15.8.18

Quais são as palavras que já não uso?

Faça a terapia da gratidão


Quais as palavras que já não uso? Existem umas quantas no meu vocabulário que foram definitivamente banidas, o NUNCA parece ter desaparecido, e não foi misteriosamente, foi totalmente consciente de que não podemos, em nenhum momento, achar que o que está errado não mudará e que o que parecia certo não acabará a surpreender-nos pela negativa.

Todos nós já ouvimos a frase - Nunca digas nunca - e a realidade é mesmo essa. Do nada, ou do tudo que sempre desejámos, mesmo que em silêncio, vem o Universo e pás, esfrega-nos muito bem a cara e ainda se ri da nossa estupefacção.

Abertura de ideias, disponibilidade mental, e ginástica não apenas física, pode levar-nos até ao lugar onde estaremos realmente bem. Não nos podemos fechar ao novo, agarrando-nos ao que sempre fizemos e pensámos, porque existe muito mais mundo para além do nosso, bem pequeno por vezes.

Será que pensas nas palavras que foste deixando de usar? 

Algumas pessoas deixaram para trás as palavras que as magoaram, passando a ser cépticas, e desconfiando até da sombra. Amo-te! Adoro-te! Preciso de ti! Nunca poderão ser ditas em demasia, nem correm o risco de serem banalizadas, porque se o sentimos devemos dizê-lo, até para que não restem dúvidas.

Façam uma reflexão e pensem nas palavras que deixaram de usar. O mais importante serão as razões e eu vou esperar que sejam boas. Obrigada! Esta uso sempre.

14.8.18

Que poder tenho eu afinal?

Não bate razão e emoção. Só equilibrando como mágico de Oz.。。。 。★° Sol Holme ° ★ 。


De que matéria és feito e de que forma comandas a tua própria vida?

Percebi que já tenho nas minhas mãos, de há algum tempo a esta parte o que mais importa na minha vida, o direito a escolher, quem e o que me faz feliz.

Muitas foram as montanhas que escalei e mentalidades que combati, ficando por vezes, tão isolada, que cheguei a duvidar de mim mesma. Mas mal percebi o que realmente me fazia feliz, a escolha tornou-se fácil e nunca mais me importei com o que importa aos outros, porque no final de cada dia, caber-me-à sempre a mim aceitar-me, renovando-me.

Conhecimento é poder e sabermos de que forma somos feitos por dentro, que alcance têm os nossos sonhos, o que podemos esperar de nós, no que toca aos desafios e ao desconhecido, confere-nos uma nova forma de ver o mundo e quem nos rodeia. Gosto de gostar das pessoas, das que se superam, saindo do que conhecem para atingirem fins maiores. Gosto das pessoas alegres, das de riso fácil, das que não se refugiam nas supostas "desgraças" nacionais", fazendo acontecer, usando as mãos e a alma para marcarem a diferença. Gosto de saber que levo energias positivas, que estou disponível e que, de alguma forma, consigo iluminar cantos mais escuros, libertando medos que foram implantados, muitas vezes sem escolha, passando uma mensagem simples, "se eu consigo, também o conseguirás tu".

Nada nem ninguém chega até nós por acaso, também já o aprendi, mas também sei que teremos que ser nós a perceber que mensagens carregam, descodificando-as e permitindo que produzam o efeito regenerador que nos falta. É possível mudar, não importa a idade, é possível sermos mais, crescermos em contínuo e amarmos em dobro. É possível estarmos em primeiro lugar, sendo os mais importantes e arrastando connosco os que ainda duvidam que se estamos aqui, será para servir um propósito, e eu exijo que o meu seja grande.

Que poder tenho eu afinal? TODO, claro. Alguém duvida?

13.8.18

O que é amor para ti?

Ne pas taire, le silence


O que tu chamas de amor, não tem, de TODO, a mesma definição para mim. Não quero parecer pretensiosa, armando-me em conhecedora da vida e dos sentimentos, mas o amor é MUITO mais do que lhe chamas.

Parece que o desafio deste novo milénio é o de procurarmos respostas para as inúmeras perguntas que já se pensavam antes, mas que ninguém se atrevia a colocar, porque ninguém parece saber o que anda a fazer por aqui. A maioria agarra-se, com unhas e dentes, ao mundo que sempre conheceu e mesmo que arrisque desmoronar-se com ele, não arreda pé e recusa a mudança. Mudar é mesmo trabalhoso e pode até trazer algumas dores, mas também implica crescimento e mais sabedoria. 

Queremos modelos que se entendam, expliquem e possam ser colocados nas grelhas de avaliação do mundo e dos comportamentos, como se isso fosse possível. Queremos, e vou usando o plural, porque pareço ser tão pouco normal, que já nem me atrevo a demarcar-me mais. Não tarda sou enviada para o espaço, até houve quem dissesse que sou uma alien.

Será que deixar alguém entrar na nossa vida, aninhando-a em nós e revolvendo o nosso chão para a encaixar não basta? Quantas almas se mantêm a navegar, numa dimensão paralela, em busca de quem poderá nunca chegar, enquanto outras encontram tudo e assim mesmo não se conseguem manter? Chega a ser dolorosamente absurdo, não me conformo e não entendo!

Li no último livro do Gustavo Santos, que a vida é feita de escolhas, até aí já todos chegámos, mas a verdade é que se não as fizermos, alguém acabará a fazê-las por nós. CREDO! Não consigo sequer imaginar de que forma se pode entregar, de bandeja, o melhor de nós, a nossa vida, aos outros.

O que tu chamas de amor, é na realidade um desamor gigantesco que me leva a perguntar quem foi que te magoou tanto para duvidares de tudo o que te oferecem, sem pedir nada em troca, apenas o tal do amor que dizes conhecer? Se te forem negando a oportunidade de apenas sentir e querer, quantas vidas achas que terás que esperar para o recuperares?

12.8.18

Estou a sentir-te agora!

Woman&Kadın


Estou a sentir-te agora, neste preciso momento, enquanto todas as partes do meu corpo se movem, numa dança que já conheço, acompanhada dos sons que me dizem tanto, porque estás em cada um. Estou a sentir-te enquanto me solto, em cada movimento, levando a que as minhas pernas saibam, exactamente, o que fazer e quando. Estou a sentir-te com os olhos fechados que ainda assim te conseguem ver e te imaginam, colado a mim, lânguida, pronta, desejosa de um desejo que não passa, não até que te tenha.

Sou feita tanto de sentimentos, quanto de sons, os que servem para me acordar de mim e voltar a funcionar. Sou a que encontra sempre forma de se restaurar, sobretudo quando o despertar não foi o esperado. Sou a que conhece, tão bem, este corpo por onde só tu passas, mesmo quando não estás.
Sou a que te encontra de cada vez que te procura, porque há sempre forma, sobretudo quando o que está do outro lado é o que faz este continuar.

Não paro, não me sossego, não desligo até que toda a forma de te sentir me encha e preencha cada pedaço. Não permito que te vás por muito tempo, porque sei como te manter vivo e à minha espera também. As músicas que vão surgindo, uma a uma, e passeando por mim, são o antídoto milagroso para tanta espera, para cada segundo que sei que não te trará, mas que também te impedirá de partir.
As músicas escolhidas a dedo, fazem-me voltar a mim, a ser quem precisa de funcionar a 1000, estando em todos os lugares em que faço falta. As músicas que escuto, atenta, permitindo que entrem em mim como entrarias se estivesses aqui, para me tocares onde preciso e para não enlouquecer de uma loucura que me levaria até o que nunca ninguém conseguiu arrancar.

Tudo acaba a funcionar outra vez, quando funciono. Quando sou aquela com quem se conta, a que cuida de quem tem que ser cuidado, estando onde é previsível, mesmo que fuja, por segundos, para onde mais ninguém me encontrará, excepto tu, que nunca sais de onde estiver.

