Eu e tu quando dançamos!

Gray Scale of a Man and Woman's Dancing


Eu e tu estivemos a dançar, tão juntos que parecíamos querer fundir as almas. Tu gostas da forma como te aqueço quando solto o meu corpo para deixar entrar as músicas que me mudam e transformam e quando já não aguentas mais olhar-me, desaceleras o meu ritmo, acalmas o meu fogo e dançamos juntos!


Gosto da sensação de estar junto a ti e de sentir o teu coração bater. Gosto de olhar para o teu queixo que vou beijando, enquanto te sopro as palavras que te ligam por dentro. Elas têm o poder que lhes quero dar e sei o que cada uma te provoca, de que forma ficas depois tão pronto para mim, para me amar como só tu sabes e podes.

Quando dançamos aproveito para te dizer tudo o que não consigo de outra forma, porque parecemos ficar em transe, fazendo com que tudo se torne possível.

- Queres enlouquecer-me miúda?
- Sim amor da minha vida, quero enlouquecer-te com tudo o que sinto por ti e que de já não caber, tenho que te passar.

Nada como os sons, como as músicas que até vão falando de nós, em letras que parecem encomendadas, adequadas a cada passagem desta relação que me tem ensinado e dado tanto. Aprendeste a gostar de estar acompanhado por todas as músicas que já nos pertencem e que nos vão recordando dias, momentos e etapas. Agora já és tu que nos acordas ao som de algumas e com muitas fizemos tanto amor que quando as dançamos conseguimos recordar-nos, de cada beijo, de cada suspirar e de cada gemido dos nossos corpos que não se cansam um do outro.

Eu e tu fomos hoje, uma vez mais, a outra metade que se encaixa de forma tão segura, fazendo sentido e sendo o que precisamos um no outro!

Será que mudarias alguma coisa se soubesses?

Woman With Black Hat


Não sei se mudarias alguma coisa, se te apressarias a saber de mim, ou se te importaria saber que me vou embora, que em breve deixarei de estar à tua distância, a real, porque a emocional foi imposta por ti e já é enorme.


- Porque não lhe contas?
- Porque não é importante, porque não tem que ser por qualquer outra razão, que não a de me querer     realmente.
- Não gostarias que te contasse, se estivesses no lugar dele?
- Numa situação normal, CLARO que sim, mas para que me apresasse a decidir o que apenas
  me deveria caber a mim? NÃO, de todo.

Vamos voltar à frase, já um pouco gasta, que diz que quem ama cuida e quer saber do outro, mas a ser assim, nada se deveria interpor entre o que sabemos ser certo e a necessidade que tem o outro de que vejamos o visível. Se soubermos quem é que nos deixará bem. Se tivermos tempo de perceber quem está do outro lado, então essas serão as razões que bastam e a solução passará por cuidar, amando e estando presente.

A minha intuição certamente que não me enganará, e ela diz-me que não mudarias nada e que ainda te fecharias mais. Certamente que acabarias a correr, mais rápido, para a direcção BEM contrária à minha. Já aceitei todas as decisões, ou a falta delas e a comprová-lo basta que olhe para a minha passividade. Já não me tiras o sono e deixei de te ter nos sonhos, agora só preciso de ultrapassar a minha, quase inércia, perante a possibilidade de recomeçar algo com alguém novo, porque a verdade é que eu estou numa outra onda, estou de malas feitas e já não cabe mais ninguém na minha bagagem. Deixei de acreditar que exista quem saiba o que quer e espera da vida. Quem esteja no mesmo ritmo, e por isso afasto-me para não ter que afastar. Não é o correcto, não deveria estar convictamente , mas é o que se arranja por agora.

A pedido de muitas famílias eu prometo que mudarei o tom das próximas palavras, é que existem coisas sobre as quais nem vale a pena falar, porque acabam a estragar tudo o resto. Quem me conhece sabe que não sou derrotista bem pessimista e no final das contas este post só deveria ter a pergunta que fiz:

"Será que mudarias alguma coisa se soubesses"? Bastaria um NÃO redondo como resposta e isso sim seria escrever algo produtivo!

Nos teus braços meu amor!

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Contigo, bem junto ao coração que quero ouvir bater, descompassado e por mim, planeio sentir o que nenhum outro conseguiu, deixando-me ir sem medidas, nem pesos, sendo para ti tudo o que esperas e tendo-me a mim da forma que preciso.

Nos teus braços, protegida de um mundo com o qual luto, todos os dias, quero ter muito mais do que sinto hoje. Nos teus braços, vou ter que te olhar, mesmo, percebendo as voltas que a vida foi dando por nós. Nos teus braços e contigo, espero ainda vir a ter muito, tudo e tu todo, porque nós somos iguais na forma como nos amamos.

A falta que me fazes chega a ser dolorosa, mas também me conforta para o que ainda virá.
Muito da minha aprendizagem e crescimento, tem sido agridoce, mas real.
O tempo que passámos a ter, apenas para nós, mudou o conceito que tinha da outra metade de mim.
Ter-te, desta forma, com 100% do que és e do que sentes, é novo e é tão bom.
És tu, não preciso de esperar mais, porque chegaste e eu sei que vais ficar.

Será que sabes o poder da tua voz? Será que consegues entender como me alimento de cada palavra? Será que te questionas sobre a minha entrega, desarredando também os teus medos? Será que dormes, tranquilo, sabendo que sou quem pediste e que por isso me mantenho contigo e por ti?

Nos teus braços todas as dúvidas se vão e cada metade se junta, da forma certa. Nos teus braços eu sou a mulher que tu mereces, e eu dou-me sem me inibir e sem fugir ao que me mostras ser importante. Nos teus braços eu percebo do que falas e acabo a amar-te, muito mais, mesmo que ache já não ser possível. Nos teus braços meu amor, eu sei quem sou e o que faço aqui!

Queres saber o que me falta dar?

Woman Wearing Black Coat and Brown Framed Sunglasses

Eu sei que te completo, que te faço bem e consigo mostrar o que terás, quando me tiveres realmente, mas também sei que ainda não dei nem metade do que sou!

Os nossos passos foram de gigante, mas bem estruturados, mesmo que vividos com uma intensidade assustadora. Agora queremos reduzir a velocidade, aumentando-a, porque a segurança e a certeza, consolidam tudo o resto. Não fico com dúvidas em relação ao que vês e sentes comigo, porque falas sempre, usas sempre, os sons e os tons para te explicares. Não fico com ideias imprecisas, nem com medos, porque não o permites e porque estás sempre demasiado atento ao que sou e faço.

Que viagem esta. Que mudanças as nossas. Que entrega, a tua e a minha. Que prontos estamos, afinal.

Tanto que já sei e que te passei, mas tanto que ainda não soube como dar, porque entregar-me é novo para mim. Tanto que estou a aprender, sobre amor incondicional e entrega total, sem receios e sem redes. Tanto que percebo que preciso de ti, para permanecer e continuar e tkanto que me fazes feliz...

Não vou fugir. Não me vou recusar, nem complicar e mais importante do que tudo o resto, não te vou perder, porque tu és, decididamente, o homem que quero no meu futuro!

Depois dos medos e das dúvidas, chegam as certezas!

