NInguém deve, nem mesmo eu...

soft grunge & vintage wonderland.:
Feelme/Ninguém deve, nem mesmo eu...


Os amores passam por vários momentos, evoluindo, ou simplesmente morrendo. Nunca começo nada sem estar pronta, sem ter terminado, outras pessoas e relações. Nunca embarco numa nova viagem, apenas para deixar terra árida para trás, sem saber para onde me dirigir, nem quantas paragens terei que fazer. Mas assim mesmo, por vezes corre-nos bem, e por vezes corre, mesmo, muito mal!

Não comeces nada que não consigas manter.
Não te foques na porta que parece se ter escancarado, fecha a "outra", primeiro.

Um amor precisa de tempo para se sarar. Quando não correu como esperávamos, quando a vida nos passou a perna, ou tão simplesmente quando nada do que antecipámos aconteceu. Precisamos de mudar de pele, para aceitarmos a nova que se entranhará. Devemos "lavar-nos", emocionalmente e só depois recomeçar. Ninguém merece um amor pela metade. Ninguém, espera por alguém de coração ferido, porque não haverá forma de o sarar. Tudo do que padecermos, nós, deverá ser refeito, por nós.

Achei que me conhecerias melhor, porque a lei é clara e precisa, não se usa um amor para terminar outro. Pode até ser possível, sei de quem o tenha feito, mas certamente que não irás querer começar pelo fim, permitindo que a pessoa que te veio "salvar" pague a factura mais alta. Eu sei que não o faço!

Dar para receber, sentir como sentirá o outro, e não querer, nunca, que venha a sofrer pela nossa incapacidade em aceitarmos que simplesmente não estávamos prontos. Quando amo, quando te amo, sou eu toda, sem sobras de um passado que nunca te pertenceu. Eu exijo-me olhar e ver-te apenas a ti. Eu exijo-me escolher-te por seres tu. Eu exijo-me amar-te, incondicionalmente, com todos os teus defeitos, e os meus mas apenas a ti.

Julguei que pelo menos tu conseguirias perceber que o que te dou não tem forma de ser repartido!