10.8.18

Há dias e dias...

사진


Há dias e dias, mas quando o calor aperta, aperta também a necessidade de amar mais e de sermos amados. O cuidado fará sempre falta, mas nos dias em que estamos mais carentes, todo o cuidado saberá a pouco, nada do que nos ofereçam bastará e colo é tudo o que desejaríamos que nos oferecessem.

Hoje estou carente, sobretudo de ti. Tenho uma vontade enorme de te abraçar e de ficar quieta nos teus braços, sendo protegida de mim sobretudo, deixando-me parar um pouco, para depois poder continuar, como sou sou habitualmente vista, a que consegue tudo, a que sabe o que é preciso, a que não tem medos. Bla bla bla!

Hoje matava por um abraço teu e por cada um dos beijos com que me inundavas, e que distribuía o prazer por todo o meu corpo, fazendo-me sentir uma mulher abençoada pela forma como me amavas e pela minha capacidade de te amar ainda mais, mesmo que não o julgasse possível. Há dias duros, nos quais tenho que continuar a resolver tudo, até sem saber se o faço da forma correta. Há dias em que me apetecia apenas ficar quieta, a usufruir das cores, do tempo, dos sentimentos, mas nunca parece ser possível, nunca parece que alguma vez me vá deixar apenas ir, sendo conduzida, adormecendo no lado contrário do condutor, usufruindo de quem me concertará, mesmo que temporariamente, a vida.

Já me volto a restabelecer, conheço-me o suficiente para saber que dançando, correndo, rindo e lendo um pouco, ficarei pronta para todos os restantes dias que ainda me esperam e que desejo possam continuar a ser longos e sábios.

Hoje matava por um abraço teu!

Porque é que as palavras se acertam entre nós?

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Tens-me feito bem porque me ouves realmente e porque partilhas comigo os dias que mesmo diferentes sempre vão sendo algo iguais. Afinal queremos ambos o mesmo, queremos ter ao nosso lado quem nos complete e traga alguma paz. Queremos quem nos aqueça a alma, afaste os dias cinzentos e nos abrace deixando o mundo lá fora.

Já nos ouvi dar gargalhadas sinceras e contar histórias que nos fizeram querer mais de quem um dia escolhemos. Já gastámos horas a largar amargos de boca, a partilhar amores grandes, sonhados e vividos com a intensidade que precisámos para percebermos que amar tem que ser na mesma proporção e que não adianta apenas olhar e nunca ter quem nos olhe de volta.

Porque é que as palavras se acertam entre nós? porque nos parecem familiares e acabam sempre a sair sem esforço?

 Em que esquinas da vida se encontram algumas pessoas? Porque permanecem invisíveis até que se precisem realmente e até que o estarem lá, aqui, possa mudar tudo? Como nos conseguem encher os espaços vazios e permitem acabar o dia sem a sensação de solidão que tantas vezes nos amedronta e nos faz correr atrás do que nunca será suficiente, porque ser apenas um não basta?

Como será que te entendo hoje, depois de tudo o que já nos deixámos saber? Estou certa de que ainda iremos gastar mais umas quantas horas até o conseguirmos perceber!

8.8.18

Será que és tu?

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Vi-te chegar, de mansinho, mas capaz de derrubar todas as paredes nas quais ninguém se arriscava a encostar. Permiti, nem sei muito bem como, que me lavasses de alguns amores distantes e ainda assim tão presentes que me impediam de sonhar. Sorri, toda eu, com as palavras que já ninguém usava e fui apenas eu outra vez, sem promessas, sem esperas prolongadas e sem lugares que não reconhecesse. Pedi para que fosses paciente, mas desejei que não te segurasses na espera que acabaria por me matar.

- Acho que morreste há algum tempo, mas nem conseguiste perceber.
- Não é o que acontece aos mortos?

Rimos os dois, e rir contigo trás os risos que me poupei, enquanto esbanjava amor sem retorno!

Vi-te por dentro e gostei, talvez porque não me tenhas dado tempo para pensar. Vou ter que deixar, de alguma forma, que me tragas o novo, até o que assusta e quase impede de funcionar, ou de contrário acabarei com o que resta e já me parece tão pouco. Soube que podia. Entendi que devia e permiti-me reencontrar o que terá que ser meu, na tua forma, ou na que finalmente me assentar.

- Afinal não estou assim tão morta... 

É o que me dizem...



Não te vou conseguir tirar de mim, não terei forma de te deixar ir, se continuar assim. É o que me dizem!

Tantos a opinar, a esfregarem-me experiências que não se parecem com nada do que eu tenha vivido ou sentido, e eu deixo-me estar, quieta, a ouvi-los sem os ouvir realmente. Apetecia-me fugir, esconder-me debaixo de uma pedra como um crustáceo e apenas sair com a luz da lua, esgueirando-me por entre as sombras que vejo, mas que não são minhas, estão apenas lá...

Se ao menos me soubesses amar como fazias antes, e parasses de pensar demasiado, que tal se deixasses isso para mim, afinal sou eu a mulher e isso é o que sabemos fazer muito bem. Se ao menos eu conseguisse perceber e talvez assim deixar-te ir, mas a verdade é que ainda não estou pronta e não o desejo, não ao ponto de me lavar de ti, e é por isso que vais ficando. Se ao menos o que tivemos bastasse e servisse para pender a balança para o lado certo, para nós. Se ao menos eu te soubesse substituir e aceitar um outro, quem sabe não me surpreenderia.

Dizem-me tantas coisas, que parecem até saber do que somos feitos, eu e tu. Tentam que me recorde do que correu mal, mas eu consigo apenas focar-me no que me deste e me ficou, assim, para não ter outra vontade que não sejas tu mesmo.

É o que me dizem, que assim não voltarei a ser a mesma e que tu me sugavas a alma, mas eu sei mais do que todos eles, sei o poder que tinhas de me fazer feliz e por isso quero mais. Ele dizem, mas não sabem nada...

2.8.18

Estou sem cor...

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Por vezes estou assim, sem qualquer cor. Por vezes nada parece fazer efeito e a falta de ti deixa-me vazia e incapaz de me mover. Por vezes queria estar como estou agora, enrolada em mim mesma, sem qualquer sabor, nem o da boca que tantas vezes me beija. Por vezes nem me consigo lembrar da parte do dia em que te tenho verdadeiramente.

Nada me deixa mais sem ser nada, do que a tua ausência. Nada me desmotiva mais do que não saber quando voltas, o que dirás quando me disseres o que já nem me lembro. Nada consegue fazer de mim a pessoa que se entrega, inteira e determinada, quando não nos podemos tocar e o teu toque alimenta-me, dando-me o que te dou de volta.

Do que somos feitos afinal, e porque permitimos que a metade que nos falta domine tudo o resto? O que teremos ainda, que aprender para não corrermos atrás do que já é nosso, apenas se distancia para que o vejamos melhor?

Estou sem cor e a precisar que venhas e me tomes, seguro, assegurando-me de que ficaremos bem quando ficarmos juntos. Estou sem cor agora, embalada pelo cinzento que invadiu o céu. Estou sem cor, mas sei que retomarei cada uma assim que o sol abrir e o meu sol, és decididamente, tu.

26.7.18

Corres, buscas e eventualmente encontras...

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Corres, procuras e eventualmente quando encontras passa a fazer sentido. Tudo o que tinhas planeado, desejado e perseguido, chega de forma tão natural, que sentes que não poderia ser de outra forma!