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Depois dos medos e das dúvidas, chegam as certezas! 

Depois de tanto duvidar, de sentir aquele frio na barriga e de achar que te poderia perder, irremediavelmente, acho que me sosseguei e a ti também. Os começos são sempre atribulados, sobretudo para quem não tem toque, nem olhares e para quem não percebe como chegou,


E porque foi que chegámos?


Já sei que vais dizer que me procuraste, mas quem sabe eu também não queria ser encontrada... Não duvido de mim, não tenho receio de ti, nem do que dizes sentir. Não estranho que me tenhas mantido em ti e que reencontrares-me fosse o óbvio, não importa por quantos anos e olha que foram muitos.

Algumas coisas terão que ser vividas, mesmo que pela ordem inversa, ou pela que achamos ser a menos certa. Algumas pessoas farão parte de nós e voltarão, uma e outra vez, mesmo que as tenhamos perdido. Algumas verdades apenas serão descobertas muito mais tarde, mas quando acontecerem, tudo se encaixará como se nunca tivesse sido de outra forma.

Depois dos medos e das dúvidas, por vezes também chegam os desgastes, sobretudo quando usamos a abusamos das palavras, das perguntas e da falta delas. Recomeçar, ou começar com alguém novo não vem com nada pré definido, mesmo que já tenha muita vida colada. Perceber e saber quem somos, para um e para o outro, obriga a movimentações que nem todos conseguem, por isso muitos desistem e poucos resistem. Mas depois dos medos, podem muito bem chegar as certezas!

Já ouviste a vida falar contigo hoje?

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A vida consegue ser estranhamente natural e simples, talvez por isso nos caiba a nós complicá-la, deixando, por momentos, de estar atentos aos sinais e aos momentos que se instalam depois de os termos pedido. Por vezes corremos mais do que caminhamos e sorrimos quando deveríamos estar a rir, porque a vida vai indo e vindo, cedendo e recusando uns quantos sonhos, mas apenas para que outros possam caber.

Hoje, num dia tão simples e tranquilo, a contrastar com a habitual agitação em que vivo, percebi que estava a receber a mensagem que me esquecera de ouvir. Afinal até já conquistei o que visualizei. Afinal estou com ambos os pés no lugar certo e foi-me dado o que me permiti desejar. Afinal até faço sentido, sobretudo para mim mesma e consigo saber o que me enche e preenche. Afinal não posso mesmo reclamar, nem devo, porque o que me chegou foi imaginado.

O meu trabalho nunca estará totalmente feito. Os meus minutos de solidão desejada nunca se transformarão, totalmente, nas horas que me fariam falta, mas já é bem mais o que tenho, meu e para mim, do que terei que criar. Não foi há tanto tempo assim, que me vi rodeada do lugar que me acrescentará palavras sem sons e de sons para os quais as palavras façam falta. Mas foi agora, hoje, que tive a luz bem directa a mim, iluminando-me por dentro numa certeza que quase me assustou. O que for meu a mim virá, foi assim que me ensinaram a ver, por isso acreditei, esperei e perseverei. 

A vida é bem isto, a conquista para os que arriscam. O sol até em dias mais escuros e os sabores que acabaremos a colar às pessoas certas. A vida vai acontecer sempre hoje em primeiro lugar!


Lados que nos fogem!

Lovers Embrace


Partes de todas as partes que nos compõem, silhuetas que nem sempre reconhecemos, mas que estão no lugar de onde fugimos. Cada um dos nossos lados terá que servir para que o todo se complete, mesmo que gostemos mais de uns do que de outros!


Os lados que nos fogem serão os que recusamos encarar, os que nos recordam do que tanto nos esforçamos por esquecer. Os lados que nos fogem acabarão por voltar, se os deixarmos comandar o que somos, passando à frente do que também foi bom e nos trouxe prazer.


Sei bem que a minha forma de olhar não se assemelha à tua. Sei que quando o céu está escuro espero que clareie, enquanto tu esperas que chova e troveje. Sei que enquanto confio, mesmo que não de forma cega, tu duvidas até de ti. Sei o que quero representar na tua vida, de que lado estar, enquanto ainda procuras pelas partes que escaparam, recusando-me a ajuda que até saberia dar.

Quem disse que amar era fácil? Quem nos enganou em relação aos lugares que, aparentemente, escolhemos para repousar o coração? Quem nos assegurou de que tudo iria dar certo, quando até nós  duvidávamos? Quem se atreveu a implantar, em nós, sementes de uma esperança que afinal se esvai tão rapidamente quanto nos sentimos cair?


Os lados que nos fogem poderão até nem ser os que fazem falta, mas se não estivermos completos, o que sobrar adiantará de muito pouco. Os lados que nos fogem de alguma forma serão os que tínhamos que deixar ir, mas convém que os saibamos receber de volta, porque e voltando às metades, menos do que tudo nunca bastará a ninguém!


Para que sintas o meu amor...

Fabian Perez - THE EMBRACE II

Não há nada que eu não seja capaz de fazer, ou sequer de dizer!

Quando sussurras o meu nome, a vontade de correr para ti quase que me sufoca, porque tocar-te nunca poderá ser igual a ouvir-te, mesmo que ouvindo o que me dizes me movas toda por dentro.
Não há nada que eu não seja capaz de fazer, para que sintas o meu amor. Há quem o cante assim, desta forma que para mim faz sentido, porque sinto-te de cada vez que te oiço. Eu sei que conseguiria ir onde me levasse o mundo, porque a vontade que tenho de te ter não faz mais do que crescer.

Para que sintas o meu amor, estou a mudar até o que nunca me pareceu possível antes, entendendo que podemos ser diferentes, para permitir que connosco e em nós permaneça quem chegou. Para que sintas o meu amor, mantenho-me acordada, alerta, livre de todos os outros e sequiosa de tudo o que passamos um ao outro. Para que sintas o meu amor, e para que cada um dos teus sonhos se tornem realidade, sou capaz de chegar ainda mais perto do que já estamos. Para que sintas o meu amor,  passei a querer o que queres e a dar-te o que já me dás.


Não sei do que somos feitos, eu e tu, mas sei o que queremos. Não sei o que sobrou de mim, de quando me viste, mas sei que acreditas que ainda o tenho. Não sei porque me amas assim, mas sabe-me tão bem que não questiono.


Para que sintas o meu amor e para que me recebas, vou-me dando da única forma que conheço, esperando que baste e nos faça resultar!

Disseste que me amavas e eu acreditei!

Foto de Casais Inspiração


Disseste que me amavas e eu acreditei!

Acredito em tudo o que me dizes, porque pareço conhecer-te a essência. Acredito porque todo tu és o que sempre pedi e porque há muito que te esperava, mesmo que não que não povoasses os meus pensamentos, como acontece agora, a todos os segundos das longas horas que os meus dias têm.
Acredito no que dizes querer de mim e na falta que te faço. Acredito, e aí mais do que tudo o resto, que me amas mesmo e que estás para mim tal como estou para ti.

Sinto que fazemos sentido. Sinto que o doce dos nossos beijos só o é porque o somos nós, um com o outro. Sinto que me sentes como o faço eu. Percebo do que percebes. Oiço e bebo cada palavra que me muda, transforma e me faz amar-te como já me amas tu.

