24.11.17

Vou continuar a falar do amor!

em 2015 quero um amor


Tanto que se fala do amor e tanto que ainda se deixa por falar. Não há autor que não bata e rebata sobre este tema, parecendo, a dada altura, que o conseguiríamos esgotar, mas a verdade é bem maior do que podemos ver, uns quantos de nós, os que ainda apenas se deixam ir.

Nada nos força a maior entrega, determinação e capacidade de reajustar rotas há muito definidas. Nada nos prova que sabemos tão pouco e que assim continuaremos se nos impedirmos de ver o óbvio. Nada, para além de nós mesmos, tem a importância que o amor carrega. Ele cura doenças terminais. Trás de volta almas perdidas, quando, por qualquer efeito da vida, se viram longe de quem amam. Nada é mais registado e documentado, sendo a antítese de tudo o que existe por aqui e que não basta se não amarmos e formos amados.

Vou, como sempre faço, continuar a falar do amor, porque tenho sempre um pouco mais para dizer e porque sei que provoco as sensações que muitos já perderam. Quero ter o amor que me faz falta e sei que ele vai chegar, pelas mãos de quem já sabe que existo, mas ainda não me conseguiu encontrar. Quero ter o sabor que o amor provoca, uma e outra vez, enquanto o meu não se instala e me sossega a procura, tranquila, mas premente. Quero que do outro lado de mim venha quem saiba tanto quanto eu. Um homem, grande o bastante para não medir forças comigo, não receando o que tenho, porque apenas lhe estarei a acrescentar o que já é. Um homem que me mantenha tranquila por saber que me pertence e não precisa de procurar nada mais. Vou continuar a falar do amor até que os mais cépticos troquem o que não sabem sentir, pelo óbvio.

Se tanto se fala e escreve sobre o amor, não deveríamos saber já o que significa?