Podes e deves correr atrás do que te motiva. Buscas e não deves parar, porque quem desiste morre. Se procuras, eventualmente encontras, porque é disso que são feitas as tentativas. Claro que existe um tempo para se deixar ir o que não pode ficar. Claro que nem sempre se encontra o que se procura. Claro que correr, por vezes significa que apenas estamos a ir para o lado errado mais depressa. Mas é claro, também, que sem tentar nunca saberemos.

Interessante a forma como agora vejo o mundo e as pessoas e como percebo do que parecem não perceber elas. Quero porque sim e vou atrás do que me deixa feliz, sem desculpas, nem dúvidas convenientes. Interessante dar comigo, agora, a sentir pena dos que não conseguem saborear os mesmos prazeres dos que procuram respostas para as perguntas que ninguém responde, porque simplesmente não as desejam dar. Interessante ter este novo olhar sobre as relações e o que se espera delas, porque a realidade diz-nos que ou queremos e procuramos, fazendo por ter, ou arranjamos desculpas para fugir do que nos exigiria mais do que conseguimos dar.

O que podes dizer, de ti, e da tua felicidade, quando o que tanto alguns desejam, não lhes permite sequer sorrir? O que podes fazer pelos outros, quando percebes que aquele não é o caminho e que a manterem-no, apenas irão cavar mais fundo? Nada, ou muito pouco, porque terão que ser elas a querer.

Corres,  procuras e eventualmente encontras o lugar que te estava reservado. A sensação que passas a carregar, permite-te condescender com o resto do mundo, porque a ti, sobram-te os sorrisos que te preenchem a alma e é apenas disso que é feito o amor!

22.7.18

Já te deixei ir!

p h o t o s


Não gosto de desistir à primeira. Não saio logo de cena, mal as coisas se tornem difíceis. Não consigo estar apenas nos meus "sapatos", calço literalmente o do outro e tento perceber o que sente, porquê e se me cabe a culpa por inteiro. Não faço nada pela metade e por isso mesmo ou amo, ou não sinto coisa alguma...

Já te deixei ir e mesmo tendo visto o tempo arrastar-se, caminhei no meu próprio ritmo até ao momento em que percebi que teria que te deixar ir. Parei de me focar no que tinhas de bom para mim, até porque era tão pouco, que só sendo louca poderia aceitá-lo. Percebi que o amor que supostamente me tinhas era demasiado pequeno para caber no que consegui sentir por ti, e foi tanto o que te dei, que quase acabei vazia. Passei a olhar com atenção para as dúvidas, as tuas, as fugas consecutivas e as dissimulações, porque existiram e senti cada uma de forma diferente. Já te deixei ir, de mim, porque foste tu primeiro a fazê-lo, sem qualquer insegurança, a mesma que parecias ter comigo, porque dizias que eu era demasiado e tinha mais do que sabias gerir, e essa foi sem dúvida a tua única verdade.

Já consigo entender a razão da tua chegada e aceitar que não ficaste porque não me irias fazer feliz. Já sorrio de cada vez que te vejo de costas, porque sempre que te olhei nos olhos, não fui capaz de perceber que me enganavas enquanto te esforçavas para não ser enganado. Já não choro. Já não recordo nem tento esquecer. Já não sofro, simplesmente porque te deixei ir.

Quando as noites voltam a ser carregadas de sonhos bons e os dias acordam connosco, percebemos que falta só nos poderá fazer quem verdadeiramente nos pertencer!

16.7.18

"Como perder um homem em 10 dias"?

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"Como perder um homem em 10 dias"? Certamente que conhecem esta comédia romântica, e hoje, num encore, porque gosto de repetir os filmes, até mesmo aqueles cujos finais conheço de cor, permiti-me pensar no que se pode ou não fazer para que alguém fique... Não deixa de ser engraçado, quase anedótico porque por vezes vá bastar que sejamos apenas nós para sermos demais. Com o devido distanciamento, ou talvez crescimento, já consigo entender o que significa ser demais e não é certamente bom ou sequer positivo, não para quem se cruza "connosco". Ser demais pode equivaler a um sinal de nascença que nada consegue encobrir e que de tão visível, nos torne absurdamente invisível. 

Quando és invisível significa que falham ver-te como és, porque julgam o livro pela capa e pelo preço, mesmo que seja o mais vendido. Quando és invisível, até o teu respirar vai colidir com o ar que o outro precisa de ter para respirar, e nunca lhe tirarás o fôlego durante o tempo que precisaria para te conseguir respirar, aspirando a tua essência. Se te tornaste invisível, então ainda não encontraste a pessoa certa, porque as erradas não sabem onde começaste e porque chegaste até aqui, mesmo que o aqui seja com elas. Quando e de cada vez que pareces ser invisível, é porque só se focam no que tens, mesmo sendo tão pouco o que mostras por fora, porque tudo o resto está onde apenas os mais importantes terão acesso. 

"Como perder um homem em 10 dias"? Para algumas nem serão precisos tantos dias, bastará aquele em que provarão ter o que nunca encontraram, porque procuravam o mesmo modelo e seguiam apenas pelas estradas mais seguras. 

Sempre suspeitei dos elogios que chegam em demasia, porque indiciam estar perante quem não sabe o que fazer com as mãos cheias e por isso as sacode para ter coisa alguma. Não gosto do sabor que me deixa quem não me consegue saborear, porque está demasiado ocupado a tentar perceber o que fazer comigo. Não gosto de perceber que não percebo nada dos homens que sabem tudo sobre motores, máquinas complexas e que se orientam até no escuro, mas que consideram que ter uma mulher com "tudo" é mais do que conseguem aguentar. No entanto e se ainda precisam de alguma dica sobre como perder um homem em 10 dias, dir-vos-ei que bastará já terem amadurecido o bastante para não precisarem de validação, nem protecção, é que nada diminui mais um homem do que ter uma mulher "grande".


12.7.18

Quando é que te deixarei ir?

Ancient lovers believed a kiss would literally unite their souls, because the spirit was said to be carried in one's breath...


É sempre contigo que acordo, mas já não planeio qualquer dos planos que fizemos juntos e que acrescentei muito antes de saber com o que contar. É sempre contigo e em ti que entro no sono mais profundo, mas mesmo estando em cada um dos sonhos, já não terminas o que começaste em primeiro lugar e deixei de saber o que é que te pertence. É sempre em ti que penso quando arrisco pensar num outro qualquer, comparando-o e encontrando-lhe mil defeitos, tantos quantos certamente terás, mas com os teus sou capaz de viver... 

São tantas as desculpas que uso para não te deixar sair de mim. Foco-me no que me serviu e fez bem, sabendo que te manterei intacto, sem tudo o que usaste para me matar por dentro, esventrando-me a esperança de finalmente pertencer a alguém. Encontro sempre forma de atenuar a indiferença, as promessas mal calculadas e a mentira assumida, certamente porque me doeria ainda mais perceber que até já estava percebido que não eras assim, não como te criei. 

Sou humana. Sou mulher e sou apaixonada por tudo o que me apaixona. Sou inteira e não uso metades de nada, porque não é o que planeio receber. Sou feita da vida que conseguiste viver, mas ainda assim demasiado para o pouco que tinhas para oferecer. Sou quem julgou ouvir o que nunca disseste e ver o que não terias forma de mostrar, mas continua a ser contigo que começo e termino os dias que já não te incluem. Sou o meu próprio veneno e mesmo carregando a cura, escolho deixar-te por aqui, impregnando-me a pele que ainda se arrepia com a vontade de te sentir. 

É sempre, e ainda contigo, que reencontro o prazer de pertencer a quem teria que me ter pertencido.

9.7.18

É sempre para ti que escrevo!