Disseste que me amavas sem te pedir. Disseste porque te estava a sufocar, porque não encontravas forma de manter, dentro, o que eu precisava de saber para te seguir. Achaste sempre que o faria e eu fiz. Disseste que me amavas com uma convicção que me deixou desarmada e entregue, a ti, o único homem que poderia neste momento levar-me, lavando-me de tudo o resto. Disseste que me amavas, e só pode ser por me amares mesmo.

Dizes, sempre o que preciso de ouvir, até quando as palavras me abanam as estruturas e ameaçam fazer-me ruir. Dizes sempre o que sentes de uma forma que me assusta, porque nunca julguei ter a metade de mim nas palavras. Dizes sempre o que te magoa, o que planeias e onde me vês na tua vida. Dizes sempre quem és para que eu não duvide e já deixei de o fazer, porque acreditar que és quem esperei, faz de mim a mulher que preciso mesmo de ser.

De que forma conseguimos reconhecer quem já nos pertenceu?

Ideias para fotos de casal/noivado | http://nathaliakalil.com.br/ideias-para-fotos-de-casalnoivado/

Já fomos apenas quem importou, no mundo que conhecíamos e do qual partimos juntos, como começámos. Para lá do meu rio existia o teu e sempre que eu estava no único lugar que me pacificava a mente, tu estavas por perto, olhando-me e parecendo ver e sentir o que eu via e sentia, mas sem nos falarmos, sem nos tocarmos e sem passar dos nossos lados de um rio diferente, não porque tivesse outro nome, ou corresse em direcções erradas, mas porque eram diferentes nas margens dos nossos mundos.

Porque será que os grandes amores apenas acontecem pela inevitabilidade? Porque queremos sempre o que não podemos ter? Porque olhamos de outra forma para quem é realmente diferente, mas passa a fazer parte do que sabemos precisar e ser certo?

Ninguém nos disse que não nos poderíamos ter, mas não seria preciso, toda a nossa diferença o gritava a cada dia, em todas as formas de estar e de viver.

Para lá do meu rio estavas tu, o homem que mudaria até a forma como usava os sentidos, que me ensinou como se pode e deve toca uma mulher e mal fui tocada passei a querer-te como nunca me tinha sido explicado ou sequer sonhado. O teu lado de lá misturou-se com o meu e nunca mais nos largámos, fomos tão intensos, numa entrega tão real e expressiva, que ninguém se atreveu a contrariar.

Os olhos dos meus pais abriram-se de pasmo quando nos viram, mas inundaram-se de lágrimas sinceras quando nos ouviram falar. Quando todas as fibras dos nossos corpos, aparentemente frágeis, se fortaleceram para que não tivessem dúvidas de que ficaríamos juntos e que seríamos ambos o que o comum dos mortais sonha sentir. Reconhecemo-nos, já teríamos sido um do outro e nada nem ninguém o poderia impedir, mesmo que tentasse. A nossa história não teria o final de um Romeu e Julieta, porque não admitiríamos que parassem o que já tinha começado há muito.

Sou eu que escrevo, enquanto me olhas e esperas paciente que deixe para a posteridade o que deverá ser lido. As nossas emoções. As partilhas. A construção de cada dia. Os ajustes. Os pés juntos e sempre quentes no final de cada dia. A nossa alegria natural e segura, porque seguro era o que tínhamos e eu queria documentar, para que os nossos filhos nunca arriscassem ter menos do que nos sentiriam viver. Acabámos juntos, como seria previsível. O que eu planeava escrever foi escrito. Todo o amor que pensava dar-te foi-te entregue, comigo em cada gesto, contigo na forma como recebias e me davas de volta.

"Que ninguém duvide, um minuto que seja, que se não te tivesse encontrado, teria continuado a procurar-te sem nunca parar, sem nunca pensar em qualquer outra alma que não aquela que agora me pertence e carregarei até que todas as vidas tenham sido gastas e todo o nosso amor preenchido." 

Queres saber o que já sei?

Let's dance

Queres saber o que já sei? Vi-te. Senti-te. Cheirei-te e fui inundada de ti. O teu sorriso enchia a sala, aquela que não identifiquei, ou talvez sim, mas estava demasiado atenta a ti para reparar. Estavas no lugar certo e a tua presença fazia sentido. Não tive o habitual mal estar que os outros me passam quando se tornam demasiado intrusivos, gostei de tudo e conseguiste ser o que me fazia falta, o tempo todo que durou o nosso momento.

Não sei por que nome és chamado. Não sei qual o timbre da tua voz, mas espero, ansiosamente, poder voltar ao mesmo momento e lugar para desta vez registar tudo. Não sei o que significas e se foste apenas fabricado pela minha fértil imaginação, mas pareceste demasiado real, mesmo no meio de tanta irrealidade... Deixaste-me numa paz que me manteve ainda mais serena. Passaste-me, num par de horas, a esperança no outro, no tal, naquele que me é destinado. Não me senti tola. Não procurei desculpar-me e não me impedi de dormir, fi-lo ainda mais profundamente, talvez por me sentir convicta de que voltarás.

Não sei qual a cor dos teus olhos, mas sei que me olhaste enquanto me tocavas e senti que já me procuravas há muito, talvez por isso te tenhas adiantado, soprando-me que não tenho qualquer razão para duvidar, não de nós e sobretudo não do tempo que ainda será nosso.

Queres saber o que já sei? Volta hoje e prometo que te contarei tudo. Volta para que te possa fixar e ver cada pedaço de corpo que me pertencerá. Volta, preciso de saber que existes mesmo.


Vou querer sempre fazer o que é certo!

Woman Wearing Blue Jacket

Fazer o que é certo impõe-se, sobretudo por nós, nunca desistindo daquilo em que acreditamos e sabendo que no final de cada etapa a avaliação terá que ser positiva, porque apenas assim seremos capazes de prosseguir. Fazer o que é certo tem custos, emocionais, profissionais, e tantas vezes físicos, mas há uma hora para tudo, um tempo para cada decisão, mesmo para as mais difíceis. Fazer o que é certo, confere-nos uma responsabilidade maior, mas depois regressa com um sabor único. Fazer o que é certo é a certeza de perceber a diferença entre o que devemos e o que podemos.

De cada vez que olho para o lado, encontro alguém que se arrependeu de não ter dado mais, e por vezes retornar à estrada já não é fácil, por isso decidi que devo puxar por mim, forçando-me a ser sempre o mais possível recta com os outros, proporcionando-lhes o que não têm forma de conseguir sozinhos e dando-me em cada entrega que me exijo genuína.

Quando sabemos analisar o nosso percurso, pondo de lado o que não nos servirá no futuro, mas arrecadando o que nos impedirá de recuar, as luzes acendem-se de forma quase milagrosa, atingindo uma tonalidade que se torna visível e que iremos reter para os momentos mais cinzentos. Quando a certeza perante as tentativas exaustivas de sermos mais correctos, se acentua, tudo o resto acaba a fluir e os esforços que anteriormente tanto nos pesavam, passam a ser tão naturais como respirar.

