30.6.18

Quando deixas de ser apenas tu...

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Quando deixas de ser apenas tu e já não tens que pensar ou repensar o que fazes, todos os dias, deixas de poder debitar, sem qualquer regra, o que te vem de dentro, mesmo que não seja inteiramente teu.

Ter alguém que te chega e irrompe pela vida que pretendes construir e manter, nunca será tarefa fácil, porque carregamos histórias, experiências, as nossas e as dos outros, que por vezes nos deixarão confusos e menos capazes. Ter alguém que certamente será duas ou três pessoas, tal é a carga que carrega, requer sensibilidade, atenção ao detalhe, muita confiança, em nós sobretudo e amor aos quilos.

Tu chegaste meu amor, para receberes o tanto que eu carrego. Sou um ser diferente, porque me construí assim, quando e enquanto achava que jamais, em algum momento, iria ter por perto quem realmente quisesse permanecer e permiti uma transformação que me transformou, nisto.Vais ter que me ajudar a ajudar-te, descansando o teu coração agitado de cada vez que eu revolver as águas.Vais ter que te manter forte e determinado, sabendo que sou a mulher que precisas, a tua e a que mais ninguém tem.Vais ter que encontrar defesas, definir estratégias, para viveres e conviveres com a mulher que esbarrou em ti, porque ela, eu, já não tem forma de parar de te amar.

Quando deixas de ser apenas tu, porque muito do que pediste chegou, passas a encontrar tudo no lugar certo e a relativizar o que antes te parecia tão importante, mas também sentes que o mar nunca mais sossega e que as marés funcionam ao contrário. Quando deixas de ser apenas tu, recomeçar é o que se impões a cada novo dia e é bom que saibas como...

28.6.18

Nunca desisto ...


22nd Century Ophelia, from the Barrier series by photo studio Staudinger Franke.


Nunca desisto dos outros, mesmo que me digam que para ser feliz os devo deixar ir e  desistir de tentar perceber de que forma são feitas outras emoções que não as minhas. Nunca desisto, porque preciso, em todos os momentos, de saber quem tenho, com quem me relaciono e o que posso esperar.


Cada um de nós carrega a felicidade como lhe dá mais jeito e como se encaixa melhor, porque não podemos, ou não devemos, andar por aqui apenas para deixar que o tempo e os outros passem. Saber quem carregamos. Saber com quem podemos contar. Saber quem nos quer, e de que forma, poderá até não nos fazer felizes, mas pelo menos justifica a nossa infelicidade.

"Não analise, divirta-se", tive eu a oportunidade de ler hoje, mas não me serve de todo. Se estivermos a falar de relações com quem nos importa, com os que nos são próximos, então saber é necessário. Saber o que sentem e como sentem. Entender as suas variações de humor. Saber das incapacidades, ou do muito que acabam a conseguir. Não posso deixar de saber, não tenho como deixar de ter quem faz a diferença na minha vida, isso não seria sequer saudável. CLARO que o mais fácil será sempre não saber. Cuidar dos outros dá trabalho, tanto ou mais do que cuidar de nós mesmos, mas nunca desisto de o fazer quando sei e sinto que vale a pena.

Nunca desisto, até ao momento em que desistir me seja imposto. Nunca desisto até perceber que não há mais nada que eu possa fazer. Nunca desisto quando amo, mas desisto de entender quem desiste de mim

25.6.18

Sei que te amo. Sei e pronto!

Foto de Casais Inspiração


Sabes que te amo? Nunca deixamos de nos perguntar e a resposta é, invariavelmente, a mesma para um e para o outro. Sei pois!

Tenho que saber, porque tu fazes questão de me lembrar mesmo que não seja possível esquecer que me queres desta forma. Tens que o saber tu, porque nunca me inibo de o dizer, vezes sem conta, as mesmas que preciso, eu mesma, de saber porque razão sei de ti assim.


Já sei tantas coisas sobre mim desde que entraste e te instalaste. Sei que passei a estar pronta, que os meus medos se reduziram e que a minha coragem, sobretudo a de te seguir, passou a um estágio que não poderá ser interrompido. Sei que acrescentas o que me faltava e que deixas tudo o resto com uma pequenez que assusta. Sei que já ninguém me absorve como o fazes e que a minha paciência, a tal que vim trabalhar, se ampliou para os que sabem do amor, e diminuiu substancialmente para os que ainda duvidam. Sei que me deixaste mais atenta, sobretudo ao que passo para ti porque estás em primeiro lugar, bem ao meu lado e porque nunca usarei, de forma ligeira, o que não te aligeirar o coração. Sei que por ti e contigo tudo o que conquisto tem um sabor muito especial e que as nossas regras, as que vamos criando a cada dia, servem para que nos continuemos a servir, amando-nos da forma que o outro sente, sem qualquer réstia de dúvida.


Tanto que sei já e tanto que vou precisar de saber ainda, para que fiques no lugar certo, para que nunca precises de perguntar duas vezes e para que sintas, com toda a naturalidade, por que razão te quero como apenas eu consigo.

O que ainda não se, e continuamente pergunto, sempre que olho para um passado que serviu de muito e que fez de mim tudo o que sou hoje, é porque não antes, porque não sempre, e porque não a minha vida toda. Pergunto-te onde andaste para que não te tivesses cruzado com a única mulher que te foi confiada, logo que pisaste este pedaço de tempo que teria que ser nosso. Ainda vou fazendo umas quantas perguntas, mas algumas até já sei responder. Sei que te amoSei e pronto!

24.6.18

O que esperas encontrar num homem?