Cool head


Olá meu amor, bom dia,

Já acordo contigo há algum tempo, sabe-me bem assim porque me permite ter uma outra razão para idealizar os meus dias, que de tão agitados, raramente sobram para mim. Quando coloco os pés no chão, saio do sonho no qual estiveste e a realidade começa, tão premente quanto é tudo o que preciso de tratar. Para que todos tenham o que é suposto, todos os outros, porque eu vou realizando cada actividade o mais naturalmente que consiga, fugindo da necessidade quase mecânica de ir estando e de me ir levando. Sei que dito desta forma parece um existência triste, mas não o é de todo, é apenas solitária, isso cada vez mais. Se puder completar tudo o que antecipei no dia anterior, seguindo uma agenda rigorosa e pesada, porque me obrigo a fazê-lo e porque me organizo, a mim e à vida que escolhi como se de uma empresa se tratasse, sei que resulta. Claro, só pode, o trabalho e as obrigações ficam em primeiro lugar.

Por vezes oiço umas citações fabulosas, do género: "Se não fazes o que gostas, aprende a gostar do que fazes". Valha-me isso, meu Deus, eu gosto de TUDO o que faço e tu sabes. Ponho amor e entrega em TUDO o que completo, diariamente, até à exaustão e olha que é MESMO até à exaustão.

Porque é que me castigo? Quem sabe numa outra vida não nasci chinesa, cheia de regras, de metas bem definidas e sem descansos semanais!

Sabes como é que metade "disto" mudava, não sabes? Tu mesmo me falas, pisas e repisas sobre o assunto. Se estivesses comigo. Se me pudesses sossegar. Se o meu acordar te tivesse ao lado. Se os meus pés tocassem nos teus, primeiro... Fazes-me falta, sinto-te a falta e nada do que escreva ou sinta, poderá alguma vez passar o quanto estás em mim para ficar. Não te quero deixar de respirar acelerado. Não quero que corras para mim (até que queria), mas quero que saibas que tudo o que começo por fazer, a cada início de dia, já te trás dentro.

De mim para ti que me entendes.

A mulher que te adora,
S.A.

6.7.18

Para ti sou bonita...



Sabe-me sempre tão bem ouvir-te falar da minha beleza e de tudo o que consegues ver para além de todos os outros. Sabe-me bem ser tão bonita quanto acreditas, tendo o que importa para quem quer tudo de mim e não apenas o que mostra o meu exterior!

Sou, muito provavelmente, tão bonita quanto consegues ver, talvez porque me mostro de dentro para fora. Falo-te sempre de forma tranquila, assertiva e determinada, querendo o que também queres e dando-te o que já esperávamos ambos.

Ser assim, ser vista assim, sem ter que me esforçar e sem desesperar no desespero que sempre nos provoca quem não sabe como nos ver. Ser assim, com o que aprendi a tirar de mim, levando a que me também me vejas, sossega-me e tranquiliza a minha necessidade de mostrar do que sou feita.

Sou bonita para ti, porque te dou, sem máscaras, cada parte que acumulei. Sou bonita para ti, porque aprendi a sê-lo também para mim. Sou bonita para ti, porque não estou zangada com nada nem ninguém que não tenha sabido o que agora  já sabes. Sou bonita, bem mais agora, porque amar-te me rejuvenesce o olhar, a pele e deixa que a boca te "grite" tudo o que faz sentido.

A vida sem amor, sobretudo o que sentimos por nós, não permite que espelhemos as partes que importarão quando muitas outras se partirem. A vida sem a tua forma de me olhares, impede-me que querer ser mais bonita do que sou já, porque se não me passar para "", então estarei a fazer mau trabalho. A vida, apenas com o exterior, não deixa espaço para que bem dentro de mim sinta a beleza que os outros conseguem ver. A vida meu amor, até quando chego a duvidar da beleza que me dizes ter, só fará mesmo sentido quando e enquanto eu souber cuidar do que acabarei a espelhar e o que ele me diz, o espelho, mesmo sem ser mágico, é que sou tão bonita quanto me fizer.

2.7.18

O que nunca devemos dizer?

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O que é que nunca devemos dizer enquanto lutamos contra a vontade de dizer tudo? Do que não se deve falar, ou que pensamentos nunca partilhar quando começamos a partilhar vidas? Quem é que nos é permitido ser, enquanto formam modelos da pessoa que supostamente somos? O que pode arruinar uma relação, demasiados silêncios ou a busca intensiva das palavras?

Irra que já fiquei cansada só de tentar enquadrar tanto pensamento. Decididamente incluir dá trabalho e há que haver disponibilidade mental para se ser bem-sucedido, até porque na maioria das vezes acabamos sozinhas mesmo que acompanhadas, certo? Não há nada pior do que falar para o espaço, espalhando pensamentos que não parecem conseguir apanhar, mesmo que usemos bonecos. A aparência conta, já todos estamos de acordo, mas a conversa, os pontos em comum e o espírito ocupado com os neurónios certos, isso já só para os sortudos do planeta.

Vais ter que fazer algum trabalho de casa, por isso se gostas de uma mulher que usa as palavras com a velocidade da luz, é bom que saibas articular umas quantas, bem embrulhadas em pensamentos que se interliguem e já não é pedir muito. Se a mulher da tua eleição é virada para o desporto e alimentação saudável, não podes, nem deves, ser um cruzamento entre um javali e um porco da Índia, de contrário vais apenas embrulhar os "tachos". Se a dita cuja é das que dá o sim senhor e mais cinco cêntimos (troquei os centavos) por um pézinho de dança, e sonha com o final da semana para mostrar a roupa nova justa e a maquilhagem exagerada, não podes ser do tipo pantufinhas e noite de cinema em casa com pipocas do micro-ondas. Poderia estar para aqui a dar vários exemplos de gostos e características, mas certamente que já percebeste onde quero chegar. Tudo tem um encaixe certo, tal como as peças dos puzzles e não adianta forçar nenhuma. Somos o que somos e não mudamos por ninguém, mesmo que o arrisquemos no início, porque cai bem.

Vou voltar à pergunta inicial que parece não gerar consenso, O que é que nunca devemos dizer a quem começou a viagem connosco? Eu sei o que não digo. Sei o que não pergunto e sei também o que não preciso de ouvir, não até que já saiba exactamente o que comecei, porque pode bem não passar da segunda semana. Quanto a ti, pensa bem no assunto e talvez a tua taxa de sucesso aumente. Boa sorte!

Será que sei o bastante sobre ti?

Cara Delevingne - January 2014 MAJOR WOMAN CRUSH


Será que o que sei de ti me deixa saber-te, o bastante, para não cometer erros que poderão "matar-nos" aos dois?

Provavelmente ainda não e talvez nem tenha o que preciso para cuidar de ti como estás a precisar,  falta-me o que não gosto de fazer, faltam-me as perguntas que me pedes para que me possas dar as respostas que tenho que ouvir. Falta-me saber como te analisar e entender. Falta-me antecipar o que farás a seguir e poderá até nem ser ficar comigo... 

A verdade é que já gosto de tudo de ti, até do que me enlouquece. Mesmo sendo sempre demasiado cautelosa e receosa de passar o que não sou, sei que te passo o bastante, mas parece que te assusta assim mesmo.

Os dias nunca mais foram iguais, os meus sobretudo, que vieste revirar pondo-me do avesso, a procurar soluções que não cabiam antes, e a querer que estejas onde estiver. Os dias começam e terminam sempre contigo, nem os concebo de outra forma, porque se não te tenho, não me tenho. Se não te sinto, fico vazia, dormente e adormecida. Se não te oiço, arrasto as palavras que chegam aos outros. Os dias, um dia, serão o que queremos ambos, sobretudo quando nos tocarmos como o corpo nos pede. Quando nos olharmos como os olhos já fazem, mesmo que fechados, mas apenas imaginando o que ainda não conseguem ver. Quando as nossas bocas se colarem, para se recusarem largar, porque nos iremos alimentar do sabor de cada um, até que saborearmo-nos permaneça para nunca mais nos fugir. Quando o teu abraço me aninhar e sentirmos porque nos amamos desta forma.