Fazer o que é certo não é uma utopia, é uma possibilidade que nos assiste, é uma escolha e o direito de terminarmos cada dia mais completos. Já provei todos os sentimentos, sei ao que sabem e como os poderei repetir ou evitar. Já consegui fazer a paz com TODOS os que antes me tiraram tantas vezes o sono e posso dizer agora, sem qualquer dúvida, que sou emocionalmente livre e que já não necessito de impor nada, ou de provar o que quer que seja. Sou dona de mim mesma e por isso escolho fazer o que está certo, até porque sei que sairei bem mais fortalecida no processo!

Acreditas que até me mudaria por ti?

Woman Laying on Stairway Grayscale Photo

Acreditas que até me mudaria por ti?

Sim, é verdade, por ti teria mudado umas quantas coisas, até a forma como as horas correm e passaria a correr também eu, para chegar mais cedo, ficando mais tempo. Por ti já deixei que a chuva me molhasse e o meu corpo se encharcasse tal como fizeram as lágrimas. Por ti teria ido buscar a lua, mesmo sem saber como e mudaria de continente. Por ti e até to prometi, deixaria uns quantos sonhos para trás... 

Não estavas para mim, não como eu. Não sabias como querer e por isso não quiseste o bastante. Não tinhas como me dar o que me faltava, porque também não o tinhas. Não quiseste ser mais, e deixaste-me com tão pouco. Não me olhavas o bastante e nunca foste capaz de me ver, mas ainda assim, porque tinha amor a dobrar, sei que teria mudado tudo por ti.

São uns quantos que chegam, de rompante, a parecer querer o mesmo, mas a não resistir a cada derrube. São poucos os que querem ser mais do que anunciam e acabam a consegui-lo. São bastantes os que falham, mas são esses mesmos que nos ensinam a procurar mais qualidade. Mais conteúdo. Menos ego e muito mais entrega.

Nunca acreditaste que até me mudaria por ti, mesmo que o tivesse mostrado, mas agora deixámos de fazer sentido juntos e seguimos em frente!

Será que sabes o que é amar?

Grayscale Photo of Woman in Black Leather Jacket

Quem me disse que desta forma iria para até onde me imaginei, sonhando com o que representas, até quando ainda não tinhas rosto?

Será que sabes o que é amar? Já me perguntaste algumas vezes e eu quero acreditar que sei, que o entendo, mas a verdade é que da tua forma, com a tua entrega e intensidade, ainda não tinha experimentado para poder falar. Saber o que queremos de alguém, o que temos para lhe dar, até onde iremos para que a sua felicidade se transforme na nossa e para que cada sorriso que espelhamos seja uma réplica do seu, confere-nos um poder maior, uma responsabilidade que se nos cola à pele que a sua pele transforma. Saber que do outro lado de nós, que não pode ser o mesmo, porque tudo do que é feito nos acrescenta, está quem nos vê e sente realmente, muda-nos os dias e envolve-nos num misto de prazer e de medoPrazer pelo que chega até sem o termos pedido e medo de que termine, de que não baste, que nos supere e amachuque, qual papel pardo.

Quem me disse que amar-te seria uma viagem previsível? Quem me disse que aceitar-te me encheria a alma e o coração de sentimentos que ainda não conhecia? Quem me disse que se não te souber amar, como me amas, terei que aprender de forma bem rápida e determinada?

Não sei quem me falou, como me "falou", mas o que aprendi nestes poucos dias de viagem, que já me souberam a milhas, é que de ti não poderei perder nenhuma gota e que onde estiveres estarei eu, toda, sem me esconder da importância que tens em tudo o que faço e decido. Não sei quando te terei, em pleno, mas para já o que somos, eu e tu, é bem mais do que senti em muitas outras vidas.

Quem me disse que amar-te seria assim, sabia bem do que falava!

Gosto de ti e sei porquê!

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Gosto de ti, já não é porque sim, nem é pelo que imaginava, agora sei que gosto de ti e sei que me sabe bem ter certezas. Ter um nome para te atribuir e um lugar onde te esperar!

Gostar de ti mudou-me, acertou-me, fez-me olhar para tudo o que faço de forma mais emocional. Não que eu tenha falta de emoções, até porque as passo sempre que posso, mas porque me esqueci um pouco do que na verdade preciso, emocionalmente. Gostar de ti fez-me gostar, ainda mais de mim, porque agora tenho quem me pertence, sei que do lado de lá está quem me espera e quem deseja os dias de forma a nos termos em pleno. Gostar de ti é o que quero continuar a fazer, sabendo já de que forma terás que estar na minha vida. Gostar de ti não me magoa, nem me indigna, porque encontrei quem me deseja da forma que acreditei ser possível, com entrega, carinho, respeito e com um amor que só tende a crescer e a amadurecer.

Nunca ficam perguntas por responder, existe sempre uma explicação para a forma como nos reencontrámos e tudo o que desejamos encaixar, chega naturalmente.

Será que os beijos magoam?

Mesmo que você não esteja comigo...eu estou sempre com você!  ...Blog NSFW/  Adult content, over...

Beijos que magoam, porque carregam sentimentos errados e porque usam quem os recebe. Beijos que parecem pertencer-nos, até ao momento em que andam por outras bocas e até que deixemos de sentir o que afinal nunca existiu!

Não sei ao que sabem os teus quando não estão na minha boca. Não sei a quem beijas para além de mim, mas sei que não sou apenas eu. Não sei porque achaste que te iria querer beijar, quando o fizeste apenas para me provar, mas acabaste a levar o meu sabor, deixando-me o amargo que agora carrego, dorida e sem nada que me arranque o que implantaste.

Os teus beijos partiram como chegaram, rapidamente, sem nada que me fizesse acreditar que me pertenciam, até durante o momento em que me seguravas com ambas as mãos, a cara que encostava à tua e me olhavas tão dentro, que me desnudavas.

Que encantamento lançaste e porque durou até quase nada de mim restar? Como conseguiste esconder-te, para que visse apenas o que me interessou? Como foi que usaste o teu amor, se é que alguma vez existiu, para que eu nunca duvidasse, até já não ter para onde olhar, nem a quem?

Quem fantasiou quem? 
Quem usou ou foi usado? 
Quem se enganou afinal? 

Nunca prometeste nada. Nunca disseste o que não perguntei, porque nunca perguntei nada. Nunca me mostraste o que não existia. Nunca me pediste para que te  aceitasse, porque nunca te deste, fui apenas eu que achei que me poderias pertencer.

Os teus beijos, aqueles que senti e que me fizeram sentir-te, estão a fazer-me doer. Não consigo parar-me, não de me magoar, nem de chorar para dentro pela dor que me infligiste e que teima em não desaparecer. Os teus beijos nunca foram meus, nem só para mim...

Por vezes também pode ser apenas corpo!

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Fomos falando, de nós, das nossas carências e acabámos a perceber que já há muito não tínhamos ninguém e que o sexo, ou falta dele, nos estava a enlouquecer a ambos.