This would make an awesome Blackwall. ;)


O que esperas encontrar num homem? Esta pergunta já teve imensas respostas, consequência da minha evolução como mulher e da minha percepção da vida, esta que escolho dirigir, porque apenas eu me poderei levar onde pretendo.

O que esperava encontrar num homem, há uns anos atrás, era sobretudo força e determinação. Queria quem soubesse querer e alguém que já soubesse como e por onde ir. Também cheguei a ter a fase mais poética, aquela que se centrava na aparência, o dito cujo deveria ter pelo menos um metro e oitenta, mãos definidas e seguras, olhar intenso e uma voz um pouco na minha versão, quente e sensual. Juntando a tudo isso (coitado) a inteligência e a capacidade de usar as palavras tal como o faço. O que esperava encontrar num homem, mesmo que nunca tivesse procurado, deixou de me mover, hoje e talvez porque o meu grau de tranquilidade emocional esteja no auge, permiti-me não querer porra alguma e seguir com a minha vida, afinal de contas há muito que estou sozinha e tenho-me saído bem.

O que esperas encontrar num homem? Bem, talvez o primeiro passo fosse encontrar um, mas visto os mesmos estarem catalogados como espécie rara e em vias de extinção, teria que ser capaz de o descobrir, algures, ainda nesta vida e a verdade é que deixei de ter recursos para o fazer, bem como paciência.

Acreditem que não estou triste, é que até isso dá trabalho e desde que me mudei para o Alentejo, quiçá pelo calor extremo, tornei-me preguiçosa. Agora das duas uma, ou me dedico à agricultura, ou arranjo um homem com ovelhas e cabras, também pode ter vacas, quantos mais elementos de 4 patas melhor, esses pelo menos não pensam, reagem e usam o instinto. Bem, um dia destes eu faço o ponto da situação, mas o mais certo é que a resposta à pergunta ainda vá mudar...

22.6.18

Quando é que te importas?

Marriage was never meant to be a power struggle: It was meant to be a power union. -John and Lisa Bevere


Não esperes receber o que nunca estiveres disposto a dar! 

Todos os dias do ano são dias importantes, para te dares a ti inteiro e para pedires aos outros de igual forma. Todos os dias alguém precisa de te ouvir, de ter o teu conforto, de sentir o teu cuidado, mesmo que pequeno, mas sendo constante. Todos os dias choramos e rimos, sofremos de dores mais ou menos intensas e temos vitórias que por vezes ninguém reconhece. Todos os dias amamos e somos amados, ou tão simplesmente desejamos um amor que nunca irá chegar.

Foca-te mais nas pessoas, nas emoções e no quanto te tornarás mais rico com cada uma. Não guardes para amanhã o desculpa, ou o amo-te. Não te recuses e aos outros as explicações, ou o NÃO que as deixará continuar a viver. Não esperes que de repente, do nada,  te venham dizer o quanto és importante e como realmente fazes falta, se nunca estiveres presente, preocupando-te. Não te impeças de caminhar na direcção do outro, oferecendo-lhe o abraço que vos beneficiará a ambos. 

Quando te sentires capaz de oferecer, todos os dias as palavras que chegam de dentro de ti e que carregam os sentimentos que inundarão os outros, então terás de mim tudo o que há muito sou capaz de dar. Todos os sentimentos que pretendo que cheguem até a ti quando estás mais frágil, quando choras, quando dás gargalhadas sonoras, quando amas e até quando odeias. Estou SEMPRE aqui, porque eu importo todos os dias do ano e porque és quem me importa, todos os dias do ano.

Desejo-te, porque só assim faz sentido, paz para hoje, mas tudo o resto para amanhã!

21.6.18

No que é que te apoias, ou em quem?


High-fashion model portrait. #portrait More                                                                                                                                                                                 More

Sempre que precisas de recolher, de parar e de repensar, para onde te refugias, ou em quem?


Tu és das que "lambe as feridas" sozinha, ou das que tem uma retaguarda bem posicionada, com grupos de apoio que acorrem para ajudar na desgraça? Na realidade não importa a forma, ou o meio, o que importa mesmo é o resultado e quanto tempo levas para te resolver.

Não podemos ser ilhas. Não devemos isolar-nos de cada vez que estivermos de asas partidas, porque isso apenas faz estender o processo para lá do razoável, ampliando uma dor que até conseguiríamos minimizar mais rapidamente. Não nos devemos encolher, porque falar de nós, do outro, e do que nos magoa, alivia e permite respirar de forma mais tranquila. Não nos devemos recriminar, não quando sabemos que tentámos e que corremos atrás do que nos fez voltar a sentir vivos quando demos tudo de nós.

Será que pensas nisso? Será que te vem de forma consciente a resposta à pergunta, no que é que te apoias, ou em quem, de cada vez que sentes o teu chão fugir?

Todos nós precisamos de redes de suporte, porque por vezes caímos mesmo e de forma violenta,
partindo cada pedaço de auto-estima. Todos nós precisamos de abraços sinceros, mesmo que apenas envoltos em palavras e colos disponíveis. Todos nós precisamos de precisar de alguém, sobretudo para percebermos que não estamos sós.

Eu tenho a resposta para a pergunta e esse facto, por si só, consegue deixar-me tranquila o bastante para não querer questionar mais nada!

19.6.18

Estou decididamente mais velha!