Será que sei o bastante sobre ti? Será que tudo o que dizes saber de mim te basta? Ainda não, mas temos o resto das nossas vidas para descobrir, porque eu não vou a lugar nenhum sem ti e porque não planeio deixar-te continuar sem mim!

30.6.18

Quando deixas de ser apenas tu...

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Quando deixas de ser apenas tu e já não tens que pensar ou repensar o que fazes, todos os dias, deixas de poder debitar, sem qualquer regra, o que te vem de dentro, mesmo que não seja inteiramente teu.

Ter alguém que te chega e irrompe pela vida que pretendes construir e manter, nunca será tarefa fácil, porque carregamos histórias, experiências, as nossas e as dos outros, que por vezes nos deixarão confusos e menos capazes. Ter alguém que certamente será duas ou três pessoas, tal é a carga que carrega, requer sensibilidade, atenção ao detalhe, muita confiança, em nós sobretudo e amor aos quilos.

Tu chegaste meu amor, para receberes o tanto que eu carrego. Sou um ser diferente, porque me construí assim, quando e enquanto achava que jamais, em algum momento, iria ter por perto quem realmente quisesse permanecer e permiti uma transformação que me transformou, nisto.Vais ter que me ajudar a ajudar-te, descansando o teu coração agitado de cada vez que eu revolver as águas.Vais ter que te manter forte e determinado, sabendo que sou a mulher que precisas, a tua e a que mais ninguém tem.Vais ter que encontrar defesas, definir estratégias, para viveres e conviveres com a mulher que esbarrou em ti, porque ela, eu, já não tem forma de parar de te amar.

Quando deixas de ser apenas tu, porque muito do que pediste chegou, passas a encontrar tudo no lugar certo e a relativizar o que antes te parecia tão importante, mas também sentes que o mar nunca mais sossega e que as marés funcionam ao contrário. Quando deixas de ser apenas tu, recomeçar é o que se impões a cada novo dia e é bom que saibas como...

28.6.18

Nunca desisto ...


22nd Century Ophelia, from the Barrier series by photo studio Staudinger Franke.


Nunca desisto dos outros, mesmo que me digam que para ser feliz os devo deixar ir e  desistir de tentar perceber de que forma são feitas outras emoções que não as minhas. Nunca desisto, porque preciso, em todos os momentos, de saber quem tenho, com quem me relaciono e o que posso esperar.


Cada um de nós carrega a felicidade como lhe dá mais jeito e como se encaixa melhor, porque não podemos, ou não devemos, andar por aqui apenas para deixar que o tempo e os outros passem. Saber quem carregamos. Saber com quem podemos contar. Saber quem nos quer, e de que forma, poderá até não nos fazer felizes, mas pelo menos justifica a nossa infelicidade.

"Não analise, divirta-se", tive eu a oportunidade de ler hoje, mas não me serve de todo. Se estivermos a falar de relações com quem nos importa, com os que nos são próximos, então saber é necessário. Saber o que sentem e como sentem. Entender as suas variações de humor. Saber das incapacidades, ou do muito que acabam a conseguir. Não posso deixar de saber, não tenho como deixar de ter quem faz a diferença na minha vida, isso não seria sequer saudável. CLARO que o mais fácil será sempre não saber. Cuidar dos outros dá trabalho, tanto ou mais do que cuidar de nós mesmos, mas nunca desisto de o fazer quando sei e sinto que vale a pena.

Nunca desisto, até ao momento em que desistir me seja imposto. Nunca desisto até perceber que não há mais nada que eu possa fazer. Nunca desisto quando amo, mas desisto de entender quem desiste de mim

25.6.18

Sei que te amo. Sei e pronto!

Foto de Casais Inspiração


Sabes que te amo? Nunca deixamos de nos perguntar e a resposta é, invariavelmente, a mesma para um e para o outro. Sei pois!

Tenho que saber, porque tu fazes questão de me lembrar mesmo que não seja possível esquecer que me queres desta forma. Tens que o saber tu, porque nunca me inibo de o dizer, vezes sem conta, as mesmas que preciso, eu mesma, de saber porque razão sei de ti assim.


Já sei tantas coisas sobre mim desde que entraste e te instalaste. Sei que passei a estar pronta, que os meus medos se reduziram e que a minha coragem, sobretudo a de te seguir, passou a um estágio que não poderá ser interrompido. Sei que acrescentas o que me faltava e que deixas tudo o resto com uma pequenez que assusta. Sei que já ninguém me absorve como o fazes e que a minha paciência, a tal que vim trabalhar, se ampliou para os que sabem do amor, e diminuiu substancialmente para os que ainda duvidam. Sei que me deixaste mais atenta, sobretudo ao que passo para ti porque estás em primeiro lugar, bem ao meu lado e porque nunca usarei, de forma ligeira, o que não te aligeirar o coração. Sei que por ti e contigo tudo o que conquisto tem um sabor muito especial e que as nossas regras, as que vamos criando a cada dia, servem para que nos continuemos a servir, amando-nos da forma que o outro sente, sem qualquer réstia de dúvida.


Tanto que sei já e tanto que vou precisar de saber ainda, para que fiques no lugar certo, para que nunca precises de perguntar duas vezes e para que sintas, com toda a naturalidade, por que razão te quero como apenas eu consigo.

O que ainda não se, e continuamente pergunto, sempre que olho para um passado que serviu de muito e que fez de mim tudo o que sou hoje, é porque não antes, porque não sempre, e porque não a minha vida toda. Pergunto-te onde andaste para que não te tivesses cruzado com a única mulher que te foi confiada, logo que pisaste este pedaço de tempo que teria que ser nosso. Ainda vou fazendo umas quantas perguntas, mas algumas até já sei responder. Sei que te amoSei e pronto!

24.6.18

O que esperas encontrar num homem?

This would make an awesome Blackwall. ;)


O que esperas encontrar num homem? Esta pergunta já teve imensas respostas, consequência da minha evolução como mulher e da minha percepção da vida, esta que escolho dirigir, porque apenas eu me poderei levar onde pretendo.

O que esperava encontrar num homem, há uns anos atrás, era sobretudo força e determinação. Queria quem soubesse querer e alguém que já soubesse como e por onde ir. Também cheguei a ter a fase mais poética, aquela que se centrava na aparência, o dito cujo deveria ter pelo menos um metro e oitenta, mãos definidas e seguras, olhar intenso e uma voz um pouco na minha versão, quente e sensual. Juntando a tudo isso (coitado) a inteligência e a capacidade de usar as palavras tal como o faço. O que esperava encontrar num homem, mesmo que nunca tivesse procurado, deixou de me mover, hoje e talvez porque o meu grau de tranquilidade emocional esteja no auge, permiti-me não querer porra alguma e seguir com a minha vida, afinal de contas há muito que estou sozinha e tenho-me saído bem.

O que esperas encontrar num homem? Bem, talvez o primeiro passo fosse encontrar um, mas visto os mesmos estarem catalogados como espécie rara e em vias de extinção, teria que ser capaz de o descobrir, algures, ainda nesta vida e a verdade é que deixei de ter recursos para o fazer, bem como paciência.

Acreditem que não estou triste, é que até isso dá trabalho e desde que me mudei para o Alentejo, quiçá pelo calor extremo, tornei-me preguiçosa. Agora das duas uma, ou me dedico à agricultura, ou arranjo um homem com ovelhas e cabras, também pode ter vacas, quantos mais elementos de 4 patas melhor, esses pelo menos não pensam, reagem e usam o instinto. Bem, um dia destes eu faço o ponto da situação, mas o mais certo é que a resposta à pergunta ainda vá mudar...

