das quais ouviram falar!

Em que mundo vives tu, do que é feito o teu querer, para que mares escolhes ir e é de mim que queres saber?

Não fosse o teu olhar de azul céu, e o meu olhar nem te veria, estaria tapado com um véu, sem saber que já te queria.

Se partir tantas vezes me impedisse de ficar, se escrever me bastasse por si só, nada do outro lado de ti me levaria e tudo o que falasse seria por te amar.

O amor faz destas coisas, até nos põe a rimar, e a cantar sozinhos na rua.
O amor leva-nos até para onde dizíamos não arriscar e damos connosco a duvidar da nossa sanidade.
O amor é esta "coisa" grandiosa, que chega sempre na hora certa, com as pessoas certas, as que teriam que nos ensinar mais alguma coisa, apontando para o que falhávamos ver.

Se a minha canção, a que falaria da minha história, fosse escrita hoje, eu saberia que letra escolher, de que forma a fazer rimar, e cantá-la-ia eu mesma, claro, quem melhor para passar cada sentimento?

Agradecer!

<3:
Feelme/Agradecer! Etquitas: Sentimentos!
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Agradecer! Li que a Oprah ocupa as suas noites a agradecer, a escrever no seu diário as 5 coisas pelas quais ficou grata no dia que teve. Achei interessante, não porque eu não o faça, mas não assim Eu não determino quantidades, mas nunca me esqueço de agradecer, por tudo o que o Universo me proporciona, desde que me levanto para cuidar dos meus e pelo tempo que prolongo todas as restantes horas a ser o que sei, determinada a nunca parar de aprender!

Agradecer de sorriso nos lábios, olhando-me enquanto o faço, permite-me sempre entender que a vida é um ciclo demasiado precioso, que tudo o que me chega e seguro com ambas as mãos, deverá ser considerado um tesouro real e que sou fruto do que aprendi a agradecer.

Hoje, mais uma vez, agradeci a minha capacidade de me restaurar, de nunca mais aceitar o que me tentam impor os outros, porque apenas eu saberei de que forma poderei ser feliz, realizada e de sorrisos em riste. Eu quero e exijo-me continuar positiva, acreditando em mim e em tudo o que me proponho realizar.

Agradecer passa por saber o que estou realmente a receber e mesmo que possa parecer pequeno, vai juntar cada gãozinho para me acrescentar.

Obrigada, pelo que sou e tenho!

Pensamentos!


Pensamentos!


Sei...

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Sei, hoje, com um tempo que cheira a chuva carregada, mesmo com um céu azul  que a forma como acordei a sentir-me por dentro, fez o meu corpo reagir de imediato ao meu ao toque, porque apenas eu e a roupa que o cobre, é que me tocam e sussurram sobre a face.

Caminho carregando a sensação de que sou um ser sensual, arrepio-me ao imaginar-me inteira, mulher, cheia de vontade de que me consigam ver para além do que espelho. Neste dia, sei que deixaria que me tivesses uma e outra vez, sem me iria saciar. Hoje sinto que conheço cada milímetro do meu corpo, deixo cair a cabeça para o lado e aspiro o meu próprio perfume. Cubro os meus lábios com o sabor que a minha língua transporta, ele é doce, quente, sensual, e recorda-me dos beijos apaixonados que já trocámos.

Há dias assim, em que a pele se arrepia perante a ideia de voltar a proximidade de quem já esteve próximo. Queria poder encostar-me ao teu peito forte e pressionando-me até que conseguisses sentir por dentro. Queria sentir as tuas mãos nas quais cabia toda eu e com as quais me deixavas à espera de maiss, de ti, de nós juntos.

Hoje dou comigo a tocar os meus ombros, a olhar as minhas mãos, e a sorrir com a visão de mim. Gosto de cada ruga, sinal e veia. Gosto dos meus cabelos longos que puxo para a frente, envolvendo neles as mãos. Sei que da forma como me sinto e conheço apenas te deixa a desperdiçar a mulher que que te daria tudo, tudo o que já existe neste mundo e certamente que em muitos outros.