Convidaste-me diversas vezes, salientando sempre que seria apenas e só corpo, mas eu fui recusando e ainda o fiz uma e outra vez, até que finalmente cedi. Não foi tão estranho quanto esperava, o teu toque e os teus beijos não me inibiram ou afastaram. Gostei de me sentir abraçada, já estava há tanto tempo sem contacto físico... Levaste-me ao colo até ao quarto, suspeito que foi para me impedires de recuar, deitada na cama fechei os olhos enquanto me despiste, foste meigo, sabias exactamente o que fazer para não me assustares. Nas nossas conversas já tinhas prometido que a acontecer, tomarias as rédeas e me levarias ao céu. Cumpriste e conseguiste que não me arrependesse, mesmo quando achei que não deveria estar ali e que o teu espaço não me incluía. Abstraí-me, entreguei-me e voltei a ser mulher, uma e outra e outra vez...

Não sei se vamos repetir, ou nos iremos usar mais vezes, mas correu bem e serviu para me provar errada. Não tem que ser sempre emocional, amoroso, não tem que ser sempre um casal a sério, o corpo também concorda e agradece!

Deixa que o amor entre, pele dentro e alma fora!

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Deixa que o amor entre, pele dentro e alma fora. Escolhe cada um dos prazeres que te proporciona, sem julgares demasiado e sem quereres controlar sentimentos. Usa, abusa e lambuza-te no sabor que apenas duas bocas passam. Escolhe o dia em que dirás a quem amas que ficarás, e fica em todos os 
outros. 

Falar do amor e sobre cada um dos seus efeitos, é o que faço dia sim e dia também. Não me canso. Não me demovo e nunca desisto, nem de mim, nem do que sei que existe, até porque o tenho comigo. Ter um olhar novo sobre cada novo amor, redobra o que já conquistei e o que ainda me fará escrever muito mais. 

Ninguém terá receitas infalíveis, mas tal como o amor se quebra e nos desilude, também irrompe, porta dentro, e escancara-nos o maior sorriso deste e de outros mundos. Se eu amo? Claro que sim, tanto quanto consigo, armazenando para os dias menos claros. Se sou amada? Claro que sim, por ti que já me tiveste, quando ainda não estava pronta e me mantiveste, porque finalmente fiquei. Se nos amamos? Muito mais hoje do que ontem e bem seguros de que nenhum amanhã será mais pequeno.

 Deixa que o amor entre, pele dentro e alma fora e eu prometo que não te irás arrepender, mesmo que termine!

Quando é que a alma sossega?

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Há tanto que ainda não sabemos, mas tanto que já conseguimos perceber, porque existe uma resposta para cada pergunta, só precisamos de as conseguir fazer, não activando receios desnecessários, porque no que diz respeito ao amor, mais será sempre a medida certa!

Quando é que a alma sossega?

Sempre que o sorriso acompanhar o suspiro pesado, aquele que nos levará até ao tempo em que escolhemos acreditar na pessoa "certa". Quando olhamos para trás e vemos o que cada um fez e no que se tornou depois do amor terminar. Depois dos caminhos que escolhemos trilhar. Depois dos que foram chegando. Depois de nos voltarmos a sentir leves, tranquilos e sem mágoas ou arrependimentos.

Vou querer sempre arrepender-me de ter tentado, dando e dando-me por inteira, mas vou de igual forma querer, sempre, ser maior do que outras almas apagadas, as que vêm até nós para nos mostrar que evoluímos o bastante para não as podermos incluir e por isso mesmo partem. 

A alma sossega quando já fizemos tudo e dissemos o bastante. A alma agradece-nos a paz que lhe soubermos proporcionar, permitindo-nos acordar e adormecer prontas. A alma é indissociável de tudo o que somos, e se não estiver tranquila, permaneceremos numa montanha-russa sem paragens. A alma sossega quando o que pedimos chega e eu peço sempre por todos quantos se perderam, de si, da vida e da felicidade. A minha alma está sossegada, porque ela sabe que de cada vez que amo, o faço sem reservas, permitindo que se alinhem com a minha energia. Nem sempre acontece, mas o silêncio, aquele que quero instalado quando regresso a casa, certifica-me de que só poderei ser assim, para meu bem e de todos quantos ainda precisarão de mim. A minha alma está sossegada, porque já não preciso de olhar para trás.

Acordares que nos despertam!

Scenic View of Sea at Sunset

Acordares que nos despertam, ou despertares que nos acordam, não sei muito bem qual a ordem, mas uma leva à outra e terminam ambas com o que começou da forma errada!

Por vezes fico com um enorme receio de ainda ser vista com mais distância do que o habitual. De que achem que me coloco num lugar ao qual os outros não terão como chegar, mas asseguro-vos de que não se trata de afastamento, de supremacia ou sequer de altivez, é tão-somente a tentativa de cada vez mais estar "aqui" neste lugar que é meu enquanto por cá andar, de poder ser mais inteira e de ensinar tudo, da forma certa, aos meus, porque eu sei que eles me olham, analisam e comparam, sei porque mo dizem.

Eu sou quem se vê, em todas as circunstâncias, cuido da minha saúde mental e do meu bem-estar físico, porque apenas tenho este corpo e mente para me conduzirem numa jornada que sei quando começou, mas da qual não tenho sequer ideia de fim. Preciso de saber de mim quando precisar de mim. Preciso de usar da minha experiência para tomar decisões, mas sempre e só baseadas no que nos conferir, a todos, uma vida à qual nos quereremos agarrar e usufruir.

Hoje acordei para um facto indubitável, ainda não encontrei quem me queira mais do que tudo o resto, mesmo que acredite que essa existe, e que está apenas a viver do outro lado da vida que já escolhi. Hoje tive um acordar que me despertou, e despertei para este acordar, sentindo-me uma pessoa bem mais completa, resolvida e pronta. Não preciso de me dizer mais nada, não a mim, a personagem principal desta e de todas as histórias da qual venha a fazer parte. Preciso apenas de saber como nunca desesperar com a espera.


Faz sentido ceder?

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Quanto é que estamos dispostos a ceder até que acabemos, inevitavelmente, por cedermos a nós mesmos, desistindo? O que conseguimos "engolir" do outro, quando nada parece remotamente parecido com o que queremos e conhecemos? Quem é que faz, por nós, tudo o que nem sempre sabemos fazer por nós mesmos?

Cedências. Todos ouvimos falar nelas, e em como devemos ser civilizados, o bastante, para permitirmos que os outros entrem e nos abalroem a vontade, as manias, os vícios e sei eu lá mais o quê. Ceder quando nos apetece desatar a gritar e a correr rua fora. Ceder quando o sexo é para lá de mau e ainda assim sorrir. Ceder para que ninguém saia magoado, ninguém excepto nós mesmos. Ceder quando já sabemos, por experiência pessoal, que ceder é igual a comer o que iremos vomitar logo de seguida.

Resumindo. Nada de cedências. Nada de fingir que iremos conseguir aceitar viver no campo se temos a cidade em cada osso do nosso corpo. Nada de cedências, a não ser que não nos deixe sabores amargos. Nada de cedências que nos levarão à insanidade temporária, porque cada um tem uma visão muito própria da vida, e ou a nossa é igual, ou nunca seremos remotamente capazes de ceder nem que seja a cadeira. 