22.6.18

Quando é que te importas?

Marriage was never meant to be a power struggle: It was meant to be a power union. -John and Lisa Bevere


Não esperes receber o que nunca estiveres disposto a dar! 

Todos os dias do ano são dias importantes, para te dares a ti inteiro e para pedires aos outros de igual forma. Todos os dias alguém precisa de te ouvir, de ter o teu conforto, de sentir o teu cuidado, mesmo que pequeno, mas sendo constante. Todos os dias choramos e rimos, sofremos de dores mais ou menos intensas e temos vitórias que por vezes ninguém reconhece. Todos os dias amamos e somos amados, ou tão simplesmente desejamos um amor que nunca irá chegar.

Foca-te mais nas pessoas, nas emoções e no quanto te tornarás mais rico com cada uma. Não guardes para amanhã o desculpa, ou o amo-te. Não te recuses e aos outros as explicações, ou o NÃO que as deixará continuar a viver. Não esperes que de repente, do nada,  te venham dizer o quanto és importante e como realmente fazes falta, se nunca estiveres presente, preocupando-te. Não te impeças de caminhar na direcção do outro, oferecendo-lhe o abraço que vos beneficiará a ambos. 

Quando te sentires capaz de oferecer, todos os dias as palavras que chegam de dentro de ti e que carregam os sentimentos que inundarão os outros, então terás de mim tudo o que há muito sou capaz de dar. Todos os sentimentos que pretendo que cheguem até a ti quando estás mais frágil, quando choras, quando dás gargalhadas sonoras, quando amas e até quando odeias. Estou SEMPRE aqui, porque eu importo todos os dias do ano e porque és quem me importa, todos os dias do ano.

Desejo-te, porque só assim faz sentido, paz para hoje, mas tudo o resto para amanhã!

21.6.18

No que é que te apoias, ou em quem?


High-fashion model portrait. #portrait More                                                                                                                                                                                 More

Sempre que precisas de recolher, de parar e de repensar, para onde te refugias, ou em quem?


Tu és das que "lambe as feridas" sozinha, ou das que tem uma retaguarda bem posicionada, com grupos de apoio que acorrem para ajudar na desgraça? Na realidade não importa a forma, ou o meio, o que importa mesmo é o resultado e quanto tempo levas para te resolver.

Não podemos ser ilhas. Não devemos isolar-nos de cada vez que estivermos de asas partidas, porque isso apenas faz estender o processo para lá do razoável, ampliando uma dor que até conseguiríamos minimizar mais rapidamente. Não nos devemos encolher, porque falar de nós, do outro, e do que nos magoa, alivia e permite respirar de forma mais tranquila. Não nos devemos recriminar, não quando sabemos que tentámos e que corremos atrás do que nos fez voltar a sentir vivos quando demos tudo de nós.

Será que pensas nisso? Será que te vem de forma consciente a resposta à pergunta, no que é que te apoias, ou em quem, de cada vez que sentes o teu chão fugir?

Todos nós precisamos de redes de suporte, porque por vezes caímos mesmo e de forma violenta,
partindo cada pedaço de auto-estima. Todos nós precisamos de abraços sinceros, mesmo que apenas envoltos em palavras e colos disponíveis. Todos nós precisamos de precisar de alguém, sobretudo para percebermos que não estamos sós.

Eu tenho a resposta para a pergunta e esse facto, por si só, consegue deixar-me tranquila o bastante para não querer questionar mais nada!

19.6.18

Estou decididamente mais velha!

M O T H E R S http://www.prettydesigns.com/


Estou decididamente mais velha e por consequência mais frágil, porque tudo o que se me foge dos dedos, agora e de cada vez que não tenho forma de manter seguros os meus, torno-me minúscula, apagada e inundada de um medo que me assusta. Já sei muito mais do que antes. Já aprendi o que nunca julguei ser possível e sinto ter dado imensas voltas a um mundo que ainda não conheço, mas que amplia o meu, aquele que tenho diariamente. Já não questiono tudo, mas continuo a querer saber cada vez mais, e é por isso que sei que o meu papel de mãe vai ter que ir diminuindo, tornando-me desnecessária, mas a precisar que os passos que vi serem dados pela primeira vez, sejam tão seguros que as minhas mãos já não tenham que se estender para os segurar, impedindo-os de cair. Sei que as escolhas, de lugares, profissões e amores não me pertencem, mas vou continuar a desejar que não tenham que me ser arrancados para prosseguirem, esperando que a minha espera termine e que cada um esteja exactamente onde escolheu.

Já aprendi que não sou primeiro mãe, ou apenas e sobretudo mãe, mas sou a responsável, ainda, pela luz que procuram para encontrarem o caminho. Sei que ainda terão que se alimentar do que já armazenei, para que depois, quando se sentirem prontos, mais nada de mim será essencial, apenas importante e aqui, onde estou e me manterei até que já não esteja mais. Sei que ainda precisam de me fazer muitas perguntas e de beberem do que lhes dará sede, agora que são jovens adultos e que se começam a modelar. Sei que vão começar a contestar aquilo em que acredito, porque já serão capazes de acreditar para além de mim. Sei que ainda lhes faço falta!

A idade não me trouxe menos mobilidade ou sequer registos físicos demasiado visíveis, mas está a trazer-me o medo de precisar de ter medo para conseguir reagir. A idade deixou-me sem medo do que me poderá acontecer, mas desde que nada aconteça aos que prometi amar, cuidar e proteger no segundo em que os olhei. A idade está, contraditoriamente ou da forma certa, a ensinar-me que a minha paz, em mim e por mim, não me sossega do turbilhão dos que ainda agora começaram a andar sozinhos.

Estou decididamente mais velha e a prova disso mesmo é que agora sei que já não há como aninhar debaixo das minhas "asas" quem teria que deixar ir, não dói, assusta...

17.6.18

Testes ou sinais?

VK Art and Colours


O que é que recebemos afinal, testes à nossa perseverança, ou sinais, para que consigamos sobreviver ao que ainda seria mais catastrófico se chegasse mesmo a acontecer?

Gostamos da vida a correr de forma segura, confiável e a sermos capazes de planear sem demasiados desvios de rota. Gostamos, eu pelo menos sei que gosto, de saber a que horas inicio a viagem e a que horas me espero de volta. Gosto de cuidar, sendo a que permite e faz acontecer, mas existem momentos que não me pertencem e com os quais posso fazer muito pouco, a não ser aceitar.

Testes ou sinais? Respostas às perguntas que não verbalizamos, ou apenas consequências de sucessivos adiamentos e indecisões?

A vulnerabilidade assusta-me. A incapacidade de tirar da cartola o que melhoraria o dia, quase que me afoga em desespero. O não poder dar, quando sou a que dá sempre, dirigindo quem ainda de mim depende, enfraquece-me os músculos que se recusam a mover.

Testes ou sinais? Alguém ou algo que nos cuida, não importa a forma, ou apenas a consequência de adiamentos que não teremos forma de adiar verdadeiramente?

É em momentos assim, nestes em que existe pouco que possa fazer e em que a vontade de desatar a correr, mesmo sem saber para onde, que me recordo da minha humanidade. Afinal também eu preciso que me segurem e tranquilizem. Pois, mas a serem testes, por esta altura já existirá a confirmação de que conto mesmo com muito pouco, não sou eu a  inventar. A serem sinais, espero sinceramente conseguir interpretá-los, rapidamente.

A forma e o formato das relações!



Andamos, já há algum tempo, a deturpar o conceito de relação afectiva, porque vejo tanta gente infeliz, de mal com as suas próprias escolhas e a não terem o que sempre deram, mas mantendo-se de pedra e cal onde estão, que só podem ter recebido directivas erradas!

