29.4.18

Queres saber o que é a magia?

adscoupleslove: “ ”


Queres saber o que é a magia? É tudo o que te transforma, para melhor. É o fogo que te sossega e a água morna que te agita, mesmo que venha dum mar picado. Magia é seres capaz de mudar os que estão à tua volta, dando-lhes o que lhes acrescenta, enquanto tu mesma te sentes magicamente maior, poderosa e bonita, num sorriso constante que parece vir de dentro e que nada ou ninguém impede de acontecer. A magia acontece quando já encontraste as respostas e apenas segues, determinada, os caminhos que a vida te aponta. A magia deixa-te num estado de alma que te faz brilhar e destaca de todos os outros e é quando a magia te envolve, que consegues ver com clareza até o que não está na tua frente.

A cada dia, algures, teremos quem consiga entender melhor e mais rapidamente cada emoção, até as que ninguém parece saber explicar, reduzindo o que não importa e ampliando o que acabará por ter resultados práticos. São mágicos os que se fazem amar, de forma simples, sem qualquer esforço, e incendiando corações há muito apagados. São mágicos, porque não desistem e porque querem o retorno de cada entrega, sentindo a dobrar.

Queres saber o que é a magia? É a certeza, ao acordares, de que tens ou terás, do teu lado, quem nunca deixará de te ver, reconhecendo-te mesmo quando mudares e vais fazê-lo a cada 

Sonhar acordado ajuda?

pinterest : clairegravess ☼☾


Ajuda muito ser capaz de visualizar, saborear e sentir o que sonhamos e nada melhor do que o fazer acordado. Já testei e acreditem que funciona!

Sonhar acordado tem uma duração infinita, pode acontecer a cada segundo, multiplicado por todos os minutos que tivermos livres. Sonhar acordado melhora a saúde física e mental. Redobra o cuidado connosco e estimula-nos a dar mais e melhor ao outro. Sonhar acordado carrega todas as palavras que não usamos naturalmente, talvez pelo receio de nos excedermos, mas nos sonhos não existem excessos. Nos sonhos temos superpoderes e podemos tudo. Podemos até e ainda, receber de volta o amor de quem não nos ama. Sonhar acordado acorda-nos para o que a vida tem para oferecer e é tanto que nem a sonhar nos enchemos.

Sonhar acordado ajuda? Digam-me os que já tentaram e confirmem o que fizeram acontecer depois de tanto sonhar!

28.4.18

Toda a gente se apaixona...

I wish that such energy and passion would feel for my work as I feel about you. ;-)


Toda a gente se apaixona. Umas vezes da forma certa, mas já outras, sentindo que tudo é tão errado, que nenhuma razão será capaz de suportar a maior de todas, a loucura momentânea que nos invade e contamina o sangue. Toda a gente se apaixona, nem que seja uma vez na vida e quando acontece, ficamos a saber por que razão lutamos, tanto, por sentir o que mais nada consegue. Toda a gente se apaixona e mesmo que não tenha acertado, certamente que valerá a pena.

Acordarmos sem precisar de procurar por mais nada ou alguém. Ter o dia todo para nós, porque apenas nós parecemos importar e possuir a receita para a felicidade. Respirarmos sem sabermos quando inspirar o ar que não parece bastar e impedindo-o de voltar a sair. Rirmos sem razão aparente, ou tendo todas as que bastam. Chorarmos porque sentimos, e a verdade é que ele pode tornar-se real. Sofrermos por antecipação, ou apenas deixarmo-nos ir, sem qualquer plano válido. 

O que mais nos consegue deixar assim?

Toda a gente se apaixona e quem disser o contrário certamente que ainda não começou a viver!

Não me quero lembrar de ti!



O meu mundo fecha-se, ensombra-se e escurece quando me lembro de ti. Ter-te no pensamento impede o meu futuro de brilhar e nada do que conquisto tem o sabor que mereço. Saber o que fazes e com quem, deixa-me imóvel e dorida por dentro, por isso não me quero lembrar de ti. Não preciso de rebobinar as mágoas e os momentos que acabaram apenas por ser meus, porque nunca estiveste.