M O T H E R S http://www.prettydesigns.com/


Estou decididamente mais velha e por consequência mais frágil, porque tudo o que se me foge dos dedos, agora e de cada vez que não tenho forma de manter seguros os meus, torno-me minúscula, apagada e inundada de um medo que me assusta. Já sei muito mais do que antes. Já aprendi o que nunca julguei ser possível e sinto ter dado imensas voltas a um mundo que ainda não conheço, mas que amplia o meu, aquele que tenho diariamente. Já não questiono tudo, mas continuo a querer saber cada vez mais, e é por isso que sei que o meu papel de mãe vai ter que ir diminuindo, tornando-me desnecessária, mas a precisar que os passos que vi serem dados pela primeira vez, sejam tão seguros que as minhas mãos já não tenham que se estender para os segurar, impedindo-os de cair. Sei que as escolhas, de lugares, profissões e amores não me pertencem, mas vou continuar a desejar que não tenham que me ser arrancados para prosseguirem, esperando que a minha espera termine e que cada um esteja exactamente onde escolheu.

Já aprendi que não sou primeiro mãe, ou apenas e sobretudo mãe, mas sou a responsável, ainda, pela luz que procuram para encontrarem o caminho. Sei que ainda terão que se alimentar do que já armazenei, para que depois, quando se sentirem prontos, mais nada de mim será essencial, apenas importante e aqui, onde estou e me manterei até que já não esteja mais. Sei que ainda precisam de me fazer muitas perguntas e de beberem do que lhes dará sede, agora que são jovens adultos e que se começam a modelar. Sei que vão começar a contestar aquilo em que acredito, porque já serão capazes de acreditar para além de mim. Sei que ainda lhes faço falta!

A idade não me trouxe menos mobilidade ou sequer registos físicos demasiado visíveis, mas está a trazer-me o medo de precisar de ter medo para conseguir reagir. A idade deixou-me sem medo do que me poderá acontecer, mas desde que nada aconteça aos que prometi amar, cuidar e proteger no segundo em que os olhei. A idade está, contraditoriamente ou da forma certa, a ensinar-me que a minha paz, em mim e por mim, não me sossega do turbilhão dos que ainda agora começaram a andar sozinhos.

Estou decididamente mais velha e a prova disso mesmo é que agora sei que já não há como aninhar debaixo das minhas "asas" quem teria que deixar ir, não dói, assusta...

17.6.18

Testes ou sinais?

VK Art and Colours


O que é que recebemos afinal, testes à nossa perseverança, ou sinais, para que consigamos sobreviver ao que ainda seria mais catastrófico se chegasse mesmo a acontecer?

Gostamos da vida a correr de forma segura, confiável e a sermos capazes de planear sem demasiados desvios de rota. Gostamos, eu pelo menos sei que gosto, de saber a que horas inicio a viagem e a que horas me espero de volta. Gosto de cuidar, sendo a que permite e faz acontecer, mas existem momentos que não me pertencem e com os quais posso fazer muito pouco, a não ser aceitar.

Testes ou sinais? Respostas às perguntas que não verbalizamos, ou apenas consequências de sucessivos adiamentos e indecisões?

A vulnerabilidade assusta-me. A incapacidade de tirar da cartola o que melhoraria o dia, quase que me afoga em desespero. O não poder dar, quando sou a que dá sempre, dirigindo quem ainda de mim depende, enfraquece-me os músculos que se recusam a mover.

Testes ou sinais? Alguém ou algo que nos cuida, não importa a forma, ou apenas a consequência de adiamentos que não teremos forma de adiar verdadeiramente?

É em momentos assim, nestes em que existe pouco que possa fazer e em que a vontade de desatar a correr, mesmo sem saber para onde, que me recordo da minha humanidade. Afinal também eu preciso que me segurem e tranquilizem. Pois, mas a serem testes, por esta altura já existirá a confirmação de que conto mesmo com muito pouco, não sou eu a  inventar. A serem sinais, espero sinceramente conseguir interpretá-los, rapidamente.

A forma e o formato das relações!



Andamos, já há algum tempo, a deturpar o conceito de relação afectiva, porque vejo tanta gente infeliz, de mal com as suas próprias escolhas e a não terem o que sempre deram, mas mantendo-se de pedra e cal onde estão, que só podem ter recebido directivas erradas!

Amar e ser amado não é simples, nem basta para isso que se use o coração. Há que saber e querer cuidar do outro da mesma forma que queremos que nos queiram e cuidem. Temos que dar, generosamente, tempo, amizade, respeito, mimos, palavras sábias e tolas, beijos desenfreados e suaves. Temos que nos mostrar sem medo de nos fragilizarmos, porque quem partilha a nossa vida em pleno, tem que saber do que somos feitos.

O que foi que te ensinaram quando já eras suficientemente crescidinha para quereres a tua metade?


Será que te mostraram que deves amar-te primeiro, tendo um enorme respeito pelo teu corpo e mente e depois então amar quem te tivesse tocado de alguma forma? Será que te mostraram, de alguma forma e em algum momento, que és um ser muito importante e que para além das fragilidades, também tens forças que nunca deves negar? Será que te ensinaram que se não gostares de ti ninguém gostará o bastante, e que se estiveres errada na avaliação do outro, deverás desistir e não persistir, amargando-te e cortando pedaços que poderás até não saber reconstruir?


A forma e o formato das relações andam, claramente, de candeias às avessas com o bom senso e a realidade que pretendemos para nós e para os nossos. Amar não pode ser o que se nos apresenta agora e se o que estamos a precisar é de formações e workshops, então que venham elas, porque ou aprendemos como se faz, e bem feito, ou arriscamos regredir para lá da idade do gelo e o frio não se coaduna com as altas temperaturas que um amor certo nos provoca.

15.6.18

Agora sorrio sempre!