Amar e ser amado não é simples, nem basta para isso que se use o coração. Há que saber e querer cuidar do outro da mesma forma que queremos que nos queiram e cuidem. Temos que dar, generosamente, tempo, amizade, respeito, mimos, palavras sábias e tolas, beijos desenfreados e suaves. Temos que nos mostrar sem medo de nos fragilizarmos, porque quem partilha a nossa vida em pleno, tem que saber do que somos feitos.

O que foi que te ensinaram quando já eras suficientemente crescidinha para quereres a tua metade?


Será que te mostraram que deves amar-te primeiro, tendo um enorme respeito pelo teu corpo e mente e depois então amar quem te tivesse tocado de alguma forma? Será que te mostraram, de alguma forma e em algum momento, que és um ser muito importante e que para além das fragilidades, também tens forças que nunca deves negar? Será que te ensinaram que se não gostares de ti ninguém gostará o bastante, e que se estiveres errada na avaliação do outro, deverás desistir e não persistir, amargando-te e cortando pedaços que poderás até não saber reconstruir?


A forma e o formato das relações andam, claramente, de candeias às avessas com o bom senso e a realidade que pretendemos para nós e para os nossos. Amar não pode ser o que se nos apresenta agora e se o que estamos a precisar é de formações e workshops, então que venham elas, porque ou aprendemos como se faz, e bem feito, ou arriscamos regredir para lá da idade do gelo e o frio não se coaduna com as altas temperaturas que um amor certo nos provoca.

15.6.18

Agora sorrio sempre!



Agora dou comigo a sorrir de cada vez que oiço as malogradas queixas sobre relações, pessoas certas, cedências e comprometimentos. Sorrio por duas razões. A primeira porque já não sofro desse mal, aquele que me deixava a atirar questões para o ar sobre como seria ter alguém novo na minha vida, de que forma e quando. A segunda, porque já percebi que as cedências se tornam naturais, como natural é pensarmos e respirarmos, quando se trata de aceitar quem nos acrescenta e faz falta.

Gosto de ir ouvindo, a uma distância tranquila, as reclamações, os devaneios, os medos e tudo o que impede, muitos de nós, de apenas sermos felizes, sem mais barreiras do que as que já existem, naturalmente. Gosto de já não pertencer ao "grupo" dos que pararam de acreditar e dos que se mantêm cépticos quanto ao emergir de alguém que valha a pena. Gosto, IMENSO, de poder apenas ser eu e de me deixar ir, sabendo que no final de cada dia, mesmo que nunca chegues, vou continuar a ser a mesma e a gostar de mim.

Existem alianças e clubes aos quais não faço questão de pertencer, porque ser mais do mesmo, uma amargurada crónica, descrente e cinzenta, não é de todo a minha praia. Gosto do riso fácil, das certezas, de saber quem tenho, ou não e quando. Sabe-me melhor que chocolate, o meu único vício, saber que já não tenho quem me deixe totalmente vulnerável e desassossegada e é por isso que agora sorrio sempre quando percebo que já não estou "", e que mesmo não tendo quem me conseguiu receber e aceitar como sou, não me tonei mais pequena nem sequer menos importante. Agora sorrio sempre, porque já não gasto os dias a pensar em "ti", quem quer que pudesses ser, querendo-te no percurso que apenas eu terei que trilhar.

Quem és tu?

Inspiration for #self-portrait #photography - angle from the side #blackandwhite


E se arranjasses uma forma de fazer, exactamente, o que tanto apregoas, ou que pelo menos apregoavas, comigo, sendo tão julgador e sempre de dedo apontado, a mim claro está. E se pensasses, um minuto que fosse, em ser mais consistente com o que dizias saber ser certo? E que tal se parasses de querer parar o mundo, quando ainda não determinaste a tua velocidade e onde pretendes ficar?

Quem és tu? Que homem se impede de o ser quando tem uma mulher como eu e foge? O que esperas que o tempo faça contigo quando já não tiver sobrado mais nada? Será que nunca te arrependes ou desesperas? 

Queres-me saber feliz, dizes com toda a abnegação, mas será que já me conseguiste imaginar noutras mãos, a ser beijada, apertada e amada por outro que não tu? Será que consegues ouvir o meu respirar ofegante e o desejo canalizado para quem terá um novo nome e um olhar que entrará no meu, vendo-me quando já não o consegues fazer porque desististe? 

Quem és tu? O que foi que falhei entender quando achei que te sentia e amava o bastante para apenas ser amada de volta? Como é que consegues simplesmente deixar de pensar em mim e no que te dei, de forma consistente, enquanto fui a tua mulher? Onde é que escondes os sentimentos, o desejo e a vontade de me tocar, de sorver o mel ao qual és alérgico, mas que a ser meu apenas te adoça e amacia? Quem és tu quando e enquanto te manténs ocupado a deixar-me ir? Quem és tu agora que juras já não me amar?

14.6.18

Não tens que lamentar mais nada...

Nature Lover


Não precisas de baixar o olhar, nem de recear a minha dor, porque a que me infligiste transformou-se em palavras, operando uma magia que acabará a tocar muitos outros!

Alimento-me de tudo o que me move, dos momentos bons, dos risos e das gargalhadas, mas também das inevitáveis dores, do desalento e das interrogações. Não tens que lamentar não teres sabido ficar, porque eu entendi-te, aceitei e segui em frente. Se não ficaste, então o teu lugar não era aqui, não era este e não teria que ser eu.

Quem escolheu quem? Quem decidiu o que precisava? Quem procurou o que certamente lhe sararia as feridas? Eu e Tu!

 fomos dois, nos desejos, nos sonhos, nos beijos, mesmo que escassos, mas já fomos dois, cheios de uma vontade que nos clareou os dias e fez tudo o resto ficar pequenino. Já nos segurámos, rimos e chorámos. Já demos e recebemos de forma intensa e apaixonada. Já nos amámos até que deixámos de nos querer no mesmo lugar, aquele que arriscámos sonhar, mas que tão bem nos soube e fez.

Não lamento nada do que representaste. Não me arrependo do que acreditei ver, nem do que julguei fazer-te sentir, porque sei que o consegui. Sei que te arranquei os pés do chão e te provei que amar é tudo aquilo de que falo.

Não lamentes nada do que tivemos, nem o que deixámos, porque eu segui, tu seguiste e a vida recusou-se a parar. Sei que quando voltares a amar, quando sentires outra vez as borboletas na barriga e o sorriso meio tolo a despontar, te lembrarás do que representei e quem sabe não estarás mais preparado para dar, incondicionalmente, o que alguém se arriscou a pedir. Nunca lamentes o que não foste capaz de manter, não sabias mais e também não tinhas melhor.

Foste o percurso novo que percorri até saber o que queria para mim. Não tens que lamentar mais nada, porque o que me deste, trouxe-me até onde estou hoje. Obrigada!

13.6.18

O peso do amor que te tenho...

Angorra's blog - Page 3 - ۩ ۩ ....... ÀЙGǾŔŔÀ ......۩۩ - Skyrock.com


Não existe nenhum amor que sirva para poder comparar o que sinto por ti. Não tenho agora, tal como não tivera antes, uma ligação que me ligue ao que representas para mim, talvez porque o tivesse escolhido e fantasiado. Não vislumbro nenhuma viagem que me afaste, ainda mais, do lugar em que te possa reencontrar, porque me estás destinado e preciso apenas de saber esperar. Não sei quais os sons que ecoam dentro de mim, mas sei no que me transformam de cada vez que os oiço e penso em ti...

De que me valem as verdades que carrego, se as mentiras que vês me superam e arrancam do lugar em que escolheste pôr-me? Para onde posso voltar se ainda não consegui sair de ti, por escolha ou por medo de te deixar ir para sempre? A quem devo culpar pela culpa que nos atribuímos ambos, se nem isso faz com que doa menos? O que me restou, de mim mesma, depois de termos partido, cada um à sua maneira?