Sei, hoje, que sou para mim o que passaria a quem soubesse quem sou!

Sem ar e sem ti...

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Sem ar e sem ti, está a ser difícil, só para que saibas!O dias foram-se alongando, não te ouvir passou a ser penoso, não me apetece ser apenas eu, já não, mas ao mesmo tempo, preciso de aceitar que mudou, que já não estamos na fase da descoberta, dos passos em direcção ao que virá, porque a verdade é que já chegámos, mas não ficámos.

Não sei quem te magoou tanto, do que foges tu, porque te recusas a viver em pleno, tens picos de verdadeira insegurança, acredito que até consideres que fugir, , seria mais fácil e mais seguro. Mas eu acredito em nós, acredito que é possível dar certo, com empenho, com menos medos infundados ou não, tentando e persistindo.

Já chorei por dentro, quase que sufoquei, porque o ar não corria e o meu peito se comprimia. Tantas vezes que pedi, até em silêncio, para que não desistisses de mim. Tu mesmo dizias que a maior cobardia é fazer com que alguém nos ame sem ter a intenção de amar de volta. Eu não planeei amar-te, não estava sequer para aí virada, mas tu conquistaste-me, fizeste-me olhar-te como és e gostei, agora não me desiludas, estou à espera de te rever, de reencontrar o homem com quem falo todos os dias, não permitas que eu desligue o botão e desista, bastando que não desistas tu também.

Vou aguardar, impacientemente, por mais umas horas, que espero não passem deste dia, porque amanhã já não serei eu. Amanhã, se mantiveres o silêncio, se te encolheres, como nunca fizeste antes, eu desligarei o botão e perder-me-ás para sempre. Não é uma ameaça, é apenas um aviso, porque eu conheço-me, sei do que sou feita e tenho coisas que preciso de preservar em mim para continuar a ser eu mesma. Espero que o tenhas já entendido.

Agora é contigo!

Há sempre uma forma!

Incluso en días de lluvia, con tormenta o sin ella, brille o no el sol...busco tu mano incesantemente. ¡Qué maravilloso sería poderla encontrar cada día¡:
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Há sempre uma forma de se amar quem nos ama de volta!

Passei parte da minha vida, aquela em que já me sabia adulta, sendo a crescida, a que dominava os sentimentos e que tinha aprendido a dizer que NÃO, a achar que segurar-me, reter-me, não mostrando de que forma sentia e amava seria mais seguro. Totalmente errado, agora sei que amar alguém e deixar que o sintam e saibam é o que nos completa.

Os dias são sempre mais preenchidos e inteiros se tivermos do outro lado quem nos entenda e saiba ler. Caminhar na mesma direcção ajuda, afasta os obstáculos, devolve o sol até nos dias de chuva. Enche-nos por dentro com tudo o que nos faz sorrir, e passamos a rir de nós e das coisas mais tolas e pequenas.

Para trás ficou o que ainda não sabia e até duvidava, agora estou pronta para ir amando, como é possível, como o permitirem  e como "nos" conseguirmos encaixar.

Haverá sempre forma de vermos para além de nós, de pararmos de ter medo e acreditarmos que se queremos e se planeamos lutar para, certamente que também existirão outros, à nossa medida, com o nosso timing, à espera. Eu sei que quero a minha metade da laranja e sei que já a encontrei!

Pensamentos!


Perdoaste-me!

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Perdoaste-me! Já o disseste, já o senti e percebi que te tinha perdido mal o fizeste.

Com o teu perdão foi-se a minha esperança, e veio a minha culpa, em dobro, o meu medo mas agora pacificado, sem as lágrimas descontroladas, a raiva, de mim e o desespero. Agora sei que não preciso de saber mais nada, nem de procurar, por ti, porque te perdi.