Agora dou comigo a sorrir de cada vez que oiço as malogradas queixas sobre relações, pessoas certas, cedências e comprometimentos. Sorrio por duas razões. A primeira porque já não sofro desse mal, aquele que me deixava a atirar questões para o ar sobre como seria ter alguém novo na minha vida, de que forma e quando. A segunda, porque já percebi que as cedências se tornam naturais, como natural é pensarmos e respirarmos, quando se trata de aceitar quem nos acrescenta e faz falta.

Gosto de ir ouvindo, a uma distância tranquila, as reclamações, os devaneios, os medos e tudo o que impede, muitos de nós, de apenas sermos felizes, sem mais barreiras do que as que já existem, naturalmente. Gosto de já não pertencer ao "grupo" dos que pararam de acreditar e dos que se mantêm cépticos quanto ao emergir de alguém que valha a pena. Gosto, IMENSO, de poder apenas ser eu e de me deixar ir, sabendo que no final de cada dia, mesmo que nunca chegues, vou continuar a ser a mesma e a gostar de mim.

Existem alianças e clubes aos quais não faço questão de pertencer, porque ser mais do mesmo, uma amargurada crónica, descrente e cinzenta, não é de todo a minha praia. Gosto do riso fácil, das certezas, de saber quem tenho, ou não e quando. Sabe-me melhor que chocolate, o meu único vício, saber que já não tenho quem me deixe totalmente vulnerável e desassossegada e é por isso que agora sorrio sempre quando percebo que já não estou "", e que mesmo não tendo quem me conseguiu receber e aceitar como sou, não me tonei mais pequena nem sequer menos importante. Agora sorrio sempre, porque já não gasto os dias a pensar em "ti", quem quer que pudesses ser, querendo-te no percurso que apenas eu terei que trilhar.

Quem és tu?

Inspiration for #self-portrait #photography - angle from the side #blackandwhite


E se arranjasses uma forma de fazer, exactamente, o que tanto apregoas, ou que pelo menos apregoavas, comigo, sendo tão julgador e sempre de dedo apontado, a mim claro está. E se pensasses, um minuto que fosse, em ser mais consistente com o que dizias saber ser certo? E que tal se parasses de querer parar o mundo, quando ainda não determinaste a tua velocidade e onde pretendes ficar?

Quem és tu? Que homem se impede de o ser quando tem uma mulher como eu e foge? O que esperas que o tempo faça contigo quando já não tiver sobrado mais nada? Será que nunca te arrependes ou desesperas? 

Queres-me saber feliz, dizes com toda a abnegação, mas será que já me conseguiste imaginar noutras mãos, a ser beijada, apertada e amada por outro que não tu? Será que consegues ouvir o meu respirar ofegante e o desejo canalizado para quem terá um novo nome e um olhar que entrará no meu, vendo-me quando já não o consegues fazer porque desististe? 

Quem és tu? O que foi que falhei entender quando achei que te sentia e amava o bastante para apenas ser amada de volta? Como é que consegues simplesmente deixar de pensar em mim e no que te dei, de forma consistente, enquanto fui a tua mulher? Onde é que escondes os sentimentos, o desejo e a vontade de me tocar, de sorver o mel ao qual és alérgico, mas que a ser meu apenas te adoça e amacia? Quem és tu quando e enquanto te manténs ocupado a deixar-me ir? Quem és tu agora que juras já não me amar?

14.6.18

Não tens que lamentar mais nada...

Nature Lover


Não precisas de baixar o olhar, nem de recear a minha dor, porque a que me infligiste transformou-se em palavras, operando uma magia que acabará a tocar muitos outros!

Alimento-me de tudo o que me move, dos momentos bons, dos risos e das gargalhadas, mas também das inevitáveis dores, do desalento e das interrogações. Não tens que lamentar não teres sabido ficar, porque eu entendi-te, aceitei e segui em frente. Se não ficaste, então o teu lugar não era aqui, não era este e não teria que ser eu.

Quem escolheu quem? Quem decidiu o que precisava? Quem procurou o que certamente lhe sararia as feridas? Eu e Tu!

 fomos dois, nos desejos, nos sonhos, nos beijos, mesmo que escassos, mas já fomos dois, cheios de uma vontade que nos clareou os dias e fez tudo o resto ficar pequenino. Já nos segurámos, rimos e chorámos. Já demos e recebemos de forma intensa e apaixonada. Já nos amámos até que deixámos de nos querer no mesmo lugar, aquele que arriscámos sonhar, mas que tão bem nos soube e fez.

Não lamento nada do que representaste. Não me arrependo do que acreditei ver, nem do que julguei fazer-te sentir, porque sei que o consegui. Sei que te arranquei os pés do chão e te provei que amar é tudo aquilo de que falo.

Não lamentes nada do que tivemos, nem o que deixámos, porque eu segui, tu seguiste e a vida recusou-se a parar. Sei que quando voltares a amar, quando sentires outra vez as borboletas na barriga e o sorriso meio tolo a despontar, te lembrarás do que representei e quem sabe não estarás mais preparado para dar, incondicionalmente, o que alguém se arriscou a pedir. Nunca lamentes o que não foste capaz de manter, não sabias mais e também não tinhas melhor.

Foste o percurso novo que percorri até saber o que queria para mim. Não tens que lamentar mais nada, porque o que me deste, trouxe-me até onde estou hoje. Obrigada!

13.6.18

O peso do amor que te tenho...

Angorra's blog - Page 3 - ۩ ۩ ....... ÀЙGǾŔŔÀ ......۩۩ - Skyrock.com


Não existe nenhum amor que sirva para poder comparar o que sinto por ti. Não tenho agora, tal como não tivera antes, uma ligação que me ligue ao que representas para mim, talvez porque o tivesse escolhido e fantasiado. Não vislumbro nenhuma viagem que me afaste, ainda mais, do lugar em que te possa reencontrar, porque me estás destinado e preciso apenas de saber esperar. Não sei quais os sons que ecoam dentro de mim, mas sei no que me transformam de cada vez que os oiço e penso em ti...