Não quero ser das que se afoga nas suas próprias lágrimas e se lamenta, dia após dia, pelo que não teve e nunca chegou. Preciso de ter sorrisos genuínos e momentos apenas meus, comigo e a saber do que sei para que chegue quem ficará. Não gosto do preto e branco quando posso ter o azul brilhante e que me alimenta a alma. Não aceito que não me escolham por inteiro e que não consigam ver como sou. Não quero dores eternas, nem amores que apenas um consegue sentir e é por isso que não me quero lembrar de ti.

Sei, melhor do que ninguém e ainda mais do que tu, a pessoa cujo nome já nem repito com medo de repetir tudo o que me fez sofrer, que sou capaz de tudo por mim. Sei que ninguém me voltará a tratar mal. Sei porque o determinei e cansei de esperar. Sei que a minha importância cresceu e que o meu olhar apenas se quer pousar em quem me olhe de volta e me ame como sou capaz.

Não me quero lembrar de ti como fazia antes e certamente que sendo assim, determinada e obstinada, o conseguirei fazer, sendo tão bem-sucedida em apagar-te, quanto fui em te reconhecer. Não me quero lembrar de ti, é uma ordem e vou acatá-la a partir de hoje!

27.4.18

Apaga as luzes e vem...


O que tenho em mente certamente que te vai deixar como me deixas sempre, pronta, mais apaixonada e carregada de todo o prazer que te quero passar, por isso apaga as luzes e vem, vem que a nossa música vai começar a tocar!

Hoje o dia é todo para ti e já há muito que penso nisto. Deixas-me envolto numa vontade de ti que não diminui e nada parece conseguir acalmar, nem sequer essa boca que quase me enlouquece quando se cola à minha e me assegura que é nela que quero permanecer. Deixas-me capaz de todo o arrojo,  mesmo que sejas tão tranquila nesse fogo inato que não preciso de me exceder, fá-lo tu, aparentemente sozinha, de sorriso malandro e olhar que me mata, cada dia mais, para me fazer voltar a viver.

Apaga as luzes e vem até a mim, estou à espera de tocar cada pedaço desse corpo que dizes ser meu. Estou a sentir as batidas da música que se misturam com o bater do meu coração, aceleradas e suaves, apressadas e duma lentidão que me permitem ver-te, centímetro a centímetro, linda, segura e minha.

Apaga as luzes e vem, estou pronto para ti...

Quando soltas as amarras...

inspirational fashion photography - Google Search


" Larga o que não te agarra" - Assim diz o Gustavo Santos, o mesmo que hoje tive o prazer de ver, inusitadamente, numa pastelaria em Ponte de Sôr e não pude deixar de sorrir perante as considerações que teceu nesse livro, porque fazem TANTO sentido. E não, não fui capaz de incomodar o senhor que estava acompanhado da linda esposa, nem sequer para uma selfie que provaria o que não sou forçada a provar. Prontus!

Quando soltamos as amarras e nos permitimos aceitar que nem sempre acertamos, que por vezes fazemos julgamentos errados sobre as pessoas e que elas têm o direito de nos desiludir, mas nunca nos iludindo demasiado tempo, enchemo-nos de uma liberdade que nos percorre o corpo por inteiro. Não deveríamos gastar o que nos é tão precioso, sobretudo a paciência e os momentos que passam demasiado rápido para serem descurados. Na nossa vida irá permanecer quem a ela pertença, todos os outros, passarão, tal como fazem alguns comboios, seguindo para as suas estações de origem.

Ando demasiado centrada em mim mesma para tentar entender quem não se entende. Já não movo um músculo e eles ainda andam doridos com tanto empenho físico e mudanças emocionais, para chegar a quem nunca esteve verdadeiramente comigo. Preciso, cada vez mais, de deixar que os outros sejam eles mesmos, sem qualquer cobrança, porque não pretendo ensinar-lhes nada. Sinto-me tão cheia de tudo, que não existem brechas para os vazios de conteúdo e vontade e há tanta gente vazia por aí...