Não me apetece ceder. Não agora, e que venham de lá todas as filosofias e psicologias baratas, sobretudo de quem nunca acerta em nada. I don´t give a shit! Quero apenas que me entendam, desistam de analisar e nunca tentem que coma mais do que meia-dose, eu sei a minha medida, sei tudo sobre mim, fiz o trabalho de casa a tempo e com tempo. Mas há uma coisa na qual cedo, tudo e já, cedo todo o amor que tenho a quem lhe faça realmente falta.

O prazer de cada recomeço!



Recomeçar será sempre possível e acontecerá tanta vezes quantas nos sentirmos prontos e com a coragem a que obrigam os recomeços. O prazer de cada recomeço está no saber aceitar o que nos chegou, sendo capazes de entender e agradecer a forma e o formato. Recomeçar sabe a início de um novo ano, ao experimentar de um novo alimento, a um beijo de uma boca diferente de tantas outras, até porque nenhuma será igual. Recomeçar enche-nos de esperança e prova-nos que afinal sabemos como seguir em frente. Mas recomeçar não será apenas o novo, também é o que não fomos capazes de viver antes e por isso volta, uma e outra vez, até que se aceite.

Quando sinto o aproximar de cada recomeço, sei que estou a atrair o que desejei, o que pedi e o que guardei bem dentro de mim, na pele e na alma. De cada vez que alguém se aproxima, dizendo-me o que me fazia falta nesse dia, sorrio em agradecimento e reservo uns quantos segundos, para mim não poderão ser muitos mais, porque a minha mente viaja a uma velocidade que poucos acompanham, para analisar o que atraí. Quando estou perante uma nova viagem, uma oferta inusitada ou uma pergunta que eu mesma gostaria de ter feito, sei que estou a receber o que me era devido. Quando agora olho para cada momento, percebo e aceito. Prossigo e corrijo o que não foi visto antes. Agradeço e amo ainda com mais intensidade.

Recomeçar faz-nos aceitar as incapacidades dos outros, deixando-os ir e arrumando-os da forma mais suave que conseguirmos. Recomeçar é querer, outra vez, o que alguém nos fez sentir, mas não soube manter. Recomeçar é esperar que chegue quem já não nos forçará a mais nenhum recomeço, porque nos ensinará o que nos fazia falta.

O prazer de cada recomeço estará em cada novo dia, porque não abdico de nenhum para ser a pessoa que entendo e respeito, esperando que um dia chegue quem eu possa respeitar da mesma forma. O prazer de cada recomeço vai chegar, outra vez, contigo, sei porque já te sinto e porque estou pronta.

Nunca é tarde para amar!|

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"Hampstead", é o nome de mais um filme fabuloso com a Diane Keaton. Na verdade vem apenas abanar um pouco as convenções e tudo o que presumimos ser certo e adequado no que diz respeito ao amor, começando pela idade.

Continuo a dizer que não existe nada, mas mesmo nada, que nos preencha e forneça tanta coragem quanto consegue o amor. É tão bom saber que alguns o conseguem encontrar, mesmo nas fases mais inusitadas das suas vidas e após terem achado que já teriam vivido tudo.

O amor obriga a enorme actos de coragem, porque nos faz sempre, de uma forma ou de outra, escolher lugares, pessoas e tempos. Quem ama verdadeiramente, e sabe o real significado desta palavra, não tem qualquer relutância em escolher diferente, escolhendo quem o manterá feliz sempre e para sempre, mesmo que pareça ser demasiado tempo. Quem ama acaba por ceder e não permite que o orgulho se instale, até porque perderão ambos.

Nunca é tarde para amar. É um bom título, mas cuidado, porque nem sempre a vida carrega segundas oportunidades, sobretudo se não as soubermos agarrar. Recomendo o filme, até porque nos enche de esperança!|


Como se mudam mentalidades?

Диалоги


Mudar mentalidades, quem é que consegue e quem se dispõe?

É tão mais fácil deixarmo-nos ficar, quietos, apenas a observar, até e sobretudo as más acções, do que movimentar as águas e mostrar que existem outros caminhos, novos olhares e gente que vale a pena conhecer. Mudar mentalidades nunca será tarefa fácil, até porque precisamos de começar pela nossa, e quando bem analisada, às tantas também tem enormes falhas. Mudar mentalidades de quem se sentou e acredita não mais precisar de se mover, afastando tudo o que surja novo e diferente, mesmo que melhor, é tarefa de mágicos e eu nem gosto de circo.

Porque fugimos, por norma, do que não conhecemos, deixando escapar pessoas que nos poderiam acrescentar? Porque recusamos estender a mão aos que acabaram de chegar e necessitam de um rumo e de um apoio, para poderem ser mais, deixando-nos bem mais? Porque procuramos respostas para as perguntas que nunca fizemos antes, quando seria tão fácil apenas perguntar?

Se ao menos tivéssemos consciência do quanto poderemos perder, que é mais, bem mais do que ganhamos nos nossos dias pequenos, nos quais não queremos ver para além do nosso "quintal". Se ao menos víssemos os outros como eles são mesmo e lhes deixássemos mostrar do que são feitos. Se ao menos não tivéssemos medo das sombras que nós mesmos criámos e não impedíssemos a corrente de circular.

Mudar mentalidades é, cada vez mais uma necessidade e um dever que nos cabe a todos, porque este é o mundo que estamos a construir, e ele pode ser TÃO mais bonito!

Não gosto de gostar de mim desta maneira!

Portrait of Young Woman in Winter

Não gosto de gostar de mim desta maneira, sozinha. Não gosto de não te ter nos meus planos, de saber que não te voltarei a ouvir e que mesmo tendo sido pouco, deixou-me a doce ilusão de que poderia ser mais. Não gosto de não ter de quem gostar, tanto, mas tanto que me sinta grande parte do tempo a flutuar, com a sensação de que caberão todos nas minhas emoções e em que nada nem ninguém me poderá arrancar deste estado de euforia, mais ou menos controlada. Tinha dias!

Não gosto da sensação de não me ter enganado, de não saber julgar as pessoas e de não saber ver para além do que mostram, porque continuo a acreditar que só estamos onde desejamos. Vamos lá a um pouco de realidade, saber até que sabia e tenho quem ateste que TUDO, mas TUDO o que antecipei, aconteceu, mas pronto, sonhar faz bem à alma e eu achei que se sonhasse bem...

Não gosto de gostar de mim desta maneira, porque me faz falta ter um corpo onde descansar o meu, uma outra boca para tapar a minha e para me matar com os desejos que me levarão a esperar tudo o resto. Não gosto de ser a que tem razão, quando isso significa perder mais do que ganhar, mas sou esta coisa, quero o que me pertença por direito, não quero migalhas, quero investir mas ter retorno, que RAIO, quero ser feliz, apenas isso.

Não gosto de gostar de mim desta maneira, mas aceito, porque não me cabe a mim mudar o mundo, dá demasiado trabalho e assim sendo vou-me apenas mudando a mim!

Como é que seria uma sessão no divã?

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Como é que seria uma sessão no divã? Aposto que ficaram logo a pensar em coisas menos próprias, mas eu estava apenas a referir-me a uma ida ao um psicólogo numa sessão de análise, bem deitadinha no divã. Muito provavelmente iria deixá-lo demasiado confuso, a julgar que estava perante mais do que uma mulher.