De que me valem as verdades que carrego, se as mentiras que vês me superam e arrancam do lugar em que escolheste pôr-me? Para onde posso voltar se ainda não consegui sair de ti, por escolha ou por medo de te deixar ir para sempre? A quem devo culpar pela culpa que nos atribuímos ambos, se nem isso faz com que doa menos? O que me restou, de mim mesma, depois de termos partido, cada um à sua maneira?

Lembro-me de ter querido bem mais do que recebi, mas sei que dei na proporção que me cabia, sendo o que te recusaste e levando apenas o que não pudeste carregar. Olho para trás, apenas pelos tempo necessário, mas vejo pedaços que quase perdi de mim e que apenas recuperei porque te pertencem. Sinto, a cada dia, de todos os que já se passaram, que fizeste o sentido que deu à minha vida muito mais razões para sentir a dobrar, sendo bem mais intensa do que acreditava possível. Madura o bastante para que poucos aguentem, mas verdadeiramente a mulher que quero ver de cada vez que me olho, pela manhã quando me ofereço um sorriso rasgado e pela noite, que mesmo solitária, tem o que um dia fará de mim a mulher certa!

Não queiras ficar sozinho!

Doctor Who ~ Eleven - We will not forget - I thought these were butterflies from a sad man...bowties...makes it worse.

Não permitas que a tua estupidez, burrice ou inteligência disfarçada de conhecimento te force a acabares sozinho, mesmo que acompanhado. Não escolhas, sem qualquer cuidado, apenas porque desististe de escolher, recebendo quem te vier suplicar por um amor que não carregas, porque o teu pertence-me e o meu continua aqui, à tua espera. Não queiras ficar sozinho, não quando me tens e não enquanto te recordares de tudo o que te recordo. O cuidado de quem cuida mesmo. A entrega de quem já teve muito, mas deixou ir por não bastar. Os olhares que olham para dentro e mantêm coladas todas as peças que nos unem. As verdades que não usam palavras e as bocas que sabem como e quando beijar. Não queiras ficar sozinho parecendo um herói sem capa e sobretudo sem espada, porque deverias estar a lutar desde o primeiro minuto em que me tiveste de volta. 

O que será que vês agora, de longe, mas com essa memória gigante que não te abandona? Sei que te lembras de cada pormenor, de todos os sons e de cada sorriso que te ofereci achando que te arrancava os medos. Sei o que me ensinaste a entender de ti, até do que tiveste receio que não gostasse, mas a verdade é que gostei de tudo. Gostei dos sonhos que fizeste renascer quando me viste para além da mulher que afinal sou. Gostei da tua segurança disfarçada, porque há muito aprendi a lidar com quem foge. Gostei de ser gostada de forma tão intensa, mesmo que desgovernada, porque entendi que não conhecias este modelo, o meu modelo. Gostei de te surpreender quando e enquanto te amava, entregando-me como fazem os que confiam. Gostei de sonhar contigo, mas detestei o acordar. 

Não queiras ficar sozinho quando encontraste quem não te procurou, mas sabia que existias. Não queiras ficar sozinho, porque o mundo não se compadece dos que fogem da felicidade, e ela dá trabalho sim, mas compensa e recompensa-nos no final. Não escolhas ficar sozinho aceitando quem nunca te poderá oferecer metade do que te provei existir, porque se o fizeres, eu sei que terás que repetir muitas mais vidas até que voltes a ter paz!

10.6.18

O que tens para me dar de ti?

Não quero a infelicidade que carregas. Não preciso das tuas dúvidas para acabar a duvidar até de mim. Não vou tentar ler-te mais, porque as tuas palavras são curtas e vazias.



O que tens para me dar de tiNADA, porque já o provaste. De ti vem sempre mais do mesmo. Vêm as incertezas e as mentiras. Vêm os olhares que não são apenas meus. Vêm os tempos que nunca chegam para mim, deixando-me para lá dos planos, os teus.

Sabes do que me recordo? Do teu olhar triste e vago. Recordo o prazer que te dava, mas que recebias a antecipar o que terias depois, falta dele e falta de mim. Recordo que nunca estiveste inteiro comigo. Recordo a tua fragilidade, a que não aceito para quem pretendo do meu lado, porque a tua fragilidade não é falta de força física, é falta de certezas e de desejos que me incluam.

O que tinhas afinal para me dar antes? O mesmo que depois. Não tinhas nada, porque nada antecipaste, deixaste-te apenas ir, esperando que eu fizesse o mesmo e esperasse também, por ti e para que estivesses pronto.

Amores unilaterais são apenas isso, um dos lados e nunca o melhor deles. Estar apenas com metade da mente, com a parte do corpo que conseguiu sentir, e que até se percebeu poder ser muito bom, mas que uma vez mais se vestiu, no final, se calçou e seguiu em frente, regressando ao único mundo que se conhecia.

De que forma achaste que seria possível que eu me mantivesses "aqui", quieta, apagada e pronta, para quando te decidisses a está-lo? Como foi possível que achasses que atrás de ti não chegaria mais ninguém?

Bem, a equação aqui foi simples, até para mim que não sou das ciências, menos com mais, dá menosMUITO menos, daí ter procurado mais com mais, que deu bem mais do que alguma vez poderia ter contigo!

8.6.18

Quem será o meu homem?