"Pelo amor da Santa", como tantas vezes digo, façam-se à vida. Escolham quem vos conseguir agarrar, ou empurrem, com toda a vossa força, quem não vos segurar sequer a mão. Há muito para além do que vemos bem de frente a nós. Há mais vida, lugares, pessoas e amores que poderão ou não ser os que esperamos, mas que enquanto vão e vêm, nos recordam da nossa importância.

Quando soltamos as amarras meus amigos, nunca mais nada nos consegue condicionar e como aprender significa seguir em frente e mudar, considero-me oficialmente mudada, para melhor!

26.4.18

O que é que me faz falta?

Dreamer ” @Commaa Lopez


O que é que me faz falta? A verdade é que preciso de cada vez menos. Espero por muito pouco, ou por quase nada, de quem não se pareça comigo, mas continuo a sonhar, livremente e sem qualquer vontade de sentir ou ter amarras.

Faz-me falta gente verdadeira e com conteúdo. Agora já exijo, por perto, quem não precise de ser formatado, porque nunca será essa a minha função e porque já aprendi que não mudamos ninguém. Faz-me falta fazer falta a alguém, de forma genuína e sem demasiados esforços, sendo quem sou, mas reconhecida por quem passou a ser meu. Faz-me falta mais umas quantas certezas, mesmo que já saiba viver sem respostas.

Já passou o tempo de entender o que me faltava para ser mais inteira. Já não procuro, desmedidamente, pelo que não me cabe encontrar, nem sequer respostas, essas terão que ir chegando naturalmente. Já não quero ser a que domina ou sabe tudo, não para os outros. Já não tomo por garantido o meu tempo, porque esse sim faz-me falta.

Agora sei que só me poderias realmente fazer alguma falta, se fosses quem preciso para me sentir mais completa!

24.4.18

Forças que chegam quando precisamos delas



Forças que chegam sempre que precisamos delas, para nos adaptarmos, para podermos prosseguir e para nos vermos onde apenas será possível!

Estás a surpreender pela tua capacidade de cuidares de todas nós, de ires à luta e de fazeres acontecer. Era assim que te via, mas foste-te perdendo, aceitando o que te chegava sem protestar, deixando que escolhessem por ti, que te dessem o que achavam certo e ficando mais pequena, mais infeliz, menos tu.

Sei que te alimentas do que esperamos deste lado e que sabes que estamos prontas para te seguir, para arrumar as malas que até já estão feitas e apanhar o avião da vida. Sei que isso te dá alento e que consegues ver o que nos está reservado e o quanto poderemos ainda rir de tudo isto, até do que pareceu tão gigante que nos fazia olhar para cima, mas afinal percebendo que grandes somos nós, se quisermos. Um dia estaremos, as quatro, a beber um vinho, (para mim terá que ser doce), a olhar o horizonte e sabendo que já não temos medo de nada, porque somos a força que cada uma imprime às outras e que temos tudo para dar certo. Um dia, já no nosso futuro, teremos quem nos segure as mãos nos momentos mais duros. Um dia, eu, tu e elas, teremos as suas metades definidas e a felicidade que transportaremos sobrará para todos que queiram e sejam capazes de estar onde estivermos nós.

Eu sou assim, este ser que sente para além do que se vê, por isso sei que tudo o que escrevi é tão verdade quanto é o amor que vos tenho!

23.4.18

Sentir em câmara lenta!

"You get in life what you have the courage to ask for." — Oprah Winfrey


Por que razão sinto os embates em câmara lenta?

Juro-vos que por vezes nem eu mesma me consigo classificar. Sou tão estranhamente estranha e ao mesmo tempo tão natural, pelo menos aparento, que já desisti de entender o que sinto quando, aparentemente, não estou a sentir nada. Pode estar a desabar o mundo, mas se não for a personagem principal ou o cerne da acção, remeto as considerações para mais tarde e torno-me automática, quase desprovida de emoções. Será uma defesa? Muito provavelmente, mas é sobretudo uma forma de sobreviver, protegendo o coração, afinal de contas ainda me faz imensa falta e quero-o em bom estado.