Há dias, tal como o de hoje, em que acabo com uma sensação de fora do meu corpo, como que a desempenhar um papel que não me assenta, mas no qual terei que dizer o que se espera de mim. Há dias em que quero ser vista de outra forma e com outro corpo que não o meu. Há dias em que me canso de fingir e de sorrir.  dias em que disponibilizar-me, parecendo tranquila e gentil faz-me ficar num estado de exaustão extrema. Há dias, como o de hoje, em que arranjo alguns pedaços de tempo para não ter que provar nada, nem colocar máscaras, mas continuando a saber quem sou, o que quero e porque sinto desta forma e não de uma outra qualquer. Há dias em que me apetecia apenas não estar, não parecer e não ser vista. Há dias cinzentos, mesmo quando o sol brilha de forma intensa.

Como é que seria uma sessão no divã, onde eu pudesse dizer tudo o que penso e me vai dentro?

Por vezes penso que a vida seria bem mais fácil se eu fosse actriz, quem sabe dessa forma não conseguiria despir-me de todas as outras e ser apenas eu, quem quer que eu seja sozinha. Só preciso de descobrir quem são elas, as que também me povoam a mente exageradamente produtiva.

Tenho a certeza de que seria corrida do consultório, sem ter aquecido o divã, se pudesse dizer, sem qualquer filtro, o que me vai dentro!

O que és foi o que fez com que alguém te desejasse!


O que tens é inteiramente teu, e a tua responsabilidade passa por explicares aos outros, com todas as letras, que te deverão aceitar com o que já carregas, esperando que consigas o discernimento para fazer os devidos ajustes!

Ainda vou ouvindo muita gente dizer  - "ou me aceitam como sou, ou podem ir dar uma volta"- por estas ou por outras palavras, mas num registo de egoísmo puro que as impedirá, muito certamente, de receber quem as acabaria a mudar para melhor. Devem-nos aceitar sim, mas uma relação serão duas pessoas e não apenas uma em detrimento da outra.

Nós somos únicos e seres individuais, mas precisamos do "outro", de uma metade que se ligue à nossa e nos impeça de terminar numa solidão escolhida. Não temos que nos misturar, não totalmente, no outro, para que passemos a ser apenas um, isso não existe e a acontecer trará custos para uma das partes. Não precisamos de gostar de TODAS as coisas, mas precisamos de sentir que os objectivos e os desejos são comuns, porque apenas assim se constrói com solidez.

O que és foi o que fez com que alguém te desejasse, mas cuidado, não te mostres demasiado, nem escondas o óbvio, porque se te viram, e muito provavelmente por dentro, isto claro para quem sabe amar mesmo, então é porque eras tu, com os desvios previstos em tudo e para tudo. O que és demorou, levou um tempo que não chegou a ser o meu, por isso terei que te aceitar como chegaste e mudar-te, de mansinho, com o que sou, para que sejamos ambos quem queremos e precisamos. Não há outra forma!

O que significou tudo o que tivemos?

Woman Wearing Black Off Shoulder Shirt Standing Near Red Flower

Como classificas a nossa alegada relação? Já a entendeste e à forma como te surgi, de rompante, avisando-te, recordo-me bem, de que irias ficar para sempre preso a mim se insistisses em me ter. Riste-te confiante, tentaste relativizar, aligeirar como digo eu, mas deste-te mal e ficaste como o imaginava. És homem, sentes de forma diferente, mas tens muitos momentos. Sei, porque me dizes, que não te saio da cabeça, que cada um dos meus toques te ensombra, te faz vibrar de todo o prazer que te consegui passar, e nessa altura, sozinho sem que o consigas evitar, arrependes-te, não de me teres tido, mas de não me teres conseguido manter.

Dou trabalho. Questiono tudo o que me rodeia. Pergunto sem nunca desistir e só me sossego quando estou satisfeita, quando me respondem, mas usando as palavras certas. Sou uma alma irrequieta, provavelmente uma que já viveu quase todas as vidas que lhe estão reservadas, porque pareço sempre saber como vai tudo terminar, e raramente preciso que me mostrem os finais, porque em cada começo tudo acaba por se clarificar.

Vais continuar a significar muito para mim. Falamos sempre que podemos e dizemos o que nos vai dentro, tu sobretudo, porque eu tenho o hábito de continuar a viagem, de não me deter onde não irei conseguir o que preciso, onde a metade de alguma coisa nunca será o bastante.

Gostei de ti, ao contrário do que supunha, porque não és livre e eu sou avessa a entrar por entre relações, mesmo que já quebradas, mas não me arrependo, por tudo o que consegui tirar de ti. De cada vez que juraste amar-me eu sei que amaste realmente, sei porque o senti e vivi. Mantenho-me aqui e quem sabe, um dia talvez, num lugar onde já estivermos os dois...

Qual é afinal o tamanho certo?

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Existe uma medida, para todos, de tudo o que se possa imaginar. Sim, disso também!

Para bem de todos quantos povoam este cantinho de mundo, o tamanho certo é certo para cada um, pelos mais diversos motivos, mas não os vou maçar com uma aula de anatomia. Tal como os tamanhos, certo será sempre o que nos assentar bem, por isso não adianta medir ou catalogar, na altura "certa" saberemos.

Já cheguei a ouvir verdadeiras barbaridades acerca do alegado tamanho do dito cujo, por onde correram rios de tinta com tantas considerações. Mulheres mais ou menos satisfeitas, umas quantas traumatizadas para sempre, mas no geral, apenas muita desinformação, porque a verdade é que para cada pé o seu sapato.

Há por aí muita mulher que acha que se deveria pedir, sem qualquer pudor, que uns quantos homens, sobretudo os que têm comportamento de galos da capoeira unida, baixassem de imediato as calças e provassem o que tanto se esforçam por apregoar. Estão a imaginar a quantidade de chatices que nos tiravam de cima?

- Tu e tu, para a esquerda. Aquele ali pode ficar, o outro vou fingir que nem vi. Olhem, estou para aqui a rir-me à gargalhada, porque mesmo sendo brincadeira ,ou nem tanto assim, acredito que já se poderia escrever 3 capítulos sobre os S, M e L...

Não estou interessada em criar o pânico, mas na verdade, e por mim falo, o tamanho CONTA sim, please, por isso cuidado com as propostas, verifiquem primeiro se estão armados à altura!

Já não gostas de mim?

Desventaja


Sei quem foi que me abordou e de que forma mostrou gostar de mim. Sei quando chegou e porque demorou, supostamente, muito tempo. Sei o que senti quando me tocou e porque me rendi a cada palavra. Sei tanto, mas de repente, sem qualquer aviso, passei a questionar tudo e a não ter como responder a nada.

Já não gostas de mim?

Por vezes nem queremos ouvir a resposta, talvez porque não seja necessário, as evidências por norma estão todas à vista, mas porque as palavras têm poder, elas curam, matam ou deixam morrer, precisamos sempre de algum som que acompanhe os consecutivos silêncios.

Já não gostas de mim?

Ainda nem te vi pestanejar. Não dás qualquer sinal de cedência. Não estás disponível, não para mim ou para as minhas perguntas. Não estás aqui, já não...