What Is The Ideal Length To Create The Mane?



Há dias como o de hoje, em que acordo a pensar como e quando aparecerá alguém na minha vida que mude tudo. Faço-me de forte, foco-me na minha profissão, nos meus livros, nas palavras que completam o meu Universo, mas não posso deixar de sentir falta de ti, quem quer que venhas a ser. A vida é feita de percursos e eu já percorri muitos, atingi muitas metas, cobri várias etapas, mas preciso de aceitar que sozinha jamais terá o mesmo sabor, por isso quero encontrar-te, tropeçar em ti, olhar-te e saber que és quem desejo!

Ainda não estou na fase do “invejar” as relações das minhas amigas, mas também já faltou mais! Acabei a aceitar sair com o Artur e…oh que desilusão, e que desespero sentir que sou uma desesperada, passo a redundância. Que homem bonito, alto, bem tonificado, de olho verde água, mas e passados trinta longos minutos, já sabia. “Deus me acuda e valha que não vou aguentar toda a noite nisto”. Há quem necessite de trabalhar o ego, mas para baixo. Gabou-se, encheu o peito de considerações acerca das suas capacidades, do nível profissional, das viagens, blá blá blá. E eis que tropeça e cai em cheio no chão, logo que me anuncia que as mulheres têm que ser protegidas, cuidadas, que são seres sensíveis. Pronto, não aguento mais e levanto-me brusca.

- Meu querido, adorei este bocadinho, mas não me apetece essa conversa de macho resolvido.

Ficou a olhar-me espantado e eu saí à velocidade de cruzeiro, faltava-me o ar, sentia-me ridícula, envergonhada, certamente que não iria entrar nesta espiral de quase blind dates, pelo amor da santa, ninguém merece.

- E estás à espera que o dito cujo te caia no colo? Certamente que o tal andará por aí, mas dá ao Universo a possibilidade de to mostrar.

- Minha querida amiga Ana, não sei se tenho estrutura emocional para isto. Deus sabe o quanto necessito de não me deitar a acordar molhada, cheia de vontade de ter alguém dentro de mim que me sacie, que me faça gemer, que me morda, beije…

- Uou mulher, calma, olha que também eu ando carente. Não abuses.

A gargalhada aliviou o desespero e uma vez mais adiei a estratégia, não sei muito bem como a definir, onde procurar, nem como fazer. Sei apenas que quero e preciso. Eu já sabia que estar só, sem companheiro, não era fácil, mas assim? Quem sabe um dia destes não estarei a contar boas novidades, quem sabe não terei a outra metade do meu tempo e vida mais preenchida, e não passarei a rir com gargalhadas verdadeiras. Por ora sei apenas que me fazes falta, que te sinto a presença, mas ainda não te vejo, mas um dia entrarás na minha vida pela porta principal e eu saberei que és tu!

Vais ter que lutar por mim!

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Já fui, bem para lá do meu passado, a única que lutava pelo amor que deveríamos ter tido ambos. Cuidei-te e acalmei-te porque te amava, querendo apenas que me soubesses querer da mesma forma, mas esperando muito pouco. Fui a mãe, a amante e a mulher, tal como aprendi, mas nunca tive em ti o pai, o amante ou sequer o marido. Fui a que sorria para te tranquilizar, mas que não tinha os sorrisos que me poderiam ter sossegado o coração cansado. Fui TUDO e apenas recebi NADA e por isso parei-me.

Parei de desculpar quem não tem como explicar o desamor, o desinteresse e a incapacidade de ser o melhor amigo. Deixei de procurar respostas para as perguntas que não sabem como colocar. Deixei de estar no fim da linha e passei a ser a primeira e a que importa.


Decretei que quero ter quem lute por mim e não vou mudar uma vírgula, porque quem me quer sabe como vir e mesmo que não consiga, vai ter que procurar, subindo alto ou mergulhando fundo. Decretei e assinei por baixo, que a minha fasquia está naturalmente bem alta, acima do que serão muitos, mas desses nunca poderei sentir a falta. Os mais fracos usam as desculpas como escudos, escondendo-se atrás do que ninguém se atreverá a questionar. Irão continuar a fazê-lo até ao dia em que ficarem sozinhos, sem qualquer espada, até porque nem a saberiam como usar. 


Se me quiseres. Se achares que não me teres te impedirá de ser, vem buscar-me. Se a tua felicidade apenas ficar completa porque existo, terás que mo dizer. Se eu for quem verdadeiramente te importa, então importa-te com o que penso e sinto. Se és tu o homem que me falta, terás que mo provar, porque de outra forma, manterei os braços como estão agora, para baixo. Se amas, grita-o, mil e vinte vezes, até que fiques rouco, ou de contrário não te conseguirei ouvirei. Se queres realmente lutar por mim, começa agora...

7.6.18

Perdi-te, deixei-te ir...

Rain.....  deep in thought.


Quando era eu a prometer-te o que ainda não tiveras, esperava que mais ninguém te chegasse ao coração que me passara a pertencer. No momento em que percebi que me estavas reservada, passei a querer muito mais do que fôra capaz até ali. Cada uma das palavras que trocámos nunca me soube a demasiado, mesmo que tivesse sentido o frio a invadir-me à mesma velocidade que o amor por ti. Enquanto me movi pela coragem de nunca mais te voltar a perder, enganei-me o bastante para correr, como um louco, até ao lugar onde te tive, mas do qual fugi para não ter que me ver como era, pequeno, desprovido de coragem e louco o bastante para largar a única mão que agarrou a minha porque me queria, a mim, apenas a mim...