Já me perdoaste e o teu olhar, um dia,  vai passar a pertencer a outra. Deixei de me arrepiar por o pensar. Deixei de me  encolher só com a ideia de te saber beijado, tocado e amado como não soube fazer. Já estou a deixar de sentir a falta que a falta de ti me fazia.  Agora já me cabe no peito a realidade de não te ter por perto. De nunca mais ver o teu olhar zangado mesmo quando dizias não te saber zangar comigo. Já não sinto a vontade, quase incontrolável de te voltar a amar do princípio, sem interrupções, porque sei que te perdi quando me perdoaste e quando o aceitei.

Perdoaste-me e eu estou mais leve. Voltei a ser eu, a que apenas armazena amor, mesmo que por dois.  Perdoaste-me e eu perdoei cada um dos meus sonhos, os que apenas deveriam ter permanecido no sono. Perdoaste-me como eu sabia que farias, porque em algum lugar e momento, conseguiste perceber quem sou realmente.

Pensamentos!


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"Vermo-nos"!

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"Vermo-nos"! Estava a precisar de te ver e que tu me visses, desta vez com mais cuidado, percebendo o porquê, se é que ele existe, de nos querermos e de sentirmos o que não parece ser explicável.

Perdi-te, o tempo não quis parar, nem ser generoso para nos juntar, mesmo que por mais uns minutos. Perdi-te porque acabámos ambos a permitir que a tristeza e a desilusão se instalasse. Perdi-te porque quando te tive, nunca foste meu realmente. perdi-te para a vida que resolveste abraçar, não me escolhendo como dizias ter feito lá atrás.

Não me fica bem dizer que te avisei. Que me avisei a mim mesma que isto aconteceria, que nos iríamos magoar aos dois, ou permitir sofrer. A verdade é que o vi chegar, que pressenti no minuto em que ouvi a tua voz, que nada mais seria igual. Mas não me fica bem deixar de dizer que me recuso a ser a tua segunda opção. Eu estava pronta, queria mais e podia ter-te dado muito mais. Eu sei que não deveria, que nem sequer precisava de complicar, de ter que fugir, de sentir o desconforto de não te poder ter quando sentisse vontade, quando o meu corpo quisesse ser tocado, mas e agora, o que faço, porque o que tinhas para fazer foi feito, com frieza, a protegeres-te do que adivinhavas difícil.

Vou continuar a fazer perguntas, a mim mesma e ao universo, mas a verdade é que já não preciso de saber. Quero apenas enrolar-me, adormecer e acordar outra vez em controle da minha vida, voltando a ser eu. Se isso implicasse nunca te ter conhecido, julgo que seria bem melhor, para mim claro. Se mesmo sendo mais cobarde conseguisse sentir-me mais segura e menos exposta ao que não conheço nem explico, juro que o escolheria. No entanto, agora resta-me apenas esperar!

Por um beijo!

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Por um beijo! Quem é que não mataria por um momento no qual duas bocas sentissem que tinham sido feitas para se encaixarem, para soprarem o melhor de cada um, com desejo, alma, com vontade de jamais precisarem de outra coisa que não de um beijo completo, daqueles que tiram o ar, que arrancam sensações que não se explicam, que se conseguem reter e quase permitir que tudo o resto não importe?

Por um beijo cheio de ti dentro, com os lábios a sorverem o sabor que os meus soltariam, porque também eles se adaptam, aveludam e me passam os desejos que consigo esconder quando sorrio tímida, ansiosa mas com medo que me reconheças, que sintas que já nos unimos antes e que te sou familiar.

O que me poderia fazer entregar-me, tremer das pernas, flutuar e esquecer-me do que fujo? O que me faria ser inteira, olhar e sentir quem importa realmente? Tu, a parte de ti que nunca me poderia enganar, omitir o que és e queres, porque sempre que me beijasses eu saberia. O que quer que tenhas e sejas poderá ser-me passado, permitindo-nos um momento pelo qual muita gente espera e nem sempre conseguirá alcançar.

Por um beijo que nos unisse e mudasse, eu mataria sim e morreria a saber o que me tinha acontecido!

Tens que ser parecido...

