Viver a dois!

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Viver a dois quando já nada é comum, ou desejado. Quando não nos conseguimos rever, nem entender, todo o tempo que passámos, com alguém que parece ter morrido, ou renascido de forma errada, menos própria, querendo o que nunca percebemos antes, tudo se torna impossível de suportar!

Tentar, outra vez, até que se pode, mas será que vale a pena? Existem limites, que quando ultrapassados, jamais nos levarão ao que julgávamos existir, e é por isso que vejo, cada vez mais,  "casamentos", assentes nas intenções erradas, procurando, cada um, o que deixou de importar ao outro. Tal como não vamos voltar a comprar o carro que era nosso, e que passou a ser o usado de outra pessoa, também não deveríamos rebuscar, retomar, "retentar" o que largámos, pela razão que fazia sentido na altura e que muito certamente continuará a fazer.

Viver a dois trás muitos ajustes, cedências, vontades que se abandonam, gostos que crescem e se aprendem a incluir, minutos nos quais passamos a ser NÓS, deixando para trás o EU, solitário, e que não pode saber a muito, porque ninguém deseja festejar as vitórias sozinho, olhando para as mãos vazias, mesmo que tenha construído mundos. Viver a dois terá que passar pelo prazer de cuidar do outro, tendo-o num projecto de felicidade a loooongo prazo, mas nada será possível sem o dito cujo amor, porque na sua falta, chegam os arrufos, as culpas, as cobranças e a insatisfação permanente.

Não queiram nada pela metade, e se deixaram de sentir os sentimentos borbulhar. Se o olhar de quem escolheram, antes, já não acender qualquer chama. Se o que sonharem passar a ser solitário e apenas vosso, então desistam, baixem o preço ao carro e vendam-no rapidamente. Se tiverem que andar a pé, ou de transportes públicos algum tempo, garanto-vos que os benefícios serão incontáveis e com a sanidade mental intacta, ser-vos-á permitido começar de novo.

Viver a dois, não é um castigo dos Deuses, pensem nisso!