Ainda não sei o que fiz, talvez porque não seja capaz, não sozinho e talvez não porque se tornaria ainda mais doloroso admitir que mastiguei bem mais do que seria capaz de engolir. Ainda não se passou tempo suficiente para que o tempo que me fustiga me liberte de mim, da porcaria que fiz e que me persegue e ensombra. Ainda não tenho de volta a serenidade que tanto procurei, mas que me fugiu pelos dedos quando te vi ir.

Gostava tanto que soubesses de mim, da pessoa que te amou como acreditas ter sentido, porque foi real. Matava por um momento que apagasse todos os que te magoaram quando tinha prometido nunca o fazer. Tive que te ouvir dizer que não te quis o bastante para cuidar do amor que trocámos. Carreguei cada uma das palavras amargas com as quais atiraste o meu orgulho para o esgoto. Fiquei impotente perante tanta verdade e lucidez, porque afinal nunca te enganaste quando me viste realmente.

Quando e enquanto fui eu a querer o impossível, nunca me lembrei de questionar o que te prometia e a verdade é que nunca cheguei perto do que sonhava para nós. Enquanto me enganei, por não saber o verdadeiro significado de um amor para sempre, dei-te umas quantas migalhas, mas nem mesmo aí protestaste. Enquanto e durante o tempo que te amei, sei que fui amado de volta, tanto que certamente gastei todas as minhas vidas quando o desperdicei. Quando te abandonei, perdi todas as chances de me ter de volta e ser feliz!

Parece que devo ser sempre forte...

Carne Griffiths é mais uma prova viva de que a arte pode surgir de qualquer lugar e o que importa mesmo é o talento e a criatividade. O ilustrador cria retratos respingados utilizando tinta de caligrafia e vários tipos de bebida, entre café, conhaque, vodka, uísque ou, à boa moda britânica, chá. O que à primeira vista nos parecem salpicos...


Sim, devo ser forte, porque é o que sempre parecem esperar de alguém como eu. Esperam que eu saiba, em todos os momentos, o que fazer, o que dizer e onde estar quando não estão os que me fazem falta. Se é suposto ser forte, vou sê-lo e tenho-o sido. Se está determinado, não sei sequer por quem, que não me posso desviar um milímetro do que sempre mostro, então assim será, até que me quebre, até que fique no chão, chorando o que ninguém pode ver, porque estaria a mostrar que afinal, caramba, afinal sou igual a todos os outros.

Devo ser forte, mesmo quando não te tenho, porque não me posso alimentar do que me passas e passarias se ao menos fosses igualmente forte. Sou forte quando escolho pensar que somos a nossa metade, a que queremos ter para lá do tempo que ainda não conhecemos. Sou forte quando imagino as nossas sombras, precisando um do outro, porque somos a luz que as reflecte.  Sou forte quando vejo o amor a dobrar, as palavras a saírem tão desenfreadas que nos magoamos de tanto amor. Sou forte e irei sê-lo, por ti e para ti. Sou forte e determinada, mais ainda desde que passei a imaginar que te tenho deste lado da minha vida. Sou forte mesmo que nunca mo peças e que apenas esperes que cuide de mim, talvez porque não o consigas fazer. Nunca esperas que saiba tudo e que faça acontecer demasiado, até porque é claro que te assusta. Sou forte, é um facto, mas a minha força fez-te fugir de mim, talvez porque tenhas escolhido acreditar que não me farias falta.

Não deveria precisar de ser sempre forte, mas é tudo o que me resta desde que mais nada do que esperava de ti me restou...

6.6.18

Quem avalia o amor?




Quem avalia o amor? Quem diz o que está mal ou bem feito? Quem nos ensina a sermos mais, quando o menos está tanto em voga? Quem nos pára de cada vez que pisamos o risco e galgamos degraus que empurram o outro?

Já acredito que na maioria das vezes temos apenas sorte, ou azar, porque parecemos não saber ao que vamos, nem com quem. O acaso, o destino, a burrice ou a infantilidade, permitem-nos o que dermos, mesmo que inconscientemente.

A vida não vem com qualquer manual e as experiências de uns jamais serão a de todos os outros. Então o que fazemos? Usamos o bom senso. Estamos mais atentos. Aceitamos o inevitável, e largamos o impossível. Ouvimos, falamos e sentimos, com intensidade e honestidade. Vemo-nos nos outros, para apenas fazermos o que queremos que nos façam.

Sinto que amar, mesmo sendo algo complicado, é mais simples do que parece. Sou para os outros, o que os outros deverão ser para mim, Moedas que se trocam, olhares que se olham mesmo e certezas que se cultivam, para que as dúvidas não se instalem, teimosas. Sou eu que avalio o amor que me chega. Sou eu que percebo, pelos amores que outros carregam, quais me poderão servir e preencher. Sou eu e apenas eu, que posso em todos os momentos, começar, recomeçar, parar ou prosseguir.

Quem avalia o amor, já está inevitavelmente a amar!

Não tens ideia...




Não tens ideia de quantas vezes nos imaginei juntos, frente a frente, a debitarmos os milhões de palavras que servem para falarmos de nós. Não tens ideia dos sonhos que os meus sonos conseguem fazer acontecer, tendo-te onde me fazes falta, e estando eu, onde precisas para te reconstruíres. Não tens ideia, tal como não tinha antes, da importância que adquiriste na minha vida.


Nada poderia ser igual se tu deixasses de estar. Nada me faria continuar, e suportar a tua ausência, se escolhesses deixar de me escolher. Nada poderia servir-me, iluminando-me o sorriso como apenas tu consegues, se os meus dias não te trouxessem.