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Tens que ser parecido comigo, claro, em muitas coisas e precisas de ter em comum o que me move. Não precisas de gostar das mesmas canções, mas precisas de gostar de música e de a carregar como a carrego eu, para todo o lado e sempre. Não tens que saber dançar, mas o melhor seria que soubesses e que me conduzisses, envolvendo-me nos teus braços, soprando-me as palavras que me arrepiariam por dentro e que me fariam entregar-me, mal me aninhasse em ti.

O que nos poderá unir será o que tivermos em comum. Terás que gostar das palavras, de as usar sem medos, taco a taco comigo, parando-me quando o falho fazer, nem que fosse com um beijo intenso para me recordares que sou mais do que digo e escrevo.

Um homem parecido comigo vai querer ter o mundo como casa, não se parando pelas pequenas quebras da vida e sabendo como sonhar sonhos comuns, daqueles que saberemos como realizar. Se fores, no essencial, parecido comigo, gostarás de te deixar estar, quieto, apenas a sentir, sem ter que responder a questões sobre como começou o mundo e sobre o que fazemos aqui. A tua intensidade será maior do que a minha e saberás como me "exigir" que me entregue sem questionar muito, porque contigo estarei em paz e segura.

Para que me faças ver-te, para que me ensines a ter em ti o maior amigo, o confidente, quem me limpa as lágrimas ou ri das minhas gargalhadas, tens que ser parecido com o que me pareço eu, estando onde estou, mesmo que não estejas realmente, porque ter-te, só pode ser isso, saber o que pensas e de que forma reagirás aos meus desejos realizados, às minhas conquistas e aos poucos, muito poucos medos que ainda tenho.

Se tiveres em comum comigo o amor que se expande para todos quantos já amávamos antes de nós, entenderás que ninguém estará em primeiro lugar, nem sequer à tua frente, porque o que tenho reservado para te dar mais ninguém conseguirá reclamar. Se te pareceres comigo saberás do que falo quando digo que poderemos e teremos forma de nos encaixar tão bem, que nunca precisaremos de dizer mais do que um olhar de cada vez que nos olharmos mesmo.

Se és tu, e se te consegues parecer comigo, anda, arrisca, temos tudo para dar certo!

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Menos razão na emoção!

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Menos razão na emoção! Como conseguir contrabalançar as duas, não sendo em demasia, em nenhuma?

Quando queremos muito alguém, mas gastamos mais do nosso tempo com os "ses" e os "mas" que inevitávelmente nos irão impedir de a ter, então a razão está a sobrepor-se à emoção. Estamos a permitir que os nossos medos, os tais que apenas existem na nossa mente, nos empurrem para a direcção contrária, tornando-nos menos humanos, menos abertos aos abraços sentidos, daqueles que nos mudariam, para melhor, para passarmos a ter apenas silêncios e os mesmos lugares.

Não precisamos de mergulhar em águas turvas, de repente, lançando o que somos e conseguimos para o ar. Precisamos apenas de juntar as forças que nos dobram, e encontrar soluções possíveis. Passinhos de bébé, mas um pouco mais firmes. Planos definidos, mas com as adaptações e os ajustes que nos façam sentir mais confiantes para prosseguir.

Quando entendemos que já temos o mais importante, e que passa pela amizade, o respeito e o amor que vemos crescer, então só nos falta ir aumentando a velocidade, apenas tendo especial cuidado nas curvas e nos pisos molhados.

Eu vou tentar quebrar, de mansinho os medos que vão indo de ti para mim, e preciso que faças o mesmo, e que na tua vez me ajudes a ver de forma mais clara, sem que tenhamos que desistir um do outro.
Tu terás que tentar que eu seja menos cerebral, e que te saiba incluir, fazendo planos audíveis, porque precisas de os conseguir ouvir, e não apenas de os imaginar.
Eu vou continuar a manter-me optimista, e forte o bastante, para que não arrisque deixarte desistir, não de mim.

razão só servirá, enquanto complementar a emoção de que é feita a relação que ainda estamos a construir. De contrário, será apenas um travão para o que até já sabemos que queremos.

Pensamentos!


Amor versus Amizade!

