Quando te beijo...

Winter Warmth!


Nunca parecemos saber o bastante da outra pessoa, não se não o procurarmos. Não, se de alguma forma não perscrutarmos o seu interior. Não, se não estivermos atentos, usando do tempo que o tempo nos ofereceu, quando chegou quem nos mudará, para o bem e para o mal.

Estou a deixar-me ir. Prometemo-nos um recomeçar mais sereno, sem nenhuma das pressas que quase nos matou. Pressa de sentir mais. Pressa de deixar para trás dores e fantasmas. Pressa de apenas ter pressa, dando pouca importância a quem afinal a tem mesmo. Para ti falar nunca foi fácil, mas pareces estar a aprender. Já percebeste que tenho enormes pontos de interrogação, bem por cima de um complexo cérebro feminino. Já consegues usar de sensibilidade perante os meus meios recuos, e sempre que tento tirar a mão, quando os arrepios me invadem, aperta-la ainda mais forte e largas um sorriso que me deixa de respirar mais pausado.

Estamos mais próximos, e usamos de cada minuto para reaver as horas que nos escaparam para sempre. Estamos mais preparados para os reveses de um caminho que será sempre, e de alguma forma acidentado. Estamos desejosos de unir desejos e de encontrar formatos que nos permitam ajustes. Estamos mais cheios de um amor que começou determinado, mas que derrapou perante a minha determinação e a tua inconsequência. Estamos mais crescidos, é o que sinto.

Agora e de cada vez que te beijo, já és tu, passando-me o que acreditei que terias!

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