Por vezes parecemos ter já caminhado muitas vidas, mas a realidade, a nossa, é bem mais recente, mesmo que estejamos a carregar alguma história comum. Sei que fui pedindo, por vezes a medo, que me permitissem recomeçar, tendo ao meu lado quem me carregasse ao colo, se estivesse frágil, quem risse comigo e fosse capaz de me desejar TANTO, que eu nunca precisasse de precisar de nada mais. 

Não sei se terás ideia, meu amor, do que me passas de cada vez que dizes - Olá querida - Não sei se me entendes e lês, mas a verdade é que contigo tudo é bom, até quando arriscamos "zangar-nos". Quando dizemos coisas distintas querendo apenas dizer o mesmo. Não sei se terás ideia, certamente que ainda não, do que serei capaz de fazer e mudar por ti, mas breve, muito breve, e até porque já está escrito, sentirás sem que precise de usar qualquer palavra. Não tens ideia, mas eu vou ajudar, todos os dias, a que me percebas!

5.6.18

E se ficarmos sem tempo?

Cool head


Os planos podem ser apenas isso, e por vezes, não tão raras quanto isso, não somos capazes de completar o que desejámos.

E se ficarmos sem tempo enquanto procuramos pelo que já existe e até encontrámos? E se perdermos o que tanto nos custou a conquistar, apenas porque nos adiámos e fizemos esperar quem não soube ler-nos? E se sonhar, mesmo que acordado, nunca passar disso mesmo? Não vai bastar. Não vai ter um sabor que nos saiba bem. Não vai consolidar nenhuma das promessas que desbaratámos. Não vai durar o tempo que duraremos nós, mas servirá para que o recordemos, doridos, para sempre.

Não quero ficar sem tempo, por isso vou beijar-te durante todos os momentos que me couberem, porque ninguém me prometeu o amanhã. Vou abraçar-te até que a dor se torne boa e te cole mais a mim. Vou andar contigo pelas nuvens, mas sabendo que te tenho para manter. Vou chorar, de alegria, porque não pretendo ficar sem tempo, nem sem ti. Não te vou dizer adeus e não vou permitir que te vás para lá do tempo que afinal ninguém controla.

E se ficarmos sem tempo, como é que nos iremos perdoar e continuar a viver?


3.6.18

O sol que eu consigo ver!

... by Светлана  Беляева on 500px


Como escreveu a poetisa brasileira Helena Kolody no poema Dom:

Deus dá a todos uma estrela.
Uns fazem da estrela um sol.
Outros nem conseguem vê-la.

Temos todos, mesmo que não o consigamos ver, um dom, algo que poderá ditar todo o nosso percurso, fazendo de nós pessoas completas e bem-sucedidas, ou apenas eternas buscadoras de um propósito. Temos de conseguir entender sobretudo o que ninguém explica, porque apenas assim daremos a volta por inteiro. Temos que desejar o arco-íris, permitindo que as cores nos guiem. Temos que ir esperando, com alguma tranquilidade, pelo que já estivermos a construir. 

O sol que eu consigo ver, guia-me até quando não está e a escuridão toma o seu lugar. Não tenho apenas dias luminosos e quentes, também acabo imersa num frio que me enregela a alma, mas sei ao que recorrer e até onde ir para não me afastar demasiado dele.

Deus dá a todos uma estrela, só precisam de encontrar a vossa!

2.6.18

Onde param os homens?

Tenho manhas com jeito de mulher fatal. Mas zangada faço biquinho e quando contente eu dou carinho....

Onde param os homens? Sim, a pergunta é mesmo essa.  Onde param os homens? Aqueles e não estes de agora, até os que já o são de algum tempo. Onde param os homens que se conhecem porque já determinaram há MUITO, qual o caminho que precisavam de trilhar? Homens que não se escudam em "ses", usando-os entre cada frase. Homens que enfrentam ventos e tempestades e que não vão a correr recolher-se nos chapéus-de-chuva mais próximos. Homens que mesmo sentindo medo, sabem como lidar com cada um?

Não raras vezes digo que na outra encarnação quero ser homem para os entender melhor, mas a porra da coisa é que não me vou lembrar de nada desta vida e certamente que acabarei, também eu, medrosa, assustadiça, encolhida e desejosa de que o vento não sopre demasiado forte.  Por esta altura já terei uns quantos de bandeira bem no alto a gritar que se os conhecesse não falava assim. Yeah, right! Somos todos crescidos até irmos a correr para debaixo das saias das mãezinhas. Os que têm propensão para a psicologia também dirão para o do lado - coitada, teve muitos desgostos amorosos - mas não meus amigos, tive juízo e pragmatismo que bastasse para pôr a correr uns quantos e para nunca atingir a red zone.

Homem que é homem"... tanto que ouvia esta expressão e outras bem másculas, mas pelo que parece a masculinidade tem fugido para a violência que está a aumentar. Compreende-se que assim seja, é que quando nos faltam os argumentos, a bagagem e a vida que deveríamos viver, recorremos ao mais fácil.

Não meus amigos e amigas, não estou azeda, nem sequer amargurada, estou apenas desiludida com a humanidade, é que por mais que me esforce e tente modernizar, o meu modelo ainda passa por homens e mulheres a serem felizes juntos, construindo cada sonho e resistindo às adversidades, mas também sou um ser adaptável e percebo que ou tenho ao meu lado quem reme comigo, ou afogo-o depressa para não me pesar no barco.

Embora lá a crescer pessoal, é que a vida não espera e eu também não estou a ficar mais nova, gostava, sinceramente, de ainda poder escrever de forma optimista e conciliadora, ainda neste século, se não for pedir muito.