Ross & Rachel:
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Amor versus Amizade! A primeira cresce sobretudo pelo empenho da segunda, porque é ela, a amizade, que consolida o amor, e que o faz manter-se da forma certa. Espero que quanto a isso não existam dúvidas!

Se te amar por seres o meu melhor e maior amigo, nunca te irei querer fazer sofrer, mas dir-te-ei, sem receios, tudo o que precisas de ser e de mudar para que a tua felicidade seja mais completa, e para que chegue até a mim.
Ser a tua amiga representará um amor a dobrar, dos que permanecem para além do tempo, da distância, e dos olhares que nem sempre poderemos distribuir.

Acabei a perceber, ainda a tempo, que precisava de te ter MUITA amizade primeiro, e só então depois deixar insuflar este amor que até já existia, mas que não corria, nas minhas veias. Corria na direcção que corre o sangue que o meu coração faz circular para mim, na devida proporção, agitando-me ou sossegando-me, para que te ame, sempre, com determinação e com certezas.

Não penses que é pouco, e que quando uso a palavra amiga estou a diminuir o sentimento, porque na verdade estou a dizer-te que és TÃO importante agora, que farei o que for preciso para que te mantenhas do meu lado, para depois então te poder continuar amar como só eu sei. Amar-te como já saboreaste tu, pouco, mas consistente, pouco, mas real, pouco, mas querendo-te comigo toda, inteira e dando-te o que até soubeste receber.

Quando aprendemos o valor real de um amigo, passamos a inclui-lo, em tudo que é nosso, partilhando-nos sem receios, porque um amigo não trai. Um amigo não mente. Um amigo não nos magoa. Um amigo nunca deixa de ser o amigo que nos faz falta para que o mundo seja este lugar no qual ainda vale a pena viver.

Uma coisa estou em condições de te garantir, agora, é que a minha amizade servirá para reforçar o amor que precisas que eu tenha, e tu até sabes que te amo, mesmo que já não o diga e que considere que apenas o voltarei a fazer quando parares de ter medo, de ti, porque por mim meu querido, a tua maior amiga, só precisas de ter um amor igual ou maior.

Penso e penso e...

Yosemite National Park:
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Penso e penso eNADA, não chego lá! Como é que se consegue dançar com a música de alguém, fazer das suas palavras nossas, acreditar nos seus sons, encontrar realidades semelhantes e depois descobrir que NADA, mas mesmo nada era real. Quando é que se percebe que apenas conhecemos um fantasma, alguém que se fantasiou e passou a dizer o que se esperava? Onde andaremos e de que forma a nossa fragilidade nos permitirá aceitar o que não enche nem preenche e o deixamos ir?

Talvez não devesse questionar-me tanto, mas sou humana, gosto de gostar, de sentir, de saber de quem entra em mim e na minha vida. Não crio amargos de boca, aceito e condescendo, mas questiono, porra, se questiono.

A vida activa, real, plena, connosco dentro, é tão pequena e curta, porque a gastamos então a parecer o que não somos? Até os enganos terão prazo de validade e depois, o amanhã será solitário, sem sol, sem cores, não vale a pena, não compensa.

A ti que não cresceste, que não te conheces e nem sequer sabes qual o caminho que te cabe, eu perdoo, deixo que te vás, que não te expliques, porque nem tu saberás como. A ti que me tocaste, que conseguiste o feito de te saberes amado, vou apenas lamentar que te tenhas perdido, uma vez mais, fugindo de tudo, de mim, de ti, da felicidade, porque ela assusta, eu sei, mas também preenche, orienta e acrescenta. A ti que disseste tanto, talvez até o que sabias não ser bem assim, desejo menos palavras, mas mais coerência, respeito por quem és e pela imagem que passas. A ti que me chegaste, sem aviso, a irromper alma dentro, desejo que saias à mesma velocidade e que passes, mesmo, a ser o fantasma que te tornaste.

Penso e penso, mas nunca vou entender, nem com legendas, mas pronto, se não há, não se pode!

Pensamentos!


