Afinal existe outra mulher!



Inacreditável! Não sei como aceitar que ainda não me saibas ler e que permaneça um mistério mesmo quando te digo tudo sobre mim, nunca escondendo qualquer sentimento. Será que estás mesmo atento?

Pareces nunca ouvir realmente o que te digo. O teu olhar está distante, algo vago, sorris de forma mecânica e pareces ser o único a não perceber que é demasiado perceptível, sobretudo para mim. Se te deixasse sossegado, se não falasse, se parasse de te tocar, tenho a certeza, agora, que não repararias em mim, que já não me sentirias a falta e que nem à noite, aninhada em ti como faço, sentirias o meu cheiro ou o meu olhar de preocupação.

Ultimamente não consigo parar de me surpreender com as respostas que sou forçada a repetir, com todas as palavras que pareço apenas vomitar, porque não interpretas nenhuma e nem sequer te esforças por esconder. Não está aqui, deixaste de morar em mim, partiste há algum tempo, isso já sei, apenas me resta determinar há quanto. Não que importe, mas talvez me afastasse esta sensação de burrice interior, porque vou parar de te desculpar e fazer-te a pergunta que andei estupidamente a evitar - Existe outra mulher? - O teu olhar ficou de súbito perdido, desceste ao planeta terra e percebeste que afinal não estavas bem escondido, que o que sentas já era demasiado real e forte para o poderes manter longe desta mulher, da que ainda te continua a querer, mas que sabe que te perdeu.

- Não precisas de responder, poupo-te a ti o trabalho e a mim a humilhação. Podes arrumar as tuas coisas, estás livre.

Sabem quando é que vou pedir a um homem que fique sem me amar? NUNCA!

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