1.2.18

Será que não sabes mesmo?

“Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. e talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos.” Diário de uma Paixão


Dizia-me uma amiga, que não sabia se era amada da mesma forma que tinha a certeza de estar a amar!

Não sabes mesmo?

Nós sentimos, SEMPRE, mesmo quando nos tentamos enganar, o que sente o outro. Nós já sabemos as respostas, antes mesmo de fazermos as perguntas, que na maioria das vezes evitamos, então porque nos continuamos a enganar e a esperar pelo que nunca virá? Porque mantém o ser humano o seu "Q" de masoquismo, adiando o inadiável e recusando as evidências?

Paremos de dar nomes bonitos a atitudes feias, se somos infelizes, se não encontramos eco nos sentimentos, se ao final de cada dia percebemos que nenhum esforço valeu a pena, isso tem apenas uma classificação, e é tão clara que nem precisa de bonecos a acompanhar. É DESAMOR, ou melhor ainda e mais duro, AMOR NÃO CORRESPONDIDO.

Tens, a certeza que te faltam certezas? Achas mesmo que estás a falhar os sinais, ou tens apenas MEDO do óbvio?

 foste amada antes.  te trataram como uma princesa.  te trouxeram a lua e o sol.  te disseram, vezes sem conta, que eras tu e foste-o mesmo. Qual é a dúvida agora?

Não tens nenhuma, minha querida, tens apenas um medo, talvez real, mas mesmo assim ultrapassável, de precisares de recomeçar. Medo de teres que repetir as mesmas frases. Medo de te dares a conhecer, outra vez, mas a vida tem destes processos. Começos, recomeços, tentativas, avanços e recuos, até que se acerte. Não duvides de ti, e não te enganes, a ti mesma, porque tudo será bem mais penoso no final. Prossegue, arruma, assume o erro e dá-te tempo, ele melhor do que ninguém saberá como te recompensar o esforço, e um dia estaremos a falar outra vez, sobre o amor que entrou, mesmo e que acabou por ficar!