Pensamentos!


Pronto, são homens!

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Feelme/Pronto, são homens! Etiquetas: Relações!

Eu sou fã do Sexo e a Cidade, e ainda hoje, após mais de duas décadas de série, ainda me consigo rir à gargalhada e encontrar semelhanças com os nossos dias. Será que nada mudou? Que evolução sofreu a humanidade afinal?

Pelo que vejo, o ontem dos homens ainda está no nosso hoje. Pensam e sentem da mesma maneira, tendo apenas acrescentado e empolado o "medo" de nós, da forma como verbalizamos, da nossa habilidade mental e da cada vez maior autonomia.

Quando nos juntamos para falar do sexo oposto, e é quase sempre, não consigo deixar de sorrir perante as nossas análises, algumas bem mirabolantes. Continuamos a tentar descortiná-los, a perceber porque reagem de determinada forma e a louvá-los de cada vez que falam das suas emoções.

"Será que deveriam receber uma medalha por conseguirem identificar sentimentos?

É que nós damos tanto realce de cada vez que acontece, raramente por sinal, que parecemos continuar a ser as únicas responsáveis pela sua incapacidade de crescer e de se fazerem homens. As mulheres são exímias em desculpar as suas inseguranças e em identificar alguns sentimentos, dos quais eles muito provávelmente nunca ouviram falar. Que bicho especial nós somos, nunca largamos a pele de mães e conseguimos carregá-los ao colo, literalmente assim, para proteger os seus frágeis cérebros.

Bem, por muito que me custe admiti-lo, mesmo que não sejam perfeitos, viver sem eles seria sempre mais monótono do que aguentar as suas infantilidades. Uma montanha russa, meus queridos, pode ser assustadora sim, mas trás emoções fortes das que até podem mexer com o estômago. Mas as voltas estão cronometradas e nas seguintes, já deveremos saber onde são os picos, a que velocidade desce e quando vai parar. A vida e as relações são isso mesmo, só temos que aprender com as experiências e tudo seguirá o seu curso normal,  mas se não conseguirem aprender alguma coisa...

Se não te respirar!



Feelme/Se não te respirar! Etiquetas: Contos!


Somos um livro com dois volumes, faltando o primeiro o outro não tem como existir e fazer sentido. Tu és assim na minha vida, só estou completa se estiveres por perto, se te mantiveres a minha metade!

Não concebo o amor de outra forma, não me consigo manter ou sequer respirar livremente se não te souber, se não partilhar os teus espaços e até os teus pensamentos. Passamos horas quietos, consigo ouvir-te respirar, olho os teus olhos que por vezes se embaciam, não sei do que padeces, partilhas apenas metade de ti, mas eu vou-te escutando, vou conseguindo que confies que sou eu, que te quero bem mais do que a mim mesma.

Construímos o nosso lugar, longe do mundo do qual fugimos para sermos apenas nós, para que mais ninguém nos roube os sons ou sequer os silêncios. Quando estamos juntos, o mundo inteiro encaixa-se, o sol nasce mais brilhante e até a noite da qual tenho algum receio, fica com o luar que me tranquiliza, bastando que me mantenhas por perto.

A tua escrita leva-te de mim, precisas de estar nos teus silêncios, sem sequer me visualizares, sem que o teu horizonte me inclua. Nestas alturas eu não te faço falta, não me vês sequer e temo que nem me penses.

- És demasiado importante para mim e impedes-me de fugir para o lado do Universo onde consigo criar. Amo-te pequenina, não te tenho como musa inspiradora, mas sim como a mulher que me preenche os vazios que eu sei tão bem criar.

As tuas ausências matam-me, quase que me impedem de funcionar, torno-me um vegetal, fico mecânica e prossigo com a vida até que me chames de volta, até que estejas de novo dentro de mim, para me passares dor, intensidade, o fogo que me mantém viva e a amar-te como apenas eu o sei fazer.

O amor não precisava de doer e eu queria ter identidade sem ti, mas és a minha metade e se não te respirar, sou imperfeita!

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