O dia de te tirar de mim chegou, finalmente...



O dia em que deixaria de te sentir de cada vez que ligas, teria que chegar. O dia em que nada do ontem me interessa para o hoje, onde estou, eu, comigo e sem nada de ti, porque nada restou, acabou de se instalar. O dia em que nada do que dizes faz sentido ou me importa, porque aparentemente o teu discurso desgastou-se, tal como tu mesmo quando percebeste que eu te daria trabalho, é este, é agora...

Não importa se fui uma tonta apaixonada e se me deixei levar pelo que parecias oferecer. Nem sequer importa se me desiludi, porque apenas contabilizo os dias em que me encheste e preencheste de certezas, desejos e vontades que não via satisfeitas há muito. O que temos é o que conseguimos carregar e eu carreguei-te todo, à minha maneira, sonhando com o que poderias realmente ser. O que conquistamos é a capacidade de desmultiplicarmos a razão, porque por vezes ela apenas atrapalha, mesmo que nunca nos engane. O que guardamos, para sempre, é tudo o que nos permitimos sentir, sabendo, como o sei, que me dei inteira, real e eu mesma.

O dia de te tirar de mim chegou, finalmente, mas gostei da viagem. Adorei os toques e preservarei as palavras, essas foram muitas, tantas que certamente as voltarei a ouvir de uma outra boca que não a tua, mas que saberá o que fazer com a minha!

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