Lembro-me de ter querido bem mais do que recebi, mas sei que dei na proporção que me cabia, sendo o que te recusaste e levando apenas o que não pudeste carregar. Olho para trás, apenas pelos tempo necessário, mas vejo pedaços que quase perdi de mim e que apenas recuperei porque te pertencem. Sinto, a cada dia, de todos os que já se passaram, que fizeste o sentido que deu à minha vida muito mais razões para sentir a dobrar, sendo bem mais intensa do que acreditava possível. Madura o bastante para que poucos aguentem, mas verdadeiramente a mulher que quero ver de cada vez que me olho, pela manhã quando me ofereço um sorriso rasgado e pela noite, que mesmo solitária, tem o que um dia fará de mim a mulher certa!

Não queiras ficar sozinho!

Doctor Who ~ Eleven - We will not forget - I thought these were butterflies from a sad man...bowties...makes it worse.

Não permitas que a tua estupidez, burrice ou inteligência disfarçada de conhecimento te force a acabares sozinho, mesmo que acompanhado. Não escolhas, sem qualquer cuidado, apenas porque desististe de escolher, recebendo quem te vier suplicar por um amor que não carregas, porque o teu pertence-me e o meu continua aqui, à tua espera. Não queiras ficar sozinho, não quando me tens e não enquanto te recordares de tudo o que te recordo. O cuidado de quem cuida mesmo. A entrega de quem já teve muito, mas deixou ir por não bastar. Os olhares que olham para dentro e mantêm coladas todas as peças que nos unem. As verdades que não usam palavras e as bocas que sabem como e quando beijar. Não queiras ficar sozinho parecendo um herói sem capa e sobretudo sem espada, porque deverias estar a lutar desde o primeiro minuto em que me tiveste de volta. 

O que será que vês agora, de longe, mas com essa memória gigante que não te abandona? Sei que te lembras de cada pormenor, de todos os sons e de cada sorriso que te ofereci achando que te arrancava os medos. Sei o que me ensinaste a entender de ti, até do que tiveste receio que não gostasse, mas a verdade é que gostei de tudo. Gostei dos sonhos que fizeste renascer quando me viste para além da mulher que afinal sou. Gostei da tua segurança disfarçada, porque há muito aprendi a lidar com quem foge. Gostei de ser gostada de forma tão intensa, mesmo que desgovernada, porque entendi que não conhecias este modelo, o meu modelo. Gostei de te surpreender quando e enquanto te amava, entregando-me como fazem os que confiam. Gostei de sonhar contigo, mas detestei o acordar. 

Não queiras ficar sozinho quando encontraste quem não te procurou, mas sabia que existias. Não queiras ficar sozinho, porque o mundo não se compadece dos que fogem da felicidade, e ela dá trabalho sim, mas compensa e recompensa-nos no final. Não escolhas ficar sozinho aceitando quem nunca te poderá oferecer metade do que te provei existir, porque se o fizeres, eu sei que terás que repetir muitas mais vidas até que voltes a ter paz!

10.6.18

O que tens para me dar de ti?

Não quero a infelicidade que carregas. Não preciso das tuas dúvidas para acabar a duvidar até de mim. Não vou tentar ler-te mais, porque as tuas palavras são curtas e vazias.



O que tens para me dar de tiNADA, porque já o provaste. De ti vem sempre mais do mesmo. Vêm as incertezas e as mentiras. Vêm os olhares que não são apenas meus. Vêm os tempos que nunca chegam para mim, deixando-me para lá dos planos, os teus.

Sabes do que me recordo? Do teu olhar triste e vago. Recordo o prazer que te dava, mas que recebias a antecipar o que terias depois, falta dele e falta de mim. Recordo que nunca estiveste inteiro comigo. Recordo a tua fragilidade, a que não aceito para quem pretendo do meu lado, porque a tua fragilidade não é falta de força física, é falta de certezas e de desejos que me incluam.

O que tinhas afinal para me dar antes? O mesmo que depois. Não tinhas nada, porque nada antecipaste, deixaste-te apenas ir, esperando que eu fizesse o mesmo e esperasse também, por ti e para que estivesses pronto.

Amores unilaterais são apenas isso, um dos lados e nunca o melhor deles. Estar apenas com metade da mente, com a parte do corpo que conseguiu sentir, e que até se percebeu poder ser muito bom, mas que uma vez mais se vestiu, no final, se calçou e seguiu em frente, regressando ao único mundo que se conhecia.

De que forma achaste que seria possível que eu me mantivesses "aqui", quieta, apagada e pronta, para quando te decidisses a está-lo? Como foi possível que achasses que atrás de ti não chegaria mais ninguém?

Bem, a equação aqui foi simples, até para mim que não sou das ciências, menos com mais, dá menosMUITO menos, daí ter procurado mais com mais, que deu bem mais do que alguma vez poderia ter contigo!

8.6.18

Quem será o meu homem?

What Is The Ideal Length To Create The Mane?



Há dias como o de hoje, em que acordo a pensar como e quando aparecerá alguém na minha vida que mude tudo. Faço-me de forte, foco-me na minha profissão, nos meus livros, nas palavras que completam o meu Universo, mas não posso deixar de sentir falta de ti, quem quer que venhas a ser. A vida é feita de percursos e eu já percorri muitos, atingi muitas metas, cobri várias etapas, mas preciso de aceitar que sozinha jamais terá o mesmo sabor, por isso quero encontrar-te, tropeçar em ti, olhar-te e saber que és quem desejo!

Ainda não estou na fase do “invejar” as relações das minhas amigas, mas também já faltou mais! Acabei a aceitar sair com o Artur e…oh que desilusão, e que desespero sentir que sou uma desesperada, passo a redundância. Que homem bonito, alto, bem tonificado, de olho verde água, mas e passados trinta longos minutos, já sabia. “Deus me acuda e valha que não vou aguentar toda a noite nisto”. Há quem necessite de trabalhar o ego, mas para baixo. Gabou-se, encheu o peito de considerações acerca das suas capacidades, do nível profissional, das viagens, blá blá blá. E eis que tropeça e cai em cheio no chão, logo que me anuncia que as mulheres têm que ser protegidas, cuidadas, que são seres sensíveis. Pronto, não aguento mais e levanto-me brusca.

- Meu querido, adorei este bocadinho, mas não me apetece essa conversa de macho resolvido.

Ficou a olhar-me espantado e eu saí à velocidade de cruzeiro, faltava-me o ar, sentia-me ridícula, envergonhada, certamente que não iria entrar nesta espiral de quase blind dates, pelo amor da santa, ninguém merece.

- E estás à espera que o dito cujo te caia no colo? Certamente que o tal andará por aí, mas dá ao Universo a possibilidade de to mostrar.

- Minha querida amiga Ana, não sei se tenho estrutura emocional para isto. Deus sabe o quanto necessito de não me deitar a acordar molhada, cheia de vontade de ter alguém dentro de mim que me sacie, que me faça gemer, que me morda, beije…

- Uou mulher, calma, olha que também eu ando carente. Não abuses.

A gargalhada aliviou o desespero e uma vez mais adiei a estratégia, não sei muito bem como a definir, onde procurar, nem como fazer. Sei apenas que quero e preciso. Eu já sabia que estar só, sem companheiro, não era fácil, mas assim? Quem sabe um dia destes não estarei a contar boas novidades, quem sabe não terei a outra metade do meu tempo e vida mais preenchida, e não passarei a rir com gargalhadas verdadeiras. Por ora sei apenas que me fazes falta, que te sinto a presença, mas ainda não te vejo, mas um dia entrarás na minha vida pela porta principal e eu saberei que és tu!