Como é que nos transformamos, do nada, a uma velocidade que parece superar a do pensamento, e mudamos tudo o que esperavam de nós? Qual é a nossa desculpa para o alheamento que força a que desistam de nos incluir? Se não queremos ou já não somos capazes, temos que abrir caminho para que outros retomem do mesmo ponto. Se não somos capazes de responder a perguntas óbvias, já demos todas as respostas!

Dias que nunca são iguais!

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Dias que nunca são iguais, não agora e apenas porque tu já estás em cada um. Para os dias correrem, para que tudo o que tenho para fazer seja feito, basta-me acordar e pensar em ti. Nada mais simples, nem tão natural. Os meus dias nunca são iguais, eu não permito, nem o tempo, nem tu, de cada vez que me recordas que sou eu e que sentes da mesma forma. Os meus dias não poderiam ser iguais, sobretudo agora, que tenho no meu "colo" mais um, e que sinto vontade de dizer, a todos quantos me conhecem, que a minha viagem finalmente começou.

Sonhar, desejar e depois concretizar, são momentos distintos e obrigam a movimentações, porque se nos paramos o medo cola-se, as perguntas avolumam-se e voltamos, rapidamente,  à nossa zona de conforto.

Se tenho abertura para novas músicas, para lugares que ainda não vi, para sabores exóticos e inusitados, porque não haveria de estar, totalmente, aberta a ti? Seria no mínimo burrice e acabaria por me impedir de ver a luz para além de cada estrela.

Tudo depende da perspectiva, da disponibilidade e do empenho que pomos numa nova relação, porque quando queremos alguém, todos os caminhos vão dar ao mesmo ponto, àquele onde tudo começou.Tudo depende do que queremos ambos, e até onde nos sentimos capazes de ir. Tudo depende da bagagem que estamos dispostos a largar, começando uma nova, do início, resgatando o que sobrou de bom, e despejando no esgoto, pessoas e coisas que nos impediram de sentir da forma certa, mantendo a nossa identidade.

Dias que nunca mais serão iguais porque os mudas e porque em cada pensamento e decisão, renovam a minha fé na humanidade, devolvendo-me a percepção de que só terei o que for capaz de dar. Dias que nunca mais serão iguais, porque a forma como sei que te amo, por si só, muda tudo o resto.

Queres saber quanto vale o amor que te tenho?

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Quando percebi que passava mais de metade do meu tempo a gostar e a cuidar de ti, usei a outra metade para encetar uma conversa séria, eu comigo mesma. Ninguém pode ser mais importante do que a importância que me dá. Ninguém tem o direito de consumir o melhor de mim, oferecendo-me o que lhe sobrar. Ninguém poderá, alguma vez, esperar receber o que não consegue dar. 

A ti, curiosamente, nunca restaram dúvidas, mas para mim foi um ir e vir de conversas por terminar, ou de umas quantas tão amargas, que acabei da mesma forma que comecei, sem saber nada. Nada de ti. Nada do que planeavas fazer, porque os teus planos nunca me incluíam, nunca por demasiado tempo.

Queres saber quanto vale o amor que te tenho? Valeria muito se tivesse prosseguido por este caminho de solidão acompanhada. Valeria a vida que seria capaz de adaptar para viver contigo. Valeria o para sempre porque me manteria aqui, de pedra e cal, até que terminássemos ambos.

Quando tomas alguém por garantido e acreditas ter o poder que a fará permanecer, perdes o que afinal não te era dirigido, porque quem ama cuida, muda, salta barreiras e acrescenta degraus para que se chegue ao céu, é que uma vez lá, já nenhum terá por que sair.

Queres saber quanto vale o amor que te tenho? Agora já não me parece que valha a pena, mas vale ainda o tempo que perco a lembrar-me de ti...

Porque é que queres quem não te quer?

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Não há qualquer dúvida que quanto mais conheço algumas pessoas, menos me identifico e mais sou forçada a analisar e a opinar!

Querem hoje, juram a pés juntos que são assim ou assado, mas no primeiro desaire, pimba, escancaram o mau carácter e o que até tinha um sabor doce, amarga com uma velocidade superior a um TGV. Deixem-me ver se consigo explicar uma coisa, BEM IMPORTANTE, existe uma chinela para cada pé, por isso não se esforcem para calçar sapatos errados, procurem o vosso número e sempre podem variar na cor e no formato, pronto. 

Isto porquê?

Vou fazer uns quantos bonecos, mesmo não sabendo desenhar bem. Não queiram querer quem não vos quer e não olhem, demasiado, para quem não vos olha, porque estarão a desperdiçar vida, tempo e os poucos neurónios com que foram bafejados. Juro que não sou arrogante, mas nunca me passaria pela cabeça estar à espera que o Gerard Butler soubesse quem sou e me procurasse, desculpem lá mas escolhi este porque é bom que dói. Sei quem sou. Sei o que tenho e posso dar, e não dou passos maiores do que a perna. Sabem o que me poupa ter essa consciência? Vergonhas e amargos de boca.  

A tal da inteligência emocional é mais premente do que se possa imaginar. Primeiro teremos que nos conhecer e bem, depois saber qual o efeito que eventualmente provocamos nos outros, e só depois arrojar e esperar sem bem-sucedido. 

"Só quero quem não me quer e só me quer quem não me interessa". Será karma? Haja paciência!

Sou um ser pensante, consigo perceber até onde posso e devo ir e nunca, mas nunca mesmo, me meto com quem jamais se meteria comigo, tão básico que até se torna estúpido. Olhem, não sei se me perdi no meio de tanta enormidade, mas o que queria dizer está certamente subentendido, caso os bonecos não tenham bastado. No que toca a relações, ou és tu, ou nunca serás tu!

Vamo-nos usar?

|pinterest @Shotthemoon8|


Qual é a parte do outro que nos faz mesmo falta e será que é errado querer apenas essa?

Vamo-nos usar? Eu a ti, como já aprendi e tu a mim, porque o sabes fazer tão bem. Se pudesse escolher não seria assim, não apenas corpo, não sem incluir mais nada de mim, mas na realidade não posso, não permites...

A verdade é que, e moralismos à parte, é bom, muito bom, saber que despertamos e sentimos desejo por alguém que terá chegado, sem que saibamos muito bem por que razão. Não sendo a certa, e hoje em dia parece que não acertar é invulgarmente comum, existirá algo que tende a permanecer. Alguns de nós movem-se pelo corpo, pelas emoções que apenas ele consegue passar e não passam sem cada uma delas. Acham que merecem e que compensa, de alguma forma, o esforço empreendido em mais uma tentativa de relação.

Vamo-nos usar? Sim, embora lá. Podemos. Queremos e no final regressamos, tu e eu, às nossas rotinas, mais plenos e sem culpas ou pecados. Dei-te. Recebeste. Escolhemos ambos fazer, e fizemos todo o amor físico que conseguimos aguentar. Já aprendi contigo. Já sou mais fogo e menos gelo, aquele que tendia a apagar qualquer vontade de te ter. Vou, contigo, por ti e sobretudo por mim, e que bem que me sabe no final.

Pediste-me. Que me desculpe a metade que me tenta contrariar, de cada vez que escolho outra interpretação das relações, mas eu vou e sei que vai ser bom!

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