First things first!

Comigo funciona assim, primeiro resolvo, cuido e faço acontecer. Depois, mais tarde, regra geral sozinha, analiso e permito-me sentir. Não raras vezes dou comigo numa experiência fora de corpo, atrasando o que a acontecer mais cedo, certamente me derrotaria. Funciona e confere-me uma carapaça que vai engrossando com o passar do tempo.

Para o que serviria se me deixasse stressar, ou entrasse em pânico? Quem poderia depender de mim, ou confiar que tenho forma de solucionar o que nos surge, se tivesse medos infundados? Onde ou de que forma me restauraria se me deixasse partir?

Estão a perceber agora por que razão sinto os embates em câmara lenta? É que não há outra forma de continuar em pé!

22.4.18

Deixa-me amar-te como posso e sei!

beautiful couple


Deixa-me continuar a ser como me julgaste ver e não queiras mudar uma vírgula. Deixa que te ame, apressadamente, na aparente loucura que todos apontam, porque apenas assim o meu amor valerá a pena. Deixa-me sorver-te, pedaço a pedaço, sentindo e usufruindo da pele que me sossega e do corpo que me alimenta, de fogo, luxúria e muito desejo. Não reclames do que te dou em demasia. Não descures o cuidado, mesmo que excessivo, porque é com ele que te recordo da importância que tens para mim.

Estamos rodeados de amores sem sabor. Corpos que se encontram, mas nunca se tocam. Pessoas que não se misturam e nem se reconhecem. Estamos cada dia mais sozinhos, mas não nós, nunca nós, porque apenas nos temos se nos tivermos realmente, sem qualquer recusa, ou sequer medida.

Deixa-me continuar a ser o homem que amaste de sopetão, numa entrega que quase me assustou, mas que me soube pela vida, a mesma que não planeio manter se não te tiver. Deixa-me continuar a fazer o que te faz feliz!


20.4.18

Não desistas de mim!



Não desistas de mim. Mantém-te no meu abraço e respira, comigo, enquanto inspiras as energias que te passo. Não desistas do amor que escolhemos partilhar os dois, quando no mesmo momento e lugar, nos vimos e reconhecemos!

És tu, foste sempre tu, a mulher que me fez procurar até pelo que não sabia fazer-me falta. Gostei de gostar de ti assim, de forma automática, sem quaisquer "quês" ou "porquês", aceitando que me estavas destinada e que por isso te encontrara. Nada do que tinha, existia ou sabia, antes de te ter, me importa ou sequer faz sentido. Sou um homem renovado, todos os dias e a cada dia, bastando que te tenha do lado, acordada para te encher dos beijos que me alimentam bem mais, ou a dormir, enquanto te olho e quase duvido que sejas realmente minha.

Não desistas de mim, até e sobretudo quando falho, porque és tu que me permites crescer e devolves a razão quando me torno demasiado cego. A minha imaturidade resolveu abandonar-me, e tomei nas minhas mãos a vontade e o propósito de te fazer feliz, a mulher mais feliz que já alguém viu andar por aqui. Não desistas de mim, nem de nós, porque sou capaz de te ver como mãe, tranquila, de sorriso aberto, orgulhosa das crias que criaremos juntos, à nossa maneira, mas para que também elas sejam capazes de ver, sentir, respeitar e amar para além delas mesmas. Vais ser tu a conciliar as nossas vontades e a que divide para multiplicar. Verei aninhados nos seios que me enlouquecem, pelo volume, toque e sabor, os filhos que manterás nutridos de tanto alimento e amor. Irei, também eu, encher-me de orgulho pela família que farei crescer, tendo-te no meu leme, junto a mim, confiando no que ainda farei acontecer para todos e aumentando, dia-após-dia, o que guardo e preservo para ti.

Estou a sentir-te. Sei que tens os olhos fechados e quase que consigo sentir o sorriso que largas por dentro. Por vezes moves-te e olhas-me, doce e totalmente entregue a mim e é aí, sobretudo aí, que agradeço em silêncio a quem quer que te trouxe, porque sem ti nada do que sou hoje teria acontecido.

Amo-te como só eu entendo, mulher da minha vida!

19.4.18

Todos temos um tempo!

{Pinterest// Sadie Joyce}


Todos temos um tempo, assim me dizia alguém, hoje!

Temos um tempo para entrarmos em alguém, deixando-nos entranhar o bastante para que o antes deixe de ser importante e até de existir. O que passamos a querer, é mantermo-nos assim, a querer como nunca o fizemos. Temos um tempo para que a outra pele se misture com a nossa e nos saiba aos sabores que passaremos a reconhecer. Temos um tempo para ouvir com atenção cada palavra e para sentir que fazem sentido. Temos um tempo, o nosso, para nos pararmos do que não correu bem e para recomeçarmos num começo que nos levará longe, para o amanhã que antecipamos com a outra metade de nós.

Sei agora que não te ter me enlouquece e impede de viver. Sei que não será igual se te perder. Sei que nada mais me importa se não estiveres onde também. Sei que as músicas que oiço, cada uma delas vezes sem conta, apenas contam se falarem de ti. Sei de muitas das coisas que me enlouquecem, mas nenhuma tão intensa, tão assustadora, nem sequer tão dolorosa, como não estares comigo.

Todos temos um tempo, sobretudo para que se saiba que  amar e ser amado é o que realmente importa. 

16.4.18

Cada final de relação tem um nome, certo?


A razão pela qual tantos penam por aí, prende-se com o simples facto de não saberem que sentimento pôr ao fim de uma relação!

Nós somos seres pensantes, está bem, eu sei que uns mais do que outros, mas a realidade é que precisamos de perceber se o que sentimos é ódio, raiva, amor, não importa o quê, mas o resultado tem que estar definido e claro. Quando os homens se queixam de que não entendem as mulheres, mesmo que para isso não façam qualquer esforço, é apenas porque não estão atentos, mas eu vou explicar, again! As mulheres rotulam tudo, gostam de nomes para cada ser ou objecto e quando não o encontram, põem-se a bater com a cabeça, com a sua e a dos outros, até que se faça luz. Mas porquê prolongar dores, o que ganham "vocês" afinal?

Quero que entendam que uma mulher precisa de um ponto final, e que quando ele existir, deve ser colocado e devidamente sinalizado. Garanto-vos que desta forma ela seguirá viagem, a fazer o luto, demorando o tempo que lhe couber, mas sem olhar para o passado que será apenas isso e ela entendê-lo-á.

Quem já foi nosso e a quem supostamente amámos, pelas razões certas ou erradas, merece um fim.
Quem esteva na nossa pele e nos passou um prazer que certamente teve efeitos, merece uma palavra, mesmo que escrita numa folha de papel reciclado.
Quem já não nos estremece o corpo, tem o direito de manter o seu próprio corpo e juntá-lo a quem puder chegar, porque apenas assim ela o permitirá.
Quem não for nosso, merece ser de alguém, porque é a natureza que o reclama.

Os nomes existem, já foram todos inventados, por favor usem-nos!

13.4.18

Beijos?

Que beijo sincero


São muitos os beijos. São estranhos alguns dos que damos e recebemos. São tantos os desperdiçados, mesmo que desejados e sofridos. São beijos de quem amamos muito, por vezes demasiado. São beijos de quem não queremos, mas que nos beijam assim mesmo. Beijos que sabem a um sabor que ninguém identifica, mas que nos enchem e preenchem e não apenas de prazer. Beijos que acordam para a vida e impedem de uma morta solitária. Beijos que pedem muitos mais de volta!

Já muito se escreveu, eu inclusive, sobre a importância de dar e receber beijos, porque desses não nos cansamos, não se forem de e para a pessoa certa. Não há nada que um bom beijo não cure e quando os temos na medida certa, nada nos falta.

Gosto de beijar, tal como a maioria das mulheres, mas sofro de falta, muita, até porque não ponho a minha boca em qualquer uma, no way. "És esquisita, então aguenta". Não se trata de esquisitice, mesmo que o seja por vezes, trata-se de querer TUDO aquilo a que tenho direito, mas BEM feito. Gosto de beijar e até levanto o pé direito quando me espetam um bom e doce beijo, mas gosto de saber como, onde, porquê e sobretudo com quem, mesmo que agora falte pouco para desatar a beijar todos quantos me apareçam pela frente.

Beijos, venham eles e não apenas hoje, please!

12.4.18

Qual é a cor da tua cor?

@ematimofei


Qual é a cor da tua cor? Como te identificas e avalias, de que forma as cores estão presentes na tua vida e na tua personalidade? Será que tens a segurança e a força do azul. O optimismo e a clareza do laranja, ou a juventude e a coragem do vermelho?

Eu alimento-me das cores, envolvo-me nelas e sei que não teria forma de me enrolar, apenas num branco inerte, no vazio e frieza que provoca. Terei sempre que dar enormes pinceladas das cores que mudam os meus dias e que fazem de mim este ser tão emocional, tão intenso e vivo.

Fico sempre surpreendida quando me respondem não ter uma cor favorita, ou uma menos interessante, porque temos que saber tirar partido, nós os visuais, deste maravilhoso dom. Se ao menos pudéssemos ver as pessoas pelas cores. Se as conseguíssemos catalogar, percebendo de que forma irão mudar o nosso espaço e se entrarão em nós com a vivacidade ou a baixa frequência que as cores provocam...

A minha cor especial, da qual sou TOTALMENTE dependente e viciada, é o azul. Com ele vem-me a sensação de mar, de água, de céu, de movimento e está presente em praticamente TUDO o que nos rodeia. O meu esforço é enorme para me dosear, porque de contrário mergulharia toda a família numa única cor, mesmo que tenha diversos tons e certamente que se sentiriam enjoados e cansados, algo que para mim é impossível de acontecer.

Li numa avaliação de cores, que o azul representa a confiança, a segurança e a força. Pois! Porque será que gosto tanto dela então? Está mais do que explicado, sou eu em cada pincelada, mais ou menos desbotada, e é por essa razão que gostaria de atribuir uma cor a cada pessoa, percebendo o que as move e em que direcção.

Já aumentei um item na minha lista de perguntas. Já vos falei da minha lista e agora vou passar a riscar os itens da mesma, para saber se o dito cujo se enquadra ou não na minha visão da vida. Assim sendo, vou perguntar - "de que cor és tu"?  - Espero que resulte e que me ajude de alguma forma, partindo do princípio que terão realmente uma resposta visual!

11.4.18

Dizer o quê?

ЅℰXUᎯℒ ✦ ᏇᎾℳᎯℕ - Pinterest: Crackpot Baby


Há muito pouco que adiante dizer, se do outro lado de nós nada for ouvido. Existem pessoas, momentos e sentimentos que nunca serão partilháveis, por mais que as consiguemos amar.  Dizer o quê, quando as palavras não bastam, ou ecoam demasiado forte e fora de contexto?

Somos, cada um de nós, fruto de tudo o que acumulámos, ano após ano, em experiências que nos vimos forçados a repetir, ou a deixar de lado. Tivémos parte do que fomos capazes de conquistar, mas certamente que não atingimos metade do que sonhámos, não por falta de talento, nem tão pouco por falta de vontade, mas porque nos encolhemos perante o que nos abanaria, inevitavelmente, mas apenas para nos melhorar.

Mudar dói. Mudar obriga a escolhas que assustam. Mudar arranca-nos raízes, mesmo que delas já não venha qualquer "alimento". Mudar é o que desejamos e precisamos para mudarmos tudo à nossa volta, mas mudar é o que escolhemos, muitos de nós, nunca fazer. Dizer o quê? Logo eu que mudo sempre que me mude por dentro. Mudo de pessoas corrosivas, caústicas e danificadas. Mudo de ar, quando o que respiro me impede de respirar. Mudo de amor, aquele que sinto, se senti-lo não me permita amar-me em primeiro lugar. Dizer o  quê aos que temem até a sombra? Muito pouco, porque as palavras que usar não farão eco. Não, porque as temem mais do que a tudo o resto. Não, porque já sabem a verdade e ela apenas lhes recordaria da mentira eterna. Não, porque já desistiram, há muito e eu desisto dos que não querem continuar a aprender.

Dizer o quê, quando já disse tudo?

10.4.18

GRITAR!

Sarah Connor #sarahconnor


GRITAR impõe-se de cada vez que nos sentirmos doer por dentro, mas com uma dor que ninguém explica, porque chega de tão fundo que nos parece querer apagar a alma. GRITAR pode ser um acto de coragem. Um desprender de amarras. O afirmar de quem se toma por pessoa e precisa, como de pão para a boca, de ser respeitada e admirada pelas escolhas, mesmo que erradas.


Nunca deixo nada por dizer e se gritar é o que me permite continuar, faço-o, com o mesmo à vontade com que canto e incluindo-o nas minhas rotinas para que não me afogue, mas 
calma com esta coisa do gritar, porque ele pode não ser no sentido literal da palavra. Por vezes os gritos saem sem sons agudos, mas numa determinação que basta para que nos levem a sério. Gritar afirma-nos e reafirma tudo o que tantas vezes repetimos para que nos oiçam.

Conheço tantas pessoas sufocadas, com palavras que recusam deixar sair, olhando, sempre, para todos os lados, certificando-se de que não serão julgadas, que manterão a classe, como se por classe entendessem o nuca levantar a voz, o olhar de forma tranquila, sem deixar que os olhos chispem, de raiva ou de cansaço. Ter classe significa ter postura, carácter, algo a dizer e que até poderá doer a alguns, mas que virá para clarificar mal entendidos.

Os "arrumadinhos", e estou a tentar ser gentil, não lhes "gritando" que a falta de um nome e postura é tão limitador que dói, esses, vão acumular doenças incuráveis, mágoas que se manterão e com as quais não saberão mais lidar. É bom que entendam que no final pagarão tudo isso, tornando-os seres totalmente indesejados e sem qualquer capacidade de aligeirar as palavras que já não terão mais como conter. Nessa altura, inevitavelmente, acabarão como acabam os que nunca souberam explicar o que precisavam, sozinhos!

Falta, mesmo, não sei se fazes...

Love the body


Já me estiveste tão dentro, que respirar se tornava mais difícil do que correr e olha que correr é duro. Já me ocupaste mente, corpo e alma, até que passasse a duvidar de mim mesma, não percebendo onde começava eu, e terminava o que supostamente serias. Já chorei até que as lágrimas secassem e me secassem por dentro e ri com gargalhadas tão sonoras que me julguei tola e descompensada. Já te amei com a intensidade dos condenados, mas acabei cansada de tanto amor mal distribuído...

Falta, mesmo, não sei se fazes, não agora. Não com tanta mudança interna. Não depois de saber que só posso precisar de quem esteja. Não com o cansaço que me assola só por me atrever a espreitar o passado. Não quando já adormeço em paz e acordo confiante. Não por saber, como só eu poderia, que mereço muito mais do que alguma vez deste.

Ainda não fui capaz de avaliar a entrega absurda e desmedida, que votamos a quem nos move o orgão principal, mas da forma errada, trucidando-o e vetando-o ao desespero. Não sei, com certeza absoluta, porque nos tornamos cegos, surdos e demasiado mudos, perante faltas aterradoras. Não entendo a passividade perante os que não se disponibilizam, escolhendo apenas o que lhes serve, e abandonando quem nunca os abandonaria. Nunca terei forma de aceitar tanto desamor.

Falta, mesmo, sei que já não fazes, até porque mataste a parte boa e o que sobrou já não servirá a ninguém!

8.4.18

Do que falamos afinal em primeiro lugar?

//Lu


Do que falamos afinal em primeiro lugar? Ui, esta categoria é explosiva. Temos aqui uma divisão clara no que diz respeito às conversas de circunstância. Na maioria das vezes somos bombardeados com notícias mórbidas, doenças incuráveis, tratamentos dolorosos e tudo isto num par de minutos, pondo-nos os cabelos em pé, porque existem pessoas cujo maior talento passa por despejar negatividade em cima dos incautos, dos que não encontraram forma de fugir. Depois também nos cruzamos com os que reparam, em primeiro lugar, no que aparentemente temos de errado e quando nos atrevemos a dizer que está tudo bem, que o mundo não está a desabar sobre nós, franzem o sobrolho e duvidam, pois, têm mesmo que duvidar, porque as pessoas normais padecem de problemas GRAVES! Estas pessoas têm um nome, mas eu não vou dizer, não me apetece abandalhar.

As mulheres, essas, para a inveja são um portento. Como é que as outras se atrevem a parecer tão bem, como se a idade não lhes passasse por cima?  

- Deve andar a enganar o marido, ou o companheiro, ou pior ainda, a fazer plásticas 

Oh pequenez, isto é o que faz andarem focadas na vida alheia, esquecendo-se de olhar para as suas, mesmo que sejam desinteressantes.

As pessoas, homens e mulheres, de classe, falam do que importa realmente. Espalham boas energias. Riem e enchem-se de orgulho dos sucessos e felicidade dos amigos e familiares. Quando estamos pouco tempo com alguém, o que se torna importante é "arrancar-lhe" boas notícias, algo que tenha conseguido executar bem, promoções ou mudanças de vida, para melhor.

Eu sei que por norma o português é fatalista, mas felizmente já me vou cruzando com pessoas que sinto vontade de voltar a ver. Quanto aos outros, sorriam porra, é que já estão a ser vigiados!

Depois do muito, do pouco e do nada!

É febre e amor e eu quero mais; Sério, é tooo esse mistério... Marina Lima.


Estar de volta a mim é o que consigo fazer sempre que o que não me serve tem que ser refeito. Analisar, sem demasiado coração, mas com todo o cérebro de que sou feita, restaura-me e deixa-me pronta, porque nada do que sou parece bastar-me. Nada do que tenho me deixa quieta demasiado tempo, porque posso ter bem mais e proporcionar TUDO, primeiro a mim e depois a quem me olha e escolhe.

Depois do muito, do pouco e do nada, continuo o meu caminho, sem receios, ou cada vez com menos. Já ter sentido cada um dos percursos. Já ter saboreado cada sabor e definido quais me conseguem mover, levo a minha vida a viver, comigo, por mim e com os que irão, SEMPRE, fazer sentido. Depois do muito, do pouco e do nada, sei saber sem demasiado esforço. Sei encontrar estradas que outros percorrem e não vêem. Sei antecipar-me, mudando de direcção quando seguir em frente já não seja necessário. Depois do muito, do pouco e do nada, relativizar é cada vez mais o meu modelo e ele funciona, definitivamente.

Tanto que me perguntam sobre fórmulas, medidas e pesos. Tanto que parecem buscar, na busca que já fui capaz de fazer, por soluções mágicas, mas nada surge só porque sim e nada se encontra sem que saibamos onde procurar. Querem saber sobre as fórmulas? A única que parece funcionar, para mim, é o autoconhecimento. Sei de mim. Sei quem sou. Sei para onde tenho que ir, quando e porquê. Em relação a tudo o resto, sou como o comum dos mortais e também estou sujeita às leis da natureza e não raras vezes sentindo que é das minhas fraquezas que me cresce a força.

Quando formos capazes de subir todos os degraus, mesmo que a arfar, sentiremos o prazer da chegada e teremos como voltar a descer, regressando menos cansados e já sabendo o que nos espera!