A caixa!

Feelme/A caixa!Tema:Sntimentos!
Imagem retirada da internet

Quando abrimos a "caixa". Quando se vasculham vidas já guardadas e postas de lado para que as pudéssemos permitir continuar, acaba-se a encontrar o que nunca teve forma de fugir, de desaparecer ou de se esfumar!

Não há que ter medo, nem que virar o olhar, enfrentar só pode ser a melhor escolha. Quando enfrentamos, até os monstros se encolhem, o escuro clareia, os sons ficam familiares e não conseguimos deixar de sorrir perante o absurdo, porque afinal estivera sempre tudo lá, apenas com um nome diferente.

Quando reabrimos a caixa que deveria estar bem fechada e devidamente arrumada, estamos apenas a trazer para a luz o que não poderia, nem deveria voltar. Quando nos atrevemos a dar mais uma oportunidade, ou a consumar a que antecipámos de alguma forma, abrimos a caixa e ela por norma é mesmo de Pandora e olhem que não estou a falar da minha marca favorita de jóias. Quando a caixa passa a absorver o resto da nossa vida, talvez tenhamos mesmo que a abrir, vivendo até os momentos mais obscruros, mas no final, por favor, no final terá que ser fechada, se a reabrirem, vão certamente provar sabores bem mais amargos.

Todos nós temos caixas, alguns até farão algumas pilhas, mas se usarmos as coloridas, ou se as costumizarmos, consguiremos que se transformem em adornos. Não há como nos livrar-mos dos seus formatos. Não há como ignorar que existem. Não há como queimar o conteúdo, porque antes de estar na caixa, esteve em nós e connosco tempo suficiente para nunca mais desaparecer. É a isto que chamo viver. Correr riscos. Espreitar para lugares sem luz. Tactear à procura de solo familiar. Quantas mais caixas, mais experiências. Quantas mais caixas, mais nos teremos oferecido. Quantas mais caixas, mais teremos para contar.

Nunca reabro as minhas caixas. Nunca decido que posso recomeçar o que terminei. Nunca me iludo o bastante para arriscar ter que guardar o resto numa ainda maior. Mas vou olhando para cada uma sempre que fizer sentido, ou de cada vez que esbarrar nela, mas faço-o de forma construtiva e sem me arrepender do que